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sábado, 10 de abril de 2010

Mito ou Verdade: deletar a pasta de um programa ao invés de desinstalá-lo causa problemas?

Veja neste artigo a importância de apagar programas completamente e manter seu computador limpo.

O Blog do Igor começa mais um artigo Mito ou Verdade, e certamente a dúvida desta vez abordada é muito comum entre os usuários: deletar a pasta de um programa ao invés de desinstalá-lo causa problemas?

Sim, apagar a pasta de um programa sem desinstalá-lo pode acarretar problemas, desde pequenas falhas de atalho até mais graves que envolvem o registro do Windows e arquivos compartilhados. Entenda por quê.

É tudo registrado

A principal razão para eliminar completamente um software de um computador é o registro do Windows. Para quem não sabe, trata-se de um banco de dados que armazena configurações e opções de todos os componentes de hardware e dados sobre quase todos softwares instalados e configurações de usuários do sistema.

Com o tempo, mais e mais informações são adicionadas ao registro, muitas delas inúteis. Isso o sobrecarrega e pode deixá-lo lento. Ao apagar a pasta de um programa sem desinstalação, ela pode ser removida para o acesso do usuário, porém o registro e alguns arquivos de configuração (como os DLL) permanecem no sistema. Em outros casos, alguns arquivos podem ficar “presos” e não conseguem ser removidos. Pior, se tentar desinstalar depois, não será possível.

Programas “parceiros”

Hoje é muito comum que programas diferentes “conversem” entre si — a Adobe faz muito disso, por exemplo. Ao apagar a pasta de um, outros podem ficar “perdidos”, eles não sabem que um companheiro foi deletado e ficam até mesmo inutilizados.

Cuidado: apagar um software sem desinstalá-lo é como varrer sujeira  para debaixo do tapete.Outro tipo de associação é de arquivos, que indica determinado programa como padrão para abrir um tipo específico de arquivo. Ao apagar (e não desinstalar) tal software, o Windows acha que ele ainda existe e vai tentar usá-lo pra executar tal extensão. Problemas menos graves incluem atalhos que ficam perdidos pelo sistema, às vezes no Menu Iniciar, outras na Área de trabalho.

Em outras palavras: imagine o Windows como uma casa. Apagar um programa sem desinstalá-lo é como varrer sujeira para debaixo do tapete. Pode até esconder, mas os problemas vão aparecer cedo ou tarde.

Desinstalar tudo?

Não exatamente. Softwares mais simples, por exemplo, não adicionam informações ao registro do Windows e funcionam apenas com seus arquivos executáveis. Nesses casos, é possível apenas excluir a pasta deles. O raciocínio é simples: se houve instalação, deve haver a desinstalação apropriada.

Então, nada de apagar pastas a torto e direito. Primeiro, acesse o Painel de Controle do Windows, vá em "Adicionar/Remover Programas" e desinstale o que você não quer mais. Se tal software não estiver listado, calma!

Os desinstaladores dos programas geralmente se encontram na mesma pasta que está o arquivo executável. Se existir uma pasta do programa no Menu Iniciar, verifique se ele está lá. Caso esteja, selecione-o e siga as instruções. Se não, encontre o link do programa, clique com o botão direito e escolha “Propriedades” e lá encontre o caminho. Vá até esse caminho no Windows Explorer e na pasta principal procure algo como “Uninstall”. Se encontrar, execute e siga as instruções.

Não é comum, mas há programas muito teimosos que exigem uma operação de guerra para serem removidos. Então leia o artigo que explica como deletar softwares manualmente.

Programas que tiram tudo

É comum que a pasta onde um software estava instalado permaneça no sistema mesmo depois de usar o desinstalador corretamente. Nesse caso, deletar a pasta é recomendável, uma vez que o principal já foi excluído.

O que você pode fazer também é usar um programa desinstalador. São programas que, além de desinstalar softwares, procuram também qualquer sobra no sistema para não deixar nenhum rastro. O campeão disparado de downloads no Baixaki é o Revo Uninstaller, uma das opções mais eficientes e seguras. Não deixe de ler também este artigo que ensina você a usar o Revo.

O Revo, um dos melhores desinstaladores.

Outras boas opções de desinstaladores são FineUninstall, MyUninstaller, Add/Remove Cleaner, Ashampoo Magic Uninstall, Free Uninstaller, Handy Uninstaller e Uninstall Manager Pro. Se você não sabe qual é melhor para você, o Blog do Igor ajuda com este artigo sobre os melhores desinstaladores disponíveis no Portal.

Limpeza total

Imagine que desinstalar um programa é como fazer a faxina pesada em uma casa para tirar as piores sujeiras. Depois é a hora de conferir tudo para ver o que sobrou. Por isso que você também deve usar um programa para limpar o computador. Ele não somente complementa a desinstalação de um software, mas também remove todos os tipos de arquivos inúteis que se acumulam com o tempo.

Sem dúvida, a melhor recomendação do Blog do Igor é o CCleaner, ótimo para remover arquivos DLL, temporários e também o registro do Windows. Aproveite e leia também este tutorial que ensina a usar o CCleaner passo a passo. Ele é capaz, inclusive, de remover entradas erradas na lista “Adicionar/Remover” no Painel de Controle. Isso acontece algumas vezes, quando um programa, mesmo depois de desinstalado, insiste em ficar naquela lista.

O CCleaner, excelente limpador para o Windows.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Toshiba anuncia nova tecnologia para recarregar aparelhos em poucos minutos

Já pensou carregar seu notebook em apenas alguns minutos? A nova tecnologia da japonesa Toshiba promete recarregar até 90% da bateria do seu aparelho eletrônico em cinco minutos.

A Toshiba tem se destacado por lançar novos tipos de baterias e alternativas à tecnologia de Li-ion. Há alguns anos, a empresa anunciou a SCiB (Super Charger Ion Battery), uma bateria criada para ter maior duração – de 5 a 6 mil ciclos – e também rápida recarga. Agora ela traz mais inovações, tanto para métodos ainda mais rápidos de carregamento de baterias SCiB quanto avanços na tecnologia de baterias de células de combustível.
Células de combustível

Reprodução: NASAAntes de abordar os novos carregadores da Toshiba, vamos falar um pouco sobre as baterias com células de combustível. Elas funcionam a partir da reação do hidrogênio com oxigênio do ar.

Atualmente, a tecnologia que mais se destaca entre as células de combustível é a DMFC (Direct Methanol Fuel Cell), que funciona com a utilização de metanol, ou álcool metílico – que tem sua principal utilização como solvente industrial. O metanol é responsável por armazenar o hidrogênio para que ele entre em contato com o oxigênio do ar.

Ao lado temos uma imagem da bateria DMFC desenvolvida pela NASA.

Um carregador diferente

A primeira novidade da Toshiba é justamente um carregador para baterias com células de combustível, compatível com aparelhos de conexão miniUSB. É necessário carregar o aparelho com metanol, o que é feito por um pequeno tubo. Apenas 14ml podem gerar duas cargas de um aparelho celular.

A capacidade total do carregador é de 50ml. Segundo a Toshiba, será possível até mesmo carregar metanol em viagens de avião, uma vez que este tipo de carregador se tornará muito popular. Isto é algo ainda bem duvidoso.

Outra questão a ser observada é que baterias comuns podem ser carregadas em qualquer tomada com eletricidade. Por mais que eletricidade seja algo pago, podemos carregar em qualquer lugar, até mesmo em aeroportos, faculdades e empresas.

Se a carga elétrica é tão simples, será que carregar metanol seria assim tão simples? E se sim, qual o custo? Estas questões ainda permanecem uma incógnita, mas mesmo assim, esta tecnologia está evoluindo e deve ser levada em conta.
Carregador SCiB

Reprodução:  ToshibaO outro carregador apresentado pela Toshiba em fevereiro deste ano foi a unidade recarregável para baterias SCiB. O super carregador, aliado a potência deste tipo de bateria, promete atingir até 90% da carga total da bateria em até cinco minutos.

Seu tamanho é semelhante ao de um netbook de 8”. A tecnologia utilizada é chamada de EDLC (Eletric Double-Layer Capacitors), capacitores de camada dupla elétrica, também conhecidos como supercapacitores. E esta tecnologia, relativamente nova, que permite que a bateria seja recarregada até 6 mil vezes sem perder sua capacidade total.

or enquanto, a empresa japonesa ainda não anunciou datas para lançamento destes carregadores no mercado. Acreditamos que o carregador SCiB esteja mais perto de chegar ao mercado, por ser um tipo de tecnologia mais comum, enquanto os carregadores a base de metanol ainda não estão prontos para o grande público.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mito ou Verdade: desligar o PC antes do Windows faz mal?

Descubra mais um mistério da informática cotidiana na série Mitos e Verdades do Blog do Igor. Hoje iremos saber se desligar o computador sem o Windows tê-lo feito antes causa danos. Preparado? Vamos lá!

“João, desligue esse notebook e preste atenção na aula!”, disse o professor Mário enquanto João e seus amigos riam apontavam para o computador durante a aula de Língua Portuguesa na faculdade. Ao perceber que o professor não brincava, um dos amigos de João decidiu tomar uma atitude drástica antes que ele pudesse fazer algo – apertou o botão desligar até que o notebook não exibisse mais nada na tela. De repente, João ficou pálido e disse ao amigo: “Se o meu computador começar a ter problemas, você vai ver!”.

Se você já passou por algo parecido, mesmo que não tenha sido um amigo seu que desligou seu computador, já deve ter se perguntado – “Desligar o computador antes do Windows faz mal?”. Existem testes que dizem que se você fizer isso mais de dez vezes, pode causar danos irreversíveis ao seu disco rígido, de modo que o seu Windows não iniciará da maneira correta. Assim, podem acontecer travamentos e até mesmo problemas mais graves.

Desligar o computador antes do Windows faz mal?

Entretanto, há outra linha de pesquisadores de defende a teoria de que este tipo de procedimento não causa danos físicos e sim ao Windows, já que com essa medida o sistema não terá como finalizar os processos que está executando no momento em que você ordenou que o computador fosse desligado ao pressionar o botão. Assim, vários arquivos são corrompidos e alguns programas podem parar de funcionar corretamente.

Será que o disco rígido é prejudicado?

Se você adotar a linha dos pesquisadores que acreditam em danos irreparáveis no hardware, é bom ficar atento para problemas que podem acontecer devido ao corte brusco de energia nos circuitos do seu computador. O mais prejudicado nesta história pode ser o seu HD, que poderá não rodar da maneira correta e até mesmo ser riscado de uma maneira quase irreversível. Assim, o computador fica com problemas bastante sérios.

Essa é uma questão que divide muitas opiniões pelo mundo afora. Sempre haverá quem diga que não vai acontecer nada, ou então aqueles que ficam abismados toda vez que ver alguém desligar o computador direto na energia. O fato é que o sistema operacional precisa fechar algumas rotinas para que quando você ligue o computador novamente, encontre tudo como deixou no momento anterior.

Desligamentos abruptos podem fazer com que alguns arquivos do sistema operacional sejam corrompidos e não funcionem bem. O Windows, assim como outros sistemas operacionais, trabalha com arquivos importantíssimos tanto na sua iniciação quanto no encerramento. Para que o sistema continue a funcionar bem, é melhor que você use o processo convencional de desligamento através do Menu Iniciar do seu computador. Entretanto, se isso acontecer apenas uma vez ou duas, não precisa se desesperar como fez o João do exemplo acima.

Tome cuidado ao desligar o seu computador!

O problema vem quando esse tipo de desligamento se torna frequente. As rotinas do Windows, das quais já falamos, passam a ser cortadas ao meio, danificando arquivos. Imagine que o mesmo João estava fazendo um trabalho durante a aula em vez de assistir vídeos no YouTube. Se o amigo dele desligar o computador enquanto João estivesse salvando este trabalho, o Word talvez não tivesse tempo de fazer a cópia de segurança do arquivo para que quando o sistema voltasse à ativa, pudesse ser retomado do último ponto de salvamento. Agora, imagine se em vez de um trabalho, fosse uma configuração importante do seu sistema operacional. Se o Windows desligasse de repente sem que houvesse tempo para salvar este registro, com certeza você irá enfrentar alguns problemas para utilizar o computador.

Os discos rígidos antigos sofriam com o desligamento inadequado. Os novos também podem sofrer!

Agora, vamos tratar sobre o hardware. Enquanto o seu computador está ligado, existe energia circulando pelas placas e circuitos. Essa energia é filtrada pela fonte, componente vital para o seu computador. A fonte é a responsável por permitir apenas a entrada de uma quantidade específica de eletricidade na sua máquina. Há algum tempo, interromper a alimentação de um computador acarretaria consequências bastante sérias. Entretanto, as fontes de hoje em dia já conseguem garantir alguma segurança quanto a isso.

Cuide bem do seu computador!

Mesmo assim, isso não significa que existe algum tipo de imunidade a esses problemas. Outra informação importantíssima: fonte não é o estabilizador. A fonte do seu computador fica dentro do gabinete. É dela que saem os fios amarelos, vermelhos e pretos para serem ligados aos dispositivos do seu computador. O estabilizador ou no break é um utilitário externo ao seu computador. É nele que você irá ligar a tomada para que aconteça uma estabilização da energia que é enviada ao computador.

Procure não interromper a alimentação do seu computador abruptamente!

Dependendo de onde você morar, a oscilação de energia pode fazer com que os componentes sejam danificados. Por isso, o uso do estabilizador se faz importante, já que ele possui peças dispostas de maneira que a energia que chega às suas placas e discos rígidos não se torne um problema. Falando sobre discos rígidos, é importante lembrar do tempo em que o sistema operacional usado em boa parte dos computadores era o DOS.

Desligue o computador corretamente

Enquanto no Windows não é necessário fazer nenhum tipo de ação relacionada ao disco rígido para desligá-lo, no DOS o usuário precisava digitar a linha de comando “park” para que o HD fosse “estacionado” na posição correta. Caso isso não acontecesse, o disco poderia ser corrompido e todos os dados perdidos.

Muito bem, agora que você já conhece os riscos que corre se desligar o computador antes do Windows, fica a seu critério decidir qual é a melhor opção. Mas lembre-se, de qualquer maneira o sistema operacional será danificado. Pode ser que não tenha acontecido até agora, mas para que dar chance para o azar? Se existe a opção “Desligar” é porque o Windows precisa de algum tempo para ser encerrado com segurança!

Fique ligado para mais “Mitos e Verdades” aqui no Blog do IGOR!

Até a próxima!


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