Seja, Bem Vindo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A historia do Twitter.

Conheça a história do microblog que virou febre mundial e já conquistou boa parte do público brasileiro.

Ok, você sabe usar todas as ferramentas e marcações do Twitter, porém você conhece a história do microblog? Neste você entenderá todos os detalhes de como surgiu e em que pé está uma das grandes ferramentas da internet.

Desde os primórdios

Dois anos antes da fundação do Twitter, Evan Williams havia sido responsável pela criação do Blogger e, juntamente com Biz Stone, trabalhavam na gigante Google. Saíram de lá para formar a Odeo, uma empresa de podcasting que não trouxe resultados em sua área de atuação.

O Twitter foi fundado em março de2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone como um projeto paralelo da Odeo. A ideia surgiu de Dorsey durante uma reunião de discussão de ideias (brainstorming) em que ele falava sobre um serviço de troca de status, como um SMS.

Chamado simplesmente de Status, o pré-Twitter tinha como conceito exatamente o envio de mensagens curtas através do celular, em que você receberia um twich (vibração, em tradução livre) no seu bolso quando um update era enviado.

Entretanto, a palavra não agradou, pois não mostrava exatamente o que era o serviço. Ao buscar nomes parecidos no dicionário, Dorsey e os outros encontraram a palavra twitter, que em inglês tem dois significados: “uma pequena explosão de informações inconsequentes” e “pios de pássaros”. Ambos combinavam perfeitamente com o conceito.

O primeiro protótipo do Twitter era usado internamente na Odeo, sendo lançado em escala pública e completa (também para computadores) em julho do mesmo ano. Em agosto, os três fundadores e outros membros da Odeo fundaram a Obvious Corporation, que incluía o domínio Twitter.com. O microblog tornou-se uma companhia separada em abril de 2007.

Rascunho de Jack   Dorsey sobre uma nova ferramenta de troca de status

Evolução

A explosão do Twitter aconteceu no mesmo ano em no South by Southewest (SXSW), um festival de música e filmes para novos talentos, que trouxe a tecnologia como foco através de conferências interativas. O festival atraiu muitos criadores e empresários do ramo tecnológico para mostrar suas ideias.

Neste ano especificamente, foram colocadas duas telas de 60 polegadas no principal local de encontro do evento, mostrando exclusivamente mensagens trocadas via Twitter. A ideia era que os usuários ficassem ligados no que acontecia durante o evento em tempo real, através da troca de mensagens curtas.

A propaganda e o sucesso durante o festival foi tão grande que o envio de mensagens diárias, que era em média 20 mil, chegou a 60 mil durante os dias de festa. Assim, os criadores do Twitter e a ferramenta receberam o prêmio Web Award, concedido pelos organizadores do SXSW, ao qual agradeceram em 140 caracteres.

Quartel-general do  Twitter, no quarto andar

140 caracteres? Que tortura!

Muita gente se pergunta o porquê do limite de 140 caracteres na hora de mandar mensagens pelo Twitter. Não, não é perseguição dos criadores!

A limitação de caracteres se dá exatamente pelo conceito inicial da ferramenta: mensagens SMS. Além disso, enviar mensagens curtas é o principal foco do serviço e principal difusor de sites encurtadores de URL, como o Bit.ly, Migre.me e outros.

Página do Twitter na web

Trending Topics

Uma das principais ferramentas do Twitter não foi lançada logo no começo. Os Trending Topics (ou tópicos da moda, em tradução livre) traz os assuntos mais discutidos no mundo do Twitter naquele momento.

A inserção de uma busca em tempo real de assuntos indexados no sistema se deu em abril de 2009, quando ao observar as marcações feitas pelos próprios usuários, a turma do site resolveu incorporar o que antes era um aplicativo em mais uma ferramenta própria através da compra da empresa responsável pelo mecanismo.

Até hoje em dia

Atualmente, o Twitter continua sem utilizar propaganda ou anúncios no site, o que pode ser algo um tanto quanto estranho, tendo em vista que nos tempos modernos nada se faz sem a garantia de um retorno.

Entretanto, estima-se que o valor do Twitter chegue a 1 bilhão de dólares, ou seja, nada mal para uma empresa que, teoricamente, não recebe dinheiro por seus serviços. Os mais de 1 milhão de usuários do microblog certamente agradecem a “falta” de mensagens comerciais.

Twitter e a logo que  representa a marca

Além disso, o Twitter não ficou parado no tempo. A cada dia surgem novas atualizações e novidades, como as listas de amigos e filtros de Trending Topics por países. O serviço não parou de evoluir e conta com usuários fiéis, que trocam diariamente cerca de três milhões de mensagens diariamente. Porém, nem tudo são flores no reino dos pássaros e baleias do Twitter.

Desaceleração

Com crescimento elevado nos primeiros meses de 2009, o Twitter parecia ir de vento em popa, com passarinhos voando para todos os lados. Entretanto, segundo estudo da HubSpot, a taxa de crescimento havia caído para 3,5% em outubro do ano passado.

O que se vê também é um crescimento de usuários fora dos Estados Unidos. O português, por exemplo, é a segunda maior língua utilizada no microblog, e o Brasil é o terceiro maior “tuitador” do mundo, atrás de EUA e Inglaterra.

Gráfico da HubSpot sobre o crrescimento e desaceleração do Twitter

Para os criadores da ferramenta, os números mostram que o usuário está utilizando-a com maior consciência e aproveitamento, ou seja, o uso do serviço está mais focado e melhorado. Entretanto, a queda na expansão preocupa, com uma taxa de crescimento muito baixa, de acordo com o blog especializado.

Com todo o histórico e essa mudança no comportamento do microblog, não é possível nem ao menos “chutar” qual será o futuro da empresa de @Ev, @Biz e @Jack. Só resta esperar e ver se o Twitter se estabiliza ou se o fenômeno foi apenas temporário.

Como fazer para calibrar uma televisão?

Saiba quais itens devem ser ajustados e quais parâmetros levar em consideração na hora de arrumar a imagem da sua televisão.

Não importa o tipo de tela do seu televisor. Muito provavelmente quando você foi até a loja para comprá-lo um dos itens que você deve ter levado em consideração na hora da comprar foi a qualidade de imagem exibida pelo produto.

Porém, ao chegar em casa, você se vê diante de configurações-padrão, longe das exibidas na loja. Os manuais de instrução, embora tragam muitas informações sobre como proceder para alterar cada um dos itens, raramente explicam o que cada um significa.

Sem saber qual caminho seguir, muitos usuários optam por manter as configurações propostas pelo fabricante, sem levar em conta as condições de luminosidade do seu ambiente nem tampouco o tipo de imagem que está sendo exibido na tela.

Para você que não se contenta com pouco e quer extrair o máximo de qualidade do seu televisor, preparamos um guia explicativo com o significado dos principais itens que podem ser configurados, bem como quais as principais diferenças entre eles para que você tenha a melhor imagem possível com qualquer aparelho.

Prepare um ambiente especial para sua televisão.

Calibragem: o que é?

Não se assuste com o termo. Por mais estranho que pareça, calibrar o seu aparelho de TV nada mais é do que fazer uma série de ajustes de forma a exibir a melhor imagem possível, independente da fonte de origem dela.

Dessa forma, vale a pena proceder à calibragem tanto para quem assiste a imagens em alta definição, como as oriundas de um Blu-ray, quanto para quem assiste à programação da TV aberta, uma fonte cuja resolução é menor.

A calibragem do aparelho deve levar em consideração não apenas opções e funções disponíveis no televisor. É preciso analisar a luminosidade do ambiente em que o aparelho está localizado bem como as fontes de luz e reflexo que incidem sobre ele, como janelas abertas ou luminárias.

Calibrar é tornar as cores o mais fiel possível às suas fontes de origem.

Os itens mais comuns a serem analisados em uma calibragem são os ajustes de brilho, contraste e nitidez. Porém, você pode ir muito além deles. Os aparelhos mais modernos hoje em dia trazem uma série de opções customizáveis para que as cores que você vê na tela sejam as mais fiéis possíveis à fonte de origem.

Por que preciso fazer isso em minha TV?

Imagine um personagem conhecido do cinema, como o Homem de Ferro. Quais são as cores de sua armadura? Vermelho e amarelo, certo? Vá a uma loja de eletrônicos e compare duas ou mais imagens iguais em TVs diferentes. Repare que cada uma delas apresenta um tom de vermelho e de amarelo diferentes.

Isso acontece porque a maioria dos produtos expostos nas lojas estão preparados para exibir as configurações-padrão de fábrica. Some a isso o fato que nesses locais, em geral, a quantidade de luz que incide sobre os aparelhos é bem maior do que em sua casa.

Algumas lojas possuem espaços personalizados para exibir um determinado produto. Isso não está lá por acaso. Nesses locais a luminosidade é controlada e as configurações de cor da tela também são modificadas, de modo a proporcionar ao visitante a maior fidelidade possível.

E é justamente esse o propósito da calibragem. Apresentar ao espectador uma paleta de cores fiel à concepção de sua imagem de origem. Embora muitos acreditem que arrumar a imagem de uma TV signifique deixá-la o mais fiel possível ao seu gosto, não é esse o propósito da calibragem.

Calibrar a TV é mesmo necessário? Sim, com certeza!

Além de você mesmo configurar manualmente o seu aparelho, vale lembrar que existem equipamentos e softwares específicos com essa função. Todos em geral têm um bom custo-benefício, uma vez que são caros para serem utilizados apenas uma vez a cada três meses.

A importância da calibragem é tanta que algumas empresas de TV por assinatura chegam a oferecer esse serviço para os seus clientes. A Sky, por exemplo, disponibiliza para os assinantes paulistas um serviço de calibragem de vídeo.

Pagando uma pequena taxa, o assinante recebe em sua casa a visita de um técnico especializado que ajusta, com instrumentos específicos, a imagem do aparelho de TV de acordo com as características do ambiente. Os padrões seguidos pelos técnicos são os mesmos adotados pela Society of Motion Pictures and Television Engineers, responsável pela regulamentação de um padrão de qualidade internacional.

Ajustes no ambiente

Antes de iniciar as modificações nas configurações de cores do seu aparelho de TV, o primeiro passo é conhecer o ambiente onde o produto está instalado. Repare, em primeiro lugar, nas condições de iluminação de sua sala enquanto você está assistindo à TV.

Você costuma assistir a TV com as luzes apagadas ou acesas? Se sim, saiba que esta é mesmo a melhor condição para desfrutar da qualidade máxima de imagem possível. A luz do ambiente atenua o contraste de cores que você percebe.

Da mesma forma, a escuridão total, diferente do cinema, pode ser prejudicial à sua visão, pois você força mais a sua vista. A melhor saída é manter uma luz difusa acesa no ambiente, localizada em algum ponto não conflitante com a tela – atrás e distante.

A iluminação correta é uma elementos importante no ambiente.

Outro item a ser levado em consideração é a distância mínima em relação ao aparelho. Ela varia de acordo com o tamanho de sua tela. Não há uma regra específica, mas vale fazer o seguinte cálculo: pegue a medida da diagonal de sua tela, em centímetros, e multiplique por três.

O resultado é uma distância aproximada. Um exemplo: uma TV de 42 polegadas tem diagonal de tela de 105,6 cm. Multiplicando por três chegamos ao número de 3,16 metros. Há outra forma de fazer esse cálculo que você pode conferir no artigo “Eu quero uma televisão grande, mas que tamanho devo comprar?”.

Entendendo os itens de configuração

Vamos conhecer agora um pouco do significado de cada um dos itens que você vai configurar e entender como a variação de cada um deles afeta a imagem visualizada no aparelho de TV. Essas configurações podem ser aplicadas em telas de qualquer tipo, desde as antigas CRT até as modernas LCD com tecnologia LED.

Brilho

As configurações de brilho determinam a intensidade da cor preta na tela do televisor. O ideal nesse quesito é buscar o equilíbrio. Quanto maior o for o brilho, menor a percepção dos tons de preto pelo usuário. A tela ganhará um aspecto cinza caso ele esteja muito alto.

Se o brilho estiver baixo a tela ficará mais escura e, a partir de certo ponto, você passará a não diferenciar contrastes de cores entre tons claros e escuros. Vale ressaltar que as configurações de cores variam de um aparelho para outro.

Brilho nos níveis mínimo, normal e máximo.

Assim, um ajuste de 50% em uma TV LED não é igual àquele de 50% em uma TV LCD. As variações são pequenas, mas são significativas a ponto de fazer com que a melhor opção seja mesmo ajustar “no olho” o melhor nível de contraste.

Contraste

A função do contraste é similar à do brilho, mas com a diferença que é responsável pelos tons de branco. Da mesma forma, nesse quesito você deve procurar o equilíbrio na configuração. Ao deixar o contraste muito alto a sensação que você terá é a de uma imagem borrada.

A configuração do contraste é tão importante que, mal configurado, ele pode causar desalinhamentos na geometria dos objetos e, em casos raros, problemas permanentes na configuração de cores do aparelho.

A mesma regra de variação entre os tipos de tela também se aplica nesse quesito. Se um contraste alto deixa as imagens borradas, um contraste baixo as mostra com quase nenhuma definição. O ponto ideal ficará entre 40% e 60%.

Imagem com aplicação de contraste mínimo, normal e máximo.

Cores

Brilho e contraste são as duas configurações mais importantes. A partir das variações delas todos os outros elementos sofrem alterações. Por isso certifique-se de ter encontrado o ponto ideal em ambos os quesitos antes de alterar outros itens.

O ajuste de cor refere-se à saturação. Quanto maior a intensidade, mais carregadas serão as nuances exibidas. Imagens com pouca saturação se assemelham a tons de cinza, dando a impressão de estarem lavadas.

Nesse quesito, mais uma vez, procure um meio termo em que as imagens não fiquem sobrecarregadas nem apagadas. Vale lembrar que este item não deve ser confundido com a temperatura de cor, algo que abordaremos logo adiante.

Matiz

O matiz é um controle adicional para televisores que utilizam o padrão NTSC. No Brasil, utilizamos o sistema de cores PAL, lançado posteriormente ao NTSC. Os sistemas PAL e SECAM dispensam a existência desse controle, uma vez que essa correção é feita de forma automática.

Um matiz desconfigurada tende a apresentar imagens em tons verdes ou violetas. Caso você perceba algum problema dessa ordem é nessa configuração que você deve mexer. No entanto, por padrão ela não deve sofrer alterações na configuração.

Fique tranquilo com as cores de sua TV.

Nitidez

Os valores de nitidez também são um elemento presente no sistema de cores NTSC. Quando ela está muito intensa o efeito percebido será uma espécie de halo em torno das imagens. Quando regulado em baixa intensidade o efeito é a impressão de elementos “recortados”, deslocados do cenário de fundo.

Em geral esse controle não necessita de regulagem e o modo pré-definido de fábrica é cabível para os mais diversos perfis de cor. Porém, caso queira alterá-lo, mais uma vez vale o bom senso e a busca pelo equilíbrio na configuração.

Temperatura de cor

Este item é mais recente e está presente em alguns aparelhos de TV mais novos. Sua influência é significativa, uma vez que afeta toda a paleta de cores. Seu funcionamento se dá a partir dos tons de branco que podem ser mais ou menos intensos.

A utilização dela varia de acordo com o seu ambiente. Um local muito iluminado, por exemplo, requer uma temperatura de cor diferente (quente). Já num ambiente com pouca iluminação as cores frias são percebidas com melhor intensidade.

Presets e configurações-padrão

Os aparelhos de televisão mais recentes, cada vez mais, buscam facilitar a vida do usuário em termos de configuração de cores. Assim, é comum encontrarmos modelos que trazem diversos modos de cores, específicos para cada finalidade ou origem de imagem.

Modos como cinema, esporte, game, TV ou normal são apenas alguns dos presets disponíveis. Todos visam adaptar o estilo da imagem exibida a um espectro visual mais fiel e realista se comparado à fonte de origem.

Exemplo de menu de configuração.

Embora o senso comum diga que a melhor imagem é aquela que se adapta perfeitamente à visão do usuário ou, em outras palavras, mais agrada à visão do espectador, nem sempre ela se constitui na versão correta ou fiel à proposta de quem criou a imagem em questão.

Os presets automáticos disponibilizados pelos fabricantes são apenas um referencial de combinações possíveis, que ressaltam em determinados momentos as principais características de uma imagem em questão.

Um exemplo: num modo cinema, o mais importante na imagem é o seu contraste. Repare que ele é bastante acentuado ao selecionar esse modo em qualquer aparelho. Já num jogo de video game, as cores assumem um papel fundamental, por isso a nitidez nesse modo é ressaltada.

Calibrando a TV com Star Wars e Indiana Jones

É isso mesmo que você leu. Os filmes da saga Star Wars, de George Lucas, podem ajudá-lo a calibrar a sua TV. O segredo não está nos poderes jedi ou na força do mestre Yoda. O diferencial fica por conta do THX Optimizer, uma opção de ajuste de cores disponível nos DVDs da série Star Wars.

A THX é uma das empresas mais conceituadas no segmento e além de disponibilizar tecnologias para o ajuste de cores é uma das referências em termos de certificação de qualidade. Além disso, existe um par de óculos disponível que auxilia em todo o processo de calibragem.

Você não precisa ser um jedi para calibrar a sua tela. Foto: divulgação.

Se você está disposto a investir na qualidade de imagem de sua televisão, vale a pena conhecer o site da empresa. Nele estão disponíveis mais informações sobre o produto, além das certificações de qualidade para imagem e som.

Por que não existe uma fórmula perfeita?

Embora existam referências e sugestões a seguir para configurar o seu aparelho, infelizmente não há uma maneira perfeita de se fazer isso apenas a olho nu. Empresas especializadas e estúdios de gravação profissional utilizam ferramentas complementares para garantir a exatidão de cores, como os colorímetros.

A maior razão para não existir uma configuração perfeita fica por conta da variação de luminosidade do seu ambiente. A menos que ele tenha luminosidade 100% controlada, não há como manter um valor constante de intensidade de luz ao longo do dia.

Por isso, uma configuração que aparentemente pode estar boa em um determinado pode lhe parecer desagradável horas depois, graças à mudança da luminosidade externa e suas consequentes alterações no reflexo interno ao longo do dia.

A melhor maneira de minimizar essas distorções é instalar o seu aparelho de televisão no mais adaptado ambiente possível. Sabe aquelas empresas que montam projetos para você ter um home theater em casa, com a disposição perfeita de som? O processo e os cuidados com a imagem devem ser exatamente os mesmos.

Análise o seu perfil de usuário antes de investir em calibragem.

Vale a pena investir em calibragem?

A resposta para essa pergunta depende da maneira como você encara o entretenimento ou seu ambiente para assistir televisão. Se você conta com um aparelho de televisão Full HD de, pelo menos 32 polegadas, localizado em um ambiente planejado e com poucas variações de luminosidade, vale a pena conhecer um pouco mais sobre essas tecnologias.

Ter um aparelho calibrado em um ambiente propício para o entretenimento resultará em uma diferença considerável em termos de qualidade de imagem - caso você possa contar com um aparelho de calibragem ou mesmo esteja disposto a receber uma visita de um técnico no assunto.

Entretanto, se você é do tipo que tem a televisão como uma companhia, deixando-a ligada enquanto faz as suas tarefas habituais do dia a dia e tendo pouco tempo para se sentar diante dela, na distância correta e com as luzes apagadas, a aquisição de um aparelho será de pouca serventia.

O que vale a pena, independente da qualidade do seu aparelho, é sim, manusear os controles de imagem e perceber o quanto eles podem modificar o visual de uma mesma tela, apenas com a correção de cores. O resultado será uma imagem muito mais agradável e em que será possível distinguir com maior clareza as principais nuances de cores e o contraste entre elas.

Você sabia da importância de manter o seu televisor calibrado? Tem outras dúvidas ou sugestões sobre o assunto? Participe deixando o seu comentário no espaço abaixo.

Mais imagens do Windows Live Messenger 2010 caem na rede

Pela terceira vez em dois meses, supostas imagens do novo comunicador da Microsoft são divulgadas. E as novidades são quentes.

Desde dezembro de 2009, o Windows Live Messenger — comunicador instantâneo mais usado do mundo — vem causando burburinho entre os usuários a respeito de uma nova versão do mensageiro.

Primeiro foi o site Neowin que divulgou imagens da suposta, que teriam sido enviadas por um informante anônimo. O site jura que as screenshots são verdadeiras e, a julgar por elas, o novo Messenger chegaria repleto de novidades, entre elas janela de contatos ampliada, atualizações de redes sociais como Facebook e Twitter diretamente da janela do comunicador e sistema de abas.

Em janeiro de 2010, outras imagens foram divulgadas, dessa vez pelo blog chinês LiveSino. As melhorias continuavam a surgir: sistema de abas, integração com o Twitter, envio de álbuns de fotos, reposicionamento do botão de Winks e estilo visual “à la” Windows 7.

Agora, em fevereiro de 2010, novas imagens surgiram e o boato do Windows Live Messenger continua mais vivo do que nunca. Agora quem divulga as imagens é o site cnBeta.com com a ajuda do LiveSide também.

As imagens variam desde a tela “Sobre o Windows Live Messenger” em chinês, em que se pode observar Windows Live Messenger Beta 15.3... (a continuação do número está borrada).

A suposta nova tela

Reprodução/cnBeta.com (site em chinês)

Outra imagem é a parte social do comunicador, na qual se observam links para Twitter, WordPress, Facebook e Windows Live, reforçando os boatos anteriores da forte intenção do Messenger de conectar-se a redes sociais. Nesta tela, percebe-se também um novo cabeçalho, com temas variados e recurso de geolocalização.

Um recurso que chama muita atenção é o de mensagem de vídeo, um serviço para gravar mensagens com a webcam e mandá-la para contatos on ou offline.

A suposta nova tela de visualização de contatos.

Reprodução/cnBeta.com (site em chinês)

Outra imagem mostra a nova visualização de amigos, na qual são exibidos todos os contatos. O layout é totalmente novo. Ainda nesta tela, percebe-se a integração com o Bing (serviço de busca da Microsoft).

A suposta tela de amigos, com um layout novo.

Reprodução/cnBeta.com (site em chinês)

Há ainda uma imagem que exibe uma janela de contatos mais clássica, com os nomes exibidos semelhantemente à visualização atual. Os recursos de conectividade a outras redes são disponibilizados também aqui.

Para quem preferir, a tela clássica de contatos continua.

Reprodução/cnBeta.com (site em chinês)

O site Wikikou divulgou ainda mais uma imagem que mostra alguns dos supostos novos emoticons. Percebe-se que eles foram reestilizados.

Os supostos novos emoticons divulgados pelo Wikikou.

Reprodução/wikikou.fr (site em francês)

Não se sabe se as imagens são autênticas. Certamente muito conteúdo ainda pode mudar até a palavra oficial da Microsoft, que não se manifestou oficialmente até agora, assim como já houve mudanças dos primeiros boatos até agora.

De uma maneira geral, suspeitas partem de algo concreto. Tal concreto, aparentemente, é o foco do Messenger para o Windows 7 e a integração com redes sociais diversas. Independente do nível de boataria, é difícil o próximo Messenger fugir disso.

Toshiba anuncia nova tecnologia para recarregar aparelhos em poucos minutos

Já pensou carregar seu notebook em apenas alguns minutos? A nova tecnologia da japonesa Toshiba promete recarregar até 90% da bateria do seu aparelho eletrônico em cinco minutos.

A Toshiba tem se destacado por lançar novos tipos de baterias e alternativas à tecnologia de Li-ion. Há alguns anos, a empresa anunciou a SCiB (Super Charger Ion Battery), uma bateria criada para ter maior duração – de 5 a 6 mil ciclos – e também rápida recarga. Agora ela traz mais inovações, tanto para métodos ainda mais rápidos de carregamento de baterias SCiB quanto avanços na tecnologia de baterias de células de combustível.
Células de combustível

Reprodução: NASAAntes de abordar os novos carregadores da Toshiba, vamos falar um pouco sobre as baterias com células de combustível. Elas funcionam a partir da reação do hidrogênio com oxigênio do ar.

Atualmente, a tecnologia que mais se destaca entre as células de combustível é a DMFC (Direct Methanol Fuel Cell), que funciona com a utilização de metanol, ou álcool metílico – que tem sua principal utilização como solvente industrial. O metanol é responsável por armazenar o hidrogênio para que ele entre em contato com o oxigênio do ar.

Ao lado temos uma imagem da bateria DMFC desenvolvida pela NASA.

Um carregador diferente

A primeira novidade da Toshiba é justamente um carregador para baterias com células de combustível, compatível com aparelhos de conexão miniUSB. É necessário carregar o aparelho com metanol, o que é feito por um pequeno tubo. Apenas 14ml podem gerar duas cargas de um aparelho celular.

A capacidade total do carregador é de 50ml. Segundo a Toshiba, será possível até mesmo carregar metanol em viagens de avião, uma vez que este tipo de carregador se tornará muito popular. Isto é algo ainda bem duvidoso.

Outra questão a ser observada é que baterias comuns podem ser carregadas em qualquer tomada com eletricidade. Por mais que eletricidade seja algo pago, podemos carregar em qualquer lugar, até mesmo em aeroportos, faculdades e empresas.

Se a carga elétrica é tão simples, será que carregar metanol seria assim tão simples? E se sim, qual o custo? Estas questões ainda permanecem uma incógnita, mas mesmo assim, esta tecnologia está evoluindo e deve ser levada em conta.
Carregador SCiB

Reprodução:  ToshibaO outro carregador apresentado pela Toshiba em fevereiro deste ano foi a unidade recarregável para baterias SCiB. O super carregador, aliado a potência deste tipo de bateria, promete atingir até 90% da carga total da bateria em até cinco minutos.

Seu tamanho é semelhante ao de um netbook de 8”. A tecnologia utilizada é chamada de EDLC (Eletric Double-Layer Capacitors), capacitores de camada dupla elétrica, também conhecidos como supercapacitores. E esta tecnologia, relativamente nova, que permite que a bateria seja recarregada até 6 mil vezes sem perder sua capacidade total.

or enquanto, a empresa japonesa ainda não anunciou datas para lançamento destes carregadores no mercado. Acreditamos que o carregador SCiB esteja mais perto de chegar ao mercado, por ser um tipo de tecnologia mais comum, enquanto os carregadores a base de metanol ainda não estão prontos para o grande público.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

EVIL: Nova categoria de câmeras digitais se coloca entre compactas e dSLRs

Lentes intercambiáveis e sensores grandes em corpos pequenos e de fácil manuseio, estas são as novas câmeras que chegam ao mercado.

O mercado de câmeras digitais tem dois lados bastante distintos. Enquanto profissionais e amadores avançados procuram as dSLR (digital Single Lens Reflex – Reflex digitais de lente única), com milhares de lentes diferentes, sensores enormes e controles complicados, as pessoas que só querem um meio de registrar seus momentos especiais procuram as compactas: simples de usar, muitas funções, leves e portáteis.

Em um paralelo com o mundo dos computadores, de um lado você tem os super equipamentos – desktops poderosos, com componentes de altíssima performance – ocupando o espaço que, na fotografia, pertence às dSLR. No outro canto estão os netbooks – tecnologia avançada voltada principalmente à portabilidade, mesmo que isso diminua a capacidade total – equivalentes às câmeras compactas.

As câmeras EVIL (Electronic Viewfinder, Interchangeable Lens – visor eletrônico e lentes intercambiáveis) pretendem ocupar – nessa comparação – o espaço de notebooks. Mais poderosos que netbooks e bastante portáteis, porém sem a mesma capacidade dos desktops.

Como chama?

Além do acrônimo EVIL, alguns as chamam de MIL (Mirrorless Interchangeable Lens – lentes intercambiáveis sem espelho), mencionando uma das principais diferenças em relação às dSLR, que usam um espelho em frente ao sensor para direcionar a imagem até o visor.

As câmeras EVIL da Sony, anunciadas na PMA 2010

Quem vai definir o nome da categoria é o mercado – como aconteceu com os netbooks, que já foram chamados de subnotebooks, por exemplo – quando essas câmeras se consolidarem nas lojas e nas mãos do consumidor. Neste artigo, a nomenclatura EVIL será usada para facilitar, e também graças ao apelo inevitável de um acrônimo com esse resultado.

Compacta, mas quase profissional

A fotografia digital entrou no gosto do consumidor muito antes de chegar ao ambiente profissional. A qualidade das imagens – nos seus primórdios – era péssima, e levou vários anos até conseguir se equiparar ao resultado obtido em filme. Desde que isso aconteceu, entretanto, as diferenças entre uma câmera profissional e uma amadora eram claras: sensor grande e troca de lentes.

Como você já viu aqui no Blog do IGOR, mesmo câmeras com 6 ou 8 Megapixels e um sensor grande produzem imagens de mais qualidade que compactas de 10 ou 12 MP.

Sigma DP1

Com isso em mente, em 2007 a Sigma lançou a DP1, primeira câmera compacta utilizando exatamente a mesma tecnologia de uma dSLR (no caso, a Sigma SD14). Processadores, sensor e software eram os mesmos nas duas câmeras, mas a DP1 ainda não podia ser considerada uma câmera EVIL, pois não permitia a troca de lentes.

Um pouco antes, em 2006, diversas empresas se reuniram em consórcio para a criação de um novo sistema de lentes e câmeras – o sistema Four-Thirds ou 4/3 – que ainda utilizava o espelho característico das câmeras Reflex.

Olympus, Panasonic, Kodak e vários fabricantes menores do mercado de fotografia digital se comprometeram com o formato e lançaram câmeras e lentes para ele. A grande diferença das câmeras 4/3 para dSLRs comuns era seu tamanho menor – tanto em termos de câmera quanto de sensor.

Micro 4/3

Olympus EP-1Em 2009 o consórcio responsável pelo formato 4/3 resolve inovar e, utilizando vários conceitos comuns em câmeras compactas – como a ausência de espelho e a utilização de uma tela LCD para a composição da imagem – lança o padrão Micro 4/3, explicado em detalhes aqui.

A rigor, pode-se considerar as câmeras Micro 4/3 como as primeiras da categoria EVIL, já que apresentam todas as características consideradas marcantes desse tipo de câmera. Porém o nome e a própria menção de “categoria” só aparecem em 2010.

Novidades “Made in Asia”

Samsung NX10Apesar de quase desconhecida, uma câmera pode ser considerada precursora de todo o buzz em torno das câmeras EVIL hoje. Enquanto 2009 terminava, a coreana Samsung apresentava a NX10, com sensor APS-C de 15.1 Megapixels e baioneta NX para lentes específicas. Até agora apenas três lentes acompanham a NX10: 30mm fixa e as zoom 18-55mm e 50-200mm.

Em janeiro de 2010 a Sony anunciou o projeto de câmeras conceito, com corpo menor que uma dSLR, mas usando o sensor de tamanho APS-C – o mesmo presente na maioria das câmeras profissionais.

A empresa é uma das maiores fabricantes no mercado da fotografia digital, produzindo sensores de diversos tamanhos, câmeras compactas variadas e também lentes e câmeras dSLR da série Alfa.

Como o padrão Micro 4/3 – devido principalmente ao alto custo dos equipamentos – nunca teve grande expressão no mercado, a aposta da Sony e da Samsung é ocupar um nicho praticamente inexplorado.

Apelos variados

Samsung NX10Em termos de mercado, as câmeras EVIL oferecem uma situação de ganho para todo tipo de consumidor. Para o profissional e para amadores avançados os novos modelos oferecem qualidade de imagem e recursos existentes em câmeras dSLR, mas mais portáteis e práticos. Ainda que não sejam utilizadas no dia a dia do trabalho fotográfico, as EVIL se tornam uma opção válida para as fotos descompromissadas, graças à sua portabilidade.

Aos amadores a oferta é semelhante, porém vista de outro ângulo. Com este equipamento não é necessário abrir mão da praticidade e do conforto de uso de uma câmera compacta para se obter mais opções e versatilidade.

Como o mercado começa a reconhecer o espaço vazio que existia entre as câmeras atualmente disponíveis, e com a entrada de concorrentes de peso como a Sony, pode-se também esperar preços mais competitivos, além do desenvolvimento da tecnologia.

Canon e Nikon

Quando se fala em câmera fotográfica, é difícil imaginar que algo surgiu sem influência dos principais fabricantes. Apesar de existirem rumores – principalmente sobre a Nikon – de câmeras EVIL da dupla dinâmica da imagem, existem considerações a fazer.

Ambos os fabricantes têm uma longa história no mercado fotográfico – desde o tempo dos filmes essas são as marcas dominantes – e o lançamento de um equipamento compacto exigirá um investimento muito grande em tecnologia.

dSLR Canon EOS 5D MkII dSLR Nikon D90

Também deve ser levado em conta o histórico de seus usuários, já que muita gente investiu dinheiro em lentes e equipamentos dSLR das duas marcas. Devido às diferenças de construção entre uma dSLR e uma câmera EVIL, é praticamente impossível acreditar que exista compatibilidade entre as lentes atuais e possíveis câmeras sem espelho desses fabricantes.

Compacta Canon Powershot G11Outro problema que pode desestimular os grandes fabricantes a entrar na competição é a necessidade de – uma vez lançada a linha EVIL – manter não só a produção de câmeras dSLR e compactas.

Um terceiro conjunto de equipamentos, que graças à sua engenharia não deve compartilhar acessórios com nenhuma das linhas já existentes, deve ser projetado. O custo operacional de uma jogada como essa pode ser crítico, e o risco é muito alto.

E agora?

Ainda é cedo para falar se as câmeras EVIL terão a aceitação que se espera de um equipamento que preenche um vácuo na seleção disponível para compra. Uma vez que os modelos disponíveis são poucos – a Samsung NX10 e meia dúzia de câmeras Micro 4/3 –, o mesmo ocorre com a variedade de lentes.

Câmera conceito EVIL da SonyCom a entrada da Sony no jogo, é possível que até o fim de 2010 outras fabricantes resolvam aderir ao formato, mas não é fácil prever de que maneira isso aconteceria.

Para aquelas empresas que já fabricam câmeras compactas, o investimento em tecnologia pode ser muito alto, enquanto que corporações já arraigadas no mercado profissional podem não sentir interesse em diluir sua marca em um mercado amador.

Ainda assim, é impossível não imaginar os olhos da grande maioria de fotógrafos brilhando ao perceber que é possível aliar portabilidade, versatilidade e qualidade em um único equipamento.

Que venham as câmeras EVIL, e que elas atendam a amadores e profissionais – cada um com suas necessidades. Principalmente que a categoria chegue competitiva, com preços justos, funcionalidades atraentes e imagens estonteantes.


Televisão a cabo busca novas maneiras de competir com o poder da internet

Como forma de combater o download ilegal de sua programação, redes apostam em alternativas como transmissão online e programações em 3D.

Embora ainda ocupe o posto do meio de comunicação mais utilizado, é possível notar que, a cada ano que passa, a televisão perde audiência para outros meios de comunicação, especialmente a internet.

Em países como os Estados Unidos, o impacto das conexões online de alta velocidade já preocupa muitas redes de televisão, especialmente aquelas que disponibilizam conteúdo pago. Muita gente está deixando de lado assistir aos programas no horário em que são transmitidos devido à facilidade de baixá-los em um momento posterior de forma totalmente gratuita.

Televisão perde cada vez mais espaço para o meio online

Exemplo dessa mudança de comportamento é a série Lost, um dos maiores fenômenos de audiência dos últimos anos. Em sua primeira temporada, o programa teve uma audiência média de 18 milhões de pessoas por episódio. Já o primeiro episódio da sexta temporada, que estreou esse ano, teve audiência de 11,4 milhões de espectadores, queda considerável.

Porém, isso não significa que as pessoas tenham deixado de ver a série: uma breve visita a sites que disponibilizam torrents, como o Pirate Bay, revelam milhões de downloads de cada novo episódio.

Para reverter esse quadro e trazer de volta aqueles consumidores que deixaram a televisão de lado, diversas emissoras estão investindo em meios de superar a rapidez que a internet oferece.

Seja disponibilizando conteúdo online exclusivo ou transmissão de programas em 3D, o futuro aponta para uma verdadeira revolução na programação doméstica, mais ou menos como o 3D e o Imax fizeram com o cinema atual.

Programação sob demanda na internet

Uma das formas que as redes de televisão encontraram para concorrer com a rapidez dos grupos piratas da internet é buscar uma maneira diferenciada de se inserir no meio.

A ABC, rede responsável por séries populares como Lost e Grey’s Anatomy, permite que usuários dos Estados Unidos assistam a episódios completos das séries que transmite através de seu site oficial.

EProgramação de TV no computador? Só para quem é assinantembora não impeça o download das produções por vias alternativas, é um bom exemplo de iniciativa que visa diminuir o impacto da pirataria.

A Comcast e a Time Warner, duas das maiores distribuidoras de televisão a cabo nos Estados Unidos, têm como principal aposta o sistema “TV Anywhere”, que permite ver a programação completa de diversos canais de qualquer lugar que a pessoa esteja.

Porém, o conteúdo só está disponível para quem já é assinante do serviço caseiro: ou seja, é mais um complemento às opções da televisão a cabo tradicional do que uma nova plataforma de negócios.

A iniciativa é semelhante ao que aos estúdios Paramount, Lions Gate e MGM fizeram com seus filmes, que são oferecidos através do sistema EpixHD, somente para quem assina esses canais através de serviços de televisão a cabo. A HBO também aposta no mesmo modelo de negócio e já anunciou que vai disponibilizar seus filmes e séries online, somente para quem paga pelo serviço televisivo.

Emissoras apostam na distribuição online de seu conteúdo, mediante pagamento

Embora transportar o conteúdo de canais populares para a internet seja uma boa iniciativa, o fato de estarem vinculados à assinatura de um serviço de TV a cabo não parece compatível com a nova realidade digital. Tudo indica que, caso essas companhias não encontrem um modelo de negócios próprio para a internet, continuarão perdendo terreno para a pirataria.

Filmes e programas em 3D no conforto de casa

Uma iniciativa que se mostra mais promissora e promete ser a sensação dos próximos anos é a transmissão de programação em três dimensões através de televisores, de forma semelhante ao que é feito pelo cinema. Essa forma de distribuição representa um diferencial real em relação à programação encontrada na internet e pode trazer de volta quem trocou a televisão pelo meio virtual.

Embora ainda esteja em fase inicial de testes, diversos canais pelo mundo já estudam transmitir programação tridimensional para os telespectadores. Embora a tecnologia esteja avançando a passos largos principalmente em locais como o Japão, Estados Unidos e Reino Unido, emissoras e operadoras de cabo já apostam na transmissão de programação 3D no Brasil.

Desde 2009 a Rede Globo realiza testes de gravação e transmissão de programação através de imagens tridimensionais e, semana passada, junto à operadora de TV por assinatura NET, transmitiu em 3D o carnaval através do canal 750, exclusivamente para o Rio de Janeiro.

A experiência foi restrita aos clientes do bar Baretto-Londra, localizado no hotel Fasano Ipanema, mas a operadora já planeja transmitir a programação para todos seus clientes a partir do final de 2010. Todos os assinantes teriam acesso à programação, embora não tenham sido divulgados quais conteúdos serão transmitidos com a tecnologia.

O obstáculo para a difusão da programação 3D está no equipamento necessário: televisores compatíveis com o formato ainda são inacessíveis para a maioria da população mundial, pois podem chegar a mais de 2500 euros nos modelos mais simples.

Sistemas operacionais móveis: qual a diferença?

Conheça melhor os sistemas operacionais que ajudam a fazer maravilhas em smartphones, netbooks, tablets e muito mais.

Não há como negar, os telefones celulares, smartphones e dispositivos móveis ocupam cada vez mais tempo e espaço em nossas vidas. Seus processadores estão mais velozes, há mais memória e um salto considerável no que diz respeito ao armazenamento foi dado.

Praticamente tudo o que antes era possível apenas pelos computadores de mesa agora pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora do dia, direto da palma da sua mão. Junto à evolução, chegaram as empresas querendo “ganhar o seu” na guerra da mobilidade.

Nokia, Google, Apple, Microsoft, Samsung, Intel e companhia possuem sistemas operacionais próprios. Isso é legal, pois estimula a concorrência, porém a quantidade de opções e modelos que invadem as tabelas de configurações certamente dão um nó na cabeça de muita gente.

Para ajudá-lo, neste artigo você encontra uma breve descrição dos principais sistemas operacionais para celulares presentes no mercado, justamente para que possa entender as diferenças e semelhanças entre eles na hora de escolher um novo aparelho.

Para começar, vamos ao SO que revolucionou o mundo dos celulares e trouxe uma nova visão para o mercado:
Mac OSX – iPhones

O que faz com que o iPhone, o iPod Touch e o iPad rodem com tamanha maestria é uma versão modificada do sistema operacional Mac OSX, que recebe o nome de iPhone OS. Seu foco é oferecer suporte para as tecnologias de reconhecimento de toques múltiplos, de inclinação (graças à inclusão do acelerômetro interno) e de multimídia, para a reprodução de vídeos, imagens e músicas.

A interface é simplificada, composta por ícones espalhados na área principal e outros fixos na parte de baixo da tela, chamada de “Dock”, para ligação, mensagens, email e outros de sua preferência. Para trocar de “telas”, basta arrastar o dedo de um lado para o outro, ao passo que para abrir o aplicativo é necessário apenas um toque sobre seu ícone.

No dia 3 de fevereiro a Apple lançou a versão 3.1.1 do sistema operacional que contém três melhorias pouco significativas. Espera-se que em breve a versão 3.2 chegue e seja compatível com o iPhone, pois parece que será exclusiva ao iPad. Apesar da interface impecável, há quem torça o nariz para as limitações impostas pela fabricante.

Você só pode baixar os aplicativos disponíveis na AppleStore – a menos que recorra à liberação do aparelho para aplicativos não oficiais, mas perca a garantia –, o que possui pontos bons e ruins. O lado positivo é que você sabe que tudo o que você baixar vai funcionar. Vírus ou outras ameaças com certeza não chegarão ao seu aparelho.

O lado ruim é a dependência da loja oficial e as restrições de compra de alguns aplicativos. Nem sempre é possível comprar o que você deseja na loja norte-americana, por exemplo. Também não há suporte para conectividade com dispositivos de terceiros, limitando o acesso a componentes Bluetooth .
Symbian
Fruto da parceria entre Ericsson, Nokia, Motorola e PSION, o sistema operacional é amplamente utilizado pela Nokia e se faz presente também em outras marcas, tendo como objetivos primários manter integridade e segurança dos dados, evitar desperdício de tempo do usuário e trabalhar com recursos escassos.

Esse desenvolvimento em conjunto resultou na formação da fundação Symbian, no ano de 1998, visando aproveitar ao máximo a convergência entre dispositivos portáteis do tipo PDA e de telefones celulares. Uma década depois, a Nokia anunciou a compra de todas as ações, prometendo o desenvolvimento de programas sem custos e acelerar a inovação no mercado.

Logo da Symbian Foundation


Hoje existem dezenas de variações do Symbian, o que prejudica a integração entre sistemas operacionais e aplicativos, pois nem sempre o que funciona em uma versão funciona na outra.

Atualmente as versões S60 (1°, 2° e 3° edição), UIQ (v 1.0,v2 e v3) , MOAP (v1, v2, v3, v4, v5 e v6) e ^1 estão disponíveis em vários modelos de aparelhos (vide tabela). Entretanto, em fevereiro de 2010 a primeira versão de código livre do SO foi lançada com o nome Symbian ^2.

Alguns modelos de celulares e as versões do SO

Porém, já no dia 15 de fevereiro a versão Symbian ^3, totalmente open source, foi liberada. Ainda não há nenhum aparelho à venda com esses dois últimos SOs, mas você pode conhecer um pouco mais da versão ^3 assistindo ao vídeo abaixo:

A versão ^4 tem previsão de lançamento para o final de 2010 e, de acordo com o site Symbian Foundation, ela terá suporte para display holográfico, protetor de dados pessoais, GPS e localizador do telefone, para usar nos casos de perda ou roubo do aparelho.
Um mar de versões
Quando se fala em versões, você já percebeu que o Symbian é campeão (isso sem falar do Symbian OS 6.0 até a 9.5). Para que você entenda um pouco melhor essa “salada” vamos resumir um pouco as coisas.

As versões mais modernas e que podem ser encontradas em celulares mais populares são a S60 3rd Edition FP 1,2 ou 3 (N95 e N85, por exemplo), a MOAP – predominante em modelos encontrados no mercado asiático – e a Symbian ^1 (N97 e E71, por exemplo). As demais já saíram de linha e estão presentes apenas em celulares lançados há mais de quatro anos. A tendência é que as versões S60 aos poucos saiam de linha e o Symbian ^2 e ^3 dominem os novos aparelhos.

Identidade visual do Symbian


Symbian ^1

A versão ^1 também é conhecida como S60 5° Edição e possui um arsenal de recursos, multitarefa, suporte para GPS, captura de áudio e vídeo e muito mais. Em outras palavras, representa os smartphones atuais

Symbian ^2

De acordo com a Symbian Foundation, a versão ^2 oferece os mesmos elementos da ^1, mas traz algumas novidades. Entretanto, com poucos atrativos para impressionar, a Nokia decidiu lançar a versão ^3 e aprimorá-la ao invés de perder tempo para ir se preparando para o lançamento da ^4.

Symbian ^3

A versão ^3 já conta com execução de áudio e vídeo em alta definição, suporte HDMI, reprodução de gráficos avançados, compartilhamento de imagens direto com sites de hospedagem e muito mais.Windows Mobile

Adotado por cada vez mais fabricantes, o Windows Mobile aparece como uma alternativa sólida para aqueles que desejam investir em celulares com foco mais corporativo. Esse é o perfil do Windows Mobile, aparelhos com foco em gerenciamento de emails, edição de arquivos e, na maioria dos aparelhos, pacote completo de conexões.

Isso porque ele acompanha todo o pacote de ferramentas do Microsoft Office, permitindo a edição de documentos já a partir da primeira utilização, sem necessitar de instalações adicionais e outras complicações. Outros programas que o acompanham por padrão são o Live Messenger (MSN), utilizado por milhares de pessoas ao redor do mundo, o Windows Media Player, o Outlook e o navegador Internet Explorer.


A versão mais atual do sistema operacional é a 6.5, no entanto, durante a Mobile World Congress Steve Ballmer anunciou o Windows Phone 7. Com visual mais “descolado” a nova versão do Windows para celulares e dispositivos móveis pretende colocar novamente a Microsoft na briga com iPhone, Symbian e BlackBerry.

O lançamento do Windows Phone 7 está previsto apenas para o fim de 2010. A vantagem desse SO – se você é usuário Windows – é a semelhança com a versão para desktop e a incrível facilidade de comunicação entre celular e computador.

Novo sistema

Além disso, com um lobby poderoso a Microsoft conseguiu o comprometimento de grandes fabricantes para lançarem produtos baseados em Windows Mobile. Acordos com a Dell, HTC, Samsung, LG, Sony Ericsson e Toshiba, por exemplo, são a certeza de ótimos celulares para rodar a próxima versão do sistema.

Os pontos negativos das versões atuais são a interface “truncada” e a dependência da stylus. Com menus pequenos e um gerenciador de aplicativos atrapalhado, pelo menos até o momento o Windows Mobile tem público bem específico. Espera-se que com o lançamento do Windows Phone 7 a Microsoft ganhe mais participação no mercado.
Android

O SO da gigante Google (que conta com um consórcio de mais de 34 empresas para bancá-lo) é também o que mais causa alarde na indústria de sistemas para portáteis e celulares, justamente por ter um apoio tão forte e pela sua natureza, de programação aberta, acessível a todos os interessados.

Baseado em Linux, ele traz consigo suporte para todo tipo de conexão sem fio (3G, EDGE, Wi-Fi e Bluetooth), para multimídia — inclusive vídeos de alta definição — e é extremamente versátil, facilmente adaptado a PDAs ou aos tradicionais telefones em barra, com suas telas menores.

Androids

Há menos de um ano no mercado, o Android é a bola da vez no mercado de celulares. Várias empresas anunciaram recentemente a utilização do sistema operacional para equipar seus aparelhos. A Motorola, Acer,HTC, Sony Ericsson e HP, além do próprio Google, são alguns exemplos de empresas que adoram o SO.

A sua grande capacidade de modificação, adaptação e o seu custo baixíssimo o tornam uma excelente escolha de sistema para aparelhos um pouco mais robustos, levando a antiga batalha contra o Windows a novos territórios.

Você encontra-o em aparelhos como Motorola ROKR E8 e RAZR 2 V8, Samsung, Nokia N810, HTC Hero eNexus One. De acordo com a Google, a versão 1.6 representa 47.6% do total de aparelhos com o sistema operacional. A mais recente, a 2.1, já detém 20,4%.
BlackBerry - RIM
Comunicação empresarial geralmente é a primeira ideia que surge quando ouvimos esse nome. O sistema, apesar de extremamente popular em países como os Estados Unidos, não é profundamente difundido pelo Brasil, talvez pelo seu próprio foco e pela falta de aparelhos no mercado, uma vez que ele só é utilizado para esta marca.

Falando em aparelhos, a maioria deles adota um padrão especial de teclado, contando com todas as letras do alfabeto e uma nova ordem que facilita a digitação nos portáteis. Suas funções são especificamente voltadas para a troca de mensagens de texto, navegação na internet e troca de emails (sendo implementada a tecnologia Push, para que as novas mensagens sejam baixadas automaticamente para o aparelho).

Famoso aparelhos com RIM

Com relação ao seu funcionamento, ele foi todo montado tendo o uso de vários recursos simultaneamente (multi-tasking) como foco, além de fazer uso extenso de dispositivos especiais dos aparelhos, tais comoTracking balls e Scroll Wheels (dispositivos para rolagens de páginas e textos, similares aos encontrados em mouses e teclados de notebooks). Apenas programas certificados podem ser rodados.

Se você preza pela troca de informações e reuniões virtuais a qualquer hora do dia para sua empresa, não pense duas vezes, esta é a escolha a ser feita! Além de ser considerado o celular ideal para executivos, seja pelas funcionalidades ou pela grife.
Palm webOS

O sistema operacional da Palm não tem muitos adeptos no Brasil atualmente – se o compararmos com os SOs acima. A empresa possui sua marca muito enraizada no mercado corporativo, pois PDAs ainda fazem a cabeça de vendedores e executivos em geral.

Porém, o webOS não se popularizou muito no país. O primeiro aparelho a trazer o sistema operacional foi o Palm Pre, com teclado QWERTY físico e tela touchscreen tem uma tímida participação no mercado.

Um dos modelos da Palm

O webOS, assim como vários outros SO, é baseado em Linux, porém conserva pouquíssimos traços da distribuição. O Palm Pre foi o responsável por trazer os holofotes para o webOS, mas nem toda a agitação em torno do novo telefone conseguiu mantê-lo no topo.

Assim como o iPhone e Android, o webOS também possui uma loja de aplicativos. Mas com poucas opções, fica claro que não é um bom negócio investir nesse sistema se você adora novidades.Bada

Depois de vender mais de 40 milhões de aparelhos touchscreen em 2009, a Samsung percebeu que estava perdendo dinheiro, pois todos eles possuíam sistemas operacionais de outras empresas. Para acabar com esse problema, em novembro de 2009 o SO Bada foi lançado.

Identidade visual do Bada

Assim como o Symbian, webOS e o Android, ele também é opens ource e foi desenvolvido exclusivamente para aparelhos Samsung. A intenção da empresa com seu sistema operacional é levar os smartphones para as massas e facilitar a vida dos usuários.

O primeiro celular com o usar o Bada foi o Samsung Wave. Um modelo com tela Super AMOLED, processador de 1 GHz e interface TouchWiz 3.0. O foco da Samsung com o Bada é justamente fortalecer essa interface. Por ser um SO recente, poucas novidades ou informações estão disponíveis, portanto vale ficar ligado nos novos aparelhos que chegarão ao mercado para o conhecer melhor.MeeGo

Mais uma novidade no mundo dos sistemas operacionais móveis é o MeeGo. Uma parceria entre Nokia e Intel rendeu o mais novo SO do mercado. A Intel estava desenvolvendo o Moblin, enquanto a Nokia trabalhava no Maemo (além de ser a dona de boa parte do Symbian) e aí, resolveram juntar as plataformas e fortalecer apenas uma ideia.

Logo do MeeGo

O sistema baseado em Linux e open source ainda não está disponível, mas tem previsão de chegada no segundo semestre de 2010. O foco das duas empresas é levar o MeeGo além dos celulares e expandi-lo para netbooks, TVs, PDAs, GPS, e tablets. A intenção do MeeGo é integrar todos os dispositivos onde o SO estiver instalado e facilitar a comunicação entre usuários desses aparelhos.

E qual é o melhor?

Sua escolha depende de gosto, necessidades e, principalmente, das funções presentes no SO. Quando se fala delas, não nos referimos apenas às do sistema, mas sim ao conjunto oferecido pelo aparelho, tais como câmera, capacidade de armazenamento e de processamento, memória e por aí vai.

Cada sistema operacional tem seus fortes e fracos. Alguns privilegiam um público-alvo, outros investem em beleza e praticidade, enquanto outros preferem contar com a ajuda do maior número possível de desenvolvedores.

Pode-se dizer que cada SO tem um perfil e compará-lo ao seu pode ser o ponto de partida na hora de escolher. É claro que o aparelho que leva o sistema também conta muito, se não for a parte mais importante. Você já imaginou um iPhone OS em um BlackBerry? Certamente todo o encanto da tela sensível ao toque que o aparelho da Apple desperta iria por água abaixo.

Você verá que, de tudo o que existe no gigantesco mundo de portáteis, um dos fatores que menos pesará — para a sua escolha — é o sistema operacional.

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