Seja, Bem Vindo.

sábado, 6 de março de 2010

Melhores programas de download por torrent

Conheça algumas dicas para quem quer aderir ao sistema torrent de download.

Com o advento da conexão de banda larga, que permite downloads em alta velocidade, diversas tecnologias foram desenvolvidas para facilitar ainda mais a troca de arquivos e informações através da rede. Um dos meios que alcançou grande sucesso entre usuários comuns é o Torrent, uma forma inovadora de espalhar os arquivos entre todos.

Explicando de um modo descomplicado, o método de compartilhamento por torrent consiste na transferência de um mesmo arquivo, ou pedaços dele, por todas as pessoas conectadas ao serviço. Isso significa que, se você busca por um arquivo específico e mil pessoas já têm ele em seu computador, todas elas servirão como fontes de transferência, o que torna o aplicativo um sucesso pela quantidade de arquivos disponíveis em sua rede.

Facilitando a transferência

Com o grande número de adeptos do sistema de transferências por torrent, diversos aplicativos foram e estão sendo desenvolvidos para auxiliar o usuário, facilitando buscas, gerenciamento e outras funções indispensáveis para o processo.

BITTORRENT e µTORRENT

Criado pelo desenvolvedor do sistema de transferências em torrent, o BitTorrent foi o pioneiro a lidar com o serviço. O programa sempre foi uma referência para o gênero e, por muito tempo, dominou completamente o mercado.

No entanto, logo surgiria o µTorrent, um forte concorrente que dividiria a preferência dos usuários de torrents, trazendo diversas inovações simples e eficazes, como métodos de busca por arquivos, além de interface mais amigável e simplicidade para rodar em computadores comuns.

Tendo em vista a ameaça que o µTorrent representava, Bram Cohen, criador do BitTorrent, adquiriu o µTorrent no final de 2006. A partir desse momento, a nova versão do pioneiro dos torrents ficaria muito semelhante ao seu maior concorrente, por passarem a usar as mesmas funções em quase todas as suas características.

Qualquer semelhança é mera imitação!

Características

Os dois softwares prezam pelos mesmos aspectos, apresentando funções simples e intuitivas, que levam mesmo o usuário menos familiarizado com o sistema torrent a dominar rapidamente todas as suas principais possibilidades.

A interface dos aplicativos é muito amigável, exibindo todas as suas características muito bem distribuídas pela janela principal, permitindo visualizar o andamento dos downloads em tempo real, manipulando-os de várias maneiras.

Outro detalhe interessante de ambos são as configurações pré-estabelecidas para a conexão, o que era uma verdadeira complicação nas primeiras versões do BitTorrent. Agora, basta instalar o programa e começar a baixar, sem precisar de conhecimentos avançados sobre conexões e portas de saída e entrada para fazê-lo funcionar corretamente.

A maior diferença entre os aplicativos é seu sistema de busca, em que as pesquisas através do BitTorrent são feitas em seu próprio site, menos acessado que as realizadas no µTorrent, feitas através do site MiniNova, um verdadeiro sucesso entre os usuários.

Para quem é indicado

Se você está procurando facilidade na transferência de arquivos por torrent, não deixe de tentar o Bit Torrent ou o µTorrent. Por serem do mesmo dono, os aplicativos são muito semelhantes em seus aspectos básicos, diferindo apenas no método de pesquisas, em que a aceitação é maior no µTorrent.

Azureus, a opção para usuários avançados

Se você entende bem de configurações e aplicativos em torrent em geral, uma boa opção pode ser o Azureus, um aplicativo que, embora seja mais pesado e complicado que os demais, permite realizar diversas modificações em suas funções, o que é ideal para usuários avançados.

Uma função importantíssima para quem é exigente em resultados para as buscas é o fato do Azureus permitir conexões com diversos outros serviços de torrent, o que torna a gama de arquivos distintos encontrados bem maior que a da concorrência.

Mais opções e configurações que a concorrência.

Para quem é indicado

Como dito acima, o Azureus é uma indicação para o usuário que saiba lidar com torrents com maior facilidade e esteja apto a configurar o aplicativo de várias formas. Vale lembrar que o programa pesa mais que seus congêneres, o que demanda um PC um pouco melhor para aproveitá-lo.

Como decidir?

Uma boa notícia para os iniciantes na utilização do sistema de torrents para transferir arquivos é que os melhores programas do gênero são muito simples e de fácil domínio por todos, outro fator que torna o serviço um sucesso entre os usuários.

O download dos aplicativos é muito rápido, o que permite a você testar cada um deles em questão de minutos, comparando rapidamente aspectos como conexões, velocidade de downloads, interface e facilidade no uso, características que, na maioria dos casos, são muito semelhantes. Baixe agora os aplicativos para torrent mais famosos e descubra o porquê do rápido crescimento dessa vertente na atualidade.

Caixa de pizza vazia agora é caixa de som

Aparelho exibido na CeBIT 2010 transforma embalagens de pizza em verdadeiras caixas de som.
Sexta-feira à noite, você pede aquela pizza deliciosa e devora cada pedaço. Terminada a refeição, resta apenas a culpa das calorias extras e uma caixa de pizza vazia. O que fazer com ela?

A Xenics criou o Vibe a Holic, um amplificador de som que pode ser ajustado em uma embalagem vazia de pizza, transformando o papelão em uma caixa de som. Isso acontece graças às vibrações, que acabam amplificando as ondas sonoras emitidas pelo aparelho.

O Vibe a Holic não funciona apenas com caixas de pizza - embora este material apresente a melhor qualidade sonora - e pode ser testado em copos de papel, caixas de leite, caixas de madeira e muito mais.



O gadget é mais curioso do que realmente útil. No entanto, quem quiser surpreender seus amigos e familiares com uma caixa de som alternativa, o Vibe a Holic pode ser adquirido na Europa por cerca de 35 euros.

Conheça o sistema 6D, capaz de projetar imagens extremamente realistas

Nova tecnologia baseada na combinação de lentes produz imagens capazes de interagir com a luz ambiente

A tecnologia 3D já deixou de ser novidade, estando cada vez mais presente em nosso cotidiano. Seja através de projeções de filmes no cinema, jogos e aplicativos para celular e futuramente até nos televisores caseiros, esta tecnologia de projeção possibilita novas experiências para o usuário, aumentando o nível de imersão com o que está na tela.

Apesar de ainda não termos aproveitado totalmente as possibilidades dessa tecnologia, parece que em alguns anos ela vai se tornar algo do passado. Isso porque cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) já estão trabalhando em um método capaz de projetar imagens em nada menos que 6 dimensões. Essa nova tecnologia promete um novo grau de imersão e qualidade de imagem, dispensando o uso de qualquer acessório extra, como óculos.

O 3D que observamos durante a projeção de filmes ou na tela de determinado aparelhos portáteis não é nada mais que a combinação de duas imagens projetadas em pontos distintos. Utilizando lentes colocadas a cerca de seis centímetros uma da outra, é possível simular um fenômeno natural chamado estereoscopia, responsável por criar informações referentes à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos.

Atualmente, a tecnologia em três dimensões é utilizada principalmente pelo mundo do entretenimento, como forma de combater a pirataria e atrair mais pessoas a salas de cinemas e espetáculos. Por mais que alguém possua em sua residência um equipamento capaz de rivalizar com salas de cinema que utilizam a tecnologia convencional, ainda não é possível reproduzir imagens tridimensionais de maneira convincente em um ambiente caseiro.

Dessa forma, caso você queira ter uma experiência realmente convincente, vai acabar pagando um pouco mais para assistir ao filme no cinema. Mais detalhes sobre esta tecnologia e a forma como é empregada atualmente podem ser encontradas no artigo “Como funciona a tecnologia 3D?”.

Nova tecnologia permite a visualização de imagens extremamente realistas

Imagine uma imagem em três dimensões exibida na tela de um cinema. Por mais que seja convincente e realista, independente do ângulo que você a visualizar, sempre terá a mesma imagem. Agora visualize em sua mente um holograma, que possui essa propriedade de exibir a mesma imagem de maneira diferente, dependendo do ângulo de visão do observador. Embora os hologramas sejam mais realistas do que as imagens em três dimensões projetadas no cinema, ainda sofrem de uma grande limitação: não são capazes de interagir com a iluminação do ambiente.

Por isso que quando vemos a imagem em holograma de um objeto qualquer, como uma flor, e a comparamos com o objeto real, temos a sensação de que aquilo é totalmente artificial e que falta uma série de detalhes. A nova tecnologia em 6D representa uma revolução nesse sentido, permitindo que a visualização dos objetos projetado seja alterada não apenas com a mudança de posição de quem olha, mas também com a mudança de direção e intensidade de iluminação.

Isso possibilita a exibição de imagens ainda mais realistas, dando uma ilusão muito mais convincente de profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos. Utilizando essa nova tecnologia, vai ser possível realmente acreditar que os personagens do filme que você está assistindo estão interagindo com o público, quase como se fossem novos membros da plateia.

Ao contrário dos hologramas, que dependem da utilização de um feixe de lasers para sua projeção, o sistema em seis dimensões utiliza um princípio semelhante ao encontrado em certos cartões portais e brindes de revistas, que simulam uma imagem tridimensional conforme o observador muda seu ponto de vista. Nestes objetos, á utilizada uma série de lentes lineares e paralelas construídas em plástico, que ficam superpostas à imagem que se deseja dar a ilusão de 3D.

Esse mesmo princípio é utilizado nas imagens chamadas de 4D, que são nada mais que imagens tridimensionais que simulam a sensação de movimento. Para isto, basta utilizar lentes quadradas em vez das lineares encontradas nos cartões postais. A tecnologia 6D utiliza diversas camadas adicionais de lentes e telas a esse sistema, adicionando duas dimensões extras. A imagem resultante não somente é modificada pela visão do espectador, mas também pela intensidade e direcionamento da iluminação presente no ambiente.

Em um teste inicial, os cientistas do MIT utilizaram a imagem de uma garrafa de vinho feita de vidro, cuja visualização é alterada conforme o ângulo da luz utilizada muda. O resultado impressiona pelo realismo, dando a ilusão de que o que se vê não é somente uma imagem projetada, mas sim o objeto real. O vídeo abaixo dá uma explicação básica sobre os princípios utilizados na criação da tecnologia, além de demonstrar os resultados obtidos.

Segundo os cientistas, os campos que mais se beneficiarão desta nova tecnologia são a publicidade e o entretenimento. Imagine andar pela rua e ao ver um outdoor sobre uma nova escova de dente ou um xampu para cabelos encaracolados, não somente ver uma imagem estatística do produto, mas sim uma ilusão realista bastante semelhante ao objeto real. Essa é somente uma das possibilidades criadas pelo uso inteligente do sistema em seis dimensões.

Série de lentes é utilizada para projetar a imagemA utilização na área do cinema, já citada acima no texto, promete a visualização de imagens ainda mais realistas, realmente dando a ilusão de interação com os personagens presentes na tela. Ainda podemos sonhar com a utilização das seis dimensões em casa, permitindo a criação de videogames ainda mais realistas, que aliados a outras tecnologias como a holografia tátil, serão capazes de oferecer um grau de interação sem precedentes. Ou seja, em alguns anos poderemos considerar os controles do Wii ou até mesmo o promissor Project Natal como coisas totalmente ultrapassadas.

Outra possibilidade é no campo da segurança e treinamento de funcionários. Por exemplo, ao treinar alguém responsável por garantir a segurança de uma indústria, poderiam ser utilizadas imagens realistas dos objetos que devem ser inspecionados. Essas imagens iriam responder exatamente como o objeto real, permitindo que o inspetor utilizasse uma lanterna para verificar todos os ângulos de maneira idêntica a real.

Como ainda se trata de um sistema em fases de testes, atualmente os custos são bastante proibitivos. A versão atual tem o custo de 30 dólares por pixel para ser construído. Levando em consideração que são necessários milhares de pixels diferentes para criar uma imagem possível de ser reconhecida, ainda está longe o dia em que o sistema 6D será viável comercialmente. As estimativas mais otimistas dos cientistas do MIT apontam um prazo de no mínimo 10 anos antes que telas realistas possam ser criadas em um tamanho possível de ser utilizado fora de laboratórios.

Portanto, até que esta nova tecnologia esteja presente nas salas do cinema mais próximo de sua casa, ainda vai levar um bom tempo. E nada impede que em pouco tempo surjam outros métodos de exibição ainda mais realistas, com custos comerciais mais compatíveis com a realidade do mercado. Até lá, é esperar e aproveitar da tecnologia em três dimensões, que ainda têm muito a oferecer.

Descubra por que o Windows Live Wave 4 é um dos programas mais aguardados de 2010

O pacote de aplicativos da Microsoft trará uma série de melhorias para programas existentes, além de novidades como uma maior integração com serviços online e redes sociais.

Os últimos meses foram uma verdadeira tortura para quem está ligado no mundo da tecnologia e não aguenta esperar para conferir a nova versão dos softwares mais quentes do mercado. Tudo isso se deve às informações constantes que vêm sendo liberadas "a conta-gotas" sobre a quarta versão do Windows Live Wave.

Para quem não sabe, o Windows Live Wave é um pacote de aplicativos da Microsoft que conta com os principais serviços online da companhia, além de apresentar atualizações importantes para softwares populares como o MSN Messenger, a Galeria de Fotos e o Windows Live Mail.

Além de aprimorar o funcionamento de programas antigos, a terceira versão trouxe uma série de novidades que melhoraram ainda mais a vida de quem utiliza o Windows. O destaque foi o Windows Live Movie Maker, que substituiu o antigo Windows Movie Maker e trouxe uma interface e funções totalmente renovadas.

Então não é de se estranhar que haja tanta expectativa sobre o que o Windows Live Wave 4 vai trazer, ainda mais se levarmos em conta que esta é a primeira versão do pacote de aplicativos feita com o Windows 7 em mente.

Reunimos neste artigo todos os boatos e novidades sobre a quarta versão do Windows Live Wave, e adiantamos algumas das novidades que a Microsoft reservou para softwares populares, além das reformulações que devem surgir em serviços pouco utilizados. Confira abaixo todas as novidades e não deixe de registrar sua opinião em nossa seção de comentários.

O novo Windows Live Messenger

Uma das atualizações mais esperadas do Live Wave 4 sem dúvida é a mais nova versão do comunicador instantâneo mais utilizado no mundo, o Windows Live Messenger. Desde dezembro de 2009 imagens mexem com a expectativa dos usuários, e tudo aponta para muitas novidades na nova versão do programa.

Se as imagens mostradas se provarem verdade, o Windows Live Messenger deve ganhar um sistema de abas nativo, algo que só é possível na atual versão do programa utilizando o software Messenger Plus! Live.

O estilo visual também será reformulado, se adequando à interface utilizada pelos outros softwares do pacote e ficando mais próxima da interface do Windows 7. As redes sociais devem ganhar papel de destaque, com links para o Twitter, WordPress, Facebook e Windows Live, reforçando o papel do Live Messenger como um integrador de serviços online.

Além disso, o recurso de mensagens de voz deve ser aprimorado, permitindo que usuários enviem gravações para usuários offline ou gravem vídeos curtos através de webcams com recados ou outras mensagens importantes.

Visual reformulado

A parte visual de todos os programas vai sofrer uma verdadeira reformulação, e todos os programas vão passar a utilizar a interface Ribbon, que fez sua estreia no Office 2007. Nenhuma novidade para quem já conferiu o Windows Live Movie Maker, primeiro programa da Microsoft a seguir a tendência de unificar o visual de seus softwares.

A opção por utilizar o Ribbon permite não só um visual mais bonito para todos os programas, como facilita na hora de aprender a utilizar um novo aplicativo. Afinal, basta aprender os princípios básicos da interface para utilizar com facilidade todos os programas do pacote.

Mais opções para a Galeria de Fotos e o Movie Maker

Uma das imagens do Windows Live Wave 4 reveladas pelo site cnBeta mostra que a Microsoft decidiu incluir a opção de geotagging das fotos presentes na Windows Live Galeria de Fotos. Esse recurso permite que o usuário realize uma marcação indicando tanto o horário quanto o local onde a foto foi tirada.

Essa opção abre muitas possibilidades, ainda mais levando em conta as informações apresentadas recentemente por Blaise Agüera y Arcas, arquiteto da Microsoft que trabalha no serviço de mapas da empresa, o Bing Maps.

O arquiteto apresentou o aplicativo Streetside Photos, baseado no Flickr, que identifica a posição com que cada foto foi tirada no mapa e busca no acervo do site outras imagens tiradas naquela região. As fotos importadas sobrepõem às imagens do Bing quando o usuário seleciona uma localização em que os carros munidos de câmeras da empresa não conseguem chegar.

Esse princípio, se aplicado à Windows Live Galeria de Fotos, pode tornar o serviço da Microsoft ainda mais forte e representar um verdadeiro diferencial em relação ao seu maior concorrente na área, o Google Maps.

Outro projeto que pode ser incluído no Windows Live Fotos é o OneAlbum. Trata-se de um sistema que analisa as fotos do seu álbum em busca do reconhecimento facial dos seus amigos bem como dos lugares exibidos nas imagens.

A partir desses dados, o sistema cruza as informações com os perfis dos seus colegas, procurando por imagens similares àquelas que sua página está exibindo. Ao reconhecer seus amigos, o sistema importa imagens deles para o seu álbum, centralizando tudo num só local.

Claro, a integração dos dois ainda não passa de mera suposição, mas não será nada surpreendente caso a Microsoft disponibilize essa opção em um futuro próximo. Ainda mais se levar em conta a estratégia agressiva que a empresa tem nos últimos anos em integrar cada vez mais seus serviços.

Já o Windows Live Movie Maker deve receber menos atenção nesta versão se comparado às novidades apresentadas no Live Wave 3. Novas transições e efeitos especiais devem complementar o programa, além dos tradicionais concertos de bugs e aprimoramentos de desempenho.

Novas opções de temas

A personalização de cabeçalhos que fez sua estreia na terceira versão do Live Wave vai ganhar mais opções, baseadas nos papéis de parede padrões do Windows 7. Embora sejam populares principalmente no Live Messenger, é possível utilizá-los também na rede social da Microsoft, mas sem a opção de escolher imagens do próprio computador.

Confira abaixo algumas imagens dos novos temas, disponibilizadas pela equipe do site LiveSide:

Windows Live Sync: o fim do Live Mesh?

Há algum tempo a Microsoft convive com uma situação aparentemente contraditória. De um lado possui o Windows Live Sync, ferramenta que sincroniza arquivos entre dois ou mais computador através de P2P, possibilitando acesso remoto através do Windows Live ID.

Do outro lado está o Live Mesh, plataforma que disponibiliza serviços semelhantes, mas vai além ao permitir a integração com dispositivos móveis e arquivos online, utilizando o princípio da nuvem. Disponibilizar dois programas tão semelhantes foi uma fonte de confusões constantes para os usuários, mas isso parece que vai chegar ao fim com o Live Wave 4.

Embora o Live Mesh seja considerado por muitos um simples programa de sincronização, suas aplicações vão além, permitindo que outros aplicativos o utilizem como forma de gerenciar e compartilhar arquivos.

Com o Live Wave 4 tudo indica que o cliente do Mesh vai ter sua morte decretada, porém a plataforma continuará viva, exercendo a função de compartilhar arquivos entre computadores e permitindo seu acesso remoto através do navegador.

A essas funções básicas deve ser adicionada a opção de interagir com documentos hospedados na nuvem, utilizando o SkyDrive como plataforma. Um maior suporte para dispositivos móveis como o Zune HD e smartphones que possuem o Windows Phone 7 como sistema operacional é esperado, embora os boatos não confirmem a possibilidade.

O Windows 7 também pode desempenhar um papel ativo nesse cenário, permitindo uma maior integração entre os documentos presentes no disco rígido do computador com a internet ou outros usuários que possuam a Windows Live ID.

Todos esses dados foram extraídos do que foi possível interpretar das imagens que vazaram das versões de teste do Live Wave 4, porém não seria nada surpreendente se grande parte das suposições sejam verdade. Afinal, tudo isso coincide perfeitamente com a estratégia da Microsoft de integrar cada vez mais seus serviços e ganhar espaço no mundo online.

Windows Live Documents e Devices

Uma das novidades do Live Wave 4 é a inclusão de dois novos serviços, que receberam o nome de Windows Live Documents e Windows Live Devices, que atualmente passam por fases de testes na Microsoft.

O Windows Live Documents vai substituir o Office Live Workspaces, que permite o acesso online a documentos e um espaço para compartilhá-los com outros usuários. Apesar de continuar oferecendo esse serviço, a nova ferramenta vai oferecer a opção de utilizar as aplicações do Office Web.

O Office Web funciona de maneira semelhante ao Google Docs, oferecendo versões online totalmente gratuitas de aplicativos como o Word, Excel e Power Point. Essas versões não contarão com todas as opções do software pago, mas facilitam o acesso e a integração entre documentos criados no computador e criações iniciadas através do navegador.

O novo serviço é um aprimoramento do que já acontece há algum tempo com o Office Lives, integrado ao Windows Live no início de 2009. Tudo indica que o Windows Live Documents utilizará o SkyDrive como forma de hospedar os documentos, assim como acontece com a Windows Live Galeria de Fotos. O SkyDrive também deve ser usado para realizar a troca de dados, substituindo o atual Live Desktop.

O Windows Live Devices vai atuar como um substituto às funções de sincronizar arquivos, exercidas até então pelo cliente do Live Mesh. O serviço vai funcionar como uma forma de sincronizar diferentes dispositivos a uma mesma conta do Windows Live, permitindo acesso remoto entre eles.

Embora as imagens liberadas não deixem isso claro, tudo indica que para utilizar o serviço será preciso instalar algum tipo de software no computador, Mac ou smartphone compatível.

----

E você, o que espera desta nova versão do Live Wave 4? Está ansioso pelas mudanças apresentadas? Acha que a maioria do que foi apresentado não passa de boatos? Não deixe de registrar sua opinião em nossa área de comentários.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Qual a melhor página inicial para sua navegação?

Fofocas, notícias do mundo, entretenimento e propagandas ainda fazem parte da sua página inicial? Conheça alternativas interessantes e criativas para aproveitar melhor sua navegação.
Quem nunca se pegou assistindo a vídeos engraçados ou lendo notícias quando na verdade abriu o navegador para verificar sua caixa de mensagens ou conferir seu extrato bancário? Isso é comum porque somos bombardeados por uma quantidade imensa de informações variadas em diversos locais da internet.

Desviar um pouco do assunto não é necessariamente mau, mas certamente também não é bom quando estamos em busca de eficiência. Seja para não se distrair com bobagens, não perder uma notícia de interesse ou economizar tempo, confira as dicas de página inicial que o Blog do IGOR separou para seu navegador.

Qual seu interesse?

Ao menos que este texto tenha sido copiado para outro site, você está visitando o Blog do IGOR. Logo, pode-se deduzir que você se interessa por jogos, downloads, notícias referentes a tecnologia e novidades do mundo eletrônico. Ótima escolha, pois se trata de uma página dinâmica, com um foco bem definido e que atualiza seu conteúdo diariamente.



Ao contrário, domínios muito abrangentes acabam poluindo a tela e distraindo o usuário com assuntos de menor interesse. Claro que o Blog do IGOR é apenas um exemplo de site com foco bem definido. Quem gosta de games pode adotar clickjogos como página inicial e o Muita Música é perfeito para quem gosta de um bom som entre tantos outros.

Apenas o mínimo

A ideia de contar com uma página inicial em branco pode parecer estranha diante de tantas opções completas e personalizáveis, no entanto, ela é bastante utilizada. Não se trata de uma página propriamente dita, mas do conhecido about:blank, o oposto do que normalmente nos empurram.



Já reparou que abrir uma nova aba consome recursos do seu computador e de conexão? Bem, isso não existe caso você selecione uma página em branco como sua página inicial. Ideal para bandas estreitas e computadores com poucos recursos, basta colar a sentença “about:blank” (sem aspas) em sua opção de página inicial.

O grande guru

Não se pode negar que a alternativa acima é perfeita para manter o usuário focado naquilo que deseja fazer. Outra opção eficaz é adotar a busca do Google. Além de leve, assim você evita o bombardeio de propagandas e notícias logo na primeira página.



Por outro lado você também conta com as diversas ferramentas Google, que volta e meia acabam sendo requisitadas.

Tudo no mesmo lugar

E por falar no grande nome das buscas, seria impossível deixar de citar o iGoogle. A página de widgets é extremamente personalizável e permite que os usuários criem uma página inicial com todos os seus interesses.



Contar com seus endereços favoritos, notícias fresquinhas e várias opções logo na capa do seu navegador é um verdadeiro serviço de primeira. Claro que o iGoogle já não se encaixa em um exemplo enxuto e exige uma conta para salvar suas preferências.

Livre acesso

Confirmar seu login está longe de representar um incômodo, mas certamente não é a alternativa mais prática. Se você não está disposto a entrar com seu nome e senha para contar com um serviço personalizado, fav4.org permite que você escolha quatro de suas páginas favoritas.



Nada de anúncios piscando na tela ou incontáveis páginas de texto, tudo o que você encontra é a logo das quatro páginas que escolheu. Para personalizá-las, clique no ícone da engrenagem ao canto da tela. fav4 salva sua escolha na forma de cookies, ou seja, você não precisa se preocupar com nomes e senhas.

Atalhos de navegador

Entre várias opções para sua página inicial, alguns usuários optam por todas elas de uma única vez. Quem já utilizou o Chrome sabe que o navegador exibe a miniatura das páginas mais acessadas pelo usuário em uma nova navegação. Já o Opera permite que você especifique até 25 endereços para as boas-vindas.



Se você utiliza o Firefox, Speed Dial é uma extensão capaz de trazer as práticas miniaturas para a página inicial. A única diferença é que ele não as exibe ao abrir novas abas.

Sua própria página

Caso você possua uma página pessoal ou blog, por que não visitá-lo logo ao início da navegação? Manter seu espaço web atualizado é vital para garantir seu futuro. Afinal, ninguém gosta de visitar um endereço que parece abandonado.



Outra solução para quem tem afinidade HTML é criar uma página de boas-vindas personalizada e salvá-la no diretório local. Funciona como o “about:blank”, mas ao invés de uma página completamente em branco, você se depara com suas próprias ideias.

As alternativas deste artigo não são as mais populares, elas ilustram um apanhado de ideias diferentes e originais. É incrível a quantidade de pessoas que não se dá ao trabalho de facilitar sua navegação personalizando sua página inicial.

E você, qual página inicial utiliza em seu navegador? Tem alguma sugestão interessante?

Por dentro de uma fábrica de chips

Entenda como um punhado de areia se transforma em processadores e chips de memória flash.

Independente de ser utilizado como processador ou para armazenagem de dados, os chips de silício são cada vez mais onipresentes no dia a dia das pessoas. Desde seu celular até seu computador – passando por iPod, pendrive e câmera digital – todos esses aparelhos utilizam pelo menos um chip de silício.

Apesar de diferenças estruturais significativas, a produção de chips para processamento de dados ou armazenagem de informação é muito semelhante. Ambos os produtos surgem de wafers (bolachas, em tradução direta) de silício tratadas com pigmentos, esculpidas quimicamente e recortadas ao final do processo.

A fantástica fábrica de wafers

No começo de fevereiro de 2010 a IM Flash Technologies – joint venture da Intel e da Micron Technologies – abriu as portas da sua fábrica em Lehi, Utah, para diversos membros da imprensa.

A IMFT Lehi é uma fábrica exclusivamente dedicada à produção de memória NAND Flash, mas como o processo produtivo de wafers não difere muito, o local servirá de exemplo neste artigo.

IMFT Lehi

O prédio da IMFT Lehi é enorme, e como você pode conferir, fica num cenário de montanha de dar inveja. Aliás, vale lembrar: as fotos utilizadas neste artigo são de autoria do pessoal do PC Perspective, um dos blogs convidados a visitar a fábrica durante sua instalação e início da produção.

Tecnologia além do chip

O prédio da fábrica é um show à parte. Toda a estrutura é mantida nos pilares dos andares mais baixos, e nenhuma parede interna do andar ocupado – Cleanroom “Ballroom Fab” na imagem abaixo - suporta carga, servindo apenas como divisórias de ambientes.

Corte esquemático da fábrica IMFT Lehi

Com isso, o andar principal torna-se um enorme salão de vão livre. Nele os operários transitam, operam equipamentos e carregam informação para o maquinário espalhado nos andares inferiores – Clean Subfab eUtility level.

Um ponto importante – e bastante interessante – do processo de fabricação é que, em nenhum momento, os operários entram em contato direto com os wafers de silício. Mesmo assim as normas de operação exigem que os funcionários utilizem máscaras completas – deixando apenas os olhos descobertos – e roupas especiais para evitar a contaminação por partículas na fábrica.

Visão interna mostrando as perfurações no assoalho da plantaNa foto ao lado você percebe que o assoalho do andar é todo perfurado. Isso é mais uma providência tomada para impedir a contaminação por poeiras e outras partículas no ambiente da fábrica.

Como a temperatura e a umidade do ar são controladas, a engenharia dos andares utiliza o próprio ar-condicionado para gerar um fluxo descendente, carregando pó e qualquer outro elemento estranho para o andar mais baixo do prédio, onde apenas serviços de manutenção são desempenhados.

Todo o material produzido é manuseado por máquinas. Robôs programados carregam os FOUP (Front Opening Unified Pod – cartucho unificado aberto pela frente) com as bolachas pelas diversas estações de fabricação, fazendo com que o trabalho humano seja principalmente de manutenção, acompanhamento e resolução de problemas.

Ensopado e churrasco

O processo de obtenção dos wafers é relativamente simples. Antes de tudo é necessário se obter silício – um dos principais componentes da areia. Obviamente determinados tipos de areia contêm um percentual maior de silício em sua composição, o que os torna ideais para a obtenção do material.

Com a areia correta carregada, além de alguns outros elementos necessários para a obtenção das propriedades elétricas necessárias a um chip de computador, cria-se um melt ao derreter a mistura de areia e outras cargas.

Processo de obtenção das barras de silício que serão fatiadas em wafers

Pronto o melt, aplica-se um cristal de silício extremamente puro (em torno de 99,99% de silício) e sem falhas estruturais. O silício presente no melt se agrupa em torno deste cristal quase puro, formando uma barra de silício com praticamente a mesma pureza – com uma parcela mínima dos aditivos usados na mistura inicial.

Quando a barra de silício já tem tamanho suficiente, ela é retirada e levada para o corte. Os wafers são fatias transversais da barra cristalina, mais ou menos como um churrasqueiro faz com uma linguiça.

Da bolacha à lasca

Com o wafer recortado, o disco de cristal de silício passa por uma série de ajustes visando remover imperfeições e preparar a superfície para a impressão dos circuitos.

Wafer de 300mm com pingmentosDepois de ter sua face polida, cada bolacha recebe várias camadas de pigmentos e outras substâncias químicas. Essas camadas extras receberão a impressão do circuito responsável pelo funcionamento do chip.

Essa impressão é feita de maneira semelhante a uma gravura, em um processo chamado fotolitografia. O desenho dos circuitos é criado em uma máscara – em um tamanho bem maior do que o do chip – e projetado através de lentes sobre as camadas que foram adicionadas depois do polimento.

Os locais onde a luz incide sobre o wafer são impressionados pela luz – não muito diferente do que acontece em uma fotografia – e tratados com agentes químicos para remover as partes indesejadas no circuito. Essa é a impressão dos caminhos dos elétrons.

Perceba que um wafer hoje considerado como estado da arte tem 300 mm de diâmetro – o próximo passo é aumentar essa medida para 450 mm – e chips de computador são muito menores do que isso. Cada disco recebe a impressão de vários chips, que serão posteriormente destacados e destinados às embalagens escuras que você encontra dentro da sua máquina.

Imagem macro de dies de 25nmCada wafer é dividido, através da impressão dos circuitos, em dies – a área correspondente ao espaço ocupado por um elemento do circuito. No caso das bolachas de 300 mm utilizadas hoje, um único disco pode entregar até bilhões de dies.

Nem todos os dies são funcionais, entretanto. Contando o espaço de manipulação pelas máquinas, as áreas com informação de produção e falhas de impressão ou deposição de camadas, uma parcela de cada wafer é desperdiçada.

Como cada die não forma um circuito completo, esses bilhões de espaços tornam-se milhares – e em alguns casos apenas centenas – de chips. Depois de completado o processo de impressão, os chips são recortados do wafer e embalados em plástico para receber seu destino final.

Os chips criados por esse processo – como já foi dito antes – são utilizados tanto em processadores como em memória flash. O que diferencia um do outro são o tamanho final – chips de memória têm um formato padrão, o que não acontece com processadores – e o circuito impresso na etapa da fotolitografia .

O pessoal do PC Perspective colocou uma comparação interessante entre os tamanhos dos dois tipos de chip, que você confere nas fotos a seguir. Perceba que os chips de memória são bem menores que os de processadores (a moeda de quarter - à esquerda - tem aproximadamente o tamanho da moeda de 50 centavos brasileira, enquanto a de cent - à direita - tem o tamanho da nossa moeda de 1 centavo).

Processador em comparação com um quarter americano Cip de memória flash comparado a um cent americano

Saindo da fábrica

Drive SSD com 10 chips NADN flash de 16 GB. Cada chip usa 3 dies de 4 GB.No total, o processo de fabricação de um chip – da extração do silício até as ligações elétricas e acondicionamento em plástico – dura duas semanas. A IMFT Lehi, ao atingir sua capacidade máxima de produção, fabricará dois mil chips por dia, prontos para a venda a empresas como a Intel e a Micron.

Dentro de cada computador, celular, MP3 player ou praticamente qualquer equipamento que você utiliza está – pelo menos – um desses componentes. Agora você já sabe toda a jornada que faz com que areia se torne um eletrônico refinado e de altíssima tecnologia.

Captação de ondas cerebrais para controlar o computador

Tecnologia inovadora permite mover um avatar na tela do computador utilizando nada além do pensamento.

A CeBIT 2010 declara guerra ao mouse e ao teclado. Depois do controle de interface por meio do olhar, a austríaca Guger Technologies trouxe para a feira uma tecnologia surpreendente, que permite movimentar um avatar no computador utilizando apenas as ondas cerebrais.

O sistema exige que você vista uma touca que é no mínimo estranha, repleta de eletrodos para a captação das ondas. Criar uma tecnologia assim demanda muitas pesquisas e testes. O BCIsys, como é chamado pela empresa, já permite que o usuário mova um personagem na tela do computador utilizando apenas o pensamento, mas fica por aí.

Se o ritmo do desenvolvimento for mantido, é possível que daqui alguns anos, o controle de interfaces por meio das ondas cerebrais seja realidade no nosso dia a dia. Por enquanto, você pode conferir um vídeo de testes, que mostra de forma clara todo o poder desta nova tecnologia.

CeBIT 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Como formatar o Windows

Desvendando o bicho de sete cabeças da formatação.

Ao utilizar o computador durante alguns meses, sem tomar as devidas precauções em relação à manutenção do sistema operacional, além dos cuidados necessários com vírus e programas semelhantes, podem acontecer erros muitas vezes irreversíveis ao Windows.

Em muitos casos a única saída é formatar o computador. No entanto, muitos usuários acham que realizar essa tarefa é um verdadeiro bicho de sete cabeças, envolvendo um processo complexo e difícil de ser efetuado.

Este tutorial vai ensiná-lo a formatar o seu computador com segurança, dispensando serviços de terceiros, poupando um bom dinheiro com isso. No entanto, algumas tentativas podem ser feitas antes de partir para a formatação.

Restauração do sistema

Se recentemente seu computador passou a apresentar falhas, em especial ao inserir ou remover algum programa, os problemas podem ser corrigidos através de uma restauração do seu sistema operacional, o que não apagará seus dados nem nada de importância para você.

Como fazer

1. Primeiro, clique no botão “Iniciar” e siga o caminho: Todos os programas > Acessórios > Ferramentas do sistema > Restauração do sistema;

2. Na nova janela, marque a opção “Restaurar o computador mais cedo”. Clique para avançar;

3. Escolha a data e o ponto de restauração (é recomendado selecionar uma data em que seu computador estivesse funcionando sem problemas);

4. Feche todos os aplicativos abertos e avance até que a restauração comece (seu computador será desligado e reiniciado automaticamente, o que pode levar alguns minutos extras).

Escolha uma data segura para restaurar.

Não resolveu o problema?

Se mesmo com a indicação acima os problemas continuarem, parece mesmo que a saída é formatar o computador. Antes de entrarmos no guia é interessante explicar um pouco mais sobre o que consiste o processo de formatação.

Conceito

Ao formatar o computador, você estará na realidade apagando todos os arquivos contidos no seu disco rígido, deixando-o “zerado”. Por esse motivo, vamos ensiná-lo a guardar seus arquivos importantes antes de limpar o HD.

Assim que o disco rígido estiver sem nenhum arquivo, será realizada uma nova instalação do Windows. Depois que ela for realizada com êxito, os drivers (aplicativos que fazem as principais funções do PC funcionarem) deverão ser instalados.

COMEÇANDO

Antes de mais nada, é necessário realizar os procedimentos para salvar arquivos, instaladores e demais executáveis de sua preferência, como músicas, aplicativos, vídeos, entre outros. O processo mais fácil, nesse caso, é gravá-los em CDs ou DVDs, sem realizar modificações no seu HD.

No entanto, para evitar que esse processo se repita sempre que você quiser formatar o computador, é interessante dividir o seu disco rígido em duas ou mais partes. Assim você pode manter seus arquivos de mídia e documentos na partição secundária, deixando apenas o Windows e seus programas instalados na principal.

Para aprender a particionar o disco rígido, acesse nosso tutorial referente ao tema. Há um guia completo de aplicativos simples que realizam a tarefa, além de um tutorial para dividir o HD no Windows Vista.

Programas essenciais

Vale lembrar que alguns instaladores devem ser guardados, como antivírus e programas do gênero de sua preferência. Além de tudo, é fundamental ter o instalador do Service Pack 2 no seu backup, o que deixará o Windows compatível com diversos softwares atualizados, evitando problemas.

Não se esqueça dos drivers!

Sem entrar em termos técnicos, drivers são pequenos aplicativos que fazem a ligação entre as partes física e virtual do seu computador. Ao instalar um driver de som, por exemplo, sua placa de som reconhece os dados executados no Windows, fazendo com que as caixinhas emitam o áudio corretamente.

Em alguns casos, ao comprar um computador, você poderá receber um CD com os drivers referentes à sua placa-mãe. Caso isso não aconteça, é necessário fazer uma cópia deles, o que fica mais fácil com alguns aplicativos interessantes.

DriverMax

Este pequeno aplicativo é muito importante na hora de realizar cópias dos seus drivers. Ao clicar no link de download do programa, leia sua descrição e instale-o, aguardando a listagem dos drivers, o que pode demorar alguns minutos.

Faça um rápido backup dos seus drivers.

Assim que ele terminar, você estará apto a utilizá-lo. Clique na opção indicada na figura para começar o backup. Depois, selecione todos os drivers e, logo em seguida, comece o processo. Na próxima janela, estipule a pasta em que os drivers serão salvos (lembre-se de salvar a pasta com os drivers em um DVD ou na partição criada no seu disco rígido, além, é claro, do instalador do DriverMax).

Comece a Formatar

Antes de mais nada, é necessário mexer em algumas configurações da sua placa-mãe para carregar o CD do Windows. Na maioria dos casos, basta teclar Delete ou F2 na primeira tela exibida para acessar as opções. Como existem vários modelos e marcas diferentes de hardware, siga os passos de forma semelhante aos exibidos no trecho abaixo:

1. Acesse a opção “Advanced BIOS Features”;

2. Na opção “First Boot Device”, deixe a opção indicada como CDROM;

3. Salve as mudanças antes de sair, através de algum atalho ou como na opção indicada.

As opções são semelhantes em muitas placas.

Com as mudanças realizadas, ligue o computador e insira o CD do seu Windows XP nele. Antes de o sistema operacional começar, você verá a opção “Pressione qualquer tecla para iniciar do CD”. Clique em qualquer botão do teclado para que o disco de instalação seja carregado.

Aguarde alguns momentos até que a tela azul apareça, contendo os próximos passos da instalação. Siga as instruções abaixo para formatar o seu Windows XP:

1. Em “Bem vindo ao programa de instalação” (Welcome to Setup), tecle Enter para proseguir;

2. Na tela sobre o contrato de licença do Windows, tecle F8 para concordar com os termos descritos;

3. Duas opções aparecerão na tela. Tecle “Esc” para reinstalar o Windows XP;

4. Este é o menu com as partições. Caso você tenha criado uma nova partição para backup, lembre-se de não mexer nela neste momento;

5. Selecione a partição que contém o seu Windows e a exclua, com a tecla D. Confirme a exclusão com os comandos requeridos nas etapas que seguem;

6. Clique em “Espaço não particionado” e tecle Enter, para instalar o Windows neste local;

7. Escolha a opção “Formatar a partição utilizando o sistema de arquivos NTFS”, o que pode levar um bom tempo, dependendo da capacidade do seu disco rígido;

8. Aguarde a cópia dos arquivos e a reinstalação automática do sistema.

INSTALAÇÃO DO WINDOWS

Deixe que seu computador inicie normalmente (não clique para iniciar o sistema do CD como anteriormente) e siga os passos indicados nas primeiras janelas. Agora seu Windows estará acessível pelo mouse e pelo teclado, o que torna as coisas mais intuitivas.

A partir deste ponto, o próprio Windows XP lhe indicará os passos a serem seguidos, de um modo muito explicativo. Basta seguir todas as etapas corretamente e o programa terminará sua instalação em alguns minutos. Aguarde o término do processo e a última reinicialização, terminando de configurar o sistema operacional.

PRIMEIROS PASSOS COM O SISTEMA NOVO

Ao iniciar o Windows pela primeira vez, você deve instalar, primeiramente, os drivers do seu computador. Para isso, vá até a partição de backup ou insira o DVD com os arquivos importantes salvos, executando o instalador do DriverMax.

Agora, clique na opção “Importar Drivers”, selecionando a pasta salva com os aplicativos. Aguarde a instalação dos drivers e reinicie o seu computador para evitar eventuais problemas. Assim que ele iniciar novamente, instale o Service Pack 2, reiniciando-o novamente em seguida.

Dessa forma, seu computador estará novo em folha, com seu registro intacto e operando de maneira funcional, sem os problemas encontrados anteriormente. Tudo que resta a você é instalar os programas e aplicativos de sua preferência.

Considerações finais

Vale ressaltar que formatar um computador requer prática e é um processo um tanto quanto complicado para usuários iniciantes. Caso você esteja enfrentando dificuldades em realizar a tarefa, é interessante pedir ajuda para alguém que entenda melhor do assunto, ou, em último caso, de um técnico especializado.

Resumindo um pouco as coisas, é fundamental lembrar-se de salvar os arquivos importantes do computador antes de começar a formatação, pois, depois que ela começar, os dados do seu HD principal serão perdidos. Com calma e atenção, o bicho de sete cabeças da formatação será eliminado e você poderá economizar um bom dinheiro com isso.

Como serão feitas as compras no futuro?

Ambientes virtuais, monitores portáteis conectados à internet e etiquetas inteligentes prometem transformar totalmente a maneira como compramos produtos nos próximos anos.

O crescimento do comércio online global aponta que esse será um dos seguimentos que mais deve crescer na próxima década. Mesmo em um momento de recessão global o segmento cresce a largos passos, especialmente em países em que as plataformas online não foram totalmente exploradas.

O Brasil é um exemplo de país em que o comércio online ganha cada vez mais espaço. No Natal de 2010 foram obtidas vendas de cerca de 1,6 bilhão de reais, crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2009. O cenário é ainda mais surpreendente quando comparado ao varejo físico, que obteve crescimento de 6,8% no mesmo período.

Porém, por maior que seja o crescimento do comércio online, isso não quer dizer que as vendas físicas estão condenadas ao esquecimento. Apesar das comodidades do meio virtual, ainda há setores em que o conforto de ficar em casa não compensa a perda de experiências como provar o caimento de uma roupa ou conferir de perto a aparência de um alimento, para citar alguns exemplos.

Algumas novidades tecnológicas prometem revolucionar o modo como fazemos compras em lojas físicas, facilitando o trabalho do vendedor e diminuindo o tempo gasto em tarefas rotineiras como abastecer a dispensa de casa.

Este artigo apresenta algumas das novidades que em breve devem fazer parte de nossa rotina, e mostra como o meio virtual pode se tornar um parceiro de lojas físicas para fortalecer o comércio e tornar mais fácil a vida do consumidor.

Lojas inteiras dentro do computador

Partindo do comércio online, um campo que promete ganhar espaço no futuro é o das lojas virtuais, em que o consumidor acessa uma versão tridimensional do ambiente de compra e interagie com os produtos e atendentes, tudo no conforto de casa.

Quem aposta nessa tendência tenta aproximar o ambiente virtual do real, trazendo alguns elementos que faltam aos tradicionais sites de comércio online. Não é difícil encontrar situações em que se desiste de uma compra por não haver alguém responsável por responder dúvidas ou por falta de certeza se determinada roupa ou acessório ficaria bem em seu corpo.

Os ambientes online para a compra de produtos prometem introduzir cada vez mais elementos encontrados em universos como o Second Life, em que é possível interagir com ambientes realistas por meio de um personagem que simula as características do usuário.

A combinação desses elementos com a tecnologia da realidade aumentada promete trazer uma experiência muito mais cômoda e acabar com algumas dúvidas comuns nos sites atuais. Não sabe como determinada camisa ou calça vai cair no seu corpo, ou se está comprando o tamanho certo? Nas lojas virtuais do futuro bastará ligar a webcam para ver uma representação realista do produto escolhido na tela do computador.

O celular mostra sua versatilidade

Os smartphones disponíveis no mercado estão cada vez mais poderosos, podendo ser comparados a versões mais simples de computadores domésticos. Pensando nas facilidades de uso e praticidade que smartphones oferecem, empresas como o eBay estão desenvolvendo softwares próprios que permitem ao usuário comprar e vender produtos de qualquer lugar em que estejam.

O celular também apresenta uma alternativa para quem procura mais praticidade na hora de realizar compras em lojas físicas. Um supermercado da Alemanha já permite que clientes utilizem seus aparelhos portáteis como verdadeiros leitores de códigos de barra.

Basta instalar um software próprio e acionar a câmera do dispositivo: uma foto do código de barras do produto selecionado o adiciona automaticamente à lista de compras, mostrando o valor total na tela do aparelho.

Quando finaliza as compras, basta selecionar uma opção para exibir um código de barras na tela do aparelho que, ao ser passado em um leitor especial, desconta o valor direto na conta do usuário.

O supermercado do futuro já existe

A prova de que a tecnologia disponível atualmente já é capaz de modificar o jeito com que fazemos compras é a Future Store (Loja do Futuro, em uma tradução livre), localizada na cidade de Rheinberg, na Alemanha.

Uma experiência patrocinada por marcas como a Intel, Cisco Systems, Coca-Cola, Hewlett Packard, IBM, Kraft Foods, Nestlé, Philips e outros nomes de peso, o supermercado conta com o que há de mais novo em tecnologia para deixar mais cômoda e agradável a experiência de realizar as compras do mês.

A diferença começa logo na entrada: cada carrinho é equipado com um monitor próprio, no qual é possível verificar o preço de cada produto, obter dicas de receitas e utilizar um prático mapa para identificar a localização de cada produto nas estantes.

Caso o cliente assine um plano de fidelidade, ainda tem a possibilidade de fazer o upload de listas de compras feitas online, o que traz mais praticidade à experiência.

Na hora de consultar preços, outra facilidade: em vez dos velhos papéis indicando ofertas e valores cobrados (quem já não deixou de comprar algo por ter dado pela falta do preço?), pequenos painéis eletrônicos informam quanto o cliente vai gastar.

Isso permite modificar os valores de maneira rápida e realizar facilmente ofertas por tempo limitado - que são enviadas para o monitor do carrinho utilizado, permitindo que todos saibam o que está acontecendo.

Quando é preciso pesar frutas, nada de esperar sua vez em filas imensas enquanto aguarda um funcionário realizar o serviço: diversas balanças com câmeras espalhadas pelo mercado reconhecem o tipo de alimento e seu peso, fabricando automaticamente a etiqueta adequada. Em caso de dúvidas, um monitor permite que o usuário selecione qual a fruta correta para pesagem.

Terminais espalhados pela loja permitem que a pessoa aprofunde o conhecimento sobre cada produto disponível, obtendo informações de uso ou comparando preços entre marcas semelhantes. Dessa forma, é possível saber qual vinho comprar para combinar com o prato que se pretende cozinhar no jantar, além de obter alguns detalhes sobre sua história e local de origem.

Porém, o grande destaque da loja é a utilização de etiquetas RFID (Radio Frequency Identification, ou Identificação por Frequência de Rádio), que permitem saber quando está acabando o estoque de algum produto ou se é preciso substituir algo cujo prazo de validade está espirando.

RFID, etiquetas inteligentes que podem ser o futuro das compras

Para entender como funcionam as RFID é preciso comparar a tecnologia com os códigos de barras comuns, encontrados em praticamente qualquer produto disponível atualmente.

Imagine se em vez de ter que passá-los um por um em um leitor próprio, esses códigos de barra fossem capaz de enviar sinais indicando a quais produtos pertencem e sua localização exata? É justamente isso que faz o RFID, proporcionando mais praticidade ao cliente e à loja.

Dessa forma, quando for preciso passar pelo caixa na hora de retirar os produtos da loja, basta ao atendente passar o carrinho por um sensor para identificar em poucos instantes tudo o que se está comprando e o preço total obtido. Assim, não é mais preciso passar pelo processo chato de colocar e tirar as compras do carrinho diversas vezes.

A tecnologia também permite maior segurança, ao permitir que guardas do local verifiquem com maior facilidade atividades suspeitas e evitem roubos. Além disso, seu uso inteligente permite verificar com eficiência o transporte de produtos ou permitir o manuseio de equipamento somente por quem estiver com o uniforme necessário, isso só para citar alguns exemplos.

Como toda nova tecnologia, o RFID gera polêmica por abrir a possibilidade de que a privacidade do cliente seja violada, já que as etiquetas permitem localizar os produtos em qualquer lugar que estejam.

Embora essa seja uma preocupação real, existem soluções como apagar todos os dados sobre o produto assim que o pagamento fosse feito. Porém, isso traria como consequência negativa a impossibilidade de realizar compras mais personalizadas ou facilitar a troca de produtos defeituosos.

Como funciona a tributação sobre os jogos eletrônicos?

Saiba tudo o que você paga ao comprar um game.

Quando falamos sobre pirataria, há algumas semanas, muitas pessoas expressaram a opinião de que se os jogos originais fossem mais baratos, em território nacional, elas deixariam as cópias ilegais de lado. No entanto, constatamos uma grande ilusão por parte de alguns de que o preço baixaria a níveis absurdamente pequenos — mesmo se não houvesse imposto algum, isso não aconteceria.

Afinal de contas, basta fazer um pouco de matemática simples para entender que não veremos o preço de grandes lançamentos por menos de R$ 100,00, mesmo que um milagre faça com que toda a tributação sobre o setor desapareça. Veja abaixo uma comparação feita com o preço padrão de um “blockbuster”:

  • Estados Unidos — 50 dólares — R$92,73 (utilizando a taxa de câmbio de 11/02/10)

Se adicionarmos o lucro do vendedor, e assumindo que exista apenas ele de intermediário, cem reais é o mínimo que seria atingido; ou seja, nada dos 30 ou 40 reais que muitos acham “justo” para um título cujo investimento de produção foi de milhões de dólares.

Você gostaria de comprar Mass Effect 2 por cem reais?

Tributos

Fazendo as contas

Mas então por que um game no Brasil é vendido a exorbitantes 250 reais, ainda considerando um grande “blockbuster”? Para entender, vamos fazer algumas contas. Abaixo segue uma pequena lista dos tributos que incidem sobre uma cópia de um jogo eletrônico, de acordo com a pesquisa que realizamos:

  • Imposto de Importação: 20%
  • Imposto sobre Produtos Industrializados: 30%
  • PIS/Cofins: 9,25%
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: 18 - 25%

Esses são apenas os impostos, e não contam os custos de importação — tentamos obter esses de algumas empresas que comercializam games no Brasil, mas não recebemos resposta em tempo de inseri-las neste artigo. Ou seja, transporte, lucro de intermediários, fretes e outros gastos nesse sentido não estão sendo contabilizados.

Peguemos o preço obtido acima, R$ 92,73. Com toda a tributação — que se aplica cumulativamente, na ordem exposta — o preço passa a R$ 157,35. Ou seja, mesmo que ninguém esteja lucrando nada, e todos os envolvidos estejam trabalhando de graça (o que é um cenário absurdo e exclusivamente hipotético), este é o preço de um jogo, para que entre de forma legal no país.

Nem a foice de Dante consegue cortar os preços

Se passarmos a um cenário simulado, puramente para fins de exercício mental, no qual existem três envolvidos — uma distribuidora internacional, uma distribuidora nacional e a loja na qual a cópia está sendo vendida — e cada um deles coloca em cima do preço a que recebe o produto um lucro de 10%, a coisa fica ainda mais compreensível (todos os valores abaixo são aproximados):

Os R$ 92,71 passam a R$ 101,98 antes mesmo de entrar no Brasil. Aí incidem os impostos, que levam o game a R$ 185,78. A distribuidora nacional então incute seus custos e lucro, aumentando esse valor para R$ 204,38. A loja então embute seus lucros, e o preço que você na prateleira é o de R$ 224,81. Parece familiar? Isto porque nossa situação hipotética é bastante modesta.

Indignação

Você pode estar pensando, a essa altura: “mas isso é uma tremenda pilantragem!”. E com razão, já que o preço mais do que dobrou — o preço final de nosso exercício mental realizado acima é 242,50% maior do que o preço original do produto; sendo que, ao ser vendido por 50 dólares no exterior, a cópia já levou em consideração a produção, fabricação e distribuição do game por lá.

A situação é ainda pior quando consideramos que não existe indústria nacional para substituir os produtos que estão sendo taxados. Ou seja, existe uma proteção a uma indústria praticamente inexistente, que não se beneficia dessas medidas. Se mais games entrassem no Brasil, inclusive, as empresas de fora poderiam instalar-se aqui e trazer tecnologia que seria absorvida pelas companhias nacionais.

Consoles sofrem ainda mais

Já que levantamos o assunto de consoles, vale lembrar que as plataformas sofrem ainda mais do que os games. Isto porque os impostos são mais altos e os custos de transporte, armazenamento e logística em geral para a vinda deles ao Brasil é ainda maior. Façamos algumas contas como as que fizemos para games acima:

  • PlayStation 3 Slim 120Gb nos Estados Unidos — 299,99 dólares — R$ 556,24 (com a cotação de 10/02/10).

Os impostos incidentes sobre as plataformas seguem abaixo:

  • Imposto de Importação - 20%
  • Imposto sobre Produtos Industrializados - 50%
  • PIS/Cofins - 9,25%
  • Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços - 18 - 25%

Ou seja, os consoles pagam muito mais IPI e um Imposto de Importação ligeiramente maior. Mas, como são mais caros que um game, o resultado é ainda maior. Sem contar custos adicionais, assumindo mais uma vez que as pessoas trabalhem de graça, o custo sobe para algo em torno de R$ 1367,31 após os impostos. Já é quase três vezes o preço original. No entanto, existe um porém.

Se verificarmos o preço de um PS3 Slim em diversas lojas, ele é encontrado por algo em torno de R$ 1399,00. Ou seja, a margem de lucro em cima deles é bem menor, e os custos são aliviados através da produção em massa. Além da política de ganhar dinheiro em cima de games, e não de consoles, obviamente.

Se comparado aos games, ele até que sai por um preço razoável...

Se adicionássemos os lucros e custos dos intermediários, o preço subiria ainda mais! Ou seja, embora não tenhamos nenhuma resposta oficial, imaginamos que os consoles são vendidos aos distribuidores internacionais a um preço inferior ao que vemos acontecer com os game; cujo preço é proporcionalmente muito maior para nós, se comparado ao de consoles.

Mas nós entramos direto nos cálculos e mostramos muitos números, sem dizer por que eles são desse jeito. Então aproveitemos a nossa deixa sobre a indústria nacional e passemos a uma breve explanação sobre a razão de ser de tanta tributação sobre um de nossos hobbies favoritos.

Razões

Quem quis assim?

Como bem sabemos, a indústria da informática é um ramo relativamente novo, especialmente no Brasil. Assim, as leis que discorrem sobre o assunto surgiram, na forma como as conhecemos hoje, apenas na década de 90. A Lei nº 8248, de 23 de outubro de 1991, “dispõe sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação, e dá outras providências”, segundo seu próprio texto.

Nela, existem inúmeras disposições sobre benefícios, incentivos e outras definições do setor, mas deixa de lado os jogos eletrônicos em específico. Por isso, surgiu em 2007 um projeto de lei do deputado Carlito Merss, que visava incluir os games nos benefícios concedidos pela lei supracitada. Ou seja, haveria apoio legal à indústria.

No entanto, o projeto não parece ter ido adiante e infelizmente continuamos a ter uma tributação pesada sobre o mercado de jogos eletrônicos. Segundo o projeto de lei do deputado, o preço de um console pode chegar a 257% do valor FOB — free on board, estilo de importação largamente utilizado e que representa o preço do produto na hora em que está no navio pronto para ser encaminhado ao destino.

A razão principal para tamanha tributação consiste da aplicação de um princípio de direito tributário: o da essencialidade. De acordo com esse princípio, produtos que não sejam essenciais, como o próprio nome indica, sofrem tributação maior.

Art. 1º Aplicar medida de salvaguarda, sob a forma de elevação da alíquota do imposto de importação, por meio de adicional à Tarifa Externa Comum - TEC, sobre as importações de brinquedos acabados a seguir relacionados, classificados nos respectivos códigos tarifários, de acordo com o seguinte cronograma:

[...]

9504.10.10 Jogos de Vídeo, exceto peças e componentes para fabricação dos brinquedos desta posição

9504.10.91 Cartuchos, exceto peças e componentes para fabricação dos brinquedos desta posição

9504.10.99 Outras partes e acessórios, exceto peças e componentes para fabricação dos brinquedos desta posição

Ou seja, jogar video game não é um direito, muito menos algo essencial ao cidadão brasileiro. E, aos olhos de nosso ordenamento jurídico, é até mesmo menos importante do que outras formas de entretenimento que possuem incentivos e regulamentações muito mais apropriados e bem pensados.

O caminho de um produto

Desde o desenvolvedor até a loja

Um dos objetivos iniciais de nosso artigo era explicar passo a passo o caminho percorrido por um título, desde sua criação até a chegada às lojas de varejo. Porém, inúmeras das empresas brasileiras de distribuição já não possuem assessoria de imprensa ou informações concretas nesse sentido. Portanto, precisaremos adiar e estender um pouco mais a pesquisa para trazer dados concretos.

O que já podemos adiantar é que o caminho é longo, e cheio de obstáculos. Desde a saída do software da empresa de desenvolvimento, o envio a uma empresa que o coloca em discos e cria as cópias, a manufatura das embalagens, a distribuição aos diferentes mercados... Ou seja, realmente é algo que precisa de informações precisas, e não vale a pena trazê-las fragmentadas. Quem sabe em um futuro próximo não conseguimos condensar as informações e trazê-las em formato conciso.

Solução

Existe uma?O governo ri à toa e embolsa a grana

Difícil dizer, mas o primeiro passo consiste, sem dúvida nenhuma, de uma análise do cenário da indústria brasileira de video games — realizada pelo próprio governo ou apresentada a ele por alguém. Somente a partir daí poderão ser tomadas decisões sensatas. Com um estudo desse tipo, o governo perceberá rapidamente que os profissionais capacitados que nosso país forma acabam indo ao exterior para encontrar posições dignas de sua formação.

Ao diminuir os impostos e permitir uma maior inserção das empresas e dos produtos internacionais no mercado interno, a custos mais baixos, o governo fomenta a indústria e permite que o consumidor em geral passe a apoiar os esforços genuínos, ao invés de recorrer à pirataria.

Mas esperar que a resposta venha do céu — ou, para ser mais exato, do governo — não adianta muito. O esforço deve partir principalmente das pessoas envolvidas no ramo, na forma de cobranças e apoio àqueles que têm o poder de mudar alguma coisa. Até lá, vamos continuar a pagar muito mais ao nosso governo do que às pessoas que de fato criaram o produto.

Banner

Banner