Seja, Bem Vindo.

domingo, 7 de março de 2010

Análise: Archos 9 Tablet

Analisamos o tablet da francesa Archos, que vem com o Windows 7 e consegue deixar bem claro por que algumas tecnologias vão definir se um computador da categoria pode substituir um netbook ou não.

Desde que os rumores sobre um possível tablet da Apple se intensificaram ano passado, muitas empresas, analistas de mercado e sites especializados voltaram seus holofotes para o tipo de produto que poderia sair da cartola de Steve Jobs. Afinal, em 2007 a gigante de Cupertino tinha alçado os smartphones a um novo nível, com o lançamento do iPhone.

A história dos tablets não tem perna curta. O mouse, companheiro de muitas batalhas, nunca foi uma unanimidade quando o tema é interação entre homem e máquina. Sim, ele é extremamente útil e, para algumas tarefas, insubstituível. Contudo, sempre se almejou uma ferramenta que fosse mais prática. E até mesmo o teclado físico não fica de fora dessa.

O conceito de um computador mais prático e intuitivo — para uso comercial e pessoal — já tem mais duas décadas, mas foi o amadurecimento de algumas tecnologias que o tornaram atraente e viável. E por que os tablets estão despertando desejo de consumo hoje?

Os tablets querem conquistar o mercado de portáteis!

Não há como falar deles sem antes relacionar outra história, que também tem sua origem lá no início da década de 90. Trata-se dos netbooks, laptops compactos que foram conceituados também pela mesma Apple, com o eMate 300, aparelho descontinuado juntamente com o Newton quando Jobs voltou à empresa em 98.

Uma década para frente, a ousadia da Asus revelou um novo nicho de mercado, com o seu Eee PC, cujo sucesso cunhou o termo “netbook” aos notebooks ultracompactos. Hoje, os netbooks são amplamente vendidos por diversas empresas de eletrônicos.

A aceitação do público ficou evidente assim que se percebeu que para tarefas como navegar na internet, ler emails, escutar músicas e redigir pequenos trabalhos, não é necessário ter uma capacidade colossal de processamento.

Após uma introdução um tanto alongada — com a qual nossa intenção foi contextualizar o atual cenário da computação pessoal, que vive o renascimento de uma categoria adormecida e deve iniciar uma reviravolta em 2010 — saiba agora os pontos fortes e fracos do primeiro tablet analisado pela equipe do Blog do IGOR!

Um francês entre nós

Lançado em outubro de 2009, o tablet francês possui uma tela de 9 polegadas, processador Intel Atom Z510 rodando a 1.1 GHz e 1 GB de memória RAM. Dentro do seu disco rígido de 60 GB a 4200 RPM, um Windows 7 Starter Edition instalado com resolução de tela máxima em 1024 x 768 pixels. O chipset gráfico também é da Intel: GMA 500.

Medindo 25,6 x 13,4 x 1,6 centímetros, o aparelho pesa 800 gramas e tem uma bateria de Lítio-Íon Polímero com duração de 4 horas, Bluetooth 2.1 e Wi-Fi nos padrões 802.11 b/g/n. Há ainda um microfone e uma webcam de 1.3 megapixels.

Escolhemos este tablet como o primeiro a ser analisado pelo Blog do Igor porque ele é um ótimo parâmetro de referência de quais tecnologias e configurações um tablet de nova geração deve dispor para alcançar o sucesso.

O Archos 9 tem um design robusto e não se preocupou em economizar no número de botões. Ao todo são cinco além do trackpad para mexer no cursor. Acompanha ainda uma caneta stylus, como a do Nintendo DS e alguns smartphones da Palm e Blackberry.

É possível adicionar um teclado externo no tablet.

1. Entrada proprietária para adicionar teclado externo e outros acessórios.

Webcam inexistente no iPad dá as caras no Archos 9.


1. Alto-falante esquerdo;
2. Webcam de 1.3 megapixels;
3. Tela de Login do Windows e Liga/desliga Wi-Fi se pressionado junto aos itens 5 e 6;
4. Teclado virtual e aumenta ou diminui brilho se pressionado junto aos itens 5 e 6;
5. Botão esquerdo do mouse (aumenta brilho e liga Wi-Fi);
6. Botão direito do mouse (diminui brilho e desliga Wi-Fi);
7. Microfone;
8. Entrada de áudio;
9. Porta USB;
10. LEDs que indicam se o tablet está ligado, recarregando ou utilizando o HD;
11. Entrada do recarregador.

Por que ter trackpad se é touchscreen?

1. Alto-falante direito;
2. Ligar/desligar aparelho;
3. Trackpad.

Muitos botões, não é mesmo? Parece que a empresa deixou de lado a tendência de enxugar a quantidade de teclas físicas dos portáteis e complicou um pouco a vida do usuário. Enfim, vamos aos pontos positivos e negativos.

Aprovado

Do que nós gostamos

Tem o que faltou no iPad

É praticamente impossível deixar de lado uma comparação com o iPad da Apple. Mas são produtos diferentes! Sim, são. Porém, a expectativa criada pelos boatos sobre o produto de Jobs deixou os consumidores eufóricos e, depois da apresentação, decepcionados com algumas especificações.

Até quem não sabia ainda o que era um tablet ficou desanimado, logo fica claro que tais quesitos são relevantes para o público. Eles são: webcam integrada, multitarefas, suporte para tecnologia Flash (por rodar Windows) e entrada USB. Esses quatro tendões de Aquiles do iPad são supridos pelo Archos 9.

Assista vídeos com mais  conforto... Se você conseguir reproduzi-los!A webcam do Archos 9, limitada à resolução de 1280 x 1024 pixels, bem que poderia ser no meio do aparelho, ao invés de ficar no lado esquerdo. Contudo, o empecilho é amenizado pelo fato de ela dar conta do recado quando você quiser fazer uma conferência de vídeo e áudio na internet pelo Skype e MSN. Afinal, 1.3 megapixels são mais do que suficientes para uma tela que tem resolução de 1024 x 768 pixels.

A entrada USB realmente faz diferença. Por meio dela, você pode ligar uma câmera digital e transferir fotos, usar um celular como modem para conexão 3G ou até mesmo conectar um pendrive para trocar arquivos. O tablet ainda conta com um pedestal para ficar de pé, embora seja bastante frágil.

Ajuda na hora de ver filmes ou de ficar ligado quando chegam novas atualizações no seu Orkut ou Twitter, por exemplo.

Na crista da onda

Se você gosta de ouvir música enquanto navega na internet , o Archos 9 vai agradar. Com dois alto-falantes em modo estéreo, não verificamos nenhuma distorção de graves e agudos que prejudicasse a reprodução quando o volume estava no máximo.

O som tocou de forma cristalina e forte mesmo em vídeos que possuíam muitos efeitos sonoros de forma simultânea. Porém, em conversações o volume do microfone mostrou-se aquém do esperado, necessitando aproximação do aparelho.

Enfim, é claro que tablets não têm o objetivo de ser unanimidade em áudio, por isso a experiência com o Archos 9 acaba sendo mais positiva do que negativa.

Pronto para viagem

Portáteis que não possuem bateria removível sempre são alvos de críticas, principalmente quando o equipamento tem autonomia de poucas horas. Felizmente isso não acontece com o Archos 9. Se você pretende sair e não pode levar o recarregador para lá e cá a todo instante, é possível remover a bateria e colocar outra no lugar.

Aliás, o recarregador não é grande, tampouco pequeno. Em horas de emergência, comprar uma bateria a mais para levar na mala ou bolsa é mais conveniente do que ficar andando com o transformador.

Ao utilizar o tablet por horas, com Wi-Fi ligado e intensidade de brilho no máximo, você terá aproximadamente 4 horas de duração de bateria. Ao reproduzir vídeos no YouTube ou Windows Media Player com frequência, a autonomia pode cair para 3 horas. Portanto, sua duração não é excepcional, mas cumpre o que o fabricante diz nas especificações.

Vem com Windows 7...

A vantagem de rodar o sistema operacional mais popular do mundo é óbvia. Instalar os mesmos programas com que você está acostumado é uma sensação incrível de poder na palma da sua mão.

Quem já experimentou smartphones mais novos sabe: programas como navegadores, por melhores que sejam, sempre passam uma impressão de estarem incompletos. Isso não acontece quando você está com o todo-poderoso da Microsoft em mãos.

O Firefox vai estar disponível com todas as suas extensões favoritas, assim como o MSN Messenger vai poder instalar todos os complementos de que você gosta. Outro recurso positivo é que o sistema operacional consegue gerenciar o uso de tela do aparelho, escurecendo ou desligando-a quando não está sendo utilizado.

Windows 7 na palma da mão.

Reprovado

O que espantou o Blog do IGOR

...Starter Edition

A versão mais básica do Windows 7 não inclui alguns recursos que visivelmente fazem falta, como a interface Aero Glass e opções de personalização para trocar papeis de parede, cores de janela e sons. Sim, você não pode nem trocar seu papel de parede!

Tudo bem, a vida prossegue. Que tal instalar uns programas com suporte nativo para telas sensíveis ao toque? Nada feito. Se quiser, vai ter que instalar a versão Home Premium via USB (o que vai ser uma tortura pela velocidade de transferência).

Pior ainda, o sistema utiliza muito espaço em disco (cerca de 20 GB) que somado ao “Recovery Mode” — um backup para restaurar o Windows em caso de problemas — sugam juntos 30 GB, ou metade da capacidade de armazenamento. Dá para desinstalar e juntar a partição, mas é trabalhoso.

No aspecto multitarefas, conseguimos rodar o Mozilla Firefox com o Windows Media Player e o MSN Messengersem problemas, porém a queda de desempenho é notável e não é possível abrir muitas abas ou iniciar várias conversações. A suíte Microsoft Office se sai razoavelmente bem apenas se você abrir um programa por vez e não utilizar recursos pesados.

Vale ressaltar ainda, qualquer que seja a versão do Windows 7, 1 GB de memória RAM não é o suficiente para tudo ficar suave e fluido. Tudo bem que estamos falando de um tablet, ou seja, teoricamente vai ser utilizado para tarefas mais simples, entretanto a vantagem de ser multitarefas vai bueiro abaixo. Sem falar na velocidade do HD, que por ser 4200 RPM é lenta demais.

Processador Atom, o grande pecado

O maior vilão do Archos 9 é seu processador, o Atom Z510. Não precisa nem abrir algum programa ou processo no sistema, basta dar Ctrl+Shift+Del e ver o uso de processador. Ele já vai estar próximo do gargalo. Mais um motivo para multitarefas se transformar em “multitarefas”.

O aparelho trava a todo instante. Abrir mais de um programa: só se não for abusar do processador. Não adianta apelar para Gerenciador de Tarefas também, abrir o teclado virtual durante o travamento não é uma tarefa fácil.

Antivírus? Nem pensar! E como ficar sem software de segurança utilizando o Windows, que é o sistema mais visado pelos crackers? O resultado: evitar todo e qualquer tipo de site e programa desconhecido. Mesmo.

Em nossos testes com o MSN Messenger, não conseguimos fazer videoconferências porque o mensageiro instantâneo travava e o processador entrava em parafuso. Isso, aliás, é comum com o Z510 neste aparelho.

Games em flash engasgam e se tornam praticamente injogáveis.

O chipset gráfico do Archos 9 não é ruim. Ele seria capaz de rodar vídeos em 1080p se não fosse a resolução do tablet, além de suportar, através do Windows 7, o codec H.264 para exibir vídeos de alta definição. No entanto, o processador Atom consegue estragar qualquer pretensão.

Vídeos padrões do YouTube conseguem ser exibidos normalmente, mas quando você for reproduzir um deles em alta definição (tanto no Windows Media Player quanto no navegador), se prepare para ver tudo picado.

Outro teste aplicado foi quanto aos jogos em flash. Ao entrar no Otzee e “brincar” em dezenas de jogos. O Archos 9 também não satisfez qualquer expectativa: é lento e impraticável.

Trackpad para quê?

Tablets são especiais por não disporem, obrigatoriamente, de teclado físico e muitos botões. A Archos, neste modelo, se perdeu ao remar contra a maré. Do lado direito há um trackpad totalmente inútil, pois o aparelho é touchscreen.

Os botões esquerdo e direito do mouse também poderiam ser removidos, mas devem ter sido deixados porque não foi encontrada uma solução para trabalhar com a entrada de teclado fora do sistema operacional.

A tecnologia touchscreen empregada no aparelho é a resistiva. Em outras palavras, você precisa se esforçar um pouco mais e apertar a tela com mais força para ela reconhecer seus movimentos, pois o mapeamento acontece através do contato entre duas placas.

Até aí tudo bem, muitos smartphones ainda não utilizam a tecnologia capacitiva, que funciona através da troca de cargas elétricas entre os dedos e o vidro do monitor. O erro grave mesmo é não suportar multitoques. Acredite, isso faz uma diferença danada!

Teclado virtual complicado e espaçoso

Imagine agora que você deseja digitar uma URL. Soa intuitivo clicar em “Endereço” no navegador e o teclado virtual aparecer, não é verdade? Pois é, isso não ocorre no Archos 9. Se for começar a colocar qualquer caractere em um campo de texto, você precisa clicar no botão de teclado virtual.

Este, por sinal, ocupa metade da tela e não é tão confortável quanto o teclado virtual do próprio Windows 7. Some a isso o fato de o aparelho não ter acelerômetro, portanto só é possível navegar nele em disposição deRetrato se alterar a tela dentro do próprio Windows.

Mudada a disposição de Paisagem para Retrato, o teclado virtual do aparelho não cabe mais na tela a não ser que o tablet seja reiniciado, forçando você a utilizar o do próprio Windows. Não há escapatória. Agora chato mesmo é tentar, em vão, ver o que você está digitando na busca do Menu Iniciar, uma vez que o teclado virtual nativo sempre sobrepõe a tela.

Rolar uma página através da caneta stylus não é nada divertido. Além disso, tentar digitar rapidamente é para poucos: por não ser multitoque, o cursor pode ficar pulando caso você encoste-se em algum canto ou tecla diferente.

Teclado virtual espaçoso deixa a desejar.

Conclusão

Vale a pena?

Levando em consideração o custo de 500 dólares (sem contar impostos e frete), não compensa. É pesado, tanto fisicamente com seus 800 gramas quanto virtualmente com a lentidão do processador, e por esse preço atual não vale o investimento. Na dúvida, procure por outro tablet ou um netbook.

Embora tenha câmera, suporte para tecnologia Flash e Windows 7 para rodar os mesmos programas que você já conhece e confia, o ponto crítico é o Intel Atom Z510, que tem um desempenho medíocre e aniquila as chances de a característica “multitarefa” atrair os consumidores.

No final das contas, os pontos negativos se sobressaem muito mais que os positivos. A pouca qualidade de imagem, que distorce os pixels em muitas áreas de contraste, somada à baixa praticidade de uso com a falta de suporte para multitoques e acelerômetro, faz do Archos 9 um ótimo exemplo de como um tablet de nova geração não pode ser feito.

Todos os passos para baixar filmes e assistir a eles no PC ou televisão

Quem gosta de programas no estilo Media Center ficará de queixo caído com esse tutorial.

Os meios pelos quais vemos e ouvimos nossos programas de TV, fotos e músicas mudam desde que foram inventados. A quantidade também, e ela só aumenta. Por isso, ao longo do tempo foram criadas ferramentas para ajudar a manter organizada nossa crescente coleção de mídia.

Diversos programas tentam, mas nenhum consegue, em um só lugar, reunir tudo de que um usuário precisa para gerenciar seus arquivos. Sempre foram necessários diversos programas diferentes — por mais que fossem usados no máximo um player de mídia e o Windows Explorer — e isso não mudou.

O que mudou foi a facilidade, a interatividade e o número de funções que os programas de gerenciamento de mídia oferecem, além da quantidade imensa na oferta de softwares de qualidade e gratuitos, que ficam a cada dia mais especializados em determinadas tarefas.

Sente e relaxe. Este tutorial vai sacudir sua vida.

Neste artigo, o Blog do Igor mostra a você como deixar o processo de gerenciamento mais rápido, automatizando tarefas e facilitando a execução posterior dos arquivos. Mas antes, veja de quais programas você deverá fazer o download e instalar para poder continuar — clique nos nomes dos programas para baixá-los:

Programas necessários

EventGhost: automatiza tarefas, cria macros e define teclas de atalho para abertura de programas, entre outras funções;

XBMC: programa similar ao Windows Media Center, com suporte para vídeos, imagens, músicas, etc;

TheRenamer: renomeia arquivos de mídia para que não fiquem com títulos estranhos, com excesso de informações ou muito longos;

Ember Media Manager (clique aqui para a versão 64 bits): feito especificamente para usar com o XBMC, o software localiza e faz download automático de informações sobre seus arquivos de vídeo;

uTorrent: programa que gerencia o download de arquivos torrent. Ainda não conhece esse tipo de arquivo? Confira os artigos A bíblia do Torrent e Melhores programas de download por torrent feitos pelo Blog do IGOR acabe com suas dúvidas.

Depois de fazer o download de todos os programas, instale-os um a um, exceto o Ember Media Manager, que não precisa de instalação, bastando que você extraia o conteúdo do arquivo baixado.

Mãos à obra

O primeiro passo é organizar suas pastas para que o XBMC consiga localizar os arquivos e as informações de que precisa para baixar os dados da internet.

Será necessário que você possua uma pasta específica para deixar seus arquivos de mídia, além de deixar seus nomes definidos de forma que o programa entenda os títulos e encontre as informações corretas para eles.

1. Organização das pastas

Antes de qualquer coisa, crie uma pasta especial para seus arquivos de mídia e depois subpastas para cada tipo. Exemplo: fotos, filmes, seriados, documentários e músicas, de acordo com o que você gostaria que fosse automatizado.

Crie também uma pasta com o nome “Organizar”, ou algo que faça você se lembrar do motivo da existência dela, que é para deixar os arquivos que estiverem com o nome fora do padrão. Falaremos sobre essa pasta mais adiante.

Exemplo de disposição das pastas.

Uma informação importante a ser ressaltada é que as pastas que você criou não devem conter arquivos. Elas devem ser organizadas da seguinte maneira:

— Para filmes: dentro da pasta de filmes, crie uma subpasta com o título e o ano de lançamento, como no exemplo abaixo. A presença do ano no nome da pasta, cercado por colchetes, é para evitar que filmes homônimos confundam os programas (como o filme “Crossroads”, de 1986 e participação do ilustre Steve Vai; e “Crossroads”, de 2002, cuja protagonista é Britney Spears).

Exemplo:

Pasta de mídia\Documentários\The Conspiracy Files [2007]\The.Conspiracy.Files.[2007].ENG.DivX.avi

— Para seriados: se você costuma assistir a seriados no computador, já deve estar acostumado com a forma mais fácil de dar nome aos arquivos e controlá-los.

Assim como nos filmes, você deve criar uma pasta com o título do seriado e o ano de lançamento. Em seguida, separe cada temporada em uma pasta específica.

O nome do arquivo será dado pelo programa TheRenamer, cuja função é justamente deixar os títulos de arquivo em um padrão específico, que mostraremos no momento em que chegarmos no passo certo. A demonstração abaixo ilustra como os arquivos de seriado ficarão organizados após terminado todo o processo:

Exemplo:

Pasta de mídia\Seriados\Lost [2009]\Series 6\Lost – s06e03 - What Kate Does.avi

*Repare que a pasta de temporadas está em inglês (“Series”) para que o XBMC entenda. O “s06” significa sexta temporada e “e03” significa episódio 3.

Exemplo de nome de pasta de documentário.

— Para músicas: a pasta de músicas deve ser organizada com subpastas para os nomes dos artistas e respectivos álbuns, com os arquivos de áudio dentro da pasta do álbum. Não é necessário digitar o ano de lançamento, pois é praticamente impossível que os artistas repitam nomes de álbuns.

*Se você preferir ordenar as patas cronologicamente, fique à vontade para digitar o ano de lançamento antes do nome do álbum. Assim, se você acessar a pasta pelo Windows Explorer, ela ficará na sequência certa.

Exemplo:

Pasta de Mídia\Músicas\Lady Gaga\Nome do álbum\Faixa 1.wma

— Para fotos: não é necessária qualquer estrutura específica de diretórios para as imagens, pois elas não terão informações baixadas da internet. Portanto, deixe-as organizadas da maneira que preferir, dentro do diretório de imagens.

2. Copiando os arquivos

Copiando os arquivosAgora que todos os diretórios de mídia estão organizados, copie seus arquivos de vídeo para dentro da pasta “Organizar”, a menos que você tenha a certeza de que os vídeos já estão com os nomes definidos da maneira correta. Os demais tipos de mídia devem ser colocados diretamente em suas respectivas pastas.

3. Fazendo download das informações dos arquivos
Agora é a vez do Ember Media Manager. Sua função é justamente procurar os dados dos arquivos que você possui, como capa do DVD, trailers e outros.

O XBMC possui uma ferramenta para baixar essas informações, mas o Ember Media Manager é especializado nisso, então deixaremos o XBMC responsável exclusivamente pela reprodução de mídia.

Depois de extrair o conteúdo do arquivo que você baixou, abra o executável “Ember Media Manager.exe”. Será mostrada a tela de boas-vindas, com a opção de idioma da interface em branco. Escolha “English” (já que não há outra mesmo) e clique em “Next”.

Adicionando a fonte dos arquivos.

Na tela exibida, clique no botão “Add Source”, para adicionar ao Ember Media Manager a pasta em que estão seus arquivos de mídia. No campo “Source Name”, digite um nome qualquer para sua fonte de dados. Marque a caixa do campo “Scan Recursively”, para que todas as subpastas do seu diretório de mídia sejam monitoradas.

Depois, clique no botão com as reticências, que está do lado direito do campo “Source path” e navegue até o local onde você criou sua pasta de mídia. Selecione-a e clique em "OK". Em seguida, clique em "OK" novamente e depois em “Next”.

Adicionando sua pasta de mídia ao Ember Media Manager.

Na tela seguinte, marque os tipos de conteúdo que você deseja que o Ember Media Manager procure para os arquivos, como pôsteres, folders, capas, trailers, etc. e clique em “Next”, depois em "OK". O programa deve abrir sua interface principal.

Se você tiver organizado corretamente todas as suas pastas, a interface do programa deverá mostrar cada um dos filmes como um item no painel da esquerda. Quando selecionados, os itens mostrarão no painel da direita o conteúdo disponível para eles.

Ember Media Manager

Agora é só fechar o programa e esquecer de sua existência, pois como automatizaremos as tarefas realizadas por ele, com o EventGhost, você provavelmente nunca mais precisará abrir o Ember Media Manager.

4. Renomeando e movendo arquivos

Raramente os arquivos de mídia vêm nomeados de forma que programas da categoria “Media Center” sejam capazes de entender. Pelo contrário, cada fonte diferente ou programa que você usa deve nomear o arquivo de um jeito próprio, que inclusive nem sempre é claro o suficiente para que você saiba do que se trata.

Para conferir um padrão “legível” aos seus arquivos, sem que você ou o XBMC precisem tentar decifrar o nome, vamos utilizar o TheRenamer para manter tudo com nomes em um formato único.

A instalação do TheRenamer não tem nenhum segredo. Vá clicando em “Next” até que a última tela seja exibida e depois clique em “Finish”. O programa será aberto automaticamente.

TheRenamer

O TheRenamer é capaz de renomear e mover arquivos de seriados e filmes. Em sua primeira execução, a interface deve mostrar a tela acima. Para mudar para a opção de filmes, simplesmente clique no texto “tvshows”. A tela ficará azul e o texto mudará para “movies”. Para voltar ao modo anterior, clique em “movies”.

Você deve se lembrar da pasta “Organizar”, que foi criada no começo. Esse diretório serve para que você deixe os arquivos que estiverem com o nome fora do padrão já mostrado.

Se você costuma comprar DVDs e guardá-los no PC, por exemplo, defina a pasta “Organizar”, como diretório padrão no seu programa preferido de extração de DVDs, CDs, etc.

4.1. Organizando os seriados

Na janela do TheRenamer, clique no botão “Settings”, que fica no canto superior direito. Deixe marcadas as seguintes opções:

No campo “Renamed format”, marque o item “s1e01”, para que todos os episódios dos seus seriados fiquem com esse formato de título; marque também o “Add ‘0’ for Season”; e “Use Caps (SE/X)”. Esse é o padrão, mas ele é meramente estético.

*Você pode marcar o que preferir, pois as opções de renomeação mostradas são reconhecidas pelos demais programas.

Logo abaixo há o campo “Fetch folder”, local em que definiremos onde estarão os arquivos a serem renomeados. Clique em “Browse” e localize a pasta “Organizar”, criada anteriormente dentro da sua pasta de mídia. Depois, marque a opção “Include subfolders”, para que, se houver alguma subpasta, ela também seja monitorada.

TheRenamer

No campo “TV Shows Archive”, marque a opção “Auto move after renaming” para que o programa mova os arquivos para seus respectivos diretórios, retirando-os da pasta “Organizar”. Em seguida, clique em “Browse” e localize a pasta “Séries”, dentro de seu diretório de mídia.

Na lateral direita da tela de configurações, deixe marcadas as opções “Showname”, “Season”, “Episode Titles”, “Confirmation”, “To TV Show Folder” e “To Season Folder”.

Pronto. O TheRenamer está configurado para renomear e mover os vídeos da sua pasta “Organizar” para o diretório correto. Você já pode fechar o programa.

IMPORTANTE: não usaremos o TheRenamer para renomear filmes, pois isso pode fazer com que o Ember Media Manager não consiga encontrar as informações de pôsteres, trailers, etc.

5. Automatizando tarefas

Chegou a hora de usarmos o software responsável por fazer a mágica funcionar: o EventGhost. Quando você iniciá-lo pela primeira vez, o painel da esquerda virá com diversos itens.

Trata-se apenas de um log para registro das ações realizadas pelo programa. Como esse painel não nos é útil no momento, iremos ocultá-lo.

5.1. Automatizando o TheRenamer

No canto superior direito do painel da direita, há um pequeno botão com o desenho de uma janela. Clique nele e o painel de configuração passará a ocupar a janela inteira do EventGhost.

Agora clique no botão “Add plugin” (é o sétimo, da direita para a esquerda), conforme demonstrado na imagem a seguir:

Adicionando um plugin.

Uma lista de plugins disponíveis será exibida. Role a tela para baixo até encontrar, na última pasta, o item “Directory Watcher”. Clique nele e depois em "OK".

Na janela seguinte, clique no botão com a imagem de uma pasta e localize o diretório “Organizar”. Marque a opção “Watch subdirectories also” e dê "OK".

Perceba que o plugin que acabamos de adicionar aparece no painel do EvenGhost. Agora, repita o procedimento exatamente como o parágrafo acima, mas ao invés de usar a pasta indicada, localize e adicione o diretório “Filmes”. Com ambos os plugins adicionados, sua tela do EventGhost deve ficar como na imagem:

Adicionando plugins.

Até o momento só adicionamos as configurações. Agora faremos uma macro para automatizá-las. Clique no botão “Add Macro” (é o quinto da direita para esquerda, que possui uma engrenagem como desenho).

Na próxima janela, clique no sinal de adição (+) que fica ao lado do item “System”, selecione “Start Application” e dê "OK". No campo “Executable”, clique no botão com o desenho de uma pasta, localize o diretório de instalação do TheRenamer e selecione o executável. Se você tiver instalado o programa sem alterar a pasta de destino, o caminho deve ser C:\Program Files\theRenamer\theRenamer.exe.

No campo “Command line options”, digite “-fetch” (sem aspas, não esquecendo o sinal de subtração). No campo “Window Option”, selecione a opção “Minimized”. A janela deverá ficar igual à da imagem abaixo. Clique em "OK".

configurando o EventGhost

Voltando à tela principal do EventGhost, clique com o botão direito do mouse no item que foi criado com o desenho de uma engrenagem.

No menu que aparece, clique na opção “Rename Item” e renomeie a macro para “Organizar e renomear”. A macro que acabamos de criar automatiza o trabalho do TheRenamer.

Neste ponto é interessante que você salve a árvore de configurações que criou no EventGhost. Para isso, clique no botão com o desenho de um disquete, dê um nome para o arquivo e selecione o local onde deseja salvá-lo.

5.2. Automatizando o XBMC

Clique no botão “Add plugin” e, na lista que aparece, abra a pasta “Program Control”. Selecione o item “XBMC” e dê "OK". Na janela aberta, clique em “Cancel” para que não sejam criadas ações desnecessárias para esse plugin.

Agora, selecione a macro “Organizar e renomear” e clique no botão “Add action”. Na janela exibida, abra a pasta “XBMC” e localize o item “Update Video Library” e dê "OK". Neste ponto, a janela do EventGhost deve se parecer como a imagem abaixo.

Configurando o EventGhost para o XBMC.

5.3. Automatizando o Ember Media Manager

Clique no botão “Add macro”, localize a pasta “System” e selecione o item “Start Application”. No campo “Executable”, clique no botão com o desenho de uma pasta e localize o executável do Ember Media Manager, conforme o local para onde você o extraiu.

No campo “Command line options”, digite “-newauto -all” (sem aspas, não esquecendo o sinal de subtração). A janela deverá ser parecida com a imagem abaixo. Clique em "OK".

Configurando o EventGhost para o Ember Media Manager.

Sobre a macro que você criou, clique com o botão direito do mouse e, no menu que aparece, clique em “Rename Item” e digite o nome “Dados de filmes”.

Clique com o botão direito do mouse na ação “XBMC: Update Video Library”, que está abaixo de “Organizar e renomear”, e selecione “Copy”.

Na macro “Dados de filmes”, clique com o botão direito do mouse e depois em “Paste”. Isso fará com que a ação seja repetida em ambas as macros. Neste ponto, a interface do EventGhost deve parecer com a imagem a seguir:

Configurando o EventGhost.

5.4. Finalizando

Ainda no EventGhost, selecione a macro “Organizar e renomear” e clique no botão “Add event” (é o quarto, da direita para a esquerda).

Digite o nome “DirectoryWatcher.Updated” (sem aspas), observando as letras maiúsculas. Faça o mesmo com a macro “Dados de filmes”, digitando “DirectoryWatcher2.Updated” (sem aspas) para o nome do evento.

6. Configurando o XBMC

Cansou? Então aguente só mais um pouco, pois este é o último passo. Agora vamos configurar nosso programa de gerenciamento de mídia para que ele cumpra seu papel, que é reproduzir e catalogar com sucesso os seus arquivos de mídia.

DICA: se você tiver uma impressora, imprima este trecho do tutorial para facilitar o processo. O XBMC é um centro de mídia e, por isso, é executado em tela cheia. Portanto, o passo final deste tutorial será mais bem aproveitado se você imprimi-lo.

6.1. Para filmes

Abra o XBMC e clique na opção “Videos”. Na tela seguinte, clique em “Add source”, depois em “Browse”. Navegue até a sua pasta “Filmes” e clique em "OK". Clique no botão “Set Content” e, na tela que se abre, clique na seta para baixo até que a opção “Movies” apareça.

Selecionando a fonte dos dados.

Agora você pode escolher a fonte de dados dos seus filmes. O serviço “themoviedb.org” é um ótimo recurso, então não é necessário alterá-lo. Marque a opção “Use folder names for lookups” e clique em "OK" e depois em "OK" novamente.

Em se tratando de filmes, a inserção de legenda nos vídeos é um processo que gera muitas dúvidas e dificuldades. Caso precise de ajuda nesse assunto, verifique este artigo e perceba que essa atividade não é um bicho de sete cabeças.

6.2. Para seriados

O processo para configurar o XBMC para seriados é praticamente o mesmo: na tela principal do XBMC, clique em “Videos”, depois em “Add source” e navegue até a pasta “Séries” e dê "OK". Clique no botão “Set Content” e, na tela que se abre, clique na seta para baixo até que a opção “TV Shows” apareça.

Escolha a fonte de dados dos seus seriados e clique em "OK", sem alterar qualquer outra opção. Depois, dê "OK" novamente.

6.3 Músicas e imagens

O procedimento para adição de músicas e imagens ao seu centro de mídia é similar ao realizado para os vídeos, lembrando que você deve clicar em Music > Add Source para adicionar sua pasta de músicas e emPictures > Add Source para adicionar a de imagens.

Pronto!

Seu sistema automatizado de gerenciamento de mídia está pronto para ser usado. Tudo o que você precisa fazer é deixar sempre o EvenGhost ligado quando for usar o XBMC para que ele execute as operações de atualização dos nomes, movimentação dos arquivos para as pastas corretas e efetue o download das informações adicionais.

O procedimento que ensinamos é longo, trabalhoso, mas para quem gosta de manter sua coleção de música, vídeos e imagens atualizada, o pacotão de programas que mostramos é mais do que útil, é praticamente indispensável e um ótimo economizador de tempo.

XBMC

É importante deixar bem claro que o Blog do IGOR não tem o interesse de apoiar a pirataria com o presente artigo, ou qualquer outro que ensine a realizar downloads e organizar os arquivos baixados. Todos as mídias utilizadas durante a elaboração do artigo possuem distribuição legal. Use as tecnologias disponíveis com consciência e respeito aos profissionais que trabalham com entretenimento.

sábado, 6 de março de 2010

Melhores programas de download por torrent

Conheça algumas dicas para quem quer aderir ao sistema torrent de download.

Com o advento da conexão de banda larga, que permite downloads em alta velocidade, diversas tecnologias foram desenvolvidas para facilitar ainda mais a troca de arquivos e informações através da rede. Um dos meios que alcançou grande sucesso entre usuários comuns é o Torrent, uma forma inovadora de espalhar os arquivos entre todos.

Explicando de um modo descomplicado, o método de compartilhamento por torrent consiste na transferência de um mesmo arquivo, ou pedaços dele, por todas as pessoas conectadas ao serviço. Isso significa que, se você busca por um arquivo específico e mil pessoas já têm ele em seu computador, todas elas servirão como fontes de transferência, o que torna o aplicativo um sucesso pela quantidade de arquivos disponíveis em sua rede.

Facilitando a transferência

Com o grande número de adeptos do sistema de transferências por torrent, diversos aplicativos foram e estão sendo desenvolvidos para auxiliar o usuário, facilitando buscas, gerenciamento e outras funções indispensáveis para o processo.

BITTORRENT e µTORRENT

Criado pelo desenvolvedor do sistema de transferências em torrent, o BitTorrent foi o pioneiro a lidar com o serviço. O programa sempre foi uma referência para o gênero e, por muito tempo, dominou completamente o mercado.

No entanto, logo surgiria o µTorrent, um forte concorrente que dividiria a preferência dos usuários de torrents, trazendo diversas inovações simples e eficazes, como métodos de busca por arquivos, além de interface mais amigável e simplicidade para rodar em computadores comuns.

Tendo em vista a ameaça que o µTorrent representava, Bram Cohen, criador do BitTorrent, adquiriu o µTorrent no final de 2006. A partir desse momento, a nova versão do pioneiro dos torrents ficaria muito semelhante ao seu maior concorrente, por passarem a usar as mesmas funções em quase todas as suas características.

Qualquer semelhança é mera imitação!

Características

Os dois softwares prezam pelos mesmos aspectos, apresentando funções simples e intuitivas, que levam mesmo o usuário menos familiarizado com o sistema torrent a dominar rapidamente todas as suas principais possibilidades.

A interface dos aplicativos é muito amigável, exibindo todas as suas características muito bem distribuídas pela janela principal, permitindo visualizar o andamento dos downloads em tempo real, manipulando-os de várias maneiras.

Outro detalhe interessante de ambos são as configurações pré-estabelecidas para a conexão, o que era uma verdadeira complicação nas primeiras versões do BitTorrent. Agora, basta instalar o programa e começar a baixar, sem precisar de conhecimentos avançados sobre conexões e portas de saída e entrada para fazê-lo funcionar corretamente.

A maior diferença entre os aplicativos é seu sistema de busca, em que as pesquisas através do BitTorrent são feitas em seu próprio site, menos acessado que as realizadas no µTorrent, feitas através do site MiniNova, um verdadeiro sucesso entre os usuários.

Para quem é indicado

Se você está procurando facilidade na transferência de arquivos por torrent, não deixe de tentar o Bit Torrent ou o µTorrent. Por serem do mesmo dono, os aplicativos são muito semelhantes em seus aspectos básicos, diferindo apenas no método de pesquisas, em que a aceitação é maior no µTorrent.

Azureus, a opção para usuários avançados

Se você entende bem de configurações e aplicativos em torrent em geral, uma boa opção pode ser o Azureus, um aplicativo que, embora seja mais pesado e complicado que os demais, permite realizar diversas modificações em suas funções, o que é ideal para usuários avançados.

Uma função importantíssima para quem é exigente em resultados para as buscas é o fato do Azureus permitir conexões com diversos outros serviços de torrent, o que torna a gama de arquivos distintos encontrados bem maior que a da concorrência.

Mais opções e configurações que a concorrência.

Para quem é indicado

Como dito acima, o Azureus é uma indicação para o usuário que saiba lidar com torrents com maior facilidade e esteja apto a configurar o aplicativo de várias formas. Vale lembrar que o programa pesa mais que seus congêneres, o que demanda um PC um pouco melhor para aproveitá-lo.

Como decidir?

Uma boa notícia para os iniciantes na utilização do sistema de torrents para transferir arquivos é que os melhores programas do gênero são muito simples e de fácil domínio por todos, outro fator que torna o serviço um sucesso entre os usuários.

O download dos aplicativos é muito rápido, o que permite a você testar cada um deles em questão de minutos, comparando rapidamente aspectos como conexões, velocidade de downloads, interface e facilidade no uso, características que, na maioria dos casos, são muito semelhantes. Baixe agora os aplicativos para torrent mais famosos e descubra o porquê do rápido crescimento dessa vertente na atualidade.

Caixa de pizza vazia agora é caixa de som

Aparelho exibido na CeBIT 2010 transforma embalagens de pizza em verdadeiras caixas de som.
Sexta-feira à noite, você pede aquela pizza deliciosa e devora cada pedaço. Terminada a refeição, resta apenas a culpa das calorias extras e uma caixa de pizza vazia. O que fazer com ela?

A Xenics criou o Vibe a Holic, um amplificador de som que pode ser ajustado em uma embalagem vazia de pizza, transformando o papelão em uma caixa de som. Isso acontece graças às vibrações, que acabam amplificando as ondas sonoras emitidas pelo aparelho.

O Vibe a Holic não funciona apenas com caixas de pizza - embora este material apresente a melhor qualidade sonora - e pode ser testado em copos de papel, caixas de leite, caixas de madeira e muito mais.



O gadget é mais curioso do que realmente útil. No entanto, quem quiser surpreender seus amigos e familiares com uma caixa de som alternativa, o Vibe a Holic pode ser adquirido na Europa por cerca de 35 euros.

Conheça o sistema 6D, capaz de projetar imagens extremamente realistas

Nova tecnologia baseada na combinação de lentes produz imagens capazes de interagir com a luz ambiente

A tecnologia 3D já deixou de ser novidade, estando cada vez mais presente em nosso cotidiano. Seja através de projeções de filmes no cinema, jogos e aplicativos para celular e futuramente até nos televisores caseiros, esta tecnologia de projeção possibilita novas experiências para o usuário, aumentando o nível de imersão com o que está na tela.

Apesar de ainda não termos aproveitado totalmente as possibilidades dessa tecnologia, parece que em alguns anos ela vai se tornar algo do passado. Isso porque cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) já estão trabalhando em um método capaz de projetar imagens em nada menos que 6 dimensões. Essa nova tecnologia promete um novo grau de imersão e qualidade de imagem, dispensando o uso de qualquer acessório extra, como óculos.

O 3D que observamos durante a projeção de filmes ou na tela de determinado aparelhos portáteis não é nada mais que a combinação de duas imagens projetadas em pontos distintos. Utilizando lentes colocadas a cerca de seis centímetros uma da outra, é possível simular um fenômeno natural chamado estereoscopia, responsável por criar informações referentes à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos.

Atualmente, a tecnologia em três dimensões é utilizada principalmente pelo mundo do entretenimento, como forma de combater a pirataria e atrair mais pessoas a salas de cinemas e espetáculos. Por mais que alguém possua em sua residência um equipamento capaz de rivalizar com salas de cinema que utilizam a tecnologia convencional, ainda não é possível reproduzir imagens tridimensionais de maneira convincente em um ambiente caseiro.

Dessa forma, caso você queira ter uma experiência realmente convincente, vai acabar pagando um pouco mais para assistir ao filme no cinema. Mais detalhes sobre esta tecnologia e a forma como é empregada atualmente podem ser encontradas no artigo “Como funciona a tecnologia 3D?”.

Nova tecnologia permite a visualização de imagens extremamente realistas

Imagine uma imagem em três dimensões exibida na tela de um cinema. Por mais que seja convincente e realista, independente do ângulo que você a visualizar, sempre terá a mesma imagem. Agora visualize em sua mente um holograma, que possui essa propriedade de exibir a mesma imagem de maneira diferente, dependendo do ângulo de visão do observador. Embora os hologramas sejam mais realistas do que as imagens em três dimensões projetadas no cinema, ainda sofrem de uma grande limitação: não são capazes de interagir com a iluminação do ambiente.

Por isso que quando vemos a imagem em holograma de um objeto qualquer, como uma flor, e a comparamos com o objeto real, temos a sensação de que aquilo é totalmente artificial e que falta uma série de detalhes. A nova tecnologia em 6D representa uma revolução nesse sentido, permitindo que a visualização dos objetos projetado seja alterada não apenas com a mudança de posição de quem olha, mas também com a mudança de direção e intensidade de iluminação.

Isso possibilita a exibição de imagens ainda mais realistas, dando uma ilusão muito mais convincente de profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos. Utilizando essa nova tecnologia, vai ser possível realmente acreditar que os personagens do filme que você está assistindo estão interagindo com o público, quase como se fossem novos membros da plateia.

Ao contrário dos hologramas, que dependem da utilização de um feixe de lasers para sua projeção, o sistema em seis dimensões utiliza um princípio semelhante ao encontrado em certos cartões portais e brindes de revistas, que simulam uma imagem tridimensional conforme o observador muda seu ponto de vista. Nestes objetos, á utilizada uma série de lentes lineares e paralelas construídas em plástico, que ficam superpostas à imagem que se deseja dar a ilusão de 3D.

Esse mesmo princípio é utilizado nas imagens chamadas de 4D, que são nada mais que imagens tridimensionais que simulam a sensação de movimento. Para isto, basta utilizar lentes quadradas em vez das lineares encontradas nos cartões postais. A tecnologia 6D utiliza diversas camadas adicionais de lentes e telas a esse sistema, adicionando duas dimensões extras. A imagem resultante não somente é modificada pela visão do espectador, mas também pela intensidade e direcionamento da iluminação presente no ambiente.

Em um teste inicial, os cientistas do MIT utilizaram a imagem de uma garrafa de vinho feita de vidro, cuja visualização é alterada conforme o ângulo da luz utilizada muda. O resultado impressiona pelo realismo, dando a ilusão de que o que se vê não é somente uma imagem projetada, mas sim o objeto real. O vídeo abaixo dá uma explicação básica sobre os princípios utilizados na criação da tecnologia, além de demonstrar os resultados obtidos.

Segundo os cientistas, os campos que mais se beneficiarão desta nova tecnologia são a publicidade e o entretenimento. Imagine andar pela rua e ao ver um outdoor sobre uma nova escova de dente ou um xampu para cabelos encaracolados, não somente ver uma imagem estatística do produto, mas sim uma ilusão realista bastante semelhante ao objeto real. Essa é somente uma das possibilidades criadas pelo uso inteligente do sistema em seis dimensões.

Série de lentes é utilizada para projetar a imagemA utilização na área do cinema, já citada acima no texto, promete a visualização de imagens ainda mais realistas, realmente dando a ilusão de interação com os personagens presentes na tela. Ainda podemos sonhar com a utilização das seis dimensões em casa, permitindo a criação de videogames ainda mais realistas, que aliados a outras tecnologias como a holografia tátil, serão capazes de oferecer um grau de interação sem precedentes. Ou seja, em alguns anos poderemos considerar os controles do Wii ou até mesmo o promissor Project Natal como coisas totalmente ultrapassadas.

Outra possibilidade é no campo da segurança e treinamento de funcionários. Por exemplo, ao treinar alguém responsável por garantir a segurança de uma indústria, poderiam ser utilizadas imagens realistas dos objetos que devem ser inspecionados. Essas imagens iriam responder exatamente como o objeto real, permitindo que o inspetor utilizasse uma lanterna para verificar todos os ângulos de maneira idêntica a real.

Como ainda se trata de um sistema em fases de testes, atualmente os custos são bastante proibitivos. A versão atual tem o custo de 30 dólares por pixel para ser construído. Levando em consideração que são necessários milhares de pixels diferentes para criar uma imagem possível de ser reconhecida, ainda está longe o dia em que o sistema 6D será viável comercialmente. As estimativas mais otimistas dos cientistas do MIT apontam um prazo de no mínimo 10 anos antes que telas realistas possam ser criadas em um tamanho possível de ser utilizado fora de laboratórios.

Portanto, até que esta nova tecnologia esteja presente nas salas do cinema mais próximo de sua casa, ainda vai levar um bom tempo. E nada impede que em pouco tempo surjam outros métodos de exibição ainda mais realistas, com custos comerciais mais compatíveis com a realidade do mercado. Até lá, é esperar e aproveitar da tecnologia em três dimensões, que ainda têm muito a oferecer.

Descubra por que o Windows Live Wave 4 é um dos programas mais aguardados de 2010

O pacote de aplicativos da Microsoft trará uma série de melhorias para programas existentes, além de novidades como uma maior integração com serviços online e redes sociais.

Os últimos meses foram uma verdadeira tortura para quem está ligado no mundo da tecnologia e não aguenta esperar para conferir a nova versão dos softwares mais quentes do mercado. Tudo isso se deve às informações constantes que vêm sendo liberadas "a conta-gotas" sobre a quarta versão do Windows Live Wave.

Para quem não sabe, o Windows Live Wave é um pacote de aplicativos da Microsoft que conta com os principais serviços online da companhia, além de apresentar atualizações importantes para softwares populares como o MSN Messenger, a Galeria de Fotos e o Windows Live Mail.

Além de aprimorar o funcionamento de programas antigos, a terceira versão trouxe uma série de novidades que melhoraram ainda mais a vida de quem utiliza o Windows. O destaque foi o Windows Live Movie Maker, que substituiu o antigo Windows Movie Maker e trouxe uma interface e funções totalmente renovadas.

Então não é de se estranhar que haja tanta expectativa sobre o que o Windows Live Wave 4 vai trazer, ainda mais se levarmos em conta que esta é a primeira versão do pacote de aplicativos feita com o Windows 7 em mente.

Reunimos neste artigo todos os boatos e novidades sobre a quarta versão do Windows Live Wave, e adiantamos algumas das novidades que a Microsoft reservou para softwares populares, além das reformulações que devem surgir em serviços pouco utilizados. Confira abaixo todas as novidades e não deixe de registrar sua opinião em nossa seção de comentários.

O novo Windows Live Messenger

Uma das atualizações mais esperadas do Live Wave 4 sem dúvida é a mais nova versão do comunicador instantâneo mais utilizado no mundo, o Windows Live Messenger. Desde dezembro de 2009 imagens mexem com a expectativa dos usuários, e tudo aponta para muitas novidades na nova versão do programa.

Se as imagens mostradas se provarem verdade, o Windows Live Messenger deve ganhar um sistema de abas nativo, algo que só é possível na atual versão do programa utilizando o software Messenger Plus! Live.

O estilo visual também será reformulado, se adequando à interface utilizada pelos outros softwares do pacote e ficando mais próxima da interface do Windows 7. As redes sociais devem ganhar papel de destaque, com links para o Twitter, WordPress, Facebook e Windows Live, reforçando o papel do Live Messenger como um integrador de serviços online.

Além disso, o recurso de mensagens de voz deve ser aprimorado, permitindo que usuários enviem gravações para usuários offline ou gravem vídeos curtos através de webcams com recados ou outras mensagens importantes.

Visual reformulado

A parte visual de todos os programas vai sofrer uma verdadeira reformulação, e todos os programas vão passar a utilizar a interface Ribbon, que fez sua estreia no Office 2007. Nenhuma novidade para quem já conferiu o Windows Live Movie Maker, primeiro programa da Microsoft a seguir a tendência de unificar o visual de seus softwares.

A opção por utilizar o Ribbon permite não só um visual mais bonito para todos os programas, como facilita na hora de aprender a utilizar um novo aplicativo. Afinal, basta aprender os princípios básicos da interface para utilizar com facilidade todos os programas do pacote.

Mais opções para a Galeria de Fotos e o Movie Maker

Uma das imagens do Windows Live Wave 4 reveladas pelo site cnBeta mostra que a Microsoft decidiu incluir a opção de geotagging das fotos presentes na Windows Live Galeria de Fotos. Esse recurso permite que o usuário realize uma marcação indicando tanto o horário quanto o local onde a foto foi tirada.

Essa opção abre muitas possibilidades, ainda mais levando em conta as informações apresentadas recentemente por Blaise Agüera y Arcas, arquiteto da Microsoft que trabalha no serviço de mapas da empresa, o Bing Maps.

O arquiteto apresentou o aplicativo Streetside Photos, baseado no Flickr, que identifica a posição com que cada foto foi tirada no mapa e busca no acervo do site outras imagens tiradas naquela região. As fotos importadas sobrepõem às imagens do Bing quando o usuário seleciona uma localização em que os carros munidos de câmeras da empresa não conseguem chegar.

Esse princípio, se aplicado à Windows Live Galeria de Fotos, pode tornar o serviço da Microsoft ainda mais forte e representar um verdadeiro diferencial em relação ao seu maior concorrente na área, o Google Maps.

Outro projeto que pode ser incluído no Windows Live Fotos é o OneAlbum. Trata-se de um sistema que analisa as fotos do seu álbum em busca do reconhecimento facial dos seus amigos bem como dos lugares exibidos nas imagens.

A partir desses dados, o sistema cruza as informações com os perfis dos seus colegas, procurando por imagens similares àquelas que sua página está exibindo. Ao reconhecer seus amigos, o sistema importa imagens deles para o seu álbum, centralizando tudo num só local.

Claro, a integração dos dois ainda não passa de mera suposição, mas não será nada surpreendente caso a Microsoft disponibilize essa opção em um futuro próximo. Ainda mais se levar em conta a estratégia agressiva que a empresa tem nos últimos anos em integrar cada vez mais seus serviços.

Já o Windows Live Movie Maker deve receber menos atenção nesta versão se comparado às novidades apresentadas no Live Wave 3. Novas transições e efeitos especiais devem complementar o programa, além dos tradicionais concertos de bugs e aprimoramentos de desempenho.

Novas opções de temas

A personalização de cabeçalhos que fez sua estreia na terceira versão do Live Wave vai ganhar mais opções, baseadas nos papéis de parede padrões do Windows 7. Embora sejam populares principalmente no Live Messenger, é possível utilizá-los também na rede social da Microsoft, mas sem a opção de escolher imagens do próprio computador.

Confira abaixo algumas imagens dos novos temas, disponibilizadas pela equipe do site LiveSide:

Windows Live Sync: o fim do Live Mesh?

Há algum tempo a Microsoft convive com uma situação aparentemente contraditória. De um lado possui o Windows Live Sync, ferramenta que sincroniza arquivos entre dois ou mais computador através de P2P, possibilitando acesso remoto através do Windows Live ID.

Do outro lado está o Live Mesh, plataforma que disponibiliza serviços semelhantes, mas vai além ao permitir a integração com dispositivos móveis e arquivos online, utilizando o princípio da nuvem. Disponibilizar dois programas tão semelhantes foi uma fonte de confusões constantes para os usuários, mas isso parece que vai chegar ao fim com o Live Wave 4.

Embora o Live Mesh seja considerado por muitos um simples programa de sincronização, suas aplicações vão além, permitindo que outros aplicativos o utilizem como forma de gerenciar e compartilhar arquivos.

Com o Live Wave 4 tudo indica que o cliente do Mesh vai ter sua morte decretada, porém a plataforma continuará viva, exercendo a função de compartilhar arquivos entre computadores e permitindo seu acesso remoto através do navegador.

A essas funções básicas deve ser adicionada a opção de interagir com documentos hospedados na nuvem, utilizando o SkyDrive como plataforma. Um maior suporte para dispositivos móveis como o Zune HD e smartphones que possuem o Windows Phone 7 como sistema operacional é esperado, embora os boatos não confirmem a possibilidade.

O Windows 7 também pode desempenhar um papel ativo nesse cenário, permitindo uma maior integração entre os documentos presentes no disco rígido do computador com a internet ou outros usuários que possuam a Windows Live ID.

Todos esses dados foram extraídos do que foi possível interpretar das imagens que vazaram das versões de teste do Live Wave 4, porém não seria nada surpreendente se grande parte das suposições sejam verdade. Afinal, tudo isso coincide perfeitamente com a estratégia da Microsoft de integrar cada vez mais seus serviços e ganhar espaço no mundo online.

Windows Live Documents e Devices

Uma das novidades do Live Wave 4 é a inclusão de dois novos serviços, que receberam o nome de Windows Live Documents e Windows Live Devices, que atualmente passam por fases de testes na Microsoft.

O Windows Live Documents vai substituir o Office Live Workspaces, que permite o acesso online a documentos e um espaço para compartilhá-los com outros usuários. Apesar de continuar oferecendo esse serviço, a nova ferramenta vai oferecer a opção de utilizar as aplicações do Office Web.

O Office Web funciona de maneira semelhante ao Google Docs, oferecendo versões online totalmente gratuitas de aplicativos como o Word, Excel e Power Point. Essas versões não contarão com todas as opções do software pago, mas facilitam o acesso e a integração entre documentos criados no computador e criações iniciadas através do navegador.

O novo serviço é um aprimoramento do que já acontece há algum tempo com o Office Lives, integrado ao Windows Live no início de 2009. Tudo indica que o Windows Live Documents utilizará o SkyDrive como forma de hospedar os documentos, assim como acontece com a Windows Live Galeria de Fotos. O SkyDrive também deve ser usado para realizar a troca de dados, substituindo o atual Live Desktop.

O Windows Live Devices vai atuar como um substituto às funções de sincronizar arquivos, exercidas até então pelo cliente do Live Mesh. O serviço vai funcionar como uma forma de sincronizar diferentes dispositivos a uma mesma conta do Windows Live, permitindo acesso remoto entre eles.

Embora as imagens liberadas não deixem isso claro, tudo indica que para utilizar o serviço será preciso instalar algum tipo de software no computador, Mac ou smartphone compatível.

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E você, o que espera desta nova versão do Live Wave 4? Está ansioso pelas mudanças apresentadas? Acha que a maioria do que foi apresentado não passa de boatos? Não deixe de registrar sua opinião em nossa área de comentários.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Qual a melhor página inicial para sua navegação?

Fofocas, notícias do mundo, entretenimento e propagandas ainda fazem parte da sua página inicial? Conheça alternativas interessantes e criativas para aproveitar melhor sua navegação.
Quem nunca se pegou assistindo a vídeos engraçados ou lendo notícias quando na verdade abriu o navegador para verificar sua caixa de mensagens ou conferir seu extrato bancário? Isso é comum porque somos bombardeados por uma quantidade imensa de informações variadas em diversos locais da internet.

Desviar um pouco do assunto não é necessariamente mau, mas certamente também não é bom quando estamos em busca de eficiência. Seja para não se distrair com bobagens, não perder uma notícia de interesse ou economizar tempo, confira as dicas de página inicial que o Blog do IGOR separou para seu navegador.

Qual seu interesse?

Ao menos que este texto tenha sido copiado para outro site, você está visitando o Blog do IGOR. Logo, pode-se deduzir que você se interessa por jogos, downloads, notícias referentes a tecnologia e novidades do mundo eletrônico. Ótima escolha, pois se trata de uma página dinâmica, com um foco bem definido e que atualiza seu conteúdo diariamente.



Ao contrário, domínios muito abrangentes acabam poluindo a tela e distraindo o usuário com assuntos de menor interesse. Claro que o Blog do IGOR é apenas um exemplo de site com foco bem definido. Quem gosta de games pode adotar clickjogos como página inicial e o Muita Música é perfeito para quem gosta de um bom som entre tantos outros.

Apenas o mínimo

A ideia de contar com uma página inicial em branco pode parecer estranha diante de tantas opções completas e personalizáveis, no entanto, ela é bastante utilizada. Não se trata de uma página propriamente dita, mas do conhecido about:blank, o oposto do que normalmente nos empurram.



Já reparou que abrir uma nova aba consome recursos do seu computador e de conexão? Bem, isso não existe caso você selecione uma página em branco como sua página inicial. Ideal para bandas estreitas e computadores com poucos recursos, basta colar a sentença “about:blank” (sem aspas) em sua opção de página inicial.

O grande guru

Não se pode negar que a alternativa acima é perfeita para manter o usuário focado naquilo que deseja fazer. Outra opção eficaz é adotar a busca do Google. Além de leve, assim você evita o bombardeio de propagandas e notícias logo na primeira página.



Por outro lado você também conta com as diversas ferramentas Google, que volta e meia acabam sendo requisitadas.

Tudo no mesmo lugar

E por falar no grande nome das buscas, seria impossível deixar de citar o iGoogle. A página de widgets é extremamente personalizável e permite que os usuários criem uma página inicial com todos os seus interesses.



Contar com seus endereços favoritos, notícias fresquinhas e várias opções logo na capa do seu navegador é um verdadeiro serviço de primeira. Claro que o iGoogle já não se encaixa em um exemplo enxuto e exige uma conta para salvar suas preferências.

Livre acesso

Confirmar seu login está longe de representar um incômodo, mas certamente não é a alternativa mais prática. Se você não está disposto a entrar com seu nome e senha para contar com um serviço personalizado, fav4.org permite que você escolha quatro de suas páginas favoritas.



Nada de anúncios piscando na tela ou incontáveis páginas de texto, tudo o que você encontra é a logo das quatro páginas que escolheu. Para personalizá-las, clique no ícone da engrenagem ao canto da tela. fav4 salva sua escolha na forma de cookies, ou seja, você não precisa se preocupar com nomes e senhas.

Atalhos de navegador

Entre várias opções para sua página inicial, alguns usuários optam por todas elas de uma única vez. Quem já utilizou o Chrome sabe que o navegador exibe a miniatura das páginas mais acessadas pelo usuário em uma nova navegação. Já o Opera permite que você especifique até 25 endereços para as boas-vindas.



Se você utiliza o Firefox, Speed Dial é uma extensão capaz de trazer as práticas miniaturas para a página inicial. A única diferença é que ele não as exibe ao abrir novas abas.

Sua própria página

Caso você possua uma página pessoal ou blog, por que não visitá-lo logo ao início da navegação? Manter seu espaço web atualizado é vital para garantir seu futuro. Afinal, ninguém gosta de visitar um endereço que parece abandonado.



Outra solução para quem tem afinidade HTML é criar uma página de boas-vindas personalizada e salvá-la no diretório local. Funciona como o “about:blank”, mas ao invés de uma página completamente em branco, você se depara com suas próprias ideias.

As alternativas deste artigo não são as mais populares, elas ilustram um apanhado de ideias diferentes e originais. É incrível a quantidade de pessoas que não se dá ao trabalho de facilitar sua navegação personalizando sua página inicial.

E você, qual página inicial utiliza em seu navegador? Tem alguma sugestão interessante?

Por dentro de uma fábrica de chips

Entenda como um punhado de areia se transforma em processadores e chips de memória flash.

Independente de ser utilizado como processador ou para armazenagem de dados, os chips de silício são cada vez mais onipresentes no dia a dia das pessoas. Desde seu celular até seu computador – passando por iPod, pendrive e câmera digital – todos esses aparelhos utilizam pelo menos um chip de silício.

Apesar de diferenças estruturais significativas, a produção de chips para processamento de dados ou armazenagem de informação é muito semelhante. Ambos os produtos surgem de wafers (bolachas, em tradução direta) de silício tratadas com pigmentos, esculpidas quimicamente e recortadas ao final do processo.

A fantástica fábrica de wafers

No começo de fevereiro de 2010 a IM Flash Technologies – joint venture da Intel e da Micron Technologies – abriu as portas da sua fábrica em Lehi, Utah, para diversos membros da imprensa.

A IMFT Lehi é uma fábrica exclusivamente dedicada à produção de memória NAND Flash, mas como o processo produtivo de wafers não difere muito, o local servirá de exemplo neste artigo.

IMFT Lehi

O prédio da IMFT Lehi é enorme, e como você pode conferir, fica num cenário de montanha de dar inveja. Aliás, vale lembrar: as fotos utilizadas neste artigo são de autoria do pessoal do PC Perspective, um dos blogs convidados a visitar a fábrica durante sua instalação e início da produção.

Tecnologia além do chip

O prédio da fábrica é um show à parte. Toda a estrutura é mantida nos pilares dos andares mais baixos, e nenhuma parede interna do andar ocupado – CleanroomBallroom Fab” na imagem abaixo - suporta carga, servindo apenas como divisórias de ambientes.

Corte esquemático da fábrica IMFT Lehi

Com isso, o andar principal torna-se um enorme salão de vão livre. Nele os operários transitam, operam equipamentos e carregam informação para o maquinário espalhado nos andares inferiores – Clean Subfab eUtility level.

Um ponto importante – e bastante interessante – do processo de fabricação é que, em nenhum momento, os operários entram em contato direto com os wafers de silício. Mesmo assim as normas de operação exigem que os funcionários utilizem máscaras completas – deixando apenas os olhos descobertos – e roupas especiais para evitar a contaminação por partículas na fábrica.

Visão interna mostrando as perfurações no assoalho da plantaNa foto ao lado você percebe que o assoalho do andar é todo perfurado. Isso é mais uma providência tomada para impedir a contaminação por poeiras e outras partículas no ambiente da fábrica.

Como a temperatura e a umidade do ar são controladas, a engenharia dos andares utiliza o próprio ar-condicionado para gerar um fluxo descendente, carregando pó e qualquer outro elemento estranho para o andar mais baixo do prédio, onde apenas serviços de manutenção são desempenhados.

Todo o material produzido é manuseado por máquinas. Robôs programados carregam os FOUP (Front Opening Unified Pod – cartucho unificado aberto pela frente) com as bolachas pelas diversas estações de fabricação, fazendo com que o trabalho humano seja principalmente de manutenção, acompanhamento e resolução de problemas.

Ensopado e churrasco

O processo de obtenção dos wafers é relativamente simples. Antes de tudo é necessário se obter silício – um dos principais componentes da areia. Obviamente determinados tipos de areia contêm um percentual maior de silício em sua composição, o que os torna ideais para a obtenção do material.

Com a areia correta carregada, além de alguns outros elementos necessários para a obtenção das propriedades elétricas necessárias a um chip de computador, cria-se um melt ao derreter a mistura de areia e outras cargas.

Processo de obtenção das barras de silício que serão fatiadas em wafers

Pronto o melt, aplica-se um cristal de silício extremamente puro (em torno de 99,99% de silício) e sem falhas estruturais. O silício presente no melt se agrupa em torno deste cristal quase puro, formando uma barra de silício com praticamente a mesma pureza – com uma parcela mínima dos aditivos usados na mistura inicial.

Quando a barra de silício já tem tamanho suficiente, ela é retirada e levada para o corte. Os wafers são fatias transversais da barra cristalina, mais ou menos como um churrasqueiro faz com uma linguiça.

Da bolacha à lasca

Com o wafer recortado, o disco de cristal de silício passa por uma série de ajustes visando remover imperfeições e preparar a superfície para a impressão dos circuitos.

Wafer de 300mm com pingmentosDepois de ter sua face polida, cada bolacha recebe várias camadas de pigmentos e outras substâncias químicas. Essas camadas extras receberão a impressão do circuito responsável pelo funcionamento do chip.

Essa impressão é feita de maneira semelhante a uma gravura, em um processo chamado fotolitografia. O desenho dos circuitos é criado em uma máscara – em um tamanho bem maior do que o do chip – e projetado através de lentes sobre as camadas que foram adicionadas depois do polimento.

Os locais onde a luz incide sobre o wafer são impressionados pela luz – não muito diferente do que acontece em uma fotografia – e tratados com agentes químicos para remover as partes indesejadas no circuito. Essa é a impressão dos caminhos dos elétrons.

Perceba que um wafer hoje considerado como estado da arte tem 300 mm de diâmetro – o próximo passo é aumentar essa medida para 450 mm – e chips de computador são muito menores do que isso. Cada disco recebe a impressão de vários chips, que serão posteriormente destacados e destinados às embalagens escuras que você encontra dentro da sua máquina.

Imagem macro de dies de 25nmCada wafer é dividido, através da impressão dos circuitos, em dies – a área correspondente ao espaço ocupado por um elemento do circuito. No caso das bolachas de 300 mm utilizadas hoje, um único disco pode entregar até bilhões de dies.

Nem todos os dies são funcionais, entretanto. Contando o espaço de manipulação pelas máquinas, as áreas com informação de produção e falhas de impressão ou deposição de camadas, uma parcela de cada wafer é desperdiçada.

Como cada die não forma um circuito completo, esses bilhões de espaços tornam-se milhares – e em alguns casos apenas centenas – de chips. Depois de completado o processo de impressão, os chips são recortados do wafer e embalados em plástico para receber seu destino final.

Os chips criados por esse processo – como já foi dito antes – são utilizados tanto em processadores como em memória flash. O que diferencia um do outro são o tamanho final – chips de memória têm um formato padrão, o que não acontece com processadores – e o circuito impresso na etapa da fotolitografia .

O pessoal do PC Perspective colocou uma comparação interessante entre os tamanhos dos dois tipos de chip, que você confere nas fotos a seguir. Perceba que os chips de memória são bem menores que os de processadores (a moeda de quarter - à esquerda - tem aproximadamente o tamanho da moeda de 50 centavos brasileira, enquanto a de cent - à direita - tem o tamanho da nossa moeda de 1 centavo).

Processador em comparação com um quarter americano Cip de memória flash comparado a um cent americano

Saindo da fábrica

Drive SSD com 10 chips NADN flash de 16 GB. Cada chip usa 3 dies de 4 GB.No total, o processo de fabricação de um chip – da extração do silício até as ligações elétricas e acondicionamento em plástico – dura duas semanas. A IMFT Lehi, ao atingir sua capacidade máxima de produção, fabricará dois mil chips por dia, prontos para a venda a empresas como a Intel e a Micron.

Dentro de cada computador, celular, MP3 player ou praticamente qualquer equipamento que você utiliza está – pelo menos – um desses componentes. Agora você já sabe toda a jornada que faz com que areia se torne um eletrônico refinado e de altíssima tecnologia.

Captação de ondas cerebrais para controlar o computador

Tecnologia inovadora permite mover um avatar na tela do computador utilizando nada além do pensamento.

A CeBIT 2010 declara guerra ao mouse e ao teclado. Depois do controle de interface por meio do olhar, a austríaca Guger Technologies trouxe para a feira uma tecnologia surpreendente, que permite movimentar um avatar no computador utilizando apenas as ondas cerebrais.

O sistema exige que você vista uma touca que é no mínimo estranha, repleta de eletrodos para a captação das ondas. Criar uma tecnologia assim demanda muitas pesquisas e testes. O BCIsys, como é chamado pela empresa, já permite que o usuário mova um personagem na tela do computador utilizando apenas o pensamento, mas fica por aí.

Se o ritmo do desenvolvimento for mantido, é possível que daqui alguns anos, o controle de interfaces por meio das ondas cerebrais seja realidade no nosso dia a dia. Por enquanto, você pode conferir um vídeo de testes, que mostra de forma clara todo o poder desta nova tecnologia.

CeBIT 2010

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