Seja, Bem Vindo.

domingo, 6 de junho de 2010

Celulares: os serial killers do mundo da tecnologia

Sem dó, os aparelhos matam e incorporam características de tecnologias concorrentes e já preparam novos ataques.

Sob uma aparência inocente e um modo de conduta gentil e disposto a ajudar qualquer um se esconde um matador. Essa informação é chocante à primeira vista – afinal, como alguém tão sofisticado e que parece só fazer o bem pode algum dia sequer ter pensado em fazer o mal?

O mais chocante é que ele não se contenta em simplesmente fazer novas vítimas, mas, assim como os canibais que acreditavam incorporar qualidades de seus oponentes mortos, não tem vergonha em roubar características dos mortos que deixa para trás.

Esse assassino serial está mais perto do que você imagina, e sua sede de sangue não tem limites. Tudo indica que nos próximos anos serão várias as vítimas que ele vai fazer, e dificilmente haverá alguém capaz de barrar sua ação.

Os parágrafos acima são uma simples brincadeira, porém não é difícil fazer uma comparação do modo de atuação do assassino descrito com os aparelhos celulares lançados nos últimos anos.

Quem pôde acompanhar a evolução dos celulares sabe o quanto eles mudaram desde que foram criados, incorporando funções a ponto de serem considerados verdadeiros computadores portáteis.

Há quem já utilize o celular com o objetivo principal de acessar a internet, participar de jogos online com amigos, guiar-se por mapas através da cidade ou escutar música. Em meio a todas essas alternativas, fazer ligações e enviar mensagens passa a ser meramente um extra interessante.

Neste artigo mostramos alguns dos aparelhos que, se não se tornaram totalmente dispensáveis, podem ser facilmente substituíveis por um celular qualquer. Além disso, revelamos uma breve visão do futuro que indica quais as próximas vítimas que esse matador implacável deve fazer nos próximos anos.

Adeus para relógios e despertadores

Pare para pensar e lembre-se da última vez que você fez questão de levar consigo um relógio de pulso na hora de sair de casa para conferir o horário? Difícil de saber, não? Afinal, não faz sentido se preocupar em levar um relógio se o aparelho celular realiza as mesmas funções de forma mais prática.

Embora os relógios de pulso não estejam exatamente perto do extermínio, há de se convir que os velhos despertadores não têm mais lugar quando comparados aos portáteis. Até o celular mais simples é capaz de ajustar vários alarmes diferentes, com a vantagem de acordar você com sua música favorita em vez de um apito irritante ou uma rádio qualquer.

A morte da agenda eletrônica

Uma das principais vítimas do celular foram as agendas digitais, sonho de consumo de muitos que viveram a década de 1990. Embora não fossem nada impressionantes do ponto de vista tecnológico, a possibilidade de ter seus contatos e anotar compromissos em uma tela monocromática com um teclado frágil parecia algo extremamente futurista.

Assim como os beepers, aparelhos típicos da época, as agendas eletrônicas foram assassinadas sem dó pelos celulares. Mesmo o modelo mais simples é capaz de armazenar centenas de contatos de maneira fácil, incluindo telefones residenciais e comerciais, além de endereço de email – tudo isso separado por categorias e com uma foto identificando cada um.

Não é preciso possuir nenhum smartphone de última geração para marcar eventos importantes e lembrar-se do aniversário de um amigo próximo. A função de calendário está integrada de maneira prática em praticamente todo aparelho, inclusive com a opção de fazer anotações e receber avisos na forma de mensagens de texto quando um evento se aproxima.

Um mapa do mundo dentro de seu bolso

Em países como os Estados Unidos, aparelhos GPS se tornaram algo indispensável na hora de sair de casa, já que são capazes de programar rotas em lugares desconhecidos e evitar trechos com tráfego congestionado.

Os smartphones mais recentes já contam com um chip de GPS integrado e alguma espécie de software de mapas que acompanha o sistema operacional.

Embora a maioria deles ainda não possua funções de orientação por voz, tudo indica que vão substituir os aparelhos automotivos e trazer maior liberdade para pedestres.

O maior limite enfrentado pelos aparelhos atuais na área é o tamanho da tela e o poder de processamento necessário para mostrar em tempo real os dados necessários para uma boa navegação por mapas.

Como a cada ano surgem smartphones mais poderosos e com telas maiores, não é de se estranhar se daqui a pouco tempo os GPS automotivos percam espaço para uma alternativa mais barata e que pode ser levada para qualquer lugar.

O assassinato da câmera digital

Quando se trata do uso cotidiano é inegável o fato de que muita gente deixou de comprar uma câmera digital dedicada para investir em um celular que possui essa função integrada. Afinal, nem todo mundo que exige a melhor qualidade do mundo em suas imagens, ainda mais quando o objetivo é simplesmente postá-las em uma rede social ou registrar um evento para a posteridade.

A popularidade das câmeras digitais pode ser comprovada pelas estatísticas do Flickr, que mostram que os modelos 3G e 3GS do iPhone são responsáveis pela maioria das fotos postadas no serviço. O que não é de estranhar, já que a integração online destes aparelhos permite enviar a foto para os servidores segundos após terem sido clicadas.

O fim dos MP3 player dedicados

Até bem pouco tempo atrás escutar músicas através do celular era um verdadeiro martírio por dois motivos: a baixa qualidade do áudio e o pouco poder de armazenamento dos aparelhos. Afinal, ninguém gosta de só ter 10 músicas à disposição e ter de ouvi-las com um monte de chiados e outros erros de compressão.

Com o aumento da qualidade de som e do tamanho disponível (um iPhone possui mais de 30GB de armazenamento, por exemplo), a tendência é que cada vez mais gente abandone os velhos MP3 player dedicados, favorecendo uma opção mais versátil e que dispensa carregar o bolso com vários dispositivos.

Plataforma ideal para jogos

Desde o lançamento do primeiro Game Boy, o domínio da Nintendo nunca foi abalado, nem mesmo com o PSP da Sony, principal concorrente do Nintendo DS. Porém, os celulares ganham cada vez mais espaço nesse mercado, encabeçados principalmente pelo iPhone da Apple.

Combinando convergência, portabilidade e preços acessíveis (muitos jogos custam US$ 2, valor bastante inferior aos US$ 30 cobrados por um cartucho de Nintendo DS), o iPhone se mostra uma plataforma cada vez melhor para jogos. Segundo dados da Flurry Analytics, os jogos vendidos para o aparelho já correspondem a 19% do mercado portátil.

Celulares cada vez mais poderosos e com interface touchscreen têm tudo para representar o fim do domínio das fabricantes tradicionais na área de hardware. É claro, para isso devem investir em títulos de qualidade e uma forma de distribuição diferenciada, algo que a Apple já provou que dá muito certo com sua App Store.

As próximas vítimas

Mesmo com todas essas mortes no currículo, os celulares já planejam fazer mais vítimas em um futuro não tão distante. O próximo alvo pode ser os cartões de crédito, através de pequenos chips integrados a smartphones que fazem um papel semelhante ao das faixas magnéticas, tendo como vantagem a leitura mais rápida de dados.

Os smartphones atuais possuem funções de dar inveja a um canivete suiçoA popularização das redes 3G e o incremento da qualidade das câmeras digitais tornam os celulares uma opção cada vez mais viável para a realização de videoconferências. O próximo modelo do iPhone deve comprovar essa tendência, acompanhando uma câmera frontal para conversas em tempo real através de vídeo.

Hotéis de Las Vegas já estudam um método pelo qual os clientes podem abrir a porta de seu quarto através de toques específicos inseridos no celular na hora da chegada. Um microfone nas portas é responsável por identificar a melodia, garantindo mais segurança e comodidade.

Outras áreas que devem ser afetadas são as compras em grandes lojas (confira mais detalhes nesse artigo) e o setor de segurança, substituindo chaves tradicionais por sinais personalizados que podem ser acionados pelo celular. Isso só para citar alguns exemplos, já que o celular não se contenta somente em cometer assassinatos previsíveis.


Por que piratear não vale a pena...

Baixos preços da mídia digital, lojas nacionais e internacionais de qualidade e facilidade de pagamento permitem o consumo legal na internet.

Do Napster de Shawn Fanning ao The Pirate Bay, uma infinidade de serviços online – conscientemente ou não – tornaram-se referência quando o assunto é pirataria de música, vídeo e aplicativos.

Com o avanço das práticas de comércio eletrônico e o aumento das fontes possíveis de material legalizado – além de melhores preços encontrados para downloads em relação aos produtos físicos – a cópia ilegal de conteúdo digital deixa de ser a “melhor” maneira de se obter material online.

O crime não compensa

Toda atividade ilegal tem seus riscos, e a pirataria de conteúdo digital – mídia, aplicativos ou qualquer outro tipo de arquivo – não é exceção.

Além da possibilidade de arquivos contendo malware – vírus, keyloggers e tantos outros programas nocivos –, existe sempre a chance de, na busca por informações necessárias para o consumo de determinado conteúdo, acessar páginas indiscretas, comprometendo informações pessoais do usuário.

Cracks, seriais e uma infinidade de programas acessórios para a utilização de software pirata, por exemplo, são portas de entrada para hackers. Através da utilização desse tipo de aplicativo, um programador mal-intencionado pode facilmente tomar conta de parte do seu PC para uma rede zumbi.

Virando legítimo

Felizmente diversas empresas começaram a se preocupar com maneiras de fornecer conteúdo de forma legalizada, com isso também gerando o retorno necessário para desenvolvedores, artistas e produtores manterem seu trabalho criativo.

Músicos são alvos comuns de cópias piratas

Aliás, essa é uma das principais razões para abandonar o download não oficial de qualquer conteúdo disponível na web: permitir que quem criou aquele conteúdo se mantenha trabalhando, e recebendo o justo, pelo seu desempenho.

Fontes duradouras

Naturalmente, uma das iniciativas de maior sucesso, reconhecimento e garantia é a iTunes Store. Embarcada no sucesso do iPhone, a loja virtual da Apple oferece músicas, filmes, séries de televisão e aplicativos para os dispositivos portáteis de Cupertino em uma interface simples, e com pagamento seguro pela própria empresa de Steve Jobs.

iTunes Store

Funcionando de maneira semelhante, a Nokia disponibiliza para seus clientes a Ovi Store, que permite a compra de música, jogos e outros aplicativos para os dispositivos da empresa finlandesa. Para computadores – em sistemas Mac OS X ou Windows – o Steam é a principal fonte de jogos de alta qualidade, também através de comércio eletrônico.

Ainda no exterior, Amazon, Barnes & Noble, vários canais de TV por assinatura, jornais e revistas também oferecem conteúdo online pago, muitas vezes com custo unitário inferior à versão offline do mesmo material.

Ovi Store

Em terras tupiniquins a prática ainda é mais discreta, mas alguns empreendimentos já se mostram fortalecidos e em franco crescimento. É o caso do Sonora, que permite o download e audição ilimitada de músicas – através de streaming ou download – para assinantes.

Pagando bem

Outro fator essencial para o crescimento da venda – e até de outras práticas comerciais, como aluguéis – de conteúdo online foi o surgimento de alternativas seguras e confiáveis para o pagamento via rede.

Várias ferramentas – nacionais ou estrangeiras – permitem que pagamentos sejam feitos com rapidez e praticidade, sem esquecer nunca a proteção às informações e a segurança do usuário.

A mais famosa – mundialmente – destas ferramentas é certamente o PayPal. O serviço funciona desde 1998 e permite transações de diversas naturezas, inclusive relacionando a conta do serviço a contas bancárias.

Sistema de pagamento também na Google

PayPal

No Brasil, o PagSeguro cumpre basicamente a mesma tarefa, acrescentando algumas funcionalidades inexistentes no similar estrangeiro como o pagamento por boleto bancário e até opções de parcelamento, que facilitam a vida de quem não dispõe de um cartão de crédito.

Além disso, várias lojas desenvolveram seus próprios sistemas de pagamento online – normalmente através de cartão de crédito ou transferência eletrônica -, oferecendo assim mais opções para o consumidor. Até mesmo a gigante Google já ensaia seus passos no mundo do comércio eletrônico com o Google Checkout, ainda não disponível no Brasil.

Contando moedas

Uma das principais justificativas para a pirataria – por parte de muitos consumidores – é o alto custo do produto desejado. Para a maioria dos conteúdos comumente pirateados, isso já não é mais verdade.

Em termos de música, por exemplo, não é mais necessário compra um álbum inteiro para se ter uma ou duas faixas que agradam a seu gosto. Pelo iTunes, sonora ou outros serviços semelhantes é possível obter o MP3 das canções rapidamente e a custos que muitas vezes ficam abaixo de 1 dólar.

Preços de produtos online costumam ser menores do que as os das  versões físicas

Um bom exemplo de como os preços para o consumidor final diminuíram é o Steam. Enquanto alguns jogos – em lojas especializadas – são vendidos na caixa por valores na casa das centenas de reais, o Splinter Cell Conviction, por exemplo, custa 150 reais para Xbox 360, mas, pelo serviço da Valve, o mesmo jogo pode ser adquirido – com mais três jogos da série – por 46 dólares, pouco mais de 90 reais.

Essa mesma diferença de preço é encontrada em vários aplicativos, filmes e séries que podem ser adquiridos direto na internet. Assim, não há motivo algum para continuar prejudicando seus artistas, programadores e produtores favoritos com a pirataria, não é mesmo?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Saiba procurar no Google da melhor forma

Google Search é, atualmente, o site de busca mais famoso, eficaz e visitado da web. Mas será que todo mundo sabe como fazer buscas eficientes no Google? A partir desta pergunta decidimos trazer-lhes algumas informações relevantes sobre como usar a busca do Google da melhor maneira.

Por exemplo: você sabia que é possível saber o horário local das principais cidades do mundo pelo Google? Sabia que também é possível consultar a previsão do tempo, converter moedas ou fazer contas matemáticas? Pois é, estas são apenas algumas de muitas outras ferramentas que o Google oferece.

Aqui segue uma lista com uma boa quantidade de comandos úteis aos internautas:

Poderoso Google!

Conteúdo entre aspas: o comando “entre aspas” efetua a busca pela ocorrência exata de tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma forma.

Sinal de subtração: este comando procura todas as ocorrências que você procurar, exceto as que estejam após o sinal de subtração. É chamado de filtro (ex: superdownloads -download)

OR (ou): OR serve para fazer uma pesquisa alternativa. No caso de “Carro (vermelho OR verde)” (sem as aspas), Google irá procurar Carro vermelho e Carro verde. É necessário usar os parênteses e OR em letra maiúscula.

Asterisco coringa: utilizar o asterisco entre aspas o torna um coringa. (ex: café * leite: Google buscará ocorrências de café + qualquer palavra + leite.

Define: comando para procurar definições de qualquer coisa na internet (define:abacate).

Info: info serve para mostrar as informações que o Google tem sobre algum site (info:www.eujafui.com.br).

Palavra-chave + site: procura certa palavra dentro de um site específico (download site:blogdoigor.tk).

Link: procura links externos para o site especificado (ex: link:www.blogaki.com.br).

Intitle: restringe os termos da busca aos títulos dos sites (ex: intitle:eu ja fui).

Allinurl: restringe os termos da busca às URL dos sites (ex: allinurl:cachorro).

Filetype: serve para procurar ocorrências algum formato de arquivo específico (ex: “arvore azul:pdf”).

Time: pesquisa o horário das principais cidades do mundo (ex: time:new york).

Weather: pesquisa a previsão do tempo para as principais cidades do mundo (ex: weather:tokyo).

Calculadora: serve para efetuar contas matemáticas com o Google (ex: 10 / 2).

Conversão de moedas: serve para comparar o atual valor de duas moedas (ex: 7 dollar in real).

Conversão de temperatura: converte temperatura em Celsius para Fahreinheit (ex: 140 C in F).

Conversão de distâncias: utilizada para ver a correspondente distância em diferentes medidas (ex: 100 miles in kilometers).

Conversão de velocidade: comando para converter medidas de velocidade (ex: 48 kph to mph).

Find a business: procure lojas ou restaurantes em certa cidade. (não disponível para o Brasil) (ex: shopping, Chicago).

Movie: comando para procurar por títulos de filmes (ex: movie: Batman).

Director: o comando director serve para descobrir o nome de um diretor de certo filme (ex: director braveheart).

Televisão versus Internet

O Blog do Igor colocou frente a frente no ringue os meios de comunicação mais populares do planeta. Quem será o vencedor desta batalha?

Poucos meios de comunicação transformaram tanto o mundo quanto a televisão e a internet. Enquanto a primeira proporcionou um novo jeito de olhar o mundo desde a metade do século passado, a internet mudou a forma de as pessoas se comunicarem, rompendo barreiras e tornando qualquer ponto do planeta próximo em questão de segundos.

Opções, tanto em uma quanto em outra, não faltam. Enquanto a televisão é o meio de comunicação com maior número de usuários e maior impacto sobre a população brasileira, a internet além do entretenimento é capaz de servir também como uma ferramenta de trabalho.

Hoje, é impossível imaginar o mundo sem as duas tecnologias. No entanto, embora complementares, ambas concorrem diretamente na preferência do público. Em função de qual delas você passa mais tempo? Qual das duas é mais importante em sua vida?

O Blog do Igor colocou estas duas grandes armas frente a frente num ringue e levantou os principais pontos positivos e negativos de cada uma. Televisão versus internet, qual das duas sairá vencedora deste embate?

Conhecendo os lutadores

No canto esquerdo do ringue está a quase centenária televisão. Surgido na década de 20, o aparelho bateu de frente com o rádio e acabou se popularizando no mundo todo a partir da década de 50. Até meados do ano 2000 tudo o que de mais importante aconteceu no mundo chegou aos espectadores por meio da telinha da TV.

Embora tenha perdido parte de sua popularidade com a chegada da internet, a televisão ainda hoje reina absoluta nos lares brasileiros, chegando a nada menos que 99% da população. Com novas tecnologias e telas cada vez maiores e com maior definição, o meio é um concorrente de peso na preferência do espectador.

Do outro lado do ringue está a cada vez mais onipresente internet. Nascida na década de 90, a rede mundial de computadores foi a grande responsável por uma verdadeira revolução no mundo das comunicações. Com ela qualquer usuário atravessa o planeta em questão de segundos com apenas um clique.

Junto com o seu crescimento a internet também trouxe novos serviços, como transmissão de áudio, vídeo, games, livros e uma quantidade tão grande de conteúdo que seria impossível acessar em vida a tudo o que já existe disponível sobre determinados assuntos. Os lutadores se aproximam, soa o gongo e começa o embate!

Round 1: variedade

Durante muitos anos a televisão foi praticamente a única maneira pela qual os usuários podiam ver, em tempo real, as novidades que estavam acontecendo do outro lado do mundo. A chegada do homem à Lua, as grandes transmissões esportivas, a queda do muro de Berlim e a guerra no Iraque foram apenas alguns dos eventos que mobilizaram multidões diante dos aparelhos.

Porém, quase 20 anos depois da chegada da internet o panorama mudou completamente. A notícia que antes chegava em primeira mão pela televisão agora aparece em tempo real e é emitida pelos próprios usuários, por meio das muitas redes sociais e serviços de microblog existentes.

A quantidade de conteúdo disponível online é imensurável. Hoje em dia é possível achar informações sobre qualquer assunto, com direito a multiplicidade de fontes e possibilidade de entrar em contato direto com o autor para esclarecer dúvidas ou mesmo iniciar um debate.

Já a TV apostou em outro caminho. Com as emissoras de TV aberta oferecendo um misto de entretenimento e resumo do que de mais importante acontece, a aposta foi segmentar a audiência, em especial nas TVs a cabo. Assim temos hoje programas para nichos específicos de público, como fazendeiros, estilistas, cinéfilos ou religiosos.

Round 2: qualidade

Por mais simples que seja, um programa de televisão necessita de uma produção maior. Cinegrafista, estúdio, ilha de edição e profissionais que se expressem bem no vídeo são apenas alguns dos pré-requisitos para levar um programa ao ar. Tanta preocupação acaba resultando em melhor qualidade de imagem e um produto mais agradável de ser visto.

Por outro lado, na televisão o tempo ainda é um grande inimigo. Ver um determinado conteúdo na hora em que bem entender ainda é uma opção para poucos usuários. Por ser mais abrangente, as informações passadas na televisão precisam necessariamente ser mais didáticas - o que resulta em assuntos abordados de maneira mais superficial.

A internet, por outro lado, funciona como um grande banco de dados em que o espectador pode acessar, à hora em que bem entender, a programação que deseja. Além disso, caso necessite, poderá fazer uma pausa quando quiser e retomar um vídeo, um texto ou uma entrevista em áudio do ponto em que parou.

A simplicidade de transmissão da web faz com que qualquer usuário com uma webcam, por exemplo, transmita em tempo real informações para um público específico. O custo operacional da web é menor. No entanto, em termos de qualidade de imagem, o resultado final oferecido pela televisão ainda é superior.

Round 3: facilidade de acesso

Na prática, é possível assistir à programação de televisão tanto na internet quanto no seu aparelho de TV. Porém a diferença é que no primeiro caso é preciso que você tenha um conhecimento básico de informática para chegar até um aplicativo do gênero, executá-lo e selecionar a emissora.

Já no caso do aparelho de TV tudo o que o usuário precisa fazer é apertar um botão para ligar. A praticidade da televisão em relação à internet é um fator determinante para que usuários, em especial aqueles sem condições de pagar pelo acesso ou que não possuem um conhecimento restrito em internet, nem sequer cogitem a rede mundial de computadores como concorrente.

Da mesma forma, a televisão do futuro deverá trazer entre as suas opções a possibilidade de o usuário acessar a internet a partir do controle remoto. A experiência deve tornar a web muito mais intuitiva e próxima do cotidiano do público não familiarizado com a rede.

Com isso, além da programação de TV aberta e a cabo, será possível conferir o conteúdo de emissoras do mundo todo e, inclusive, de emissoras criadas por usuários. A variedade de canais deixará de ser uma exclusividade do computador e passará a figurar no aparelho de TV da sala.

Round 4: interatividade

Uma das principais características que contribui para o avanço da internet foi a maneira com que a programação ou o conteúdo eram apresentados para o público. Ao invés de o espectador ficar à mercê daquilo que uma emissora julga conveniente, o próprio usuário escolhe o que quer ver quando bem entender.

Isso, no entanto, mudou bastante nos últimos anos. Muitas emissoras já permitem que o usuário escolha quais programas deseja ver e na hora que bem entender. No entanto esse recurso é limitado e o espectador ainda assim fica refém da seleção de conteúdos que o canal apresenta.

Os próximos aparelhos de TV devem ganhar a internet como aliada e, a partir do controle remoto, p usuário acessará seus sites favoritos e visualizará o mesmo conteúdo disponível no computador. A diferença fica por conta da mobilidade, afinal ninguém vai sair por aí carregando um aparelho de TV.

Já na internet as possibilidades são praticamente infinitas. Além de escolher a quais vídeos assistir, sobre os mais variados assuntos, é possível ainda comentar, editar, compartilhar o conteúdo com amigos e, em alguns casos, tornar-se parte do assunto, como nas transmissões via streaming.

Round 5: custos

A questão do custo é ainda um dos maiores diferenciais em prol das televisões. É possível comprar um aparelho simples por menos de R$ 500. Além disso, a programação da TV aberta oferece ao menos uma dezena de canais sem custo algum.

Para aqueles que desejarem mais opções em emissoras, as operadoras de TV por assinatura oferecem pacotes a partir de R$ 30 mensais. Some-se a isso o fato que para ligar um televisor não é preciso ter conhecimento técnico nenhum e o resultado é o meio de comunicação mais influente no país.

Já com a internet a situação não é tão simples. Antes de tudo é preciso adquirir um computador de qualidade razoável, algo que não sai por menos de R$ 800. O acesso até pode ser feito via internet discada, no entanto a qualidade fica seriamente comprometida.

Os planos de banda larga ainda não alcançam todas as cidades do país e mesmo nas grandes capitais há regiões não contempladas pelo cabeamento. A internet 3G é uma opção, porém seu custo é mais elevado, tornando-a inacessível para boa parte da população.

Finalmente, ligar um computador e procurar pela programação desejada requer um conhecimento básico de informática, algo que ainda não é realidade para muitos no país.

Round final: a escolha do usuário

E você, caro leitor, para qual dos lados daria a vitória neste combate? Você prefere internet ou televisão? Participe deixando a sua opinião nos comentários.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Um passo em direção ao teletransporte

O teletransporte sempre foi um assunto que originou diversos debates. Mas a tecnologia que move objetos e pessoas de um ponto a outro é possível, ou não passa de ficção cinematográfica?

Quem nunca se imaginou “pulando” em um piscar de olhos de um lugar diretamente para outro local sem precisar de qualquer meio de transporte? Com certeza seria muito mais prático ir trabalhar, chegar à escola ou faculdade ou visitar seus familiares. O que é melhor, tudo isso sem o estresse oriundo de engarrafamentos, desgaste físico enquanto dirige longas distâncias e a perda de tempo nesses trajetos.

Em uma perspectiva mais ousada, não seria divertido conhecer outros planetas ou viajar no tempo? Para alguns a ideia do teletransporte é assustadora, mas a maioria das pessoas gostaria de experimentar a comodidade desse tipo de transporte. Em meio a tantas discussões algumas perguntas são inevitáveis: será possível a existência de uma tecnologia com tal funcionalidade? Não seria apenas tema de ficções científicas? Quando poderemos usufruir dela?

Conheça neste apanhado realizado pela Equipe Baixaki mais a fundo o teletransporte, saiba se algum dia ele estará presente no nosso dia a dia e como andam as pesquisas nesse campo. Aperte os cintos, pois vamos viajar em busca de informações!

O mito popular

O teletransporte é encarado como um grande mito popular - todo mundo já ouviu falar, mas pouco se viu até hoje. O grande responsável pela difusão da tecnologia foram os estúdios cinematográficos, através de produções de seriados de televisão, filmes e desenhos animados.

A ideia de mover objetos e seres humanos por longas distâncias não é nova. Uma das primeiras aparições desta tecnologia aconteceu no seriado Star Trek, conhecido no Brasil como Jornada nas Estrelas, na década de 60. Na série a nave USS Enterprise podia enviar seus tripulantes para os planetas em que passavam.

A máquina de teletransporte da Enterprise

Imagem de divulgação: CBS Studios

Os fãs de desenhos animados devem se lembrar de Os Jetsons, uma família do futuro que contava com tecnologias muito avançadas - inimagináveis para a época -, ou então Dragon Ball, no qual uma das habilidades dos poderosos guerreiros é o teletransporte.

Os exemplos não param por aí, ainda existe o Dr, Manhattan da série Watchman, o viajante do tempo Hiro no seriado Heroes, entre outros.

Fatos reais

A ficção é divertida e uma boa forma de entretenimento. Apurando alguns fatos reais, pode-se concluir que o teletransporte é possível, mas estamos bem longe de ter máquinas como a dos viajantes da Enterprise e desenvolver habilidades como as do Goku ou Hiro. Vamos entender melhor como esta tecnologia funciona e quais avanços os pesquisadores vêm obtendo.

Como funcionaria um teletransporte?

O teletransporte é um processo muito mais complexo do que aparenta, pois trabalha em níveis subatômicos. A tecnologia consiste na desmaterialização de um objeto e o envio de suas configurações atômicas para sua rematerialização em outro local. Tal movimentação eliminaria as variáveis espaço e tempo na locomoção de objetos e seres vivos.

Como já observado, as pesquisas estão muito longe de atingir as expectativas oriundas de ficções cinematográficas. Mas o denominado teletransporte quântico tanto é possível que já foi testado.

Átomos, um pequeno impecílio para os pesquisadores

Essa forma de envio de informações utiliza o efeito de entrelaçamento quântico, o qual mantém uma forma de associação entre átomos mesmo depois de separados. Isso significa que, quando uma característica de uma dessas partículas é alterada, a outra sofre reações inversas. Faça o primeiro átomo girar para a esquerda e o segundo virará para a direita, genericamente este é o funcionamento da tecnologia.

O teletransporte quântico deve ter grande utilidade para o desenvolvimento de tecnologias de comunicação, principalmente no que concerne a velocidade e alcance da troca de dados, como documentos, fotos e vídeo. Tudo indica que poderemos enviar informações para aparelhos a quilômetros de distância! É ou não uma notícia promissora?

Avanços científicos

O conceito de transporte instantâneo só saiu do mundo fictício para a realidade das pesquisas científicas no ano de 1993, quando uma equipe de pesquisa e desenvolvimento da IBM - consolidada empresa de tecnologia -, confirmou a viabilidade do teletransporte quântico.

Aproximadamente cinco anos depois, o envio bem-sucedido de um fóton (partícula que carrega luz e possibilita a existência da força eletromagnética e, consequentemente, de átomos e moléculas) por alguns metros confirmou e colocou em prática a teoria dos pesquisadores da IBM.

O anúncio mais recente foi de um grupo de cientistas chineses em meados do mês de maio de 2010. Segundo o que foi relatado, os testes obtiveram um impressionante resultado: um fóton foi teletransportado por cerca de dezesseis quilômetros em espaço livre e mantinha sua sincronização espacial e de polarização - muito mais que todos os estudos feitos até o momento.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Photonics e abre um leque enorme de possibilidades para o desenvolvimento tecnológico de meios de comunicação e troca de informações. Já pensou enviar uma foto para seu amigo no Japão em menos de um segundo?

Trilhões de partículas

Mas o que faz o teletransporte de seres humanos ser tão complexo? São basicamente dois pontos que impedem a aplicação desta tecnologia do homem. A primeira é a quantidade de informações em que o corpo seria destrinchado, seriam trilhões de partículas enviadas de um ponto ao outro.

A quantidade de informações impossibilita o teletransporte humano

Em um segundo momento, e mais problemático, é a reconstrução perfeita dessa quantidade de átomos. Por menor que seja o erro no momento da rematerialização, isso causaria gravíssimos danos físicos ou psicológicos para a pessoa. Como se não bastasse tanta dificuldade, alguns especialistas apresentam o viés de que as características cognitivas (ideias e lembranças, por exemplo) não poderiam ser transportadas dessa maneira.

Por tudo isso se chega à conclusão de que com as pesquisas que foram realizadas até hoje não é garantido que o teletransporte de humanoides esteja algum dia ao nosso alcance.

O que esperar desta tecnologia?

Os cientistas e pesquisadores começam a ter promissores resultados em seus experimentos, o que permite o desenvolvimento de tecnologias de comunicação que devem revolucionar a forma como trocamos informações em breve.

Infelizmente, o teletransporte de seriados e desenhos não está nada perto de nossas capacidades tecnológicas. Entretanto, o desenvolvimento tecnológico já trouxe muitas novidades para a humanidade, ou alguém na década de 60 imaginou que poderia falar com qualquer pessoa do mundo através de um aparelho móvel? Se um dia teremos essa tecnologia no dia a dia, só o tempo revelará.

Enquanto não conseguimos nos teletransportar, o que acha de pelo menos fingir que isso é possível? Então confira no artigo “Gimp: Especial Heroes - Manipulação do espaço-tempo” como modificar fotos para deixá-las como um registro de teletransporte!

Hiro

Imagem de divulgação: Universal Channel

Será que algum dia nós poderemos nos teletransportar? Ou isso não passa de um sonho cinematográfico? Deixe seu comentário e participe!

OLED da Sony é mais fina que um fio de cabelo

Que tal enrolar a sua TV e botá-la no bolso? Melhor ainda se ela for menor que um fio de cabelo!

Qual a espessura de um fio de cabelo? Se você souber essa resposta, já pode chutar qual é a grossura da nova tela criada pela Sony. Isso mesmo, foi apresentada recentemente pela gigante japonesa uma nova tela feita em OLED, mais fina que um fio de cabelo e, pasme: pode ser enrolada e mesmo assim continuar exibindo as imagens normalmente.

Será que seus avós, quando iam ao cinema, imaginavam que um dia as telas chegariam a este ponto? Talvez sim, afinal de contas no mundo da tecnologia surpresas não são nenhuma novidade.

Não que esta tela seja uma, mas ver que esse tipo de tecnologia já é uma realidade empolga qualquer um. A indústria segue investindo, e novos equipamentos revolucionários têm chegado cada vez mais rápido às nossas mãos.

Nanotecnologia

Uma das grandes vantagens da tecnologia OLED é o fato de ser praticamente uma tela com luz própria. Por isso, uma tela OLED não precisa de luz de fundo ou lateral (backlight ou sidelight), ocupando assim menos espaço.

Nova OLED da Sony

Somando-se à tecnologia OLED, esta tela é desenvolvida com base em novos transistores orgânicos, que são feitos diretamente em uma película ultrafina. Com isso eles podem ser fabricados sem a necessidade de uma base sólida com chips ou partes rígidas - permitindo assim que sejam flexíveis e sejam até mesmo enrolados.

Características
O protótipo apresentado pela Sony apresenta uma descrição que arrancou alguns suspiros de tecnomaníacos. O tamanho da tela não surpreendeu – 4.1” polegadas, algo um pouco maior do que a dos smartphones atualmente no mercado. Agora, a espessura, realmente chamou a atenção: 0.3mm, menos que um fio de cabelo. Enrolada, atinge no máximo .40 mm, um valor absurdo, ainda mais levando-se em conta que se trata de uma tela. Sua resolução de 432 x 240 é uma das mais utilizadas em smartphones.

Um fio de cabelo em seu paletó

Quando se fala em tecnologia e desenvolvimento, aparelhos mirabolantes, novidades futurísticas, talvez nada possa simbolizar melhor isso do que uma tela mais fina que um fio de cabelo. Se ela puder enrolar então...

Graças aos avanços tecnológicos citados anteriormente, esta tela pode ser enrolada como uma folha de papel, sem parar de exibir as imagens. É claro que no vídeo a seguir existem vários pixels estourados, a qualidade da imagem ainda não é a ideal, mas isso é normal em protótipos.

Usabilidade

Quais são as aplicações para essa tecnologia? Bem, levando em conta a sua espessura pode-se pensar logo de cara em dispositivos móveis. Sim, afinal de contas uma tela tão fina – e de quebra tão leve – com certeza ajuda estes aparelhos a ficarem mais leves e ainda mais compactos.

Mas pensando futuramente as suas utilidades são ainda maiores. Se a tecnologia for barateada ao extremo, por exemplo, podemos ter estas telas em revistas, já imaginou? Que tal um comercial animado entre uma matéria e outra?

E você o que achou? Quando acha que terá uma tela dessas em suas mãos? Quais os usos que ela pode ser destinada a ter? Deixe sua opinião!

Como tirar screenshots das cenas dos seus filmes favoritos

Aprenda a utilizar o VLC Media Player para capturar imagens dos vídeos que você quiser!

Ao assistir a filmes e seriados é inevitável se deparar com cenas marcantes. Seja pela expressão facial e pose do personagem, ou mesmo, pelo momento marcante da história – como uma revelação intrigante de enredo. Para um exemplo simples de cena assim, basta mencionar Rocky Balboa subindo rapidamente degraus de uma faculdade e comemorando aos pulos quando chega ao topo!

Quando não era possível vê-los senão no cinema ou no videocassete, o máximo que você poderia chegar a de ter uma imagem marcante do filme era comprar um pôster. Contudo, agora que há como usar o computador como televisão, também existe a possibilidade de utilizar funções características do aparato para obter imagens do filme.

Para isso, você pode usar a tecla PrtScr/PrintScreen e abrir o Paint para colar a imagem do filme. Outra possibilidade também seria usar um programa específico de captura de imagens – como o PrtScr ouScreenHunter. Entretanto, por que não usar uma função nativa de um player de vídeo para a captura de imagens e, desse modo, facilitar o trabalho?

Pré-requisitos

Baixar o VLC Media Player.

Baixe o VLC Media Player

Faça você mesmo

Com o VLC Media Player instalado, rode o filme do qual você pretende capturar uma cena e posicione o marcador de tempo no momento em que ela ocorre.

Cena marcada

Caso você acerte exatamente o momento da cena que deseja capturar, clique sobre o menu “Vídeo” e selecione a opção “Capturar Imagem”.

Capturar Imagem

Por outro lado, se houver dificuldade em deixar o marcador de tempo exatamente onde está a cena procurada, ative a o modo de exibição “Controles Avançados”, dentro do menu “Exibir”.

Controles Avançados

Na barra que aparece, clique sobre a opção “Quadro a quadro” para avançar um quadro por clique e, assim, pegar exatamente a imagem desejada.

Quadro a quadro

Então, use a opção “Capturar uma imagem” para salvar a cena.

Capturar uma imagem

Para especificar a pasta onde salvar as screenshots (capturas de imagem) tiradas e mudar a extensão de PNG (padrão) para JPG, acesse o menu “Ferramentas” e selecione “Preferências”.

Preferências

À esquerda, procure o menu “Vídeo” e, dentro dele, a região “Capturas de vídeo”. Em “Pasta” indique onde salvar as figuras; em “Formato”, altere-o para JPG; já em “Prefixo”, defina um nome inicial padrão comum a todas as imagens capturadas e marque “Numeração sequencial” para adicionar números aos nomes.

Configurações

Confira o resultado:

O resultado

Por meio dos poucos passos acima, agora você é capaz de capturar imagens de quaisquer cenas marcantes dos filmes ou seriados a que você assistir em seu computador. Alguma dúvida ou sugestão de programa melhor para tirar screenshots? Comente!


A tecnologia dos super-heróis: Batman

Cinto de utilidade, batmóvel e muita tecnologia aplicada ao mundo real. Entre na bat-caverna e conheça a verdade por trás do universo do homem-morcego.

Armadura e capa preta, cara de poucos amigos e um senso de justiça muito maior do que boa parte dos policiais de Gotham City. Poucos são os super-heróis com a mesma fama e carisma de Batman.

Não é para mesmo, já que o homem-morcego foi representado em diversas outras mídias além dos quadrinhos, como cinema, desenhos animados, seriados para TV e jogos de video game.

Além disso, outro fator que torna a figura do Cavaleiro das Trevas tão carismática é a proximidade com o real. Apesar de alguns elementos serem fantasiosos, as habilidades de Batman são as mais humanas se comparadas com a dos outros heróis.

Apesar de ser mestre em várias artes marciais, sua principal arma na luta contra o crime é a tecnologia. Como possui uma inteligência acima de média e alguns milhões de dólares sobrando, seu alter ego, Bruce Wayne, tem a seu dispor dezenas de acessórios que o ajudam nesta árdua tarefa. Quem nunca ouviu falar de seu “cinto de utilidades”?

Bruce Wayne, o Batman.

Warner/Divulgação

Porém, mesmo sendo tão realista, seria possível trazer para a realidade o que se vê nas páginas das histórias em quadrinhos? Para descobrir isso, o Portal Blog do Igor convida-o a entrar na bat-caverna para saber o que é (ou pode ser) verdade e o que é ficção no universo homem-morcego.

Santa variedade, Batman!

Batman: O cavaleiro das trevasComo dito anteriormente, Batman já esteve presente em praticamente todos os meios. O problema é que em cada uma dessas adaptações, o personagem recebeu algumas adaptações, assim como seus equipamentos.

Um exemplo disso é o seriado da década de 60, que trazia um homem-morcego gordinho e fanfarrão. Como possuía uma temática mais cômica, a série não se preocupava em criar situações verossímeis, tanto que o cinto de utilidades possuía pequenos bolsos capazes de armazenas praticamente tudo.

Por conta disso, as versões analisadas são aquelas vistas nas telas dos cinemas, além das próprias histórias em quadrinhos que imortalizaram o herói. Esse parâmetro é essencial para evitar que informações entrem em conflito devido à diversidade entre as adaptações.

Cinto de utilidades

Na ficção, o versátil cinto de utilidades que Batman utiliza é sua principal arma para combater os vilões de Gotham City. Nele é possível encontrar diversos tipos de aparatos tecnológicos e de combate, como bumerangues, bombas de gás e armas de pressão. Porém, entre eles, o mais famoso e útil é o gancho que o herói utiliza para escalar prédios.

É exatamente esse dispositivo que uma empresa americana transformou em realidade. Batizado de ATLAS Ascender, o equipamento é um pequeno aparelho feito para ser acoplado a cordas, permitindo que o usuário suba qualquer superfície vertical em questão de segundos.

Apesar de não ser possível arremessar cabos de aço para o alto de edifícios, como nas histórias em quadrinhos, o dispositivo é bastante útil, principalmente pelo fato de erguer corpos de até 115 Kg a uma velocidade de 3 metros por segundo. Além disso, passou a ser utilizado pelo exército americano e por bombeiros durante operações de resgate.

Capa

O que você faria se, na calada da noite, avistasse um assustador vulto sobre um prédio, com enormes asas tremulando com o vento? Pois é exatamente essa a sensação que Batman desperta nos criminosos de Gotham City com sua enorme capa.

Mas não se trata apenas de estilo. Em Batman Begins é mostrado que, além do efeito psicológico, a vestimenta também serve para que o herói possa planar entre os edifícios, deixando sua entrada em cena ainda mais dramática.

As asas do morcego

Warner/Divulgação

No filme é utilizado um tecido que realinha suas moléculas após receber impulsos elétricos, fazendo com que a transição entre a rigidez e a maleabilidade seja incrivelmente prática. Porém, na realidade, esse tipo de coisa ainda não existe.

Ao menos não ainda, já que um grupo de pesquisadores estuda o desenvolvimento de uma substância capaz de mudar sua estrutura ao ser exposta a um campo magnético. Com isso, seria possível fazer com que a consistência do material seja facilmente alterada, tornando plausível a mudança na capa do homem-morcego.

Invocando morcegos

Ainda em Batman Begins, o Cruzado Encapuzado invoca nada menos do que um sem número de morcegos para ocultar sua fuga. Seria esse o superpoder do herói? Na verdade não se trata de magia, mas de tecnologia.

Você quer invocá-los?

Como você deve se lembrar das aulas de Ciências, morcegos são animais que se movimentam por meio do som. Assim como no filme, bastaria um acessório que emitisse ondas ultrassônicas para atraí-los (ou afastá-los).

Porém, esse tipo de coisa é algo bem restrito. Pesquisadores que estudam os hábitos desses bichos, por exemplo, utilizam equipamento semelhante do herói dos quadrinhos, apesar de não ter o mesmo resultado.

Batmóvel

Outra marca registrada do Cavaleiro das Trevas é seu veículo característico, que é uma verdadeira máquina de destruição. Apesar do visual único apresentado nos primeiros filmes, apenas em Batman Begins a elegância foi deixada de lado para transformar o carro em algo próximo de um tanque de alta tecnologia.

Dentro das devidas proporções, é possível dizer que o Tumbler utilizado nos últimos filmes é real. Com exceção dos elementos claramente fictícios, alguns recursos existentes no Batmóvel são verdadeiros, como o famoso sistema de propulsão.

O Batmóvel

Warner/Divulgação

Quem não se lembra da gigantesca turbina que faz com que o carro do Batman atinja velocidades inalcançáveis para veículos tradicionais? Por mais surreal que isso pareça, existem automóveis especiais que utilizam um sistema semelhante, principalmente em competições.

Algumas disputas de arrancada utilizam esse esquema de propulsão para ganhar muita velocidade nos primeiros segundos da corrida. Além disso, um projeto da década de 60 tentou implementar essas turbinas (em menor escala, obviamente) em carros domésticos, mas a tentativa foi abandonada devido à dificuldade de controlar o veículo.

Stryker, o Batmóvel do exército.

Fonte: Exército dos Estados Unidos

Outra característica existente no Batmóvel e que pode ser encontrada fora das páginas das histórias em quadrinhos é a incrível tecnologia existente nele. Quando o personagem foi criado, a noção de um carro inteligente era algo muito improvável, mas hoje os computadores de bordo são facilmente vistos em diversos modelos, assim como sistema de posicionamento global (GPS) e comunicação.

Já sobre as características bélicas do veículo, o Tumbler é incrivelmente realista. O exército dos Estados Unidos desenvolveu o Stryker, um veículo que une mobilidade e potência, assim como na ficção.

Batpod

Um novo equipamento do homem-morcego foi-nos apresentado em Batman: O Cavaleiro das Trevas. Apesar de já ter sido adaptado no antigo seriado e até mesmo nos quadrinhos e desenhos animados, foi no último filme que o Batpod teve um visual de respeito.

Batpod não é o iPod do Batman

Warner/Divulgação

Com um visual semelhante a uma moto, o veículo é “um pedaço” do Batmóvel, que é destruído pelo Coringa. Para conseguir capturar o palhaço do crime, Batman ejeta uma pequena parte de seu antigo carro, transformando-o em uma motocicleta equipada com diversos tipos de armas.

Porém, apesar de ser uma ideia fantástica, unir todos esses elementos não é algo viável. Como um equipamento assim seria de uso exclusivo do Exército, o uso de um Batpod em zonas de conflito não seria interessante por deixar os soldados vulneráveis a ataques por trás. Além disso, o “coice” (a pancada que a arma dá após o tiro ser dado) dado por um lança-granadas seria o suficiente para desequilibrar o piloto.

Conceito do carro com rodas-motoresPor outro lado, um recurso tecnológico presente na moto do Cruzado Encapuzado já é real: as rodas-motores. O Batpod possui dois motores dentro de cada uma das rodas.

Mas isso não é exclusividade da batcaverna, já que o designer de veículos Franco Sbarro já projetou um carro a partir desse princípio, e levar a ideia para as motos não seria nada complicado. Além das rodas-motores, o conceito do City Car elaborado por Sbarro traz uma série de outras inovações aos automóveis dignas de histórias em quadrinhos, como um painel LCD no lugar dos para-brisas.

A vida imita a arte

Apesar de muita coisa do universo de Batman realmente existir ou ser tecnologicamente plausível, ainda é clara a distinção entre o real e a ficção. Por outro lado, muito daquilo que vemos nas páginas das histórias em quadrinhos é utilizado como inspiração na hora de criar novos equipamentos.

Os acessórios que o homem-morcego utiliza foram considerados futuristas e de uma tecnologia quase impossível de ser imaginada no início da década de 40, quando o personagem foi criado. Hoje, porém, vemos boa parte delas sendo aplicadas em nosso dia a dia ou em um futuro próximo. Então não se assuste se encontrar, daqui a alguns anos, um batmóvel estacionado em frente à sua casa ou bombeiros com um versátil cinto de utilidades.

Agora é sua vez de fazer o batsinal! Que outras tecnologias do homem-morcego podem ser transformadas em realidade? E qual outro herói merece ter seu universo analisado pelo Blog do Igor? Conte nos comentários!

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