Seja, Bem Vindo.

domingo, 13 de junho de 2010

Firefox versus Opera

Colocamos no mesmo ringue dois dos navegadores mais populares do mercado. Conheça suas características e ajude a definir o vencedor desta concorrida batalha.

Quando o assunto é a navegar pela internet, a maioria das pessoas simplesmente não está nem aí para o navegador que utiliza – o que explica situações como a do Internet Explorer 6, que até há pouco tempo permanecia como uma das opções mais utilizadas, mesmo possuindo falhas de segurança e lentidão evidentes.

Mas quem se preocupa com a saúde do computador e não pode perder tempo esperando horas até que um site simples carregue é muito mais exigente. Apesar de a Microsoft continuar seu domínio no mundo dos navegadores, concorrentes de peso como Firefox, Opera e mais recentemente o Google Chrome conquistam cada vez mais usuários.

Como é tradição da série Versus, colocamos ao lado dois navegadores bastante populares conhecidos pelos fãs dedicados: no canto azul, pesando 8,23 MB e usando um calção com o símbolo da raposa temos a versão 3.63 do Mozilla Firefox.

O competidor localizado no canto vermelho é o Opera 10.53, com um calção enfeitado com um “O” discreto e pesando 11,9 MB. Os dois já estão no ringue, portanto faça suas apostas que a luta vai começar.

A competição não é feita através de socos nem meramente com dados técnicos – são os torcedores de cada lado que definem as forças e fraquezas de cada navegador. Portanto, damos as palavras aos fanboys e que se inicie a luta!

Round 1: interface

Ao abrir os dois navegadores pela primeira vez, a sensação é de que os dois competidores são muito semelhantes. Quem só se preocupa em entrar nos seus endereços favoritos e checar mensagens de email não vai sentir nenhuma diferença.

Ao contrário do Firefox, que mostra uma lista de favoritos logo abaixo da Barra de endereços, o Opera optou por um visual mais discreto. Somente a Barra de endereços é exibida, e para acessar outras funções basta clicar no botão localizado no canto esquerdo da tela.

Uma barra lateral permite o acesso fácil a funções como a lista de favoritos (chamados aqui de marcadores), histórico de navegação e downloads. E o melhor, basta um clique para ocultá-la e dar destaque ao site acessado.

No Firefox é muito mais fácil acessar sites, e a lista de favoritos não prejudica em nada a visualização dos sites. Além disso, é muito mais prático exibir todas as opções de uma só vez do que ter que ficar clicando em um botãozinho.

Isso sem contar que, quando o assunto é personalização, o Firefox é imbatível. Mesmo que o Opera conte com várias opções de skins, o navegador da raposa tem o Personas integrado, o que garante milhares de visuais diferentes.

Round 2: características

Quando as características básicas de navegação entram em jogo, os dois competidores se mostram iguais. Tanto Firefox quanto Opera contam com um sistema de endereços inteligente, que fornece sugestões conforme o usuário digita palavras no teclado.

Ambos dispensam o acesso a sites de busca: caso a palavra digitada não corresponda a nenhum endereço, automaticamente se abre uma janela de busca com os termos inseridos. O Firefox leva vantagem nesse quesito por estar mais integrado com serviços nacionais, enquanto o foco do Opera são sites norte-americanos.

O que diferencia o Opera em relação a qualquer competidor são o Opera Unite e o Opera Link. A intenção é que, em qualquer lugar que você utilize o navegador, tenha exatamente a mesma experiência e conforto que tem em casa.

O Opera Unite funciona como um ambiente virtual no qual você tem acesso a qualquer arquivo localizado nos computadores da rede local ou até mesmo em locais distantes – basta que o navegador esteja aberto e o Unite ativado. Ou seja, dá para ir ao trabalho ou viajar e escutar todas as músicas localizadas no computador de casa, sem pagar nada por isso.

Já o Link é voltado para quem utiliza o navegador em vários locais, sejam desktops ou dispositivos portáteis como smartphones. O serviço integra dados em tempo real, permitindo acesso à lista de favoritos, senhas gravadas e histórico de navegação em qualquer lugar.

Embora não ofereça isso de forma nativa, bastam alguns segundos para baixar extensões que realizam essa tarefa de maneira muito mais eficiente. Qualquer um sabe que o Xmarks é uma ferramenta indispensável para quem costuma utilizar mais de um computador – e o melhor, também funciona no Internet Explorer e no Chrome, caso você seja forçado a usar algum deles.

Já o Unite realmente parece algo legal, mas para que eu vou querer deixar o navegador aberto em casa? Se eu quiser ter acesso remoto a meu computador, há modos mais completos e fáceis de configurar, e o melhor de tudo é que nenhum deles me obriga a usar o Opera.

Round 3: velocidade de navegação

Quem precisa trabalhar com muitas abas ao mesmo tempo não tem do que reclamar no Firefox: mesmo diversos sites abertos, dificilmente o navegador apresenta alguma lentidão. É claro, isso depende muito da máquina utilizada, mas mesmo computadores desatualizados raramente apresentam problemas.

Isso sem contar que é muito mais rápido abrir o navegador, já que não é preciso perder tempo carregando o Speed Dial e ir direto para a página desejada.

Além de o Opera não consumir um quantidade memória tão superior ao Firefox, ele não deixa de lado quem não pode pagar por uma conexão de internet em banda larga. Afinal, para que serve abrir várias abas ao mesmo tempo se demora vários minutos para carregar cada uma?

O Opera Turbo otimiza a carregação dos sites em até 80%, comprimindo dados e exibindo informações relevantes no menor tempo possível. Em uma conexão de qualidade isso não faz tanta diferença, mas experimente utilizar a 3G ou inferior para ver a diferença.

Round 4: extensões e personalização

Quando o assunto é personalização, não tem para ninguém: como o Firefox disponibiliza seu código para o público, qualquer desenvolvedor tem a liberdade de desenvolver uma modificação que reformula totalmente o navegador. Basta entrar no centro de extensões da Mozilla para escolher entre uma grande variedade de opções.

Na parte visual, o Firefox também se mostra muito versátil, principalmente devido à integração do Personas, que nas versões mais recentes do navegador passou de extensão a componente padrão. Um simples clique do mouse permite modificar sua aparência sem nenhum consumo extra de memória RAM.

O Opera pode contar com um número menor de complementos do que o concorrente, mas de que adianta ter milhares de opções disponíveis se, na hora de usar, a maioria não faz grande coisa? Afinal, ninguém precisa de dezenas de gerenciadores do Twitter que funcionam mal, se um completo já basta.

As extensões do Opera (chamadas de widgets) são tão completas quanto as do concorrente, isso sem contar que a central de downloads é muito mais organizada. A navegação por abas também é mais inteligente, pois permite visualizar uma prévia de cada janela sem ter de abri-la.

Round 5: compatibilidade

Ninguém gosta de tentar acessar algum endereço e ver o navegador travar ou ser incapaz de exibir corretamente imagens ou nem sequer ser capaz de navegar pelos menus disponíveis. Nesse caso o Firefox ganha pontos por já ser tão popular que é impensável lançar um site sem antes ver se o resultado funciona corretamente nele.

Embora no geral o Opera seja competente na hora de exibir a maioria dos sites, a forma como trabalha com Javascript faz com que não seja capaz de acessar alguns endereços de maneira correta. Isso sem contar que muitos antivírus ainda têm alguns problemas em identificar comportamentos próprios do navegador.

Em testes que verificam se o navegador é capaz de lidar bem com as especificações do CSS 2.1 (responsável pela organização do layout de cada página), o Opera obteve pontuação superior ao do concorrente. Enquanto este teve uma pontuação perfeita nos testes Acid 3, o Firefox ficou sete pontos abaixo do ideal.

Através do site The HTML5 Test o navegador da Mozilla obteve uma pontuação maior nos testes que analisam a compatibilidade do programa com a navegação em páginas que utilizam o HTML 5 (139 pontos contra 129 do concorrente, em um total de 300 possíveis).

Além de os 10 pontos não representarem nenhuma diferença, o HTML 5 ainda não é algo difundido, e a maioria dos sites nem sequer trabalha com os códigos desse sistema. Ou seja, por mais que o Opera tenha uma pontuação mais baixa, o Firefox está tão despreparado para lidar com a nova linguagem quanto ele.

Último round: você define o resultado

Assim como futebol, religião, política e games, quando se trata de navegadores há muito o que discutir, e dificilmente se chega a um consenso. Afinal, mesmo com argumentos convincentes sempre há quem vá defender o lado que apoia baseado na paixão em vez da razão.

Portanto, seja você um defensor do Firefox ou um apaixonado pelo Opera, não deixe de postar sua opinião em nossa seção de comentários. Contamos com sua ajuda para ajudar a decidir o vencedor deste combate!


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aprenda a liberar portas em um roteador facilmente

Esqueça os complicados sistemas de configuração dos roteadores. Um só programa pode fazer tudo para você.

A internet banda larga já é realidade no Brasil para muitos usuários e a quantidade de computadores presentes em uma só residência aumenta todos os dias. Com isso, surge a necessidade de compartilhar a conexão entre os diversos PCs, sem que o usuário precise pagar por uma assinatura para cada uma das máquinas.

Para fazer o compartilhamento, são usados dispositivos chamados roteadores, que possuem diversos conectores. Eles são usados para distribuir a conexão entre os PCs, já que só é possível conectar um cabo de rede por vez ao modem.

A felicidade de adquirir um roteador, porém, pode acabar assim que o usuário o liga, pois diversas configurações são necessárias para fazê-lo funcionar corretamente e com segurança. O problema é que atualmente a grande maioria dos roteadores não possui sistemas de configuração amigáveis.

Na realidade, somente usuários mais avançados são capazes de entender o que cada uma das configurações faz e alterá-las sem causar problemas. Mesmo iniciantes gostam de usar programas compartilhadores de arquivos, jogos, mensageiros e diversos outros.

No caso específico de compartilhadores e jogos, muitas vezes há a necessidade de serem liberadas portas de comunicação para que eles funcionem com velocidades satisfatórias e sem problemas de queda de conexão.

Abrindo portas no roteador.

Sabendo disso, o Blog do Igor produziu este artigo para ensinar você a liberar as portas do seu roteador sem precisar entrar no sistema de gerenciamento dele.

1. Pré-requisitos

— Roteador: partiremos do pressuposto que o seu roteador já está ligado na tomada de energia e o cabo de rede já está plugado no seu PC — no caso de roteadores com antena para conexão wireless, não é necessário o cabo de rede.

— Simple Port Forwarding: programa simples que dispensa o uso do sistema operacional que vem embutido em todo roteador. Ele possui suporte para marcas e modelos mais populares. Para ir para a página de download, clique na imagem abaixo:

Clique para ir para a página de download do Simple Port Forwarding

2. Faça você mesmo

Seu computador envia e recebe dados de e para a internet através de portas de comunicação. Porém, essas portas ficam sempre fechadas, a menos que um programa autorizado as abra. Da mesma forma, o seu computador e o roteador também se comunicam através de portas, que também vêm fechadas por padrão.

Para facilitar a configuração do seu roteador, o melhor é utilizar um programa que automatize a tarefa. Dessa maneira, se por algum motivo você tiver que trocar o aparelho ou mesmo se você se conecta em várias redes diferentes — como em casa e no trabalho —, você precisará de somente uma ferramenta.

Simple Port Forwarding

A instalação do programa é simples. Vá clicando em “Next” até que ela seja finalizada. Depois inicie-o e aguarde a verificação de novas versões. Caso apareça uma mensagem solicitando a atualização, clique em “Sim” ou “Yes” (dependendo do idioma do seu Windows).

Depois de feitas as atualizações, ou mesmo se elas não forem necessárias, é exibida uma janela de nome “Getting Started” (Começando). Felizmente, essa tela possui todas as configurações necessárias para liberar as portas desejadas do seu roteador.

Começando

*Note que existem números que representam os passos a serem seguidos. Nosso tutorial mostrará os passos exatamente na ordem em que eles aparecem nessa lista.

Se você por acaso fechar a janela “Getting Started” por acidente, basta fechar o programa e abri-lo novamente para que ela reapareça.

O campo (1) “Update Router List” (Atualizar lista de roteadores) serve para que seja baixada a lista de roteadores suportados pelo programa, bem como suas configurações padrão. Clique no botão “Do it now” (Faça agora) para atualizar a lista, garantindo assim que eventuais atualizações sejam incorporadas.

Em seguida, no campo (2) “Select Your Router & Set Login Info” (Selecione seu roteador e preencha informações de login), clique no botão “Do it now” para abrir a lista de roteadores suportados pelo programa.

Selecionando marca e modelo do roteador.

Os roteadores estão ordenados por nome de fabricante e modelo. Localize o seu e dê um duplo clique sobre o nome dele. Se você não souber essas informações, procure-as no manual do dispositivo. Geralmente o modelo está impresso já na capa do manual.

IMPORTANTE: o Simple Port Forwarding utiliza as informações de login e senha que já vêm definidas de fábrica. Se você alterou esses dados, preencha-os na janela principal do programa, nos campos demonstrados na imagem a seguir:

Alterando informações de login e senha.

Repare que, quando você termina cada um dos passos, aparece uma marca como a destacada na imagem abaixo. Isso é útil para que você tenha a certeza de que já realizou aquela tarefa.

Passos já realizados ficam marcados.

O próximo passo é configurar o endereço IP do computador para que ele seja sempre o mesmo. Chamamos isso de “IP estático” e é necessária essa alteração, pois sempre que liberamos portas no roteador, precisamos definir qual será o computador que as utilizará, pois as regras de liberação de portas apontam sempre para um único endereço IP.

No campo (3) “Set your local IP to a static IP” (Definir seu IP local para estático), clique no botão “Do it now”. A janela que se abre mostra as informações atuais no campo “Current Info” (Informações atuais) e, no campo “New Info”, as que substituirão. Note que o Simple Port Forwarding detecta as configurações atuais e se baseia nelas para definir as novas.

Definindo um IP estático.

Clique no botão “Enable Static IP” (Habilitar IP estático) e aguarde alguns segundos. O programa parecerá estar travado, mas isso acontece quando os dados estiverem sendo alterados. Uma caixa de diálogo com o texto “Done!” (Feito!) é exibida se a mudança for realizada com sucesso. Depois, clique em “OK” e feche a janela para voltar para a lista de tarefas.

Clique em OK.

IMPORTANTE: para liberar portas, você já deve ter os programas instalados no computador. Isto é, se você quiser liberar portas para o eMule, ele já deve estar instalado na máquina.

Chegou a hora de fazermos o que realmente precisamos, que é liberar as portas utilizadas em nossos jogos, programas de torrent, compartilhamento P2P, etc. Clique no botão “Do it now” do campo (4) “Choose which ports you need to forward” (Escolher portas a serem encaminhadas).

A janela de configuração das portas parece mais complicada que as outras, mas lendo nosso tutorial, você verá que ela é mais simples do que aparenta.

Tela de adição de programas.

Repare que há dois botões no topo da janela: “Database” (Base de dados) e “Add custom” (Adicionar regra personalizada). O primeiro já vem habilitado, para que você encontre o programa desejado na lista.

Caso você não tenha entendido: o Simple Port Forwarding traz uma lista de softwares, bem como as configurações padrão necessárias para liberar as portas que eles utilizam.

Ou seja, você não precisa entrar nas configurações de cada programa para checar essas informações, a menos que o software não esteja na lista, o que é improvável. De qualquer forma, ensinaremos as duas maneiras.

Adicionando programas a terem suas portas aberta.

Com o botão “Database” pressionado, clique na lista que fica logo abaixo do campo “Program database” e escolha o programa para o qual você deseja liberar as portas. Em seguida, clique no botão “Add”. Neste exemplo, usamos o jogo World of Warcraft, pois ele está instalado no PC de testes.

Se você estiver liberando portas para programas de download P2P, como eMule, LimeWire, BitTorrent ou uTorrent, utilize a lista que fica logo abaixo do campo “or Choose a Special Program” (Ou escolher programa). Escolha o programa desejado, clique no botão “Add” e feche a janela.

Adicionando programas de compartilhamento.

Essa segunda configuração é necessária para os programas de compartilhamento porque a grande maioria deles usa uma porta aleatória a cada execução. Entretanto, o Simple Port Forwarding verifica e a adiciona automaticamente a porta utilizada no momento. Depois de clicar no botão “Add”, feche a janela.

Se o programa para o qual você deseja abrir portas não estiver em nenhuma das duas listas, é possível adicioná-lo manualmente. Para isso, utilize o botão “Add Custom”, conforme a imagem:

Adicionando programas que não estão na lista.

*A princípio, você provavelmente não precisará do botão “Add Custom”, a menos que utilize programas pouco conhecidos.

Depois de feitos os passos anteriores, precisamos enviar os dados ao roteador. No campo (5) “Update the router”, clique no botão “Do it now” e aguarde. Uma janela é aberta e nela são mostrados os passos detalhados realizados pelo programa, bem como a página de configuração do roteador.

Realizando as alterações no roteador.

No final, você pode checar as mensagens para ver se ocorreu algum erro. Se os dados fornecidos por você estiverem corretos, não há por que haver qualquer problema.

Ainda não terminamos, mas estamos quase no fim. Antes de testarmos as portas para ver se elas estão realmente abertas, devemos liberá-las também no firewall nativo do Windows. O Simple Port Forwarding também é capaz de fazer isso.

Configurando o Firewall do Windows.

Clique no botão “Do it now” do campo (6) “Add ports to the Windows Firewall” (Adicionar portas ao firewall do Windows) e aguarde até que o procedimento seja executado. Uma janela exibe o progresso e o resultado. Feche-a depois que a tarefa terminar.

O último passo é testar as portas que acabamos de abrir, para verificar se tudo foi feito da maneira correta. No campo (7) “Test that the ports now work” (Testar para ver se as portas estão funcionando), clique no botão “Do it now”. Uma nova janela é aberta.

Clique no botão “Begin” para que o teste de comunicação comece. Se todos os passos tiverem sido seguidos corretamente, uma mensagem de sucesso aparecerá no quadro da direita.

Testando as portas abertas.

Pronto! Seu roteador está com as portas liberadas para que seus programas se comuniquem sem problemas com a internet.

O que pode dar errado?

— Se você tiver entrado nas configurações do roteador anteriormente e alterado as informações de login e/ou senha, o Simple Port Forwarding não conseguirá efetuar login.

Por isso, antes de qualquer coisa, use os campos adequados da janela principal do programa para digitar o nome de login e a senha definidos por você na configuração do roteador;

— Alguns roteadores possuem configurações adicionais para a definição de IPs estáticos nos computadores conectados a eles. Se o computador perder a conexão no momento em que você definir um IP fixo, desfaça a alteração e procure mais informações sobre o a configuração DHCP do roteador.

Windows Media Player 12: streaming de sua biblioteca para qualquer computador

Você sabia? No novo Windows Media Player 12 você pode acessar músicas e vídeos de qualquer lugar

O Windows 7 traz tantas funções novas, principalmente quando se fala à conectividade, que acabamos por deixar algumas novidades escaparem. Uma das possibilidades do Windows Media Player 12 é a de fazer streaming do conteúdo que você tem na biblioteca de mídia pela internet.

Ou seja, a partir de alguns passos (mostrados a seguir), você pode acessar as músicas, vídeos e fotos que estiverem em um computador pela internet.

Pré-requisitos

  • Windows 7 Home Premium, Professional ou Ultimate;
  • Windows Media Player 12;
  • Biblioteca de mídia adicionada no programa;
  • Redirecionamento de portas do roteador (talvez desnecessário);
  • Conexão com a internet.

1. Configurando o streaming

Antes de mais nada, tenha em mente de que é necessário ter músicas adicionadas à "biblioteca de mídia" do Windows Media Player. Senão, o outro computador não consegue encontrar conteúdo algum para reproduzir.

A primeira coisa a ser feita para que o streaming funcione é configurar o Windows Media Player. Para isso, abra o programa, clique no botão "Transmitir" e selecione a opção "Permitir acesso à mídia doméstica via Internet...":

Permita o acesso.

A seguir, clique em "Vincular uma ID online":

Vincule uma ID online.

Se você ainda não tiver o Windows Live ID instalado, é necessário adicioná-lo. Clique em "Adicionar um provedor de ID online":

Adicione um provedor de ID.

No seu navegador, escolha qual a versão do seu Windows, 32 bits (1) ou 64 bits (2):

Baixe os provedores.

Se você ainda for redirecionado para outra página, novamente procure pela versão de seu Windows, 32 (1) ou 64 bits (2):

Escolha a versão.

Aceite os termos da instalação e clique em "Install":

Aceite os termos

Após instalado o provedor, clique em "Vincular identificação online":

Vincule uma identificação.

Entre com a sua conta Windows Live (logins do Hotmail, Live.com, RocketMail, MSN e Xbox funcionam):

Entre com suas informações de login.

Pronto, agora o login já está efetuado. Basta pressionar "Ok":

Clique em Ok.

Ao voltar para a janela de permissões, clique na opção "Permitir acesso à mídia doméstica via Internet":

Permita o acesso.

Logo, uma caixa de diálogo mostra que a permissão foi executada com êxito:

Confirme.

Volte a clicar em "Transmitir" e escolha a opção "Permitir que os dispositivos reproduzam minha mídia automaticamente...".

Depois disto, vá à "Mais opções de streaming...":

Veja mais opções.

Você encontra agora permissões para outros dispositivos. Para ver todos, deixe a opção em "Todas as Redes" (1). Depois, clique em "Permitir Tudo" para aplicar permissões para todos os dispositivos automaticamente (2). Se você quiser, é possível aplicar isto individualmente (3):

Visualizando  permissões.

Pronto, o computador já está configurado para fazer o streaming. Agora, você deve configurar todos os outros computadores que quer usar com o streaming.

2. Configurar outro computador

Ao abrir o outro computador, você deve ir à "Transmitir" e clicar em "Ativar Streaming de Mídia":

Ativar o streaming.

Clique no botão "Ativar Streaming de mídia":

Ativar streaming.

Agora, repita todas as instruções do passo 1, como vincular a ID. Assim, o Windows Media Player vai reconhecer a biblioteca que você quer acessar.

3. Acessar a biblioteca pela internet

Depois que tudo estiver configurado, o Windows Media Player encontra o outro computador, que aparece em "Outras Bibliotecas":

O computador aparece remotamente.

Assim sendo, você já pode acessar qualquer música e vídeo por streaming. É possível visualizar todos os álbuns, arquivos de áudio e de vídeo do computador remoto:

Visualizando os  álbuns.

E, ao tentar executar o conteúdo, basta aguardar até que seja baixado para seu computador para conferi-lo:

Assistindo vídeo do  outro PC.

4. Resolução de problemas

O tutorial parecia simples, não é? Infelizmente, alguns computadores bloqueiam o máximo possível conexões de entrada e saída, o que complica o resultado final. Entretanto, algumas soluções podem ser aplicadas para resolver o problema.

Clique em "Transmitir" e vá à "Permitir acesso à mídia doméstica via Internet...":

Permita o acesso.

Depois, clique em "Diagnosticar conexões":

Diagnosticar  conexões.

Logo o Windows faz uma análise de como o streaming está funcionando. Primeiro, na parte de cima, ele analisa como está a conexão e a descoberta de servidores (hosts) de mídia. Em seguida, mostra cada um dos hostsremotos (1) e mostra a condição de conexão com eles. Se houver algum problema, o status será de "falha".

Tente fechar a janela e voltar normalmente para o Windows Media Player após efetuar o diagnóstico. Caso não dê certo, clique em "Informações sobre encaminhamento de porta"

Visualizando  diagnósticos.

Ao fazer isso, o programa lista para você quais as três portas que precisam ser abertas no computador para que o streaming funcione. Geralmente a abertura de portas é apenas para o computador o qual você quer acessar a biblioteca de mídia, mas não é má ideia fazer isso em todos.

Mapeamento de  portas.

5. Abrindo portas

É difícil fazer um tutorial sobre como abrir portas no roteador, pois cada modelo funciona de uma maneira. No caso do roteador abaixo, basta ir à "Setup":

Redirecionando portas.

Depois, clique em "Port Forwarding" e adicione as portas que foram passadas anteriormente pelo Windows Media Player.

Redirecionando portas.

O Blog do Igor tem um tutorial completíssimo sobre como abrir as portas para praticamente todos os modelos.Clique aqui para acessar e aprenda a liberar portas em um roteador facilmente.

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Apesar de parecer uma função simples, o streaming pelo Windows Media Player 12 não é um dos mais intuitivos. Mas, se for feita corretamente a configuração, você pode curtir todo seu conteúdo multimídia à distância. O único problema é deixar o computador sempre ligado para acessá-lo.

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