Seja, Bem Vindo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O guia definitivo para criar senhas seguras

Nem todos dão a devida importância que as senhas bem elaboradas merecem, o que coloca em risco dados pessoais importantes e sua segurança. Veja um guia com dicas e cuidados ao criar uma senha.


O guia definitivo para criar senhas seguras Nem todos dão a devida importância que as senhas bem elaboradas merecem, o que coloca em risco dados pessoais importantes e sua segurança. Veja um guia com dicas e cuidados ao criar uma senha.

Desde os primórdios da ARPANET (a rede que hoje se transformou na internet como conhecemos) já se utilizavam senhas para manter os conteúdos seguros. Na verdade, o uso de senhas provavelmente é inspirado nos cofres que protegem tesouros e que só podem ser abertos após uma combinação específica. E que tesouro pode ser maior do que nossas informações?

Muitos não dão a atenção que deveriam para as senhas na internet, pois apostam em combinações fracas e fáceis de serem descobertas — assunto a ser tratado mais tarde. É importante pensar que, a partir de seu email, uma pessoa pode descobrir muitas coisas a seu respeito, desde dados pessoais até locais em que você costuma estar.

Nas redes sociais, como o nome já sugere, costumamos nos relacionar com outras pessoas, como colegas do trabalho, dos estudos, círculo de amigos etc. Sendo assim, consequências realmente sérias poderiam ocorrer se roubassem a sua senha e o caluniassem publicamente na internet.

Um caso recente de conta hackeada foi o apresentador Luciano Huck, que teve o Twitter invadido e com postagens de provocações como “Sério que a tua senha é a data do teu aniversário?”.

Afinal, como as senhas são descobertas?

A resposta é: de várias maneiras diferentes. Algumas das maneiras consistem simplesmente em tentativa e erro, seja de modo humano ou com quebradores de código. A primeira tentativa de um cracker (a pessoa que tenta roubar as senhas) sempre é usar as senhas mais comuns, como sequenciais, nomes de pessoas próximas e datas de aniversário.

Já os programas utilizados para roubar as senhas fazem praticamente o mesmo que uma pessoa, com a diferença de serem totalmente automáticos. Basta que o cracker coloque o site desejado, usuários e quantidade de tentativas para que o programa funcione continuadamente até que uma lista de logins e senhas seja gerada.

O chamado Phishing também é uma maneira de roubar usuários e senhas. A partir de uma cópia muito parecida de algum site, os crackers enviam um email "urgente" para várias pessoas entrarem com o login e senha. Mas, ao invés de você ser redirecionado para a página original, tem os dados roubados.

Também existem os keyloggers, programas que se instalam em seu computador como um vírus ou são colocados secretamente em computadores públicos (principalmente de lan-houses) para roubar os dados. Assim que você digita o usuário e a senha com o teclado, o keylogger os salva em um arquivo para que o cracker acesse e visualize o site em questão.

E, claro, há o modo mais convencional de todos, que é o roubo da senha pessoalmente. Basta a pessoa dar uma leve esticada com o pescoço enquanto você digita a senha para descobri-la. Além disso, outra pessoa pode também procurar por algum papel ou lugar em que você anotou a combinação.

As senhas mais comuns

O que devo evitar para criar uma senha segura?

O primeiro passo para uma senha segura é evitar absolutamente tudo o que foi colocado acima como “senhas mais comuns”, pois os programas para quebrar códigos vão tentar primeiro o que é mais utilizado, já que soma mais ou menos 20% dos usuários de hoje.

Palavras comuns (principalmente em inglês) vêm logo em seguida das senhas mais usadas, por isso é importante evitá-las. Ou seja, na hora de criar uma senha, não saia olhando para sua mesa procurando objetos que podem “inspirá-lo”.

Evite também usar informações pessoais para criar sua senha, pois as pessoas podem facilmente obter de tudo hoje, graças às redes sociais. Ou seja, não use nome de pessoas próximas, de animais de estimação e muito menos a data de nascimento/aniversário. Também devem ser evitados nomes de locais geográficos, como cidades, países etc.

O lembrete de senha nunca deve ser tão simples como insinua. Isso porque geralmente já existe uma caixa de seleção com perguntas óbvias: “Qual seu animal de estimação” e “Em que cidade você nasceu”, por exemplo. Aproveite para colocar uma resposta diferente e que não tenha nada a ver com a pergunta. Assim, você evita que as pessoas consigam trocar sua senha.

É muito frequente as pessoas utilizarem a mesma senha para vários sites diferentes (às vezes para todos os quais têm conta). Isso só facilita ainda mais para os crackers, já que com a posse de uma senha eles acessam tudo a seu respeito. Além disso, eles sempre começam a descoberta pelos sites que consideram ter a segurança mais fraca.

Dicas de como criar uma boa senha

Agora que você já viu tudo o que deve evitar, pode conferir algumas dicas de como criar uma boa senha. Sempre que você está em um site realizando o cadastro, aparecem instruções de como você deve criar uma senha, quantos caracteres são necessários e o que é permitido. É importante usar isso como base para a criação de uma boa senha.

Não use somente caixa baixa ou alta, faça uma mistura das duas formas. Para “complicar” mais ainda, é essencial misturar números com as letras. Usar caracteres especiais ($, #. +, = etc.) é sempre uma boa ideia quando permitido pelo site.

O único problema é que muitos vão ter um problema de memorização com senhas tão complicadas. Ou seja, algo como “UpMnSt!34$” pode não ser a melhor opção se você não tiver boa memória. Uma boa tática é criar uma frase e transformá-la em uma espécie de sigla. Por exemplo: “Fui embora de São Paulo porque não tinha 15 reais” vira facilmente: “FedSPpnt15R$”.

Usar a “técnica leet”, ou seja, de números no lugar de letras, também é uma boa ideia para fugir do comum quando se quer utilizar nomes e palavras. Por exemplo: a palavra superpoderes pode se transformar em “5up3rp0d3re5”.

Em último caso você pode utilizar um dos vários geradores de senha que existem por aí. Eles normalmente sorteiam várias letras com base em alguma informação que você dá, como número de caracteres e o que é permitido ou não. No Site de downloads do Baixaki é possível encontrar alguns geradores de password, como: SafePasswd,Advanced Password Generator, SoftFuse Password Generator, Magic Password Generator e XPassGen.

Por fim, você pode usar um verificador bastante exigente feito pela Microsoft, que diz qual a força detectada em seu password com uma medição em quatro níveis. Clique aqui para acessá-lo. Outro serviço bastante parecido para fazer essa verificação é o How Secure Is My Password?, que diz quanto tempo leva para “quebrar” sua senha.

O que as empresas estão fazendo

Pelo menos com uma coisa você pode ficar tranquilo: se alguém invadir sua conta, talvez a culpa não seja sua, pois é responsabilidade dos serviços online terem um sistema à prova de falhas de segurança e que exijam boas senhas. É por isso que muitos sites estão adotando novas regras para os usuários.

É normal que os sites hoje exijam uma senha de pelo menos 6 caracteres. Entretanto, as regras estão indo cada vez mais longe, com sites que obrigam você a usar letras maiúsculas e minúsculas, assim como números no meio da senha e muito mais caracteres — às vezes chegam a pedir 14.

Também é normal que a conta seja bloqueada após muitas tentativas erradas. Mas, como muitos usuários continuam com senhas comuns, logo os crackers inverteram: ao invés de tentar descobrir a senha, procuram pelo usuário. Ou seja, colocam uma senha comum para muitos e verificam quais usuários a utilizam.

Pensando em resolver isso, a Microsoft Research desenvolveu um método simples para que o sistema detecte quantos usuários usaram a mesma senha no site. Dessa forma, se 100 pessoas se cadastrarem com a mesma senha, ela é bloqueada. Isso evita que a senha se torne comum e possa ser usada pelos crackers para encontrar várias contas.

Apesar de o artigo ser grande, não é difícil conseguir criar boas senhas. Só é preciso se precaver de várias situações diferentes, como foi mostrado acima. Agora tudo o que você precisa fazer é arrumar boas senhas individuais para cada site e trocá-las regularmente.

Análise: Microsoft Office 2010

Chegou a nova versão do Office! Analisamos o software a fundo e listamos as melhorias e novidades encontradas na suíte de aplicativos da Microsoft.


Mesmo com concorrentes de peso surgindo a todo momento, é inegável a força que o Microsoft Office – suíte de aplicativos para escritório mais utilizada no mundo – possui. Cada nova versão é aguardada com ansiedade, pois sempre há algum tipo de novidade pronta para redefinir a experiência do usuário e tornar o uso do computador uma tarefa mais fácil.

Agora que o programa finalmente foi lançado, trazemos uma análise completa da versão Home and Business do Office 2010, com todas as informações necessárias para você decidir se vale a pena investir na nova suíte de aplicativos – quem adquiriu a versão Home and Student não terá problemas em acompanhar o texto, porém não vai dispor das funções do Outlook 2010.

Processo de instalação

Os requisitos necessários para utilizar o Office 2010 variam conforme a versão utilizada, e estão dispostos na parte lateral da caixa do produto. Para compor este artigo, utilizamos uma máquina com processador AMD Athlon 64 Processor 3500 2.20 GHz e 2 GB, na qual o processo de instalação completo demorou cerca de 20 minutos – leve em conta que não havia nenhuma versão anterior do Office instalada, ponto que costuma alterar o tempo necessário.

O processo é simples e a única interação necessária é durante a inserção do código de acesso do produto – etapa que requer uma conexão ativa com a internet para verificação de legitimidade e registro online do produto. Após terminar de instalar o Office 2010 não é preciso reiniciar a máquina, o que deixa o usuário livre para começar a utilizar os recursos disponíveis.

Microsoft Word 2010

Diferente do que ocorreu na transição para a versão 2007, o Word 2010 não apresenta tantas mudanças na parte visual, que ganhou uma aparência mais opaca e voltada para o branco do que a versão anterior. O sistema por abas permanece o mesmo, com um pequeno grau de reorganização na forma como algumas funções são exibidas – caso da contagem de palavras, que agora fica em destaque na aba “Revisão”.

A maior novidade fica por conta da opção “Arquivo” no canto superior esquerdo do programa, que substitui o botão com o logo do Office. Ao selecionar esta opção surge o novo modo de visualização em backstage, que permite salvar, imprimir ou compartilhar documentos de forma mais intuitiva, tendo acesso completo a suas propriedades e opções disponíveis.

O programa também conta com pequenos aprimoramentos, como um novo sistema de numeração, sistema de buscas por palavras aprimorado e várias opções de formatação de texto – como a função de ligadura, que aproxima as palavras digitadas e resulta em um estilo visual mais interessante. O Office 2010 também possui uma nova ferramenta para a inserção de screenshots das outras janelas abertas, acessível através da aba “Inserir”.

Quando se trata de integração online, além de contar com a opção de utilizar documentos compostos no Word Web App (que é tratado mais abaixo neste artigo), o Word 2010 também dispõe de um tradutor embutido – lembre-se de que, para acessá-lo, é indispensável uma conexão com a rede mundial de computadores.

Efeitos para um visual mais bonito

Uma das críticas mais frequentes às versões anteriores do Word era a forma limitada com que o programa trabalhava com imagens. Embora não tenha sido totalmente solucionado, este problema foi diminuído na versão 2010 do programa, que permite aplicar alguns efeitos simples às imagens utilizadas – porém, nada que se compare a um software de edição exclusivo para a função.

O velho sistema de WordArts também foi reformulado, e agora disponibiliza vários efeitos de sombreamento, reflexo e brilho, que combinados garantem resultados semelhantes aos letreiros comuns de se encontrar em páginas da web. Infelizmente, essa função não pode ser visualizados nas versões anteriores do programa e o resultado não pode ser exportado para o meio online.

Microsoft Excel 2010

Assim como o Word, o Excel não possui grandes diferenças em relação à versão a anterior. A única diferença aconteceu na localização e tamanho de algumas funções – as mais utilizadas ganharam destaque, enquanto as demais permanecem ocupando um espaço mais reduzido. A compatibilidade com as versões anteriores é total, garantindo uma transição sem problemas para a versão 2010.

No Excel 2010 é possível adicionar gráficos que ocupam somente uma única célula – ideal para momentos em que é preciso comparar o desempenho de vendas de vários funcionários ou o crescimento de diferentes ações, por exemplo.

A inserção desse elemento –chamado de minigráficos – é feita da mesma forma que os gráficos tradicionais. Basta acessar a aba “Inserir” e selecionar a opção “Minigráficos” para adicioná-los à planilha aberta.

O programa também adicionou a possibilidade de realizar a análise segmentada dos dados – o que exige a configuração a partir de servidores Microsoft SQL Server ou outros compatíveis com o padrão de comunicação ODBC. A ferramenta permite a atualização de dados em tempo real, permitindo coordenar de forma integrada todo o banco de dados de uma empresa, por exemplo.

Apesar das novas funcionalidades dos gráficos, a novidade que se destaca no Excel 2010 é a possibilidade de recuperar dados que não foram gravados ou versões anteriores de um projeto. Assim, não é mais preciso se preocupar quando acontecem acidentes como encerrar o programa sem salvar modificações ou ter gravado alguma mudança indesejada.

Microsoft Power Point 2010

É difícil pensar em alguma apresentação – seja para trabalhos de escola ou universidade e no meio profissional – que não utilize o Power Point como base (é claro, isso quando se trata de ambientes com o sistema operacional Windows). Em sua versão 2010 o aplicativo ganhou algumas funções interessantes, como a aplicação de efeitos artísticos e aplicação de molduras nas imagens adicionadas.

Para acessar as opções de edição de imagem disponível, basta clicar sobre a figura desejada para que a barra de ferramentas do programa se transforme. Entre as modificações possíveis está a remoção do plano de fundo, efeitos artísticos como o efeito de desenho por lápis ou pintura com aquarela.

Quem costuma trabalhar com a visualização de vídeos em suas apresentações agora conta com a ferramenta de cortes demarcados. Com ela, pode-se selecionar somente um trecho específico do vídeo adicionado, dispensando a apresentação de todo o resto – opção ideal para a apresentação e explicação de pequenos trechos. Além disso, a adição de indicadores permite reproduzir as mídias adicionadas a partir de um ponto específico, deixando de lado o que não é necessário.

A função de captura de telas também presente no Word e Excel se mostra especialmente eficiente no Power Point 2010. Seja adicionando todo o conteúdo das demais janelas abertas ou através de cortes demarcados, é muito fácil adicionar novas imagens às apresentações sem depender da área de transferência ou ter que salvá-las na máquina.

Microsoft One Note 2010

O One Note é uma aplicação que funciona como uma versão eletrônica de um bloco de notas ou agenda de compromissos. Não há nenhum tipo de restrição em relação a seu uso – pode servir tanto para anotações de aulas na universidade, criar livros de receita ou simplesmente como uma forma de anotar suas ideais.

A versão 2010 do programa ganhou uma bela repaginada, incluindo a interface Ribbon presente no resto da família Office. Diferente dos programas convencionais que limitam o usuário a um campo específico para escrita, o One Note permite interagir com qualquer canto da tela – basta um clique em uma linha qualquer para começar a escrever textos, adicionar tabelas ou imagens.

Ao criar um novo documento, surge a opção de hospedá-lo online através do Microsoft SkyDrive, compartilhá-lo com a rede local ou deixar o acesso restrito ao computador utilizado. Diferente de um bloco de notas convencional, o OneNote dá liberdade ao usuário de inserir elementos em qualquer lugar, ampliando o espaço disponível a qualquer momento, tornando o programa uma ótima opção para uso pessoal ou no ambiente de trabalho.

Microsoft Outlook 2010

Entre os programas disponíveis na versão 2010 do Microsoft Office, o Outlook é aquele que ganhou o maior número de modificações. O novo visual do programa está totalmente adaptado à interface Ribbon, integrando-se de maneira mais eficiente aos demais aplicativos com o nome Office.

A diferença no uso começa já ao acessar o programa pela primeira vez, já que a configuração de um endereço de email está mais prática e dispensa qualquer configuração adicional – porém, donos de um endereço no Hotmail terão de baixar um componente adicional para conseguir acessar suas contas de forma correta.

Como padrão, o programa divide a caixa de entrada em quatro colunas que facilitam o acesso à caixa de entrada, às mensagens marcadas como favoritas e à leitura e composição de emails. Quem não gostar deste visual pode alterar entre diversos métodos de exibição para obter uma experiência mais confortável.

A navegação por abas modifica muito a experiência de uso do Outlook se comparado às versões anteriores, tornando muito mais simples processos como o envio de mensagens simultâneas ou separar contatos por grupos. Fica evidente o tempo e a dedicação que a Microsoft teve ao desenvolver esta versão, que transforma o gerenciamento de emails em uma tarefa mais prazerosa e fácil.

Microsoft Web Apps

Quem instalar a versão 2010 do Microsoft Office também garante acesso ao Microsoft Web Apps, pacote de serviços online que funciona de forma semelhante ao Google Docs. Através dele, pode-se acessar versões simplificadas do Word, Excel, PowerPoint e o One Note, todas com integração total com os programas instalados no computador.

Embora esteja nos planos da Microsoft liberar o Web Apps de forma gratuita para qualquer pessoa, atualmente o serviço está restrito a quem adquiriu a nova versão do Office. Para acessar o serviço também é necessário possuir uma Windows Live ID – identidade utilizada para acessar serviços como Hotmail ou Windows Live Messenger, que pode ser utilizada sem problemas no Web Apps.

Word Web App

A versão online do Word mantém a mesma interface de sua versão para desktops, porém reduz drasticamente o número de opções disponíveis. Pode-se realizar algumas modificações simples, como alterar a fonte utilizada, tamanho das letras e a orientação com que o texto aparece na tela.

Além disso, o programa disponibiliza a aplicação de alguns estilos pré-estabelecidos, como destacar determinado trecho ou transformá-lo em um título ou subtítulo. A aplicação peca por não disponibilizar funções básicas como a contagem de caracteres e a inserção de comentários ou notas de rodapé – o que pode fazer falta, especialmente para estudantes universitários e profissionais que trabalham com a produção de textos e relatórios.

No estágio atual, a aplicação é mais eficiente na criação de notas rápidas do que na confecção de textos longos ou relatórios. Assim como os outros programas do Web Apps, o Word Web App conta com um botão que permite abrir o Office 2010 e continuar a edição do texto através do desktop, com a transição entre os ambientes acontecendo de forma eficiente.

Power Point Web App

A versão online do Power Point é muito mais simples do que aquela feita para desktops, disponibilizando funções suficientes somente para a criação de apresentações simples. Os principais destaques da versão 2010 desaparecem na Web App, então nem pense em aplicar efeitos a imagens ou realizar a captura de telas das outras janelas abertas.

Embora a inclusão de imagens e smartarts esteja disponível, não é possível redimensioná-las, somente com as opções de alterar seu estilo, incluir bordas ou mudar seu formato. Há a opção de realizar uma prévia do trabalho realizado do modo tradicional ou utilizando o método de leitura – assim como no Word Web App, um botão permite abrir o trabalho atual na versão para desktops.

Excel Web App

O aplicativo que mais sofre restrições quando comparado à sua versão offline, o Excel Web App dispõe somente dos recursos mais básicos do programa, deixando de lado vários dos diferenciais que fizeram sua fama. Entre as funções ausentes está a de organizar e comparar dados, algo essencial para usuários mais avançados.

A versão online do Excel é tão limitada que fica difícil compará-la àquela para desktops. Além da criação de gráficos ter sido dificultada pela falta de ferramentas disponíveis, a ausência dos menus de fórmulas e dados impede a medição de hipóteses, consolidação de dados ou mesmo organizar grandes quantidades de informações – a impressão que fica é que a Microsoft quis manter a versatilidade do programa restrita àqueles dispostos a pagar dinheiro por isso.

Vale o investimento?

Após passar um bom tempo avaliando a nova versão e descobrindo o que há de novo, chegamos à conclusão de que a nova versão do Office é um bom investimento - porém, não chega a ser exatamente uma prioridade para quem possui a versão 2007.

Os principais motivos para adquirir o pacote são as novidades no Outlook e no OneNote, aplicações que nem sempre são interessantes para o usuário doméstico. A reformulação feita nos demais programas adiciona funções que, embora interessantes, não são essenciais para a criação de textos, gráficos ou trabalhos com planilha.

Os Web Apps são uma adição interessante e funcionam de forma perfeitamente integrada com as aplicações para desktop – porém, fica a impressão de que a Microsoft ainda não está pronta em adotar totalmente o sistema de nuvem, restringindo as opções disponíveis. Quem já utiliza o Google Docs, por exemplo, não terá muitos motivos para realizar a migração para o sistema online do Office.

Lembre-se de que a análise apresentada aqui mostra somente alguns dos pontos de destaque de cada programa – afinal, falar detalhadamente sobre cada um requer uma série de artigos específicos, devido ao grande número de opções disponíveis. No geral, o Office 2010 continua como a melhor aplicação para utilizar em casa ou escritório, e o novo visual dos programas garante uma experiência agradável e torna a realizar de tarefas um processo ainda mais fácil.

Memes que bombaram no primeiro semestre de 2010

Divirta-se com esta seleção de momentos impagáveis da internet!


Mesmo que não saiba o significado de meme, certamente você já acompanhou um pela internet. Resumidamente, é algum tipo de conteúdo que se espalha com facilidade, fica na cabeça de quem vê e perdura, diferentemente dos virais.

Enquanto virais tendem a cair no esquecimento facilmente, um meme sobrevive por muito tempo, “evolui” e se adapta aos mais diferentes conceitos. Lolcats, loldogs, Rickrolled são apenas alguns exemplos de brincadeiras que não saíram da internet mesmo após bastante tempo.

Isso não significa, no entanto, que um viral não possa dar origem a um meme, por exemplo. O Blog do Igor recapitula o primeiro semestre de 2010 com os melhores memes que apareceram pela internet!

LOL, nada mais

Letras? Para quê, se podemos rir? Em novembro de 2009, foi postado um vídeo antigo no YouTube. Um figurão acompanha uma música sem pronunciar uma palavra, apenas vocalises muito engraçados. Em alguns momentos, ouve-se claramente a palavra LOL repetida várias vezes.

Mas isso não é o mais engraçado. Não é necessário prestar muita atenção para perceber que ele mal consegue acompanhar o playback. O resultado? Alguns meses depois, já em 2010, o vídeo explodiu. Sucesso absoluto!

O nome do cantor é Edward Khil, e a verdade é que ele é muito respeitado na Rússia. A música que ele canta é bastante popular e o nome dela traduzido é “Feliz por voltar para casa”, algo nesse sentido. No vídeo em questão, ela é interpretada com um vocalise, que serve também como exercício para a prática vocal.

Hoje, o vídeo original tem mais de 6 milhões de visualizações no YouTube.

Pastor pilão

Outro caso de meme que começou no final de 2009, mas estourou alguns meses depois já em 2010. Trata-se de um vídeo em que um pastor aparece muito exaltado e, em certo ponto, começa a rodopiar loucamente.

Não demorou muito até alguém reparar na semelhança com certo personagem de um jogo de luta bem famoso: Zangief. Colocou-se então a trilha sonora de outro personagem do mesmo jogo, Guile, e, então, surgiu um vídeo impagável!

O cachorro mais bacana!

O que dizer de um cão que se apoia em uma casinha com o cotovelo? Que ele é demais! É o amigo com quem você quer andar junto no colégio, é aquele de quem você quer ouvir conselhos, é o mais descolado dos seres!

O cachorro mais descolado!

Ainda não se sabe ao certo a origem da imagem, apenas que ela é sensacional. Mesmo se for montagem, ela é impagável.

O maior trapézio de Curitiba

Rodrigo Ferraz ganhou fama na internet com seus vídeos em que ele dançava, fazia algumas rimas e se vangloriava dos seus músculos avantajados e também da grande quantidade de mulheres que pegava.

Autoproclamado “o maior trapézio de Curitiba”, Rodrigo foi até sacaneado em uma notícia falsa de que teria morrido. Ele fez questão de desmentir com mais um vídeo, mais rimas e mais músculos!

Keanu está tristonho

Em um belo dia de 2010, o ator Keanu Reeves apreciava um sanduíche, sentado em um banquinho de alguma praça por aí. Um paparazzo não perdoou, bateu fotos e logo elas se espalharam pela internet.

O que chama a atenção é a expressão do ator. Compenetrada, distraída. Triste. Keanu parecia triste. Logo, a foto se espalhou, foi usada em diferentes montagens e surgiram diferentes manifestações, como a “Fique alegre, Keanu”.

Começou até mesmo a operação “Feliz Reeves, o dia para alegrar Keanu”, organizada por uma fã para alegrar a vida do ator, marcada por tragédias em família.

Vou xingar muito no Twitter... Sério!

Eles só queriam um show e uma foto ao lado de seu ídolo. Muitos deles madrugaram, estavam com fome. Mesmo assim estavam lá, dispostos a lutar. Mas havia mais pessoas do que o lugar comportava. Era preciso ter uma pulseira para entrar, mas muitos não tinham.

Até que tudo foi por água abaixo: o pocket show do Restart em uma loja em São Paulo foi cancelado! A guerra começou. Munidos de canetinhas de todas as cores, jovens partiram para cima dos... Quadros brancos! Escreveram que não iriam deixar barato.

A “família” de fãs, indignada, dava entrevistas. “Vou xingar muito no Twitter. Sério”, dizia um fã indignado. Mas foi uma admiradora quem marcou os memes da internet de 2010. Uma estudante, aos prantos, mal conseguia achar palavras. Tanto que misturou tudo e proporcionou uma pérola inesquecível.

A frase rendeu para algumas fãs que apareceram no vídeo. Elas conheceram a banda, ganharam camisetas, subiram no palco durante um show e, claro, não serão esquecidas tão cedo.

O meme do mundo é nosso!

Dia 10 de junho de 2010, cerimônia de abertura da Copa do Mundo da África. Muitos, muitos brasileiros acompanham a festa e aproveitam para “twittar”. Até que alguém, incomodado com as observações de Galvão Bueno, se exalta: “CALA BOCA GALVÃO!”.

Começou e não parou de jeito nenhum. A mensagem chegou aos TT (Trending Topics, tópicos mais mencionados do Twitter). Não do Brasil, mas sim do mundo! Ou seja, o mundo estava com a frase “CALA BOCA GALVAO” na ponta do Twitter.

Gringo viu, ficou curioso e começou a perguntar: “O que significa CALA BOCA GALVÃO?”. Na mais típica marotagem brasileira (para não falar sacanagem, pura e simplesmente), alguém inventou que CALA BOCA significava “salve” e GALVÃO era uma ave em extinção. A campanha virou vídeo no YouTube e não pense que o mundo desconfiou, pelo contrário.

Resumo da ópera: o Brasil tirou onda com o mundo durante dois dias. O hexa não veio só porque meme não vale gol.

Isso é... SOROCABA!

Roupa suja se lava em casa, certo? Mas a história pode mudar drasticamente quando uma câmera está ligada, filma uma discussão acalorada e o vídeo é postado no YouTube.

Aconteceu em Sorocaba, quando uma mulher casada descobriu que seu marido a traía há anos. Com uma amiga. Ela reuniu provas incontestáveis, chamou “a outra” e colocou as cartas na mesa. Com uma câmera registrando tudo.

Em uma entrevista, a mulher que gravou o vídeo alega que a intenção era mostrar em um site privado para os amigos. Fato é que não deu certo, a situação gerou várias brincadeiras e bombou na internet brasileira.

Ooooooooooooooh, Double Rainbow!

Qual o significado de um arco-íris? Bem, é simples: pequenas gotículas ficam no ar após a chuva, então funcionam como pequenos prismas. Quando a luz do Sol bate nela, a luz se dispersa em sete espectros e forma o arco-íris.

Mas para Paul Vasquez, a experiência foi além, ainda mais porque eram não somente um, mas dois arco-íris! Ele pegou sua câmera e registrou um meme instantâneo e hilário.

Apenas para curiosidade: sempre há dois arco-íris, um mais forte e outro refletido. O que acontece é que, na maioria das vezes, as nuvens cobrem o segundo. Quando é possível ver os dois... Bem, Paul Vasquez que o diga.

“Pode isso, Arnaldo?”, um meme em potencial

Cléber Machado ficou conhecido por ser apresentador de televisão e por observações um tanto filosóficas, tanto que ganhou um Twitter (fake, claro) hilário com observações óbvias, mas muito óbvias mesmo.

Nessas de interagir com seguidores, sempre que o “Cléber Machado” fica em dúvida, ele pergunta: “Pode isso, Arnaldo?”. A frase se espalha cada vez mais em diferentes situações. Pode se tornar um forte meme nos próximos meses.

Pode, Arnaldo?

Como você pode perceber, um meme pode ser um vídeo, situação, frase de impacto, brincadeira, enfim, qualquer ideia que seja fixada por muita gente. Esperamos que você tenha se divertido com esta seleção. Não se esqueça de comentar e lembrar-nos de outros memes!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Maglev Cobra: o trem brasileiro que flutua sobre os trilhos!

Projeto inovador prevê implantação de trens por levitação magnética com alta capacidade a um custo três vezes menor que os metrôs convencionais.


Trens flutuantes viajando a cerca de 450 km/h entre o Rio de Janeiro e São Paulo a um custo de implantação equivalente a um terço do investimento em uma linha convencional de metrô. Não, essa não é a sinopse de um novo filme de ficção científica, estamos falando de um projeto brasileiro que pode revolucionar o sistema de transportes no país.

Trata-se do Maglev Cobra, um trem movido à levitação magnética que está em fase inicial de testes na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além do baixo custo para implantação, sua manutenção pode ser até 50% mais barata e o resultado final é um veículo de transporte não poluente.

Conceito do Maglev Cobra

Fonte: Maglev Cobra

O trem brasileiro que flutua

O sistema de levitação magnética não é exatamente uma novidade. Desde a década de 60 em alguns congressos já se discutia a sua utilização prática no sistema de transportes. No entanto só no final do século passado foi possível colocar em prática os primeiros testes com a tecnologia.

Desde janeiro de 2004, uma linha com trinta quilômetros de extensão localizada na cidade chinesa de Shanghai está em operação comercial. O Magelv de Xangai utiliza tecnologia eletromagnética alemã da Transrapid, pois está desenvolvido para atingir 450 km/h. levitando com supercondutores resfriados à temperatura do nitrogênio em estado líquido (-198oC) em uma via composta de irmãs permanentes.

Nesse ponto o diferencial do projeto brasileiro é significativo. Quem explica é Engenheiro e doutor em Engenharia de Transportes Eduardo Gonçalves David. Ele é um dos inventores e titulares da patente do Maglev Cobra junto ao INPI. “Enquanto o Transrapid consome 1,7 kW/tonelada levitada o Maglev-Cobra não consome energia alguma. Se o criostato (tanque de nitrogênio) fosse um isolante perfeito o Maglev ficaria levitando eternamente”, explica.

Entretanto como não existe este isolante perfeito, há um consumo de nitrogênio que se evapora. Porém o nitrogênio em estado líquido, um subproduto da produção de oxigênio líquido usado na indústria e em hospitais é muito barato “Para UFRJ, por exemplo, custa R$ 0,79/litro - menos que um litro de água mineral”, completa Eduardo.

Segundo ele, a questão chave para decidir quanto à melhor tecnologia depende do tipo de operação que se deseja. “Para alta velocidade a levitação eletromagnética revela-se melhor. Operando a 450 km/h na eletromagnética o consumo de energia para levitar equivale a 5% do consumo total, já operando na baixa velocidade o consumo de energia para levitar poderia chegar a 50%, o que se mostra vantajoso para o sistema baseado em supercondutores resfriados à temperatura do nitrogênio em estado líquido”, afirma.

Como funciona a levitação magnética

Diversas variáveis influenciam na composição da levitação magnética e, por isso mesmo, existem diversos maneiras práticas de aplicar este conceito. A versão proposta para o trem brasileiro é a Levitação Magnética Supercondutora.

A lógica do funcionamento é bem simples. Uma placa de cerâmica supercondutora ao ser resfriada com nitrogênio líquido produz o efeito de levitação sobre um imã de neodímio - um imã feito a partir de uma composição dos elementos químicos Neodímio (Nd), Ferro (Fe) e Boro (B).

Por se tratar da tecnologia mais moderna, ainda não existe linha de teste em escala real. No Brasil foram realizados testes de bancadas com os componentes isolados. “A fase seguinte é montar o veículo e testar todos os componentes interligados, formando o sistema Maglev-Cobra, Primeiramente será uma curta linha de testes e depois uma linha interna na UFRJ para transportar 20 mil alunos diários, o que homologará o sistema”, explica David.

Menor custo e sem emissão de poluentes

Dois fatores importantes podem colaborar para que esta nova tecnologia se torne popular num futuro próximo. O primeiro deles é o baixo custo de implantação e manutenção, se comparados aos serviços tradicionais em execução na atualidade.

“Em transporte a decisão deve estar focada no bem estar do cliente: o passageiro. E o que o passageiro do transporte público quer prioritariamente? Eu acredito que: mobilidade, rapidez, conforto, segurança e baixo custo - nesta ordem”, defende Eduardo.

Pensando nisso, foi elaborado um estudo de caso para o Rio de Janeiro, no antigo Corredor T5, do Terminal Alvorada da Barra da Tijuca até ao bairro da Penha. Atualmente, na hora do “rush”, se gasta 1 hora e meia de viagem, que será reduzida para 45 minutos com o BRT expresso e apenas 20 minutos com o Maglev em via elevada.

“O custo médio operacional do sistema integrado Maglev+BRT é 50% inferior ao do custo operacional apenas do BRT. Portanto, sobra uma grande margem para amortização do investimento complementar ao BRT, com grande benefício público decorrente do maior conforto, rapidez e segurança”, conclui.

Outro fator positivo em prol do novo sistema é a preservação ambiental. O Maglev Cobra apresenta um custo energético por passageiro-quilômetro equivalente a apenas 13% do consumo médio do ônibus urbano, gerando uma economia de 87% em um item que representa cerca de 30% do custo operacional.

Os Maglevs em outros países

Embora a proposta do Brasil seja uma das mais avançadas em termos tecnológicos, o país não é único que está com projetos em desenvolvimento nesse segmento. Além do Maglev de Shanghai, que está em funcionamento desde 2004, a Alemanha e a Coréia do Sul também estão de olho neste mercado.

O país europeu é um dos mais tradicionais no assunto, não pela implantação de linhas, mas pelas experiências efetivas com levitação magnética que realiza desde a década de 80. Já na Ásia, a Coreia do Sul prevê para 2013 a inauguração de uma linha de 16 km que deve se tornar um modelo.

Maglev de Shanghai.

“A levitação eletromagnética é uma tecnologia madura e com futuro, até porque o sistema eletrônico de controle que é a parte tecnicamente mais delicada está ficando cada dia mais potente e barato”, acrescenta Eduardo.

O engenheiro defende ainda a quebra de alguns paradigmas para que nova tecnologia possa definitivamente ser colocada em prática. “Quando há quebra de paradigmas tecnológicos dificilmente as empresas do antigo setor assumem a liderança, porém lutam enquanto podem. Um retrospecto do passado demonstra bem isto: não foi a Remington nem a Olivetti que popularizaram os computadores domésticos, embora fossem líderes das maquinas datilográficas”, exemplifica.

O futuro da levitação magnética

Em filmes como Minority Report - A Nova Lei, a tecnologia de levitação magnética é empregada de forma individual, como um elemento de substituição dos automóveis de passageiros comuns. Será que um dia um aspecto ficcional como esse pode se tornar realidade?

O engenheiro Eduardo David acredita que isso não é impossível. “Eu acredito que este dia não vai demorar muito não, embora o transporte em sistema guiado seja a opção mais fácil de implantado. A eletrônica está ficando cada dia mais acessível e uma nova geração de jovens brilhantes chega continuamente ao mercado”, opina. “Quem sabe algum dos leitores não se interesse em desenvolver isso? É um bom desafio criativo e com grande apelo ambiental”, finaliza Eduardo.

Enquanto esse dia não chega, vale ficar de olho nas datas previstas para implantação e execução do Maglev Cobra. Se tudo correr bem até 2014 serão implantados 4,5km de linha operacional no campus da UFRJ, na Ilha do Fundão. Os supercondutores, o trem e os motores lineares serão fabricados no Brasil.

Para conhecer mais sobre a tecnologia vale conhecer o site oficial do Maglev Cobra. Nele há muitas informações sobre o funcionamento da tecnologia bem como um FAQ repondendo às dúvidas mais comuns dos usuários.

O que você achou desta novidade? Será que a tecnologia por levitação magnética pode revolucionar o sistema de transportes no país? Participe dando a sua opinião sobre o assunto.

Magic Trackpad, novo periférico da Apple, leva o multitoque para os computadores de mesa

Trackpads e gestos multitoques não estão mais restritos aos MacBooks. Novo acessório da Maçã permite que seus dedos se tornem um mouse até mesmo nos desktops!


Foi lançado o mais novo produto da Apple: o Magic Trackpad, acessório que nada mais é do que o famoso trackpad dos MacBooks Pro em versão wireless. O periférico, que já vinha sendo especulado na internet durante todo o primeiro semestre de 2010, foi anunciado hoje junto às atualizações de iMacs e Macs Pro.

O produto chega ao mercado com o preço de 69 dólares e oferece compatibilidade com qualquer computador Mac que apresente conectividade Bluetooth e sistema Mac OS X v10.6.4 ou mais novo.

Quem já utiliza um MacBook Pro – ou pelo menos já testou algum –, conhece a ferramenta que se utiliza do multitoque e dos gestos e abandona qualquer tipo de botão. Para aqueles que não estão familizarizados, o multitoque permite realizar comandos diferentes dependendo da quantidade de dedos que tocam o aparelho. Assim, funções que seriam possíveis somente com a utilização de outros botões ficam resumidas à utilização do trackpad e dos dedos, sem mouse ou teclado para complementar.

Multitoque

O multitouch (multitoque) com certeza veio para ficar. Além de apresentar uma agilidade incrível, ela torna desnecessária a utilização de outros botões ou do teclado em muitas situações. É uma tecnologia já bastante conhecida pelo público, principalmente graças aos smartphones – como o iPhone.

Apple Magic Trackpad

Divulgação/Apple

No caso do Magic Trackpad, a ideia é aumentar ainda mais a gama de possibilidades do multitoque. a começar pelo tamanho. O periférico traz 80% mais de superfície em relação a um trackpad normal de notebook, como os do MacBook Pro. Assim, há muito mais área para que se possa fazer todos os comandos desejados. E são vários.

Com dois dedos você executa a função de scroll, subindo e descendo em qualquer janela. Já se utilizar três, você navega pelas páginas, indo para frente e para trás. Existem muitas outras possibilidades, como a ferramenta de pinçar imagens, aumentar ou diminuir o zoom – e se o usuário quiser, pode definir funções para o aparelho, quais quer utilizar, quais não.

Apple Magic Trackpad

Divulgação/Apple

Qualquer ordem realizada é feita com muita naturalidade, pois o Magic Trackpad atende a tudo com muita suavidade, mas sem deixar a rapidez de lado. Sua velocidade é muito superior aos outros trackpads convencionais, e navegar pelo sistema fica também muito mais fácil graças ao multitoque.

Mouse sem botões

A Apple vem aplicando em todos os seus novos aparelhos o conceito do multitoque. Inclusive nos mouses, ou melhor, no Magic Mouse. Se você ainda não o conhece, ele foi lançado junto com os últimos modelos do iMac no fim de 2009. Ele não possui mais botões, ou melhor, o mouse todo é um botão e o que muda é como você o usa. Ou seja, além de wireless ele também é “buttonless”.

O Magic Mouse responde de diferentes maneiras aos movimentos realizados sobre ele. Duplos cliques, configuração de botão do menu de contexto (o famoso “botão direito do mouse”, rolagem de páginas, e muitas outras funções, além de chamar a atenção pela beleza e discrição.

Apple Magic Mouse

Divulgação/Apple

Design e wireless

Seguindo a tendência de todos os novos produtos eletrônicos, o Magic Trackpad é totalmente wireless, o que convenhamos, facilita a vida de todo mundo – ele se comunica com o computador através do Bluetooth. Assim o usuário do computador não precisa lidar com fios irritantes enroscando para todos os lados e, de quebra, conta com um alcance de até 33 pés – mais ou menos dez metros.

Como fonte de energia ele utiliza de pilhas AA, assim como a maioria dos aparelhos. O seu design combina com os últimos lançamentos da Apple: inclusive, se colocado lado a lado com o teclado wireless da empresa, ele parece uma extensão do primeiro.

Isso porque além do visual muito parecido, seu tamanho (em profundidade, não em largura) é exatamente o mesmo, com linhas suaves e aparência levemente metalizada.

iMacs turbinados

Junto com o lançamento do Magic Trackpad a Apple aproveitou e, antes do previsto deu um “upgrade” na sua linha de computadores, com os novos modelos do iMac. Todos os modelos agora vêm com processadores Intel dual-core i3 e i5, ou poderosos quad-core i5 ou i7.

Os iMacs agora também podem contar com o trackpad.

Divulgação/Apple

O wireless obviamente continua prestigiado, tanto com o teclado como em relação ao Magic Mouse. E agora os compradores têm a opção também de pedir junto um Magic Trackpad, com o adicional dos 69 dólares.

Macs Pro estão até 50% mais rápidos

A grande novidade para a linha Pro de desktops da Apple está nos 12 núcleos de potência, formados por dois processadores Intel Xeon hexa-core de 3.33GHz, disponibilizados na versão top de linha do computador.

Os três modelos pré-montados da nova geração trazem novas placas de vídeo da ATI, até 2 TB de armazenamento e processadores que vão de quatro a doze núcleos. A máquina é realmente poderosa, e o preço não fica muito atrás: o valor inicial para venda nos EUA é de 2.500 dólares para a versão mais básica – com quatro núcleos.

Mac Pro + LED Cinema Display é poder em dobro!

Divulgação/Apple

Para acompanhar o poderoso Mac Pro, a Apple sugere o também atualizado LED Cinema Display. O monitor independente vem no tamanho de 27 polegadas e com resolução de 2560x1440 pixels – cerca de 60% maior que a versão anterior do produto. O LED Cinema Display vem com uma câmera iSight, microfone para videoconferência, alto falantes e três portas USB. O valor inicial de venda é de 1000 dólares.

Pilhas recarregáveis da maçã

Pilhas recarregáveis com vida útil de até dez anos.

Divulgação/Apple

Além dos novos Macs Pro, iMacs e Magic Trackpads, a Apple começou a vender hoje seu mais novo carregador de pilhas. O acessório pode parecer desnecessário, mas vale lembrar que muitos acessórios da empresa, como o próprio Magic Trackpad, ainda fazem o uso das pilhas. O kit conta com seis pilhas recarregáveis, cuja vida útil é estimada em dez anos, e sai por 29 dólares.

Sony desenvolve tecnologia que permite a criação de Blu-rays com até 1 TB de dados

Em parceria com a Universidade de Tohoku, a empresa criou um tipo de laser azul-violeta 100 vezes mais eficiente que os atuais.


Enquanto para muitos possuir um reprodutor de discos Blu-Ray em casa não passe de um sonho distante, há bastante tempo já se fala em tecnologias capazes de tornar os discos azuis uma coisa do passado. Exemplo disso é o padrão BDXL, que ao utilizar discos com três ou quatro camadas consegue disponibilizar até 128 GB de espaço para gravação (clique aqui para ler mais sobre a tecnologia).

Porém, essa tecnologia que já impressiona por disponibilizar a capacidade de um disco rígido em um simples Blu-ray parece superada antes mesmo do lançamento. Ao menos se depender do anúncio da Sony que, junto com a Universidade de Tohoku, desenvolveu um novo laser capaz de aproveitar de forma muito mais eficiente a densidade de um disco comum.

Enquanto padrões como o BDXL aumentam o espaço disponível ao disponibilizar mais camadas ao disco (o que os torna incompatíveis com os reprodutores atuais), a Sony apostou em outra maneira de aumentar a eficiência do método de gravação. Em vez de aumentar o tamanho dos discos, a empresa decidiu aumentar a eficiência do laser utilizado.

Blu-Rays com até 1 TB de armazenamento

Assim como o laser utilizado para a gravação de um Blu-ray tradicional, a nova tecnologia utiliza um comprimento de onda de 405 nanômetros (para ter noção da escala, um nm equivale a um bilionésimo de metro). A diferença fica para a duração dos pulsos ópticos, com a duração de somente três picossegundos (um picossegundo equivale a um bilionésimo de segundo).

O novo equipamento possui uma potência de saída de até 100 watts, com frequência de até 1 gigahertz. Pode parecer pouco para quem está por dentro do assunto, mas esta capacidade de saída é cerca de cem vezes maior do que o método de gravação utilizado atualmente. Isto faz com que a capacidade de gravação seja em teoria até 20 vezes maior do que a de um Blu-ray tradicional, podendo chegar a 1TB em um disco de camada simples.

Embora existam outros métodos que já utilizam lasers de alta potência empregados principalmente em pesquisas científicas, a fonte de luz utilizada costuma ser muito grande e exige a presença de um técnico especializado para se certificar de que a operação acontece corretamente.

A Sony alega ter resolvido esse problema ao utilizar uma tecnologia que incorpora diodos semicondutores ao sistema de lasers, tornando-o mais estável e próprio para utilização em um leque muito grande de aplicações. O novo método também permite que o tamanho da fonte de luz utilizada seja drasticamente reduzido, o que pode significar leitores com dimensões menores se comparados aos atuais, por exemplo.

O novo laser semicondutor de alta potência e velocidade utiliza um método ótico não linear conhecido como “two-photon absorption” (absorção de dois fótons, em uma tradução livre), que acontece como resultado de pulsos óticos de alta intensidade.

Quando a luz é concentrada na lente durante a gravação, é criado um processo que muda propriedades químicas e termais ao redor do ponto de foco do laser, atingindo uma área menor que o diâmetro do ponto de foco da lente em si (se a explicação pareceu incompreensível, é porque realmente se trata de um processo realmente complicado).

Embora entender como o método funciona seja algo difícil e restrito aos especialistas na área, as aplicações práticas são bastante palpáveis. Esta tecnologia permite utilizar de forma muito mais eficiente a superfície de um disco, gravando dados de forma tridimensional – com a utilização de materiais que combinam elementos orgânicos e inorgânicos com propriedades adaptadas ao laser utilizado, o resultado é um espaço muito maior para a gravação de dados.

Os poucos protótipos montados até agora ocupam um espaço gigantesco e custaram em média US$ 100 mil para serem produzidos. Porém, isso tende a mudar, especialmente após a Sony ter sido bem-sucedida na gravação e leitura de dados utilizando a técnica, embora não haja nenhuma informação sobre previsões de quando a tecnologia passará a ser utilizada em escala industrial.

Novo fôlego para a mídia física

O anúncio desta nova tecnologia de gravação vai contar a tendência atual de distribuir conteúdos através dos meios digitais, e mostra que a Sony ainda está disposta a investir em meios físicos durante os próximos anos.

Embora muitos apostassem que o Blu-ray deveria representar a última geração de distribuição de mídias através de meios táteis, é inegável a atração que um disco de 1TB terá sobre os consumidores. Afinal, por mais que discos rígidos de alta capacidade sejam cada vez mais baratos, será muito mais prático ter séries completas e diversos filmes em alta definição em um pequeno disco do que ter que lidar com gerenciamento de um espaço limitado.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mozilla Firefox Tab Candy: primeiras impressões

Testamos as funcionalidades do novo sistema de organização de abas do Mozilla Firefox que promete sacudir mais uma vez o mundo dos navegadores.


Poucos segmentos apresentaram tantas novidades nos últimos anos como os navegadores. Desde a adoção do sistema de abas até a disponibilização online de sites favoritos, a grande verdade é que entre mudanças drásticas e sutis, a cada nova versão lançada o usuário tem motivos de sobra para testar as novidades.

Lançado há pouco mais de cinco anos, o Mozilla Firefox é um dos browsers que conseguiu maior destaque junto aos usuários. Rapidamente consolidou o segundo lugar na preferência do público e, para muitos especialistas, seu crescimento constante é uma ameaça em potencial para o Internet Explorer, líder de mercado.

No entanto, mais uma vez o navegador da Fundação Mozilla tem tudo para voltar ao centro dos holofotes e conquistar a atenção de novos usuários. A novidade ainda está em versão de testes, mas já impressiona pela simplicidade de utilização e pela maneira natural com que se adapta na navegação.

Introdução ao Firefox Tab Candy por Aza Raskin.

 

Conheça o sistema Tab Candy

Desde que surgiu nos navegadores, o sistema de abas rapidamente se tornou uma ferramenta obrigatória. Todos os browsers, por mais simples que sejam, adotaram esta modificação em suas versões seguintes. O conceito rapidamente se espalhou entre os usuários e hoje em dia é difícil encontrar quem não o utilize, ou sinta falta dele, em caso de sua ausência.

O próximo passo na evolução dos navegadores pode estar nascendo em uma nova versão do Mozilla Firefox. Surgido na área de experiência de uso do Mozilla Labs, uma espécie de laboratório da Fundação Mozilla para que desenvolvedores independentes testem novas possibilidades, o sistema em questão chama-se Tab Candy.

Visual do Tab Candy na versão Alpha

A novidade ficou a cargo da empresa Aza Raskin, uma das colaboradoras nas pesquisas de utilização do Mozilla Firefox. O Tab Candy nada mais é do que um aperfeiçoamento do sistema de abas somado às funcionalidades dos modelos de páginas de acesso rápido, presentes em navegadores.

A partir de agora é possível criar grupos personalizados de abas. Ou seja, se você é do tipo que abre diversas janelas ao mesmo tempo e costuma tratar de vários assuntos por vez, poderá agrupá-los de maneira organizada e de fácil acesso, bastando para isso apenas um arrastar as janelas com o mouse.

Opções de acesso rápido no menu superior

Um exemplo: suponha que você está acessando os sete sites da NZN enquanto procura por notícias gerais em outras páginas. Depois de abrir cada uma das janelas, basta criar um grupo específico e arrastar a miniatura do site em questão para dentro dele. Não há limites de quantidade de abas abertas, nem tampouco do número de grupos que podem ser criados.

O funcionamento é bastante intuitivo e a adaptação ao novo estilo é simples e rápida. Além disso, é possível renomear os grupos de abas e mantê-los salvos no computador. Ao reiniciar o navegador, por exemplo, é possível ir diretamente para uma página de discagem rápida composta pelos grupos da maneira com que você organizou.

Visual da versão Alpha

Como testar a novidade?

O novo Mozilla Firefox, ainda em versão Alpha, já está disponível para download. No entanto, salientamos que esta é uma versão de testes e não é recomendado utilizá-la ainda como seu navegador padrão, por questões de segurança e mesmo pela falta de alguns recursos básicos que ainda serão incluídos antes do lançamento oficial desta versão.

Mozilla Firefox Tab Candy Alpha

Para baixar o aplicativo, clique no botão acima para fazer o download. Você será direcionado para uma página em que estão listadas diversas opções do navegador, para distintas versões e sistemas operacionais. Escolha aquele que mais se adapta ao seu computador.

Em seguida, procure pelo arquivo executável do aplicativo (extensão EXE). Faça o download e instale normalmente. Importante: se você já utiliza o Mozilla Firefox esta versão Alpha vai se sobrepor a atual versão do seu navegador.

Por isso é recomendável salvar seus dados favoritos antes da instalação. Para retornar a versão atual do Mozilla Firefox é preciso excluir a versão Alpha e baixar e instalar novamente a versão anterior. Você encontra a versão mais recente do Mozilla Firefox para download neste link.

Próximas melhorias no Tab Candy

Além desta novidade, as versões futuras devem ganhar outras melhorias. Em um vídeo exibido juntamente com o lançamento é possível conferir quais são elas. O foco vai desde a integração com outros aparelhos até extensões para implementar novas funções de organização.

Busca interna

Para quem tem poucas abas abertas pode até ser fácil localizar a página ou a informação desejada. No entanto, caso você tenha mais de dez páginas abertas a situação pode ficar complicada. Para poupar tempo uma das funções acrescentadas será a de uma busca interna por conteúdo específico apenas dentro das abas abertas.

Anotações baseadas em abas

Acostumamo-nos a salvar uma página da web nos favoritos e organizá-la dentro de pastas. A proposta do Tab Candy é que a adição de abas venha acompanhada de suas miniaturas, todas organizadas dentro de grupos. Para identificá-los será possível não só renomeá-los como também adicionar um comentário.

Extensões para organização de grupos

As possibilidades de organização de abas por grupos poderão ser aprimoradas por outros desenvolvedores. A ideia é que existam extensões capazes de apresentar novos serviços para o Tab Candy do navegador. O limite é a criatividade dos programadores.

Organização por fluxograma

Outra proposta dentro da organização de abas por grupos é a possibilidade de criar fluxogramas a partir das miniaturas de sites. Dessa forma, o próprio navegador passa a ser uma ferramenta de apresentação, permitindo que a visualização de informações fique mais clara e acessível.

Sincronia com celulares

Quer copiar o conteúdo e a disposição das abas que você criou para o seu celular? Fazer isso será muito simples graças a um recurso que permitirá a sincronia entre o PC e as plataformas móveis. A conectividade entre ambos será feita online, bastando para isso acessar o seu perfil de conta.

Opções para organização dentro da Tab Candy

Sincronia com os seus amigos

De todas as novidades essa talvez seja a mais curiosa. Uma das propostas do Tab Candy é a possibilidade de o usuário poder importar os grupos e a organização de abas dos seus amigos. O recurso é ideal para grupos de trabalho ou usuários que precisam ter acesso às mesmas informações em tempo real.

Organização e interatividade

Em uma primeira análise é possível perceber que o foco do Tab Candy é aumentar a integração entre os usuários bem como dispor as informações de maneira mais clara e organizada dentro do browser, poupando tempo na localização e acesso de conteúdo.

Vale ressaltar que nesta versão Alpha ainda não estão disponíveis todas essas novidades. O navegador, inclusive, ainda carece de uma melhor interface, é incompatível com complementos e não apresenta ao menos um botão para minimizar o aplicativo. Ou seja, vale baixar apenas como teste, não para substituir as atuais versões disponíveis.

O que você achou desta novidade? Será que o conceito proposto pelo Tab Candy vai se tornar uma regra também para outros navegadores. Deixe o seu comentário com as primeiras impressões sobre esta nova funcionalidade do navegador da Mozilla Foundation.


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