Seja, Bem Vindo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Embate: Firefox versus Internet Explorer

A eterna luta para ver quem é melhor chegou à redação do Blog do Igor. Veja agora a opinião de dois dos nossos redatores, cada um defendendo seu navegador favorito. Preparado? Round 1! Fight!

Defender seu navegador preferido pode parecer uma missão fácil. Mas a história não é bem assim. Saber quais pontos avaliar, os melhores argumentos e principalmente, admitir que ele não é o modelo ideal são coisas importantes para serem levadas em conta na hora de expor a opinião dessa maneira. Portanto, se você não fez sua escolha, talvez os redatores Luísa Barwinski e Luciano de Sampaio Soares possam ajudar a formar a sua opinião sobre cada um deles.

Esteja preparado para o primeiro round!

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Na minha opinião, um dos maiores pontos positivos do Firefox são as várias skins que podem ser instaladas. Fica muito fácil transformar o navegador e adaptar ao tema instalado no Windows, quanto em outros sistemas operacionais. Mesmo que ele não seja "de fábrica".


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Tanto que tem gente - várias, inclusive - instalando o tema Internet Explorer, né? visualmente o IE tem o necessário para uma navegação fácil, e não precisa de temas, uma vez que já é integrado ao OS.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Mas alguns usuários levam muito em conta o quesito "Personalização". Mesmo que usem o tema do Internet Explorer, o navegador tem uma série de outras possibilidades de visual - como o Safari também. Para mim, o Firefox ganha muitos pontos nesse ponto.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Eu até entendo essa visão, mas não sei até que ponto é válido sacrificar tanto recurso de máquina só para deixar uma ferramenta mais bonitinha, sabe? O Firefox peca - a meu ver - em dar opções demais, que acabam confundindo o usuário. A partir disso, a chance de se instalar algo prejudicial sem perceber - seja em um tema diferente ou em um complemento visual qualquer - aumenta demais. Manter a distribuição que um designer foi contratado e pago pra fazer faz sentido, já que ele estudou isso de uma maneira muito mais aprofundada do que eu. Assim, é natural que a distribuição e padronagem "oficial" seja respeitada. É a melhor opção de qualquer maneira, certo?

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Pode ser, mas ainda há a possibilidade de designers de estúdios competentes e independentes de grandes empresas poderem distribuir seus temas de forma bastante livre, já que se trata de um programa de código aberto. Assim, do ponto de vista "comercial", algumas marcas podem aproveitar para incluir promoções com esses visuais. É um bom mercado que pode ser bem explorado.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Eu já - e aposto que você também - recebo spam suficiente por email. E o código aberto é um conceito muito mal interpretado. Ao mesmo tempo em que permite sim uma difusão de conhecimentos, também prejudica o mercado de muitas maneiras. Suponha que um artista qualquer lança um tema em código aberto, gratuitamente, certo? Creative Commons e coisas assim. A partir desse momento, o mercado pressupõe que aquele tipo de trabalho será gratuito eternamente, e o cara que liberou o primeiro deu um tiro no pé. Mas voltando a falar de navegador: o lindo tema open-source que você baixou deu pau: a quem você recorre?

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Tudo bem, não há uma "entidade" a quem recorrer, mas ainda é válido o bom senso do usuário: procurar fontes confiáveis e outras que sejam bem recomendadas. É uma forma diferente (e independente, também) de se pensar a distribuição de conteúdos - sem apelar para a pirataria. Quanto ao artista que liberou os direitos, ele provavelmente recebeu um pagamento prévio de quem encomendou o tema, então não vejo tanto problema assim.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Mas perceba que a Apple Store, a Amazon e agora a Sony - com lançamento previsto em breve - são exatamente isso, maneiras de se distribuir conteúdo legalmente, sem pirataria. E estão fazendo um sucesso absurdo, a ponto de a Amazon se aventurar para o hardware com o Kindle. A partir do momento que a fonte deve ser confiável, quem melhor que o próprio desenvolvedor do aplicativo? Mesmo com todos os defeitos e desconfianças da Microsoft, ainda acho muito mais seguro e válido adquirir material direto lá, do que através de um desenvolvedor X de um país Y que desenvolve no sourceforge, por exemplo. E como o sourceforge funciona para códigos, existem várias comunidades onde pessoas liberam material - ocasionalmente de qualidade, mas muitas vezes bastante zoado - gratuitamente, incluindo aí temas para navegador, complementos e outras coisas do mesmo tipo.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Deixando a questão "tema" um pouco de lado, as abas que o Internet Explorer tem hoje foram uma influência fortíssima do Firefox... Será que a Microsoft não poderia ter previsto esse avanço e ter trabalhado com isso antes?


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Uma boa ideia não precisa ser ignorada só porque foi invenção de outro. A navegação por abas é uma tendência - para não dizer um costume e uma necessidade - para o uso da internet no mundo todo. E mesmo o Firefox buscou as abas no Opera, que já tinha essa funcionalidade antes dele. Sem contar que na versão 8, as abas do IE são muito mais parecidas com as do Google Chrome. Para aumentar a segurança e a possibilidade de recuperação de conteúdo em caso de falha do sistema, cada aba é um processo diferente. No Firefox, se uma página dá erro e detona o carregamento, o navegador inteiro fecha. No Internet Explorer já não é mais assim. Você perde apenas aquela aba que deu problema.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Mas se analisarmos o ponto de vista "interface como um todo", o Firefox é voltado aos usuários que já têm algum tipo de experiência na web. Não só por isso, mas ele requer um pouco de conhecimento porque possui mais elementos na tela, barras personalizáveis como a dos Favoritos - que o IE tem também -, possibilidade de integração com outros aplicativos e uma série de outras coisas que exigem alguma noção prévia e até mesmo bom senso na hora de adicionar esses elementos. Tudo bem que não são aplicativos do próprio desenvolvedor, mas estimulam a produção de conhecimentos na área por parte de programadores diferentes, com visões também diferentes.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.

Luciano - A grande questão dos elementos extra - plugins, add-ons etc - já não é significativa, uma vez que o IE também oferece suporte para esse tipo de aplicativo. Naturalmente que ainda não existe uma variedade tão grande quanto a existente para o Firefox, mas isso é uma questão de tempo. Há de chegar um momento em que a Microsoft também deva repensar essa política (como a Mozilla deveria estar fazendo agora). Afinal, se eu abro um navegador de internet, eu pretendo interagir com algum site, portal e afins, e não com o navegador! O pessoal se encanta tanto com isso de "O Firefox permite que você faça coisa tal" que se esquece da função primordial do programa: navegar.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - As experiências de navegação podem ser diferentes conforme as pretensões de quem está por trás da tela. Não precisa ter todos os plugins e temas que já foram produzidos para o Firefox, basta trabalhar com aqueles de que você realmente precisa. Afinal, quanto mais coisa for instalada, o navegador ficará mais exigente dos recursos do computador. Se o usuário tem seu foco no uso das redes sociais, por exemplo, pode muito bem se contentar com plugins que facilitem o acesso às redes como Orkut, Facebook e o Twitter - que possuem bons complementos.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.

Luciano - Concordo que a experiência de navegação pode ser facilitada com o uso racional de complementos. Eu mesmo uso um ou outro plugin para facilitar a minha vida - se você pensar que passo em média 16 horas por dia em frente a um navegador, eu preciso de algumas funções que não são "de fábrica".

O problema - usando o mesmo exemplo que você deu, sobre redes sociais, é que o mais comum é a pessoa instalar um complemento par ao Orkut, e quando o Google incluiu o BuddyPoke na sua rede, a pessoa pensa "eu não passo o tempo todo no Orkut, mas quero usar o BuddyPoke" e instala um plugin para esse aplicativo. Isso gera um efeito de cascata absurdamente forte. E esse foi um exemplo bobo. Conheço desenvolvedores, por exemplo, que trabalham com seis ou sete debuggers diferentes no seu Firefox, sendo que todos dão exatamente o mesmo retorno sempre.

Quando se fala de funcionalidade online, nem sempre o "fiz porque eu podia fazer" é válido, seja o usuário básico - que pode até se valer de um plugin de email, mas não precisa de um monitor de tráfego em sua caixa de entrada -, até o desenvolvedor avançado que eu citei ali em cima.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Exatamente. Por isso que é preciso trabalhar com bastante bom senso e saber das suas reais necessidades. Porém, o painel administrativo para os complementos/temas que o Firefox oferece é bastante claro e não exige tantos cliques até chegar onde se quer. Por exemplo: tudo o que um usuário médio, vamos dizer, precisa, está a um ou dois cliques de distância. É só encontrar um caminho curto, e não vários menus cascata.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.

Luciano - Mas até o usuário médio encontrar esse caminho curto, ele já - provavelmente - passou por N plugins e complementos, e se você analisar isso de longe, verá que o tempo gasto por esse usuário na busca da sua solução seria muito mais curto indo direto a um site específico da sua necessidade.

Claro que, a partir do momento que você encontrou o add-on de que precisava, o Firefox leva vantagem sobre o IE. Até porque há quanto tempo mesmo a Microsoft permitiu o uso de plugins no seu navegador? Ainda existem várias arestas a aparar nessa funcionalidade do Explorer, mas isso não é essencial justamente porque existem outras maneiras de se obter resultados se não iguais, muito semelhantes na utilização de vários serviços.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Só que quando o critério de avaliação é a velocidade, o Internet Explorer pode perder alguns pontos importantes. Lógico que muito depende da capacidade do computador da pessoa e também da conexão. Mas muitas vezes, os usuários têm computadores cheios de arquivos e que podem piorar a navegação, também.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.

Luciano - Velocidade é uma faca de dois gumes. Por um lado, ninguém gosta de ficar esperando um site carregar (eu não gosto mesmo!), mas mesmo assim, o IE oferece uma compatibilidade muito maior. Quantos sites você conhece que não abrem exatamente como foram feitos no IE? E no Firefox, quantos dão erro? Garanto que o segundo sofre bem mais, até porque o Explorer é a base da internet hoje. Não existe site - o Google Wave é uma exceção extrema - que não seja construído pensando no IE.

A meu ver, isso diminui a parte ruim de ser um pouco mais lento. "É preciso aprender a andar antes de começar a correr", sabe?

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Novamente, caímos na questão da necessidade de uso. Mas ainda assim, boa parte dos desenvolvedores de aplicativos preferem outros navegadores ao Internet Explorer (especialmente o IE6). O próprio Google já usa políticas para a melhor compatibilidade dos seus produtos em navegadores como o Firefox e o prata da casa, o Chrome.


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Assim como a Microsoft adaptou o Bing para ser mais eficiente no IE, e como a Apple trabalha com o Safari. Isso é normal e compreensível, cada um vai - sempre e sem exceções - defender o seu.

Mas acho que é importante lembrar que a experiência da internet não se resume apenas ao que o navegador permite que você faça (além da própria navegação).

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Por falar em "permissões", o Internet Explorer não é muito dado a interagir com outros programas, fazer sincronias com aplicativos externos etc. Será que este poderia ser um ponto que a Microsoft não esteve atenta, já que o navegador faz parte do sistema operacional?

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Mas essa é uma característica que - apesar de não ser muito prática - pode significar um aumento de segurança valioso. Se você não sincroniza, não coloca dados em risco. Além disso, como o IE é parte do "pacote Windows", você já tem programas para lidar com a maioria das coisas que exigiriam algum sincronismo, principalmente o Outlook.

O próprio Firefox - se não me engano - também trabalha dessa forma, com o Outlook ou mesmo com o seu "irmão" Thunderbird, não?

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Também, sim. Mas agora sou obrigada a admitir que o Internet Explorer tem algo que o Firefox não apresenta: sincronia com aparelhos... Porém, o Safari também não conta com esse recurso e é um navegador "nativo" como o IE. Neste ponto, a Microsoft acertou bastante.


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.
Luciano
- É um ponto para a Microsoft, com certeza. Apesar de o Opera já fazer isso também - e de maneira bastante eficaz - a integração entre Windows e Windows Mobile é exemplar. Some aí a conversa via Outlook - que inclui alguns dados do IE - entre PC e telefones BlackBerry e Symbian e realmente, para quem está no mundo mobile, o IE é uma ferramenta poderosa justamente por permitir compartilhar essa informação.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Só que quando o assunto é velocidade de download, o Firefox está entre um dos mais rápidos. Ele pode ser até 30 segundos mais veloz que o IE. Sem contar que o Internet Explorer consome mais memória RAM do que os outros navegadores.




Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Eu tenho a impressão de que isso é um problema de core. Apesar de tudo, a base do IE ainda é a mesma há muito tempo. O Firefox teve suas primeiras versões mais recentemente, então já foi construído adaptado a uma velocidade maior. Eu me lembro do IE competindo com o Netscape - que serviu de inspiração para o Firefox - nos anos 90, e sendo muito mais veloz. Isso me sugere uma reengenharia forte no core da versão de elo entre Netscape e Firefox. Quem sabe em uma próxima versão a Microsoft resolva também começar seu navegador do zero.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - É, talvez se houvesse um reinicio das estruturas do IE e até mesmo uma boa integração para os códigos CSS. Assim, os desenvolvedores não teriam de criar folhas de estilos específicas para o navegador da Microsoft.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Esse é um problema diferente. A principal causa da necessidade não é o IE em si, e sim o usuário que não atualiza as versões. O IE 8 já tem compatibilidade com CSS se não igual, bem próxima à do Firefox, mas boa parte dos usuários de IE ainda está com a versão 6 instalada. Assim, é óbvio que muita coisa que surgiu depois do lançamento do IE 6 não é suportada por ele, inclusive revisões do CSS e do HTML.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Mas ainda há muito que melhorar nessa questão. Talvez se a Microsoft adotasse alguns dos padrões que os outros navegadores já utilizam para a interpretação do CSS as coisas ficassem mais fáceis neste ponto.


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Acho que é uma questão de costume. A Microsoft sempre se viu como "a fazedora de padrões da web", já que tem o navegador mais usado, um dos mensageiros mais populares e por aí vai. Render isso a "empresinhas que estão chegando agora" é complicado para uma empresa-mamute (no sentido de grande, enorme, gigantesca) como a Microsoft, mas é fato que melhorias podem ser feitas. Da mesma forma que outros navegadores também têm coisas a melhorar.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Também precisam fazer algumas medidas para aumentar a segurança. Esse é um assunto bastante delicado porque recai no uso que é feito. De uma maneira ou de outra, o navegador deve prover medidas para que o usuário não caia em sites maliciosos, por exemplo.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Sim, mas é importante lembrar que a segurança do sistema, que não depende exclusivamente do navegador, também não pode ser jogada inteira nos ombros do usuário. O IE 8 já deu um primeiro passo nesse sentido ao gerar um processo separado para cada aba de navegação, e a Microsoft lançou o Security Essentials para aumentar ainda mais as defesas do computador, além do próprio firewall embutido no Windows. Segurança é algo sério demais para você deixar tudo em um único software, então é o conjunto de navegador, antivírus e firewall - no mínimo - que deve ser responsabilizado por esse cuidado.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Exatamente! E isso fica mais forte ainda em relação aos downloads. Muitas vezes podemos baixar fotos, vídeos e outros conteúdos que podem ser maliciosos e é importante cuidar disso. Razão pela qual é tão importante saber gerenciar esses downloads. Nisso o Firefox tem uma plataforma bastante ágil e prática.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Olha, sinceramente eu não vejo muita diferença do gerenciador de downloads do Firefox para a janela de arquivos do IE. A maior vantagem do Firefox nesse ponto - admito que ela existe - é a facilidade de reiniciar um download que tenha sido pausado, por exemplo. O resto, não muda tanto não.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Só que uma coisa há de se admitir: aproveitar as estruturas do Netscape para construir um navegador OpenSource é uma grande jogada para a construção de novos conceitos na internet. Pode ser que ainda não consigamos prever até onde isso vai chegar, mas e inegável que pode trazer boas contribuições.


Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano - Boas jogadas existem por todo lado. O Google Chrome é uma ótima jogada, por ser do Google e interagir bem com os sites da empresa como Orkut e YouTube. O Opera joga bem por combinar quase tudo - email, torrent e navegador - no mesmo programa e pelo sincronismo com celular e por aí vai. A Microsoft percebeu desde cedo que o grande lance para ela era incluir essa opção logo no seu sistema operacional, e tanto deu certo que, mesmo com muita gente falando mal do Internet Explorer, ele continua sendo o browser mais utilizado na rede.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Pode ser, mas também há o argumento de que o usuário não procura experimentar outros softwares. Ainda assim, as soluções de código aberto, como o BrOffice, por exemplo, ajudam muita gente que resolve fazer uso de opções gratuitas sem ter de apelar para a pirataria (como algumas versões não válidas do Windows espalhadas por aí). Nesse ponto também entram os sistemas operacionais que o Linux tão bem exemplifica.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.

Luciano - Cada um tem suas vantagens e desvantagens. O código livre tem a vantagem de não ser pirataria, mas muitas vezes não tem um rendimento tão bom quanto software proprietário - que sofre com a falsificação - por exemplo. A consciência de cada um, tanto de suas necessidades quanto da correção dos seus atos é que vai mandar nessas escolhas, independente do fornecedor dos programas.

Por outro lado - e falando de navegadores - as opções são menores, já que existem as "bandeiras" que cada usuário defende com determinação. O pessoal do código aberto costuma - via de regra - abraçar a causa do Firefox sobre qualquer outra opção. Existem exceções, certamente, mas são poucas e esparsas. Já o Internet Explorer - ou o Safari, por exemplo - contam muito mais com as próprias empresas que os comercializam para fazer essa defesa.

Luísa Barwinski, redatora do Baixaki.Luísa - Para mim, independente de ter uma grande marca por trás do navegador, procuro considerar alguns pontos que nós discutimos aqui. Por isso, gosto das opções que o Firefox traz. Ele consegue atender muito bem às minhas necessidades de uso, já que preciso de alguns plugins e faço muitos downloads - por isso o gerenciador é algo tão valorizado neste momento. Sem dúvida, o Firefox é um marco na produção "independente" de grandes empresas e ainda permite que desenvolvedores do mundo inteiro possam compartilhar informações a respeito da construção de programas parecidos. Somando isso tudo, chego à conclusão de que o Firefox seria o melhor para mim.

Luciano de Sampaio Soares, redador do Baixaki.Luciano
- Sem dúvida existem vários fatores a considerar na hora de optar por um ou outro programa. Como eu não tenho a mesma necessidade por plugins - que para mim atrapalham mais do que ajudam - e prefiro a estabilidade de um programa criado nas mesmas máquinas que o sistema operacional, somada à possibilidade de abrir absolutamente qualquer site sem problemas de conflito, creio que o Internet Explorer é uma opção extremamente válida.

Você já escolheu o seu lado? Então por que não conta a sua opinião sobre o seu navegador favorito e o defende como fizeram os redatores? Lembramos que esta é uma discussão amigável, que não deve ser levada a ponto de ofender quem está do outro lado. Por isso, teste seu poder de argumentação para tentar nos convencer de que seu favorito é o melhor de todos os tempos! Pronto? Sua vez!

Até logo!

Dez coisas que você precisa saber antes de comprar um notebook

Pensando em comprar um laptop, mas não sabe por onde começar? Confira dez dicas do Blog do Igor para comprar o melhor computador portátil.

O ano de 2010 já entrou em seu segundo mês e o ritmo de férias aos poucos vai se desfazendo com a proximidade do início das aulas e profissional. Muitas pessoas aproveitam essas datas para fazer um investimento que contribua para sua carreira ou ajude nos estudos. É quando decidem comprar um notebook.

Mas você sabe o que analisar na hora de comprar um laptop? A cada ano, mais e mais modelos são lançados no mercado, cada um com configurações e características diferenciadas. E isso é refletido no preço.

O problema é que muita gente pauta essa escolha a partir do valor do aparelho. Em busca de um notebook barato, vários itens importantes são deixados de lado em troca da melhor oferta e o resultado é um aparelho que fica aquém do necessário para desempenhar suas tarefas.

E o inverso também é verdadeiro. Por mais que na maioria dos casos os computadores mais caros realmente possuam uma boa configuração, pode ser que ela esteja muito acima do que é preciso para você. Isso sem falar dos laptops medianos que são vendidos acima do preço.

Em  dúvida? O Baixaki  ajuda!

Para ajudá-lo na difícil missão de comprar um notebook, o Blog do Igor fez esta lista com as dez coisas que você precisa saber antes de sair às compras.

Atenção: Pode ser que para o usuário mais experiente os itens apresentados pareçam repetitivos e básicos, mas é bom lembrar que nem todo mundo sabe quais itens avaliar e esta lista é feita especialmente para esse tipo de pessoa.

Item 1 - Tela

A primeira coisa a ser analisada é o tipo de tela. O mais comum de ser encontrado nos notebooks é o LCD, enquanto os mais novos já possuem a tecnologia LED equipada.

A  diferença entre   LCD e LED está, principalmente, no brilhoA diferença básica entre as duas é a qualidade da imagem. A primeira utiliza uma luz traseira (backlight) de cor branca, o que pode resultar em uma taxa de contraste menor se comparada com as LEDs, que fazem uso de iluminação independente que deixa a tela com mais brilho e cores mais vivas.

Outro fator que deve influenciar bastante na hora de definir o tipo de tela é o consumo de bateria. Os visores de LCD gastam mais energia por causa da lâmpada utilizada em seu backlight, que se estende por toda a tela. Enquanto isso, as LEDs fazem uso de uma série de pequenas lâmpadas e, portanto, consomem menos.

Essa diferença também é sentida no bolso. As telas de cristal líquido são populares, mais baratas. Já os notebooks com telas LED já são mais difíceis de serem encontrados e geralmente possuem uma configuração elevada, o que aumenta também seu preço.

Você pode saber mais sobre as diferenças entre o funcionamento dos tipos de tela nestes dois artigos do Blog do Igor:

Tamanho é documento

Netbook: menor,  porém mais fácil de ser carregado

Ok, você já se decidiu sobre o tipo de tela. Mas e o tamanho? Tenha sempre em mente que, quanto maior o visor, maior o notebook. Então, antes de tomar qualquer decisão, saiba exatamente para qual finalidade você vai utilizá-lo.

Se você é alguém que está sempre em movimento e quer um laptop por causa de sua mobilidade, é aconselhada uma tela menor. Assim você pode colocá-lo facilmente em uma mochila ou bolsa e ir para qualquer lugar sem sofrer com o peso. Telas de 13 ou 14” estão de bom tamanho.

Porém, se você prefere utilizá-lo como um substituto do computador de mesa e para ver filmes e rodar jogos, pode aventurar-se nos notebooks com telas maiores do que 15.4”. Para quem gosta de cinema, há também a possibilidade de adquirir um laptop widescreen, que apresenta as imagens em um formato mais próximo ao olho humano.

Item 2: Notebook versus netbook

Netbooks não  possuem leitores de DVD. Pense nisso antes de  comprar.Já que estamos falando de tamanho, você saberia diferenciar um notebook de um netbook? Se sim, ótimo! Porém, caso ainda tenha dúvidas, é melhor conhecer bem os dois antes de ir às compras.

Em resumo, o que difere os dois modelos é o tamanho. Os netbooks são considerados computadores ultraportáteis, ou seja, são menores do que os laptops tradicionais e possuem telas entre 7 e 10”.

Essa diferença acaba sendo refletida em outros elementos do computador. Para diminuir as dimensões do computador, diversos componentes e elementos tiveram de ser removidos, como entradas USB, placas de vídeo e leitor de DVD.

É claro que isso não é regra e pode variar entre as máquinas (atualmente existem netbooks com configurações muito boas, apesar de mais caros), portanto fique sempre de olho.

Tenha sempre em mente qual a utilidade que você deseja dar ao seu laptop. Se você o quer apenas para conectar a internet e checar seus emails e Orkut de qualquer lugar, os netbooks podem ser uma boa opção. Por outro lado, se quiser utilizá-lo para tarefas mais pesadas ou usá-lo na escola ou no trabalho, é recomendado um notebook.

Item 3 – Entradas e conexões

Outro aspecto importante, mas que quase sempre passa despercebido na hora da compra, é a quantidade e variedade das entradas que o computador possui. Não adianta prestar atenção na configuração e depois descobrir que só é possível conectar um USB por vez.

Entradas USB são muito importantes para qualquer computador

Parece besteira, mas poucas entradas resultam em muita dor de cabeça. Imagine que o computador tenha apenas duas entradas, ocupadas por um modem 3G e um mouse. Como você vai fazer para conectar um pendrive, por exemplo?

No caso dos netbooks, em que muitas vezes o espaço do HD é bastante limitado, um dispositivo móvel é essencial, então veja bem isso na hora de comprar. A partir de três entradas já é interessante.

E para usar a internetSem  Wi-Fi? Reconsidere.

Um dos motivos básicos para adquirir um notebook é estar conectado à internet em qualquer lugar. Quando se fala de mobilidade, a primeira coisa que vem em mente é wireless, ou seja, conexão sem fio.

Por mais que seja algo básico em um computador móvel, confira se ele possui placa Wi-Fi. Em alguns casos, para baratear o produto, algumas empresas simplesmente não a inserem e você é obrigado a conectar via 3G ou através de cabos. E se você tiver de acessar através de alguma rede local que utilize fios, opte por laptops que possuam entrada ethernet.

Item 4 – Teclado e mouse

Você já utilizou o teclado e um mouse um notebook? Se não, saiba que eles possuem algumas diferenças se comparados com os periféricos de um computador de mesa e pode ser que você tenha problemas na hora de se adaptar à mudança.

Na maioria dos casos, o espaço entre as teclas é bem reduzido, o que as deixa bem perto e pode causar estranheza para quem não está acostumado. Peça para testar na loja, simule a digitação de qualquer coisa para verificar se é confortável e se os botões não são “travados”.

Teclado e touchpad: questão de adaptação

Fique atento também ao padrão ABNT2 que é utilizado no Brasil. Computadores importados geralmente seguem a normatização de seus países de origem e podem confundi-lo ao digitar.

Já na questão do mouse, analise as funções do touchpad. Veja se ele possui botões de ativação (assim como o direito e esquerdo do mouse), ou se é tudo controlado através do espaço sensível.

É difícil dizer qual o melhor ou pior, já que tudo é uma questão de gosto e adaptação. Portanto veja qual o melhor para você. E lembre-se de que é possível adicionar um teclado ou um mouse tradicional a partir de entradas USB se você achar conveniente.

Item 5: Sistema operacional

Por mais que muitos critiquem ou torçam o nariz, é inegável que o Windows é o mais popular entre os sistemas operacionais. Por conta disso, muitos usuários já são familiarizados com ele e demoram a se adaptar a outras plataformas.

Preste atenção no sistema do notebook antes de comprar.

Mas o grande problema é o preço de um notebook com Windows original. Por ser amplamente utilizado, o SO possui um preço deveras salgado em nosso país, o que eleva o valor do laptop.

Para tornar os custos mais acessíveis, muitas empresas optam por sistemas de código aberto. Então preste atenção quanto a isso para não comprar um Linux se você só sabe utilizar Windows. E se optar pela plataforma do pinguim, prepare-se para conhecer um novo modo de utilizar o computador.Apple

Outro erro bastante comum é em relação aos MacBooks, os laptops da Apple. Por mais que funcionem com um notebook normal, os Macs possuem um sistema próprio.

Item 6: Webcam – ter ou não ter?

Por  que usar assim se você pode ter uma webcam integrada ao notebook?Outro item constantemente ignorado na hora de comprar um notebook são as webcams. Por mais que muita gente considere-as como desnecessárias e nem esteja presente em todos os aparelhos, elas podem ser muito úteis dependendo da situação.

Se você é alguém que viaja constantemente e pretende utilizar o laptop para trabalho, a câmera integrada é perfeita para realizar videoconferências. Para isso, uma webcam de 1.3 megapixel já é suficiente.

É possível comprar uma câmera separadamente e conectá-la através de entradas USB, mas isso limita a movimentação e é pouco prático. Você quer um notebook exatamente pela mobilidade, certo? Mas se você quer utilizar a webcam apenas para conversas no MSN, pode ser que a externa resolva seus problemas.

Item 7: Marca

Muita gente não se importa muito com a marca do aparelho e até prefere aquelas menos conhecidas por causa do baixo preço. Mas e se o notebook apresentar problemas, como fica a assistência técnica?

Garantia e  assistência técnica sempre são de grande ajuda!

Antes de decidir por qual modelo comprar, analise quais empresas oferecem assistência em sua cidade. Lembre-se de que se não houver, você terá de enviar seu laptop para alguma cidade para consertá-lo.

Outra questão importante é quanto ao suporte técnico, seja pessoal ou por telefone. Se a marca não possuir, saiba desde já que você terá de contratar um técnico para arrumar qualquer problema.

Item 8: Duração da bateria

Quanto maior a  duração da bateria, menos tempo seu notebook fica  na tomada.A grande vantagem em se adquirir um notebook é sua mobilidade. Para poder levá-lo para qualquer lugar com tranquilidade, é necessário que a bateria dure tempo o suficiente para você realizar suas tarefas.

A primeira coisa a ser analisada é o tipo de bateria. Já há algum tempo elas são feitas a partir de íons de lítio que, além de serem mais duradouras, não correm o risco de “viciar” como as feitas de íons de níquel. Os laptops da Apple já utilizam baterias de lítio-polímero, que recarregam mais rápido.

Além disso, verifique a quantidade de células existentes, que varia entre três e nove. Quanto mais, maior será o tempo de duração da recarga. Isso é fundamental para quem quer utilizar o laptop sem depender de fios e tomadas.

Item 9: Chipset gráfico

Um dos pontos mais importantes do computador e que muitas vezes é esquecido é o chipset referente à parte gráfica. Em poucas palavras, ele é a parte do notebook responsável por administrar e suportar tudo o que exija elementos de vídeo.

Novamente voltamos à pergunta: para qual finalidade você quer um laptop? Se apenas para tarefas simples, não é necessário um chipset tão elevado. Porém, se você pretende utilizá-lo para jogos ou com programas pesado que exigem mais da parte gráfica, como Corel e Photoshop, procure um mais potente.

Quer rodar jogos? Invista em um bom chipset.

O problema é que nem todo mundo sabe como verificar o chipset de vídeo, muito menos informar se ele é bom ou não. Para evitar comprar algo às cegas, peça para testar o computador e verifique você mesmo.

Abra o Menu Iniciar e execute o comando “dxdiag.exe” e então vá à aba “Exibir” (ou “Display”, caso esteja em inglês). Anote as informações e pesquise na internet ou com alguém que entenda para saber se ele realmente é útil para aquilo que você quer. Na imagem abaixo, o chipset é aconselhado apenas para tarefas simples:

Chipset não recomendado para jogos

Dica 10: confira a configuração completa

DDR, HD, Dual Core, RAM. Conhece todas essas siglas? Se a resposta for não, é melhor ficar por dentro do que significa cada uma delas antes de comprar seu notebook.

Memória RAM? 2 GB no mínimo!E como as peças para computadores móveis são mais caras do que as tradicionais e mais trabalhosas de trocar, é melhor comprar um aparelho já com a configuração necessária do que gastar mais futuramente.

Analise bem todos os componentes do laptop e não se deixe enganar por números altos que não dizem nada. De que adianta ter 750 GB de HD se o computador possui apenas 256 MB de memória RAM? Saiba exatamente qual a utilidade de cada componente e você vai saber de quanto vai precisar.

O espaço em HD, por exemplo, serve para você armazenar seus arquivos e programas. Se você é alguém que baixa muita coisa da internet ou cria arquivos muito grandes, um disco rígido com bastante espaço é o ideal. Se não, não é necessário investir tanto em quantidades colossais.

A memória RAM é um dos itens necessários para deixar o notebook rápido. O aconselhado é a partir de 2 GB para rodar boa parte dos programas sem sofrer com lentidão ou travamentos.

Processadores

Não  se deixe enganar por números

Um erro bem comum é sobre o processador. Muita gente se impressiona com o valor absoluto que é estampado e não analisa a estrutura por completo. Os chamados processadores “dual core” possuem, como o próprio nome em inglês diz, dois núcleos.

Ao comparar um de núcleo único de 2.0 GHz com um dual core de 1,8 GHz, não acredite apenas no número. Como possui dois núcleos, o valor do segundo basicamente dobra, já que dois processadores trabalham nessa velocidade simultaneamente.

Uma questão de necessidade

Como dito ao longo deste guia, tudo deve ser analisado a partir de sua necessidade. Não adianta investir em um notebook top de linha se for para usá-lo apenas para acessar o Orkut e conversar com amigos no MSN, assim como também não é interessante comprar um de baixa potência para tarefas pesadas.

E mais importante: pesquise. Pergunte para algum amigo que entenda de informática ou procure informações na internet.

Agora queremos saber a sua opinião, caro leitor. Qual a primeira coisa que você analisa na hora de comprar um notebook? E o que não pode faltar?

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