Seja, Bem Vindo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Indústria Nacional

Os altos e baixos do cenário nacional de jogos.

Os últimos meses foram realmente impressionantes para a indústria internacional de games. Jogadores do mundo inteiro puderam se divertir com lançamentos como os das expansões de Grand Theft Auto ou ainda com a continuação da sérieCall of Duty: Modern Warfare, disponível para Xbox 360, PCs e PlayStation 3.

O resultado? Algumas das maiores vendas e lucros já registradas no setor de entretenimento, superando de longe algumas produções cinematográficas. Estes fenômenos de venda estão "na boca do povo", seja na periferia, nos bairros mais ricos dos Estados Unidos e até mesmo no Japão.

Representatividade  nacional?

Mas e em nomes como City Rain, Taikodom, Bola de Gude, Capoeira Legends ou até mesmo iniciativas como o NAVE, você já ouviu falar? Infelizmente, a verdade é que o Brasil até hoje — apesar dos milhões de jogadores assíduos espalhados pelo país — não tem praticamente nenhuma representatividade no mercado de jogos, nem mesmo em nível nacional!

No especial de hoje será traçado um panorama completo da indústria nacional de jogos. Não referente apenas à situação das desenvolvedoras brasileiras, afinal de contas, será comentado um pouco a respeito das políticas de taxação, da pirataria, da formação dos profissionais e até mesmo da questão cultural. Confira!
Taxas e mais taxasO que já não era acessível se torna simplesmente inalcançável

Quando o assunto do debate é a situação atual da indústria nacional de jogos, o primeiro tópico que surge é indiscutivelmente a pirataria (já abordada em outro de nossos especiais). É verdade: boa parte dos jogadores brasileiros opta pela compra — ou download — de conteúdo ilegal.

Mas qual a razão para isso? A principal é o custo mais do que proibitivo dos jogos originais. Isso se deve principalmente às políticas de taxação nacionais sobre todo produto eletrônico. Quem encomenda de sites como o eBay, por exemplo, deve pagar 60% a mais do valor total do produto somado ao frete, sempre que este custo excede US$ 50.

Essa regra é válida apenas para envios de pessoa física para pessoa física, ao passo que importações advindas de lojas sempre estão sujeitas à taxação (o processo na Receita Federal é aleatório, mas esteja preparado). Mas para algumas lojas daqui, que revendem oficialmente os jogos, a taxa de importação ultrapassa a marca de 90% sobre o valor do jogo somado ao frete.

Subindo o preço

Como resultado, os jogos que são comercializados por cerca de US$ 60 lá fora (o que já é motivo de discussão) não chegam aqui por nada menos do que R$ 199,99. Em algumas situações o preço bate na exorbitante marca dos R$ 279. É o caso das pequenas redes de lojas (legais), que se espalham gradativamente pelos shoppings e centros comerciais das grandes capitais, acrescendo ao preço ainda seus custos operacionais.

Mas quem seria capaz de pagar tão caro pelos games? A maioria dos gamers e adolescentes é que não! Restam na equação apenas os pais e amigos, dotados de ótimos salários, dispostos a satisfazerem as necessidades alheias...

As vendas online

Logo, a opção mais viável é a compra online dos jogos por meio dos canais de distribuição digital. O mais famoso de todos por aqui é o Steam (da Valve), que oferece compra instantânea com cartão de crédito internacional de jogos inteiros para computador. A vantagem é que a transação é direta, isenta de impostos até o momento (até que o Governo resolva interceder?), além dos descontos de fim de semana.

Serviço de distribuição Steam

Infelizmente, não são todos os títulos que são disponibilizados por meio de download digital. Esse é o caso principalmente dos consoles desta geração: o Wii, o Xbox 360 e o PlayStation 3, que oferecem conteúdos — em sua grande maioria — diferenciados para download, permanecendo as grandes produções em mídia física, seja ela DVD ou Blu-ray.

Para piorar ainda mais a situação, as redes online de nenhuma dessas companhias foi lançada por aqui, logo é necessário driblar os esquemas de certificação de endereços com a compra de cartões de pontos ou cartões de crédito internacionais sem certificação de endereço. Nem mesmo a Microsoft (que já oferece suporte nacional) lançou a Live por aqui.

O PlayStation 2 no “Brazil”: 2009

Esse ritmo atrasado de lançamentos no Brasil não é novidade para ninguém, haja vista que a maior companhia nacional de jogos, a TecToy, continua a vender versões do jurássico Mega-Drive com músicas ao estilo Guitar Hero. A nova aposta é o Zeebo, mas o console não empolgou, afinal de contas, jogos de celular o pessoal tem no bolso e por muito menos...

Console chegou  oficialmente só em novembro

E mais de três anos depois do lançamento da terceira geração da família PlayStation é que nós brasileiros pudemos acompanhar — em novembro do ano passado — a Sony trazendo oficialmente o PlayStation... 2!

O fato foi motivo de sátira em muitos cantos do globo, sem dúvidas. Contudo, não podemos deixar de observar um lado positivo de toda essa história: a presença das companhias, por mais que atrasada, é um primeiro passo na abertura de um canal de comunicação mais forte com o Governo, seja por meio de investimentos, de lobby ou pela geração de empregos.

A aprovação
Ao invés de fiscalização e certificação, temos mais uma barreira

Se as taxas e a falta de suporte oficial das companhias no país para os produtos de última geração já são enormes problemas, ainda temos mais outra pedra pelo caminho: o Ministério da Justiça exige que todos os jogos distribuídos oficialmente por aqui passem por uma avaliação, de forma que recebam suas devidas classificações etárias (ou melhor, uma “reclassificação”, já que o conteúdo já chega avaliado).

Imagem obtida através do relatório de 2008

O processo — chamado de Classificação Indicativa — é bem lento, tanto que pouco mais de 140 jogos são devidamente liberados a cada ano (e a maioria pertence ou à Electronic Arts e à Ubisoft). Se compararmos ao ritmo de lançamentos, a média é no mínimo ridícula. As soluções seriam a eliminação da burocracia ou a criação de uma agência dedicada (a exemplo dos órgãos internacionais como ESRB nos Estados Unidos e CERO no Japão).

A questão do iPhone e da AppStore
Games pro Iphone? Só  nas versões internacionais!

Esse requerimento imposto pelo Ministério da Justiça — embora nunca mencionado pela Apple — talvez seja a principal razão para a empresa não distribuir absolutamente NENHUM jogo através da sua loja online para iPods e iPhones: a AppStore. Já pensou, ter que avaliar centenas de produtos novos por dia?

Quem possui uma conta no serviço pode conferir: se o país selecionado é a Argentina ou o Canadá, por exemplo, surge a categoria de jogos e muitos outros aplicativos inéditos a preços bem acessíveis. A mudança de país para o Brasil traz uma redução drástica no conteúdo, que se limita a aplicativos, pequenos livros e redes sociais.

Alguns donos dos aparelhos podem tentar corrigir, dizendo que existem jogos como paciência ou de corrida, mas notem que todos eles estão listados sob a categoria de entretenimento, não de jogos. Essa é uma das manobras que os desenvolvedores criaram para driblar as burocracias.

Isso funciona, por mais triste que pareça, como um incentivo para que muitos busquem o desbloqueio de seus aparelhos de forma a baixarem conteúdos pirateados. Outra saída reside uma vez mais sobre o cartão de crédito internacional e sobre o registro indevido de endereço: a criação de uma conta no exterior, com endereço falsificado.

A proibição está a caminho!?

Em dezembro do ano passado, ainda tivemos o início de mais uma ameaça ao cenário nacional de distribuição e produção de jogos, que foi o projeto de lei proposto pelo senador Valdir Raupp. Por ele, a lei 7.716/89 seria alterada, de forma a punir como crime toda a distribuição, importação, comercialização e armazenamento de games ofensivos aos costumes ou à tradição do povo.

A pena, caso o projeto seja aprovado, vai variar de um a três anos de cadeia, enquanto outros crimes de violência não chegam a esse tempo. Entretanto, o mais curioso é pensar: como e quem classificará os jogos como violentos? Trata-se de censura? O que será de Grand Theft Auto, Call of Duty e os outros "blockbusters" da indústria?

Gran Theft Auto IV
Gran Theft Auto com certeza seria vetado

A realidade é que a aprovação de tal modificação na lei não seria um passo para trás, mas sim um salto no precipício. O país e o comércio dariam adeus às vendas milionárias, ao giro de capital e ao aquecimento deste novo mercado, que já conta com produções maiores do que as de Hollywood.
Uma visão bem negativaJogos? Pura “vadiagem” dessa turma!

Depois dos pontos que abordamos, fica claro que no Brasil o que há é muito mais um mercado do que uma indústria propriamente dita, ainda com escasso poder de influência sobre os meios de comunicação e sobre a política. Na realidade, paira sobre os jogos uma conotação extremamente negativa de que eles simplesmente não prestam para nada.

Ou eles são focados no público infantil ou são objetos de vício, contraproducentes para a população local. É dessa questão cultural que emerge uma gigantesca barreira para aqueles que se aventuram com a criação de um estúdio de produção de jogos: a falta de investidores.

Investimento fácil para alguns... só para alguns.

Projetos de lojas, empresas de eventos ou até mesmo consultoria em qualidade de softwares encontram portas abertas nos bancos. Os empréstimos são facilitados através do BNDES (o Banco Nacional do Desenvolvimento), mas o mesmo não ocorre com facilidade para quem procura financiamento para estúdios de jogos.

A boa notícia é que isso está aos poucos mudando, graças ao incentivo de companhias privadas que vão aos poucos abrindo os olhos do governo, que vem cedendo poucos financiamentos através do Ministério da Cultura. É o caso da Oi, como mostraremos mais adiante.

A abordagem educativa

A questão da visão negativa frente à produção e compra dos jogos só muda (realmente) de figura quando passamos para o lado “educativo” da disputa. É o caso das empresas encarregadas da produção de softwares educativos, com uso destinado às instituições de ensino ou à veiculação de campanhas de conscientização.

Título da Mother  Gaia

Um exemplo vem da desenvolvedora Mother Gaia Studio, que modificou seu jogo City Rain (uma espécie de mistura entre Tetris e Sim City) transformando-o em uma lição de cidadania, na qual o objetivo é construir e planejar a cidade de modo que ela se torne sustentável e não seja pega pela fiscalização do meio ambiente.

O nome do projeto é Cidade Verde. Ele é voltado a instituições de educação e está passando por testes em diversas regiões. O financiamento foi cedido pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia).

Quem quiser conferir uma versão de demonstração do game pode clicar neste link. Vale notar também que a empresa já aproveitou o game na criação de produtos específicos para o Bradesco, por exemplo.

A questão da distribuiçãoVocê pode até fazer seu jogo, mas vai vendê-lo onde?

Pare e pense por um instante: quais são as distribuidoras de jogos no Brasil? Lá fora temos Atlus, Konami, Electronic Arts, Vivendi e muitas outras respondendo pelos pequenos estúdios, se encarregando de toda a logística da impressão e distribuição dos games nos mais variados canais, de atacado até online.

EA e seus jogos


Por aqui... Além Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames, que atua como organizadora da comunidade de empresas nacionais, ainda que sem mostrar atualizações em seu site desde 2008, com exceção das newletters), não há uma companhia de grande porte com posição de mercado similar.
Jogo publicado em  parceria

A presença mais forte acaba sendo das multinacionais, como a Take Two (que recentemente anunciou que realizará a distribuição dos jogos através da Synergex), a Ubisoft e a Disney, que firmou parceria com a Positivo. O foco desses últimos, entretanto, é o lançamento de jogos mais casuais — e possivelmente infantis.

No fim das contas, as Softhouses nacionais podem produzir os melhores jogos do mundo (o que é difícil com o tamanho de seus orçamentos), mas não terão o apoio especializado para distribuí-los e nunca chegarão a vendê-los em massa. Resultado: prejuízo certeiro... O cúmulo é que nem mesmo versões pirateadas dos produtos nacionais podem ser encontradas.

Aproveitando outros nichos

Mas em meio a tantas empresas que flutuam pelo mercado nacional, pescando incessantemente por recursos que parecem não chegar a tempo, temos alguns bons exemplos de sucesso. O primeiro é a Hoplon Infotainment, empresa que criou Taikodom — talvez o maior MMO já produzido em solo nacional.

O game encontrou o apoio da americana K2 e está a caminho de muitos outros países, com suporte para nove idiomas diferentes.

Taikodom, da Hoplon

Como os grandes orçamentos não são abundantes, temos as empresas que optaram pela criação de jogos mais baratos em plataformas alternativas de grande visibilidade (o que não significa baixa qualidade). Esse é o caso da WebCore Games, que desenvolve jogos para iPhones (como o game promocional do novo Honda) ou hotsites com partidas em flash.

A clientela é vasta e composta por grandes nomes da indústria nacional, tais como LG, PetroBras e Gerdau. Sinal de que aos poucos as companhias estão percebendo a influência dos jogos em seus respectivos públicos.

Produto da WebCore

Eu quero criar jogos!Quais são as possibilidades para quem quer seguir a profissão?

Algo que pode ser visto no blog do igor Jogos é o desejo que muitos dos usuário têm de fazer parte da indústria de jogos, seja trabalhando na criação, avaliação ou simplesmente com teste dos produtos. Mas a grande pergunta é: por onde começar? A alternativa mais penosa — e ao mesmo tempo simples — é investir no desenvolvimento independente, assim como no aprendizado por conta própria.

Já os que pretendem levar a carreira a sério devem indubitavelmente buscar cursos especializados. As modalidades e ofertas são variadas — indo de cursos rápidos em programação visual até arte conceitual —, mas cabe notar que a grande concentração delas reside sobre o eixo Rio/São Paulo.

A formação superior é bem limitada, com algumas faculdades como a Radial, PUC, UNISINOS e Infórium liderando o cenário nacional. O restante dos grupos está lançando aos poucos suas propostas, mas elas ainda não ganharam a visibilidade adequada.

Preconceito contra jogos, mais uma vez?

Como você pode perceber, a iniciativa está partindo dos grupos privados, não dos grandes centros federais de ensino. Isso se deve, em partes, à falta de conhecimento a respeito das atividades exercidas e das próprias circunstâncias do mercado de games, além da questão cultural abordada no terceiro tópico deste especial.

Curioso também é pensarmos que em termos de programação, os jogos são alguns dos projetos mais complexos que podem ser concebidos pela mente humana. Chega a ser triste saber que existem alunos dos cursos de programação que precisam esconder suas intenções de criarem códigos para games sob a forma de "projetos sérios", apenas para poderem validar seus trabalhos de conclusão de curso.


Mais uma observação: enquanto lá fora temos formação extremamente especializada, com profissionais dotados de perfeito entendimento de suas respectivas áreas (tais como a criação de personagens, de cenários, de rotinas para a inteligência artificial ou simplesmente a aplicação de um efeito gráfico), aqui a tendência é de generalização, ou seja, um profissional tentando dar conta de tudo. Isso não funciona...

Abduzidos para longe

O cenário de desenvolvimento nacional de jogos fica ainda mais enfraquecido graças a outro fator: aqueles que receberam formação adequada e procuraram se especializar (por conta própria) provavelmente já foram levados por grandes companhias internacionais, que oferecem salários e condições de trabalho bem mais promissoras.

Aos que ficaram no país, o que resta é se arriscar em pequenas empresas que sofrem diariamente (como já mencionamos) para se manterem ativas. Para viver, a alternativa de muitos é arranjar "um trabalho" de dia e virar as noites se dedicando à paixão pelos jogos.
Buscando uma soluçãoPotencial para se tornar um dos maiores do mundo

A política até agora se mostrou lenta e desinteressada em relação aos games. Os investimentos são escassos no setor. O cenário geral é de desorganização e fragmentação, sem grande presença nos meios de comunicação. Será que existe uma solução que faça com que o Brasil finalmente deixe o atraso no passado?

A verdade é que as respostas para os problemas geralmente emergem da educação e com a indústria nacional de jogos as coisas não serão diferentes. As universidades serão um dos pilares de desenvolvimento, já a partir do momento em que elas se firmarem com sucesso e devido reconhecimento entre as opções de cursos, estando disponíveis ao menos em todas as capitais nacionais.

Elas servem como local de debates e encontros (o que possibilita o fortalecimento de novas companhias), erguem as principais questões e incendeiam os alunos com aspirações de transformação frente aos problemas enfrentados.

De olho no futuro

Prova de que as coisas podem caminhar na direção certa através da educação é o projeto NAVE — Núcleo Avançado em Educação — promovido pela Oi em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um Colégio Estadual com ensino em período integral, que ministra aulas do currículo do MEC pela manhã e oferece aos seus alunos contato máximo com as novas tecnologias pela tarde.

Grande promessa

Esse contato não é feito pela pura brincadeira, mas sim através de aulas de verdade, que preparam os alunos para lidarem com equipamentos, games, tendências e até mesmo roteiros e geração de multimídia. A turma sai com preparo fenomenal da sala de aula e a iniciativa já desperta interesse de muitas investidoras, tanto nacionais quanto internacionais.

Potencial gigantesco

Uma vez transpostas as barreiras — sejam elas políticas, financeiras, ideológicas ou culturais — Projeto NAVEo que restará no Brasil é um mercado com mais de 100 milhões de possíveis consumidores, desde que os preços e as propostas sejam ajustadas às condições de consumo da população.

A partir disso entra a verdadeira possibilidade do estabelecimento de uma indústria de jogos eletrônicos, autossustentável e capaz de concorrer com as ofertas externas, ao mesmo tempo em que gera milhares de empregos e renda para muitos envolvidos.

Com a geração de renda, os investimentos aumentam e a política abre suas portas para essa nova modalidade do entretenimento, a qual deixou de ser brincadeira de criança para ocupar as prateleiras das salas de muitos adultos por aí. Aliás, as grandes produções têm temáticas mais maduras, enquanto jogos infantis ocupam posições mais baixas nas vendas globais.

O esforço para chegar lá — se é que um dia conseguiremos — será enorme, mas valerá a pena em todos os sentidos. Se você quer ver o Brasil tendo atuação mais forte no mercado que move a sua paixão comece a se informar (busque cursos, oficinas, simpósios e as próprias empresas), aja e, é claro, aproveite seus games da melhor forma possível.

Até a próxima!

Qual o melhor navegador?

O Blog do Igor testou os cinco navegadores mais difundidos atualmente. Confira os resultados.

Alguns usuários de navegadores menos conhecidos se arriscam a dizer que o melhor browser que existe é aquele que pouca gente usa, pois ele tem suas falhas menos exploradas — já que não faz sentido que hackers tentem quebrar a segurança de um programa que pouca gente usa.

Em parte, isso é verdade. Em parte. Assim como pouca gente os utiliza, e por consequência, poucas falhas são exploradas, a compatibilidade de navegadores pouco usados também é extremamente limitada e a disponibilidade de ferramentas adicionais para eles é praticamente inexistente.

Índice

1. Polêmica
2. Os candidatos
3. Como? Quando? Onde?
4. O que foi avaliado?
Índice4.1. Testes de compatibilidade e desempenho
4.1.1. Velocidade de abertura e carregamento
4.1.2. Consumo de memória
4.1.3. Acid2
4.1.4. Acid3
4.1.5. Peacekeeper
4.2. Funcionalidades e personalização
5. Os resultados
5.1. Compatibilidade e desempenho
5.1.1. Velocidade de abertura e carregamento
5.1.2. Memória usada
5.1.3. Acid2
5.1.4. Acid3
5.1.5. Pontuação Peacekeeper
5.2. Funcionalidades e personalização
6. Análise final

1. Polêmica

A pergunta que dá título a este artigo é extremamente perigosa, pois pode ter diversas respostas sem que nenhuma esteja errada. No entanto, a melhor resposta o Blog do Igor se encarrega de apresentar (tom de mistério e tambores rufando): depende. Pedimos desculpas de antemão se essa resposta não satisfaz os leitores mais exigentes, mas seria irresponsabilidade dizer que este ou aquele navegador de internet é melhor ou pior.

Logicamente, o parágrafo acima só é verdade se levarmos em conta os cinco navegadores testados. Existe muita coisa ruim por aí, e é por isso que não vale a pena falar delas — lembrando que o fato de não testarmos outros navegadores não significa que eles sejam piores. Todos os browsers testados por nós são ótimos porque cumprem as tarefas para as quais foram programados e das quais nós, usuários, criamos graus diferentes de expectativa de qualidade.

Polêmica

Não podemos afirmar se determinado browser é pior ou melhor, simplesmente porque isso é muito relativo. O desempenho de um navegador varia por inúmeros motivos: configuração do computador usado, sistema operacional, quantidade de aplicativos abertos simultaneamente, velocidade da conexão, quantidade de plugins, extensões, barras de ferramentas ou outros complementos, além de diversas outras características.

Outro fato que nos “proíbe” de dizer que o navegador X, Y ou Z é o melhor pode ser descrito por um ditado mais que conhecido de todos: “gosto não se discute”. Aqui mesmo, na redação, temos usuários de Firefox, Opera, Internet Explorer, Chrome e diversos outros. Cada um, quando questionado, defende com unhas e dentes o navegador que utiliza.

Levando tudo isso em consideração, submetemos cinco candidatos a diversos testes, com critérios que hoje são considerados indispensáveis para o bom desempenho de um browser. Fizemos tudo isso e deixamos que você, leitor e usuário do Blog do Igor, chegue à conclusão de qual é o melhor navegador da atualidade.

2. Os candidatos

Google Chrome, Opera, Internet Explorer 8, Mozilla Firefox e Safari.

3. Como? Quando? Onde?

Dedicamos toda esta semana para os testes. Ou seja, foram cinco dias de pesquisas — para definirmos quais testes são relevantes e quais características deveriam passar pelo crivo da postagem do Blog do Igor —, formatações, instalações, desinstalações e execuções exaustivas dos candidatos.

A máquina usada como cobaia é um Dell Dimension C521, com um processador AMD Athlon 64 rodando a 2.2 GHz, com 2 GB de memória RAM, Windows XP com Service Pack 3. Cada navegador foi testado em um ambiente completamente limpo.

Isto é, formatamos a máquina, instalamos o Windows, o próprio navegador e fizemos os testes sem alterar qualquer configuração padrão do browser, ou mesmo do sistema. O procedimento foi repetido para os cinco navegadores testados.

Dessa forma, garantimos que os testes não seriam distorcidos e todos os browsers trabalhariam nas mesmas condições. Vale lembrar que o Internet Explorer leva certa vantagem, pois é pré-carregado juntamente com o sistema operacional. Mas lendo este artigo, você perceberá que essa vantagem de nada adianta.

4. O que foi avaliado?

Um navegador deve ser capaz de executar diversos tipos de tarefas, e fazer isso com rapidez. Também é necessário que ele seja capaz de renderizar e exibir as páginas de acordo com as especificações das linguagens disponíveis hoje para programação — CSS, XML, HTML, JavaScript, DOM, etc.

4.1. Testes de compatibilidade e desempenho

Abrir as páginas de maneira rápida é indispensável, pois evita que a paciência do usuário se esgote e ele resolva procurar outro navegador. Veja abaixo como procedemos para verificar a compatibilidade e velocidade dos candidatos.

4.1.1. Velocidade de abertura e carregamento

Para cada navegador, fizemos testes cronometrando o tempo demorado por eles para abrir, do momento em que o Enter é pressionado até o programa entregar o controle ao usuário. Foram medidos os tempos de abertura nas seguintes situações:

bullet Primeira execução após instalação;

bullet Segunda execução (com a página inicial padrão);

bullet Tempo levado para abrir a janela sem qualquer site sendo carregado;

bullet Tempo para abrir uma nova aba vazia;

bullet Tempo para abrir a janela com sete abas, com sites definidos como página inicial nas configurações do browser — alguns navegadores não permitem a abertura simultânea de vários sites como página inicial. Para esses casos, salvamos a sessão e reiniciamos o navegador com os sites abertos anteriormente. Isso não distorce o tesde de nenhuma forma;

bullet Tempo para abrir uma nova aba contendo uma página web, a partir do clique em um link na aba anterior.

*Exceto pelo teste da primeira execução, todos foram cronometrados três vezes para garantir que nenhuma interferência, seja de hardware ou outros softwares, distorcesse o teste. O resultado final é uma média dos três tempos.

4.1.2. Consumo de memória

O uso de memória também é extremamente importante, pois quanto mais memória o navegador utiliza, mais lento fica seu processamento, bem como o desempenho do computador como um todo.

Usamos o Gerenciador de tarefas do Windows para verificar a quantidade de memória utilizada nas situações abaixo, exceto pelo Google Chrome. Para ele, usamos o relatório de memória do próprio navegador, pois é aberto um processo para cada aba, o que distorce a medição mostrada pelo Gerenciador de Tarefas do Windows.

Consumo de memória do Safari com sete abas abertas.

bullet Primeira execução;

bullet Consumo, com página inicial padrão;

bullet Execução com página em branco;

bullet Consumo com sete sites abertos, cada um em uma aba.

4.1.3. Acid2

Criado por um grupo chamado “Web Standards Project”, o Acid2 verifica se o browser é capaz de organizar o layout das páginas de acordo com as especificações do CSS 2.1, bem como aspectos da interpretação do código HTML, imagens no formato PNG e processamento de dados.

Para passar no Acid2, o navegador deve exibir uma imagem exatamente como a de referência, que mostramos abaixo.

O nariz deve ficar azul.

*No teste real, passando o mouse sobre a imagem, o nariz da figura ficará azul. Sem o mouse, ele é preto.

4.1.4. Acid3

A versão mais recente do teste Acid dá prioridade para a desenvoltura com que o navegador processa DOM (Document Object Model) e o JavaScript, que são tecnologias cada vez mais utilizadas, principalmente em sites que já contemplam as especificações da web 2.0, responsável por um maior grau de interatividade do usuário com a internet.

Referência do Acid3.

O teste Acid3 mostra diversos quadrados coloridos que são preenchidos gradualmente, bem como uma porcentagem que varia de 0 a 100, que significa exatamente a porcentagem de testes realizados em que o navegador foi aprovado. Quanto mais próximo de 100, maior é a compatibilidade do navegador com as especificações vigentes.

DOM é o nome da forma como diversas tecnologias são integradas para modificar dinamicamente as páginas da internet. Diversos sites grandes já possuem elementos criados usando DOM, evitando que uma nova página tenha que ser carregada a cada clique do usuário, aumentando assim a velocidade de navegação, pois o uso de largura de banda é menor.

4.1.5. Peacekeeper

A Futuremark é uma das empresas de benchmarking mais respeitadas do mercado. Ela desenvolve testes para diversos itens e o mais utilizado é o que verifica a qualidade com que as placas de vídeo atuais processam imagens em 3D. O Peacekeeper faz avaliações mais pesadas que os testes Acid, mas testa as mesmas características.

Peacekeeper

Os resultados do Peacekeeper são exibidos na forma de uma pontuação que soma os números de aprovações de cada um dos testes. Quanto maior a pontuação, melhor a performance do navegador para os itens testados.

4.2. Funcionalidades e personalização

Como já mencionamos, não faz sentido avaliarmos a qualidade de extensões, temas ou outros itens subjetivos, mas podemos colocar à prova a quantidade de possibilidades dadas ao usuário para que ele adapte o browser às suas necessidades.

Não atribuímos pontos para os navegadores nesses quesitos. Só fizemos um comparativo de quais têm e quais não têm as características verificadas, pois certos tipos de personalização podem ser considerados completamente inúteis para algumas categorias de usuário, assim como poderíamos deixar de fora algum complemento utilizado por outros.

5. Os resultados

5.1. Compatibilidade e desempenho

Nossas avaliações não nos surpreenderam, e provavelmente não o farão com você, pois todos os navegadores tiveram desempenho similar ao que já é de conhecimento geral. O Google Chrome foi o grande campeão, tirando nota máxima no Acid3 e saindo disparado no teste do Peacekeeper.

5.1.1. Velocidade de abertura e carregamento

Como o Internet Explorer 8 já vem com o Windows, ele foi o primeiro a sofrer na mão do Blog do Igor. Porém, no Windows XP, a versão do Internet Explorer não é a 8 e, por isso, tivemos que fazer o download e instalação, tornando o teste mais justo, pois todos os navegadores passaram por isso.

Internet Explorer 8

Parece que os desenvolvedores de software adoram fazer propaganda de si mesmos quando alguém resolve instalar um de seus programas. Todos os navegadores, ao serem abertos logo após a instalação, direcionaram o usuário para as páginas de boas-vindas da empresa desenvolvedora.

O pior desempenho nesse quesito foi do Safari, que carrega uma pesada animação logo no início, dando a impressão de que está travado enquanto ela não inicia. Ele levou absurdos 17 segundos para mostrar tal animação. O Chrome teve desempenho excelente, mas vale lembrar que a página inicial do Google também é extremamente leve.

O Opera, com seu desenho bonitão e arrojado, acabou tropeçando um pouco na primeira inicialização, por causa da pesada página de Speed Dial. De qualquer forma, todos os navegadores, exceto o Safari, foram extremamente rápidos na primeira inicialização, geralmente levando poucos segundos para entregarem o comando ao usuário.

SpeedDial do Opera

Da mesma forma, nas demais inicializações, todos melhoraram os tempos de abertura, exceto quando mandamos que eles abrissem sete abas ao mesmo tempo. Mesmo assim, não houve grandes problemas de desempenho. Lembre-se de que o navegador vai ficando mais lento à medida que mais informações vão sendo agregadas a ele — extensões, histórico e arquivos temporários são os grandes vilões.

No caso específico do Firefox, houve ocasiões em que fechamos e clicamos duas vezes no ícone do programa e nada aconteceu. Ou seja, algumas vezes o navegador simplesmente se recusou a abrir.

Veja abaixo o gráfico comparativo dos tempos de abertura. O tempo está em segundos, com precisão de três dígitos após a vírgula. Quanto menor a barra, mais rápida foi a inicialização naquele passo.

O mais rápido.

Velocidade de abertura.

Legenda
Passo 1: Primeira execução;
Passo 2: Segunda execução, com página inicial padrão;
Passo 3: Execução com página em branco;
Passo 4: Abrir nova aba vazia;
Passo 5: Abrir a janela do navegador com sete abas e os seguintes sites: Blog do Igor, Orkut, Twitter, IG, Uol, Google e Youtube;
Passo 6: Abrir página em nova aba a partir de link.

5.1.2. Memória usada

Quem tem memória de sobra no PC (2 GB ou mais), geralmente não precisa se preocupar com a quantidade comprometida pelo navegador, a menos que haja muitos complementos instalados nele. Nos testes, não houve grandes problemas neste quesito e todos os navegadores se saíram bem, não passando do pico de 160 MB.

O gráfico abaixo mostra o consumo de memória de cada um dos navegadores durante os diferentes passos dos testes de desempenho de tempo. A legenda é a mesma do item anterior, então você pode tomá-la como referência. Nos passos 4 e 6, não foi medida a quantidade de memória, pois esse consumo de memória é irrelevante.

O que consome menos memória nos momentos críticos.

Uso de memória.

O modo correto de interpretar o gráfico acima é olhar primeiramente as três primeiras barras (azul, vermelha e verde). A tendência é que o uso de memória caia da direita para a esquerda, como é possível verificar nos gráficos do Firefox e, melhor ainda, no do Safari — isso não quer dizer que esses dois navegadores se deram melhor no consumo de memória, mas se comportaram como o esperado.

Estranhamente, o Internet Explorer 8 consumiu mais memória na segunda inicialização do que na primeira, apesar de não ter sido alterada qualquer configuração e de na primeira execução serem necessários diversos procedimentos de configuração. É desnecessário dizer (mas nós falamos mesmo assim) que em se tratando de inúmeras abas abertas, o Internet Explorer deixa muito a desejar, pois ele foi o que mais usou memória.

O Chrome, apesar de ter se saído melhor na maioria dos testes, foi um dos três que mais consumiram memória quando abrimos todos os sites da NZN de uma só vez. O Firefox, como podemos perceber, foi o que consumiu menos memória, o que nos dá a impressão de que ele é melhor no tratamento de diversas abas abertas ao mesmo tempo.

5.1.3. Acid2

No teste Acid2, os navegadores deveriam ser capazes de exibir corretamente a imagem de referência exibida anteriormente (aquela com o sorriso). Todos os navegadores conseguiram mostrar perfeitamente a imagem e o nariz azul quando o mouse era passado em cima.

Todos compatíveis com os testes do Acid2

5.1.4. Acid3

O Acid3 foi o responsável pela desgraça de um ou outro navegador. O Internet Explorer teve o pior desempenho, mas isso já era esperado, pois a própria Microsoft já declarou que seu foco não é “passar no teste Acid”. Nós, usuários, realmente preferíamos que fosse, pois isso conferiria mais confiança ao IE8, já que os testes Acid são respeitados mundialmente.

No Acid3, somente Internet Explorer 8 e Mozilla Firefox não obtiveram a 100% de aprovação nos testes. O Firefox, no entanto, ficou a somente 6% de ser perfeito. Já o Internet Explorer fez vergonhosos 12% de aprovação, o que nos fez repetir o teste diversas vezes para verificar distorções.

Desempenho do IE8 no Acid3.

Nas repetidas vezes que executamos o Acid3 no IE8, o navegador só conseguiu chegar a 20% de aprovação. Ou seja, sites com tecnologias de ponta provavelmente aparecerão de forma incorreta ou exibirão mensagens de erro.

Três candidatos empataram no Acid3.

5.1.5. Pontuação Peacekeeper

O Peacekeeper foi o teste que melhor ilustrou a batalha entre os cinco navegadores testados. O site disponibiliza um endereço permanente com os testes realizados, para que você possa justamente comparar os resultados com os testes de outros navegadores instalados em sua máquina.

O gráfico abaixo fala por si mesmo. O Google Chrome foi o campeão disparado, apesar de ficar extremamente lento com muitas extensões instaladas — assim como o Firefox, o Opera e qualquer navegador que suporte a adição de complementos.

O Chrome foi o campeão na auditoria de compatibilidade.

Se você quiser conferir nossos testes em detalhe, clique aqui para ir para a URL permanente. Clicando no nome de cada um dos navegadores, você pode ver detalhes da pontuação, que mostram as categorias de recursos avaliados pelo teste.

5.2. Funcionalidades e personalização

Chegamos ao item que causa discórdia entre a maioria dos usuários que gostam de defender o programa que usam. Alguém poderia, por exemplo, achar que estamos depreciando a qualidade do Internet Explorer — apesar de os testes de desempenho mostrarem que ele é o mais lento de todos.

Internet ExplorerPorém, é importante lembrar que o navegador da Microsoft ainda é o mais utilizado no mundo, não só porque já vem com o Windows, mas porque é um dos mais amigáveis, simples e que satisfazem as necessidades de usuários que não precisam de adicionais, como gerenciamento e sincronização de senhas, visualização de abas e diversos outros complementos que, para esses usuários, só fazem qualquer navegador ficar mais lento.

Por outro lado, o usuário mais hardcore certamente preferirá navegadores alternativos. O Firefox deve ganhar um destaque especial por ter o suporte para extensões desde as suas primeiras versões, fazendo com que hoje seja ele o que tem a maior oferta e variedade de adicionais disponíveis.

O Opera é o navegador com uma das interfaces mais interessantes de todas. A ideia de poder visualizar o conteúdo das abas e redimensioná-las é extremamente útil e original para quem quer ou precisa de algo mais visual a fim de gerenciar as dezenas de abas abertas.

MiniTabs

O Google tem se mostrado extremamente preocupado com a experiência do usuário na internet — até porque o sistema operacional anunciado pela empresa será totalmente dedicado à internet. Prova disso são as melhorias quase diárias implantadas ao Chrome.

Ele já suporta a instalação de extensões de forma rápida e fácil, possui uma interface sem frescuras, é extremamente rápido e o melhor de tudo: é compatível com as tecnologias de ponta disponíveis na atualidade.

SafariO Safari (para o sistema Windows!) ficou no final porque, honestamente, não há motivo para baixar um navegador tão simples e tão lento. Apesar de ter se saído bem nos testes do Peacekeeper, o Safari não oferece nenhuma vantagem em relação aos outros navegadores, a menos que o nome Apple transmita pompa o suficiente para convencer você.

6. Análise final

Como dissemos na longa introdução, avaliar navegadores é como querer comparar um sorvete de uva com um de banana. É tudo uma questão de preferência. Entretanto, se a banana estiver estragada, certamente você não vai querer comê-la, certo?

Pense nisso fazendo uma analogia com o resultado dos nossos testes de desempenho e compatibilidade: o “sabor” do navegador, ou seja, seus adicionais, interface e supérfluos também são importantes, mas na hora da escolha, pense também se optar pelo navegador mais bonito é realmente a melhor solução.

Como uma dica final, recomendamos que você comente com outras pessoas os testes aqui vistos, para confirmar as afirmações que fizemos e comprovar o que o Blog do Igor demonstrou nas avaliações. De qualquer forma, espera-se que você fique satisfeito com sua decisão.

16 dicas para ficar craque no Gerenciador de tarefas do Windows

O Gerenciador de Tarefas é uma importante ferramenta e saber usá-lo pode significar um PC mais rápido e funcionando melhor.

Se você usa o Windows, provavelmente já acessou esta ferramenta. Até o Windows XP ela era acessada pelo famoso atalho Ctrl + Alt + Del (nos Windows 7 e Vista, o atalho para acessá-la diretamente é Ctrl + Shift + Esc). Isso mesmo, a ferramenta da qual falamos é o Gerenciador de tarefas do Windows.

Saber usá-lo traz algumas vantagens para o usuário, dentre elas um melhor desempenho do seu computador. Isso porque por meio desta ferramenta você pode gerenciar processos, encerrar programas problemáticos, verificar o quanto do processador e da memória RAM estão sendo utilizados e muito mais.

O Blog do Igor compilou 16 dicas para você sobre como usar melhor o Gerenciador de tarefas, então, vamos lá!

1 - Visualize todos os processos

Se você quer melhorar o desempenho e encontrar possíveis processos problemáticos, visualizar tudo o que está aberto em sua máquina é essencial. Então faça o seguinte: abra o Gerenciador de tarefas, vá até a guia Processos e então habilite a opção Mostrar processos de todos os usuários.

Visualize todos os processos

2 - Obtenha informações sobre um processo

Muitas vezes, principalmente após ativar a opção para exibir todos os processos citada no item anterior, você vê processos que não faz ideia de onde vieram e nem para que servem. Se isso acontecer, a solução é simples: clique com o botão direito do mouse sobre ele e depois em Propriedades.

Informações sobre processos

3 - Verifique o uso de memória RAM

É sempre bom saber quanto cada programa em execução consome de sua memória RAM e isso pode ser feito tranquilamente no Gerenciador de tarefas. Selecione a guia Processos e, na barra de ferramentas, siga o caminho Exibir > Selecionar Colunas. Na nova janela que se abriu, certifique-se de que estão habilitadas as opções Memória – Conjunto de Trabalho e Memória – Conjunto de Trabalho Particular.

Uso de memória RAM

Após a confirmação das opções, você visualizará as colunas na guia Processos. A guia Conjunto de Trabalho (Memória) indica a quantidade de memória física utilizada por cada processo (essa memória pode ser compartilhada pelos demais processos).

A outra guia, Memória (Conjunto de Trabalho Particular), exibe a quantidade de memória física utilizada individualmente por cada processo (esse valor é a parte do total que não pode ser compartilhado com outros processos).

4 - Verifique o uso de disco

Algumas vezes seu disco rígido parece estar sendo usado no limite, porém, na realidade nada está sendo feito no PC. Se você passa por uma situação semelhante a essa, descubra quem são os vilões da história por meio do Gerenciador de tarefas do Windows.

Uso  de disco

Na guia Processos, siga o caminho Exibir > Selecionar Colunas e habilite as opções Bytes de leitura de E/S e Bytes de gravação de E/S. Nas novas colunas são exibidas as quantidades de dados lidos e gravados em seu disco por cada processo, ou seja, para saber processo gasta mais, basta olhar nessas colunas.

5 - Acabe com problemas de inicialização de programas

Se você costuma utilizar o Windows Media Player, deve ter notado que volta e meia ele trava. Contudo, mesmo após ter sido encerrado, o processo do programa continua ativo, o que impede a abertura de uma nova sessão do WMP. Se isso acontecer, abra o Gerenciador de tarefas, vá até Processos e encontre o processo WMPlayer.exe.

Se o processo estiver lá, porém nenhuma janela do aplicativo estiver aberta, é exatamente esse o problema. Clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecione a opção Finalizar Processo para encerrá-lo definitivamente e poder voltar a usar o reprodutor multimídia do Windows.

Esse problema pode ocorrer não só com o WMP, mas com quaisquer outros programas. Portanto, fique atento, se algum aplicativo travou e foi encerrado, mas você não consegue reiniciá-lo, o problema pode estar em seu processo. Contudo, evite finalizar processos ao menos que tenha total certeza do que está fazendo, pois isso pode prejudicar o funcionamento do sistema.

6 - Acabe com processos rebeldes

Quando você tem um processo “roubando” memória e capacidade de sua CPU, está na hora de o Gerenciador de tarefas entrar em ação e acabar com esse rebelde. Utilize o atalho no teclado para abrir o Gerenciador e aguarde, pois se o processo estiver ocupando toda a capacidade de sua CPU, isso pode levar alguns minutos.

Quando o Gerenciador de tarefas abrir, você precisa apenas encontrar o problema na lista (lembre-se de habilitar a opção Mostrar processos de todos os usuários), clicar com o botão direito do mouse sobre ele e depois em Finalizar Processo.

Contudo, nem sempre isso resolve o incômodo, principalmente se o processo em questão é algum elementar do Windows e fechá-lo com certeza acarretará em travamento do sistema. Se isso acontece, clique com o botão direito do mouse sobre o processo rebelde, vá em Definir Prioridade e então selecione a opção Baixa. Isso deve fazer com o que o processo ocupe menos recursos do sistema.

Acabe com processos  rebeldes

Porém, se isso ainda não resolver seu problema, o Gerenciador de tarefas possui um último recurso: clique com o botão direito do mouse sobre o processo rebelde e depois em Definir Afinidade. Isso permite a você definir quais os núcleos da CPU o processo pode utilizar, minimizando sua ação.

7 - Acabe com devoradores de memória

Alguns aplicativos são verdadeiros devoradores de memória e prejudicam o desempenho do sistema. Um bom exemplo é o processo svchost.exe, responsável por executar várias tarefas do Windows. Contudo, se ele consome muita memória de seu PC, como saber quais os aplicativos responsáveis por isso?

Clique com o botão direito do mouse sobre ele e depois na opção Ir para Serviço(s). Nela, você visualiza a aba Serviços do próprio Gerenciador, e lá serão exibidos os aplicativos relacionados ao processo que você selecionou. Se desejar você pode encerrá-los.

Infelizmente o Gerenciador de tarefas do Windows não permite a você visualizar o quanto cada aplicativo consome de memória, porém, seu leque de possíveis devoradores já diminui bastante.

Acabe com devoradores de memória

8 - Acabe com vazamento de recursos

Determinados processos acabam sempre consumindo mais e mais recursos do Windows, sem liberá-los posteriormente (a não ser que você reinicie a máquina). As versões 32 bits do Windows não possuem fonte ilimitada de recursos, o que acaba gerando travas e problemas constantes.

Para solucionar o problema com vazamento de recursos, abra o Gerenciador de Tarefas e em Exibir > Selecionar Colunas habilite as opções Identificadores, Objetos USER e Objetos GDI. Feito isso, passe a verificar com frequência os valores exibidos nessas colunas (bem como as colunas sobre memória).

Acabe com vazamento de recursos

Esses valores podem aumentar drasticamente em alguns casos, como o de programas antivírus ou um limpador varrendo o sistema, porém, se depois disso os valores não voltarem ao normal, provavelmente você tem um problema que pode ser resolvido com a finalização do processo.

9 - Crie um arquivo de despejo

Quando um programa trava, você pode utilizar o Microsoft Debugging Tools for Windows (ferramenta de depuração da Microsoft) para tentar descobrir o porquê do problema. Faça o download desse aplicativo e depois siga os passos expostos adiante.

Na guia Processos do Gerenciador de tarefas, encontre o processo do aplicativo travado, clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecione a opção Criar Arquivo de Despejo. Ao final, uma janela surge na tela indicando o local em que se encontra o arquivo de despejo recém-criado.

Arquivo de despejo

Agora abra o depurador WinDbg, baixado no link acima, e siga o caminho File > Open Crash Dump File. Caso tenha conhecimento suficiente, você pode vasculhar as informações e descobrir o que causou a falha no aplicativo.

Local do arquivo de despejo

10 - Inicie ou interrompa um serviço

Por meio do Gerenciador de tarefas ainda é possível interromper ou iniciar um serviço do Windows. Vá até a guia Serviços e encontre uma lista de serviços disponíveis. Agora basta clicar com o botão direito do mouse sobre o serviço desejado e selecionar seu início ou interrupção.

Inicie ou interrompar um serviço

11 - Reinicie o Explorer

Com certeza não foram uma nem duas as vezes que você teve problemas com o Explorer. Sem muita explicação ele trava e precisa ser encerrado. Porém, é possível reiniciá-lo por meio do Gerenciador de tarefas: siga o caminho Arquivo > Nova Tarefa (Executar...) e na janela que se abriu execute o comando explorer.exe para que o Explorer seja reiniciado.

Reincie o Explorer

12 - Compreenda o uso da CPU

Às vezes o PC parece lento, mas ao verificar aa coluna CPU da aba Processos você não encontra nenhuma justificativa para isso. É possível descobrir de onde vem o problema no próprio Gerenciador e de modo bem simples: vá até a guia Desempenho e acompanhe o gráfico do Histórico do Uso de CPU.

Agora siga o caminho Exibir > Mostrar Tempos do Kernel e então você visualiza duas linhas no gráfico: uma verde e outra vermelha. A verde representa o uso total da CPU e a vermelha o tempo de CPU consumido pelo kernel (saiba o que é kernel – clique para acessar).

Compreenda o uso da CPU

Quando a linha verde está acima da vermelha, significa que a lentidão do sistema é causada por algum processo aberto em sua máquina. Contudo, se picos da linha vermelha forem constantes, significa que o problema vem de algo no kernel, provavelmente um drive ou então um componente do Windows. Na pior das hipóteses isso ocorre devido a algum malware.

13 - Obtenha informações sobre o sistema

Saber algumas informações sobre o seu sistema é essencial para compreender o que se passa com ele. Abra o Gerenciador de tarefas, vá até a guia Desempenho e verifique no item Total na seção Memória Física (MB) a quantidade de memória RAM instalada em sua máquina. O item Tempo de Atividade indica há quanto tempo o seu sistema está funcionando desde a última inicialização.

Informações sobre o sistema

14 - Monitore a utilização da rede

Por meio do Gerenciador de Tarefa você monitora a utilização da rede. Para isso, abra a ferramenta e clique sobre a guia Rede para visualizar a utilização em um gráfico. Clicando em Opções > Guia Sempre Ativa, o Gerenciador continua coletando informações sobre a atividade da rede mesmo quando a guia Rede não está aberta.

Monitore a utilização da rede

No caminho Exibir > Histórico do Adaptador de Rede é possível habilitar a exibição da quantidade de dados recebidos e enviados pela rede.

Histórico do adaptador de rede

15 - Gerencie usuários da rede

Uma rede é composta por vários usuários e você pode gerenciá-los por meio do Gerenciador de tarefas. Na guia Usuários você encontra uma lista com todos os membros da rede e clicando com o botão direito do mouse sobre um deles é possível enviar-lhes mensagens ou até mesmo desconectá-los da rede.

Gerencie usuários da rede

16 - Alternativas ao Gerenciador de tarefas do Windows

Você já deve saber que existe uma série de aplicativos capazes de substituir o Gerenciador de tarefas do Windows, alguns inclusive com muito mais recursos que o original. Além de bons exemplos como Process Hacker, System Explorer e AnVir Task Manager, você encontra mais dicas em um artigo tratando especificamente deste assunto:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

iPad vs. Concorrência

Netbooks? Tablets? E-readers? Qual é o principal inimigo do novo gadget da Apple no mundo da tecnologia?

Entre os smartphones e os notebooks, um elo foi preenchido. No último dia 27, Steve Jobs trouxe ao mundo uma novidade há tempos aguardada: o iPad. O que muitos chamam de “iPhone crescido” promete ser o novo hype no mundo da tecnologia e já levantou muitas críticas e questionamentos.

O papo de hoje é concorrência. O iPad, um produto novo e em uma categoria pouco explorada, chegou na área. O que grandes marcas como a HP, Asus e Dell têm a declarar sobre isso? Algumas opções de tablet já foram mostradas durante a CES 2010, mas parece que as empresas aguardam pacientemente a poeira da Apple baixar para, só então, divulgar mais informações sobre os produtos.

Além dos tablets, outro concorrente direto do iPad seriam os netbooks. Apesar de serem vistos pelo CEO da Apple como produtos imprestáveis - acredite, foi o que Jobs disse durante a conferência -, estes laptops em miniatura foram grandes estrelas do cenário tecnológico em 2009.

Os smartphones, por sua vez, até poderiam ser citados, já que trazem um suporte para internet, aplicativos e tudo mais. Contudo, a nova geração de celulares continua focando nas ligações; longe demais de um computador portátil.

iPad

Tablets

Para começar a conversa, vamos falar um pouco sobre a categoria do iPad: os tablets. Esses pequenos computadores consistem em uma espécie de lousa digital capaz de controlar um sistema operacional por meio de tela sensível ao toque ou de uma caneta especial.

Tablet no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço

A ideia é oferecer um ambiente simples para fácil acesso à internet e a pequenos aplicativos como um comunicador instantâneo ou um joguinho. Outro foco importante dos tablets de hoje está nos vídeos de alta definição. Poder assistir a um bom filme enquanto você está em um avião ou aguardando uma reunião é também uma das intenções de produtos como o iPad.

A história destes produtos começa em 1888, com a criação da primeira caneta magnética. Anos mais tarde, os tablets passam por cenários futurísticos, como Star Trek e 2001: Uma Odisséia no Espaço. No mercado da tecnologia, não inspiraram muita confiança e aparecem na forma dos mau sucedidos Apple Newton e ThinkPad da IBM.

Tablets do filme Star Trek

A categoria é antiga, mas pode-se dizer que o iPad e todos os outros tablets que serão lançados em 2010 fazem parte de uma nova geração de tablets PC, em que a tela sensível ao toque, alta definição para vídeos e bateria de longa duração são imprescindíveis.

iPad x Tablets

Na primeira bateria de comparações, nada mais justo do que comparar notebook com notebook, celular com celular e tablet com tablet. Esta é uma briga de produtos e não de categoria. O iPad foi o primeiro desta nova geração de tablets a ser mostrado mais detalhadamente, durante a Apple Keynote de janeiro.

Todos os outros modelos, apresentados durante a CES2010, não tiveram todas as suas características expostas, o que dificulta uma comparação precisa. Mesmo assim, o Blog do Igor pesquisou todos os protótipos e possibilidades de tablet que serão lançadas ainda este ano e as colocou lado a lado com o iPad. Confira o resultado.

iPad x Tablets

Confira os artigos de apresentação dos tablets:

iPad x Netbooks

A categoria de produtos que mais tem chances de brigar frente a frente com os tablets, mais especificamente o iPad, é a dos netbooks. Se o tablet da Apple deixa de lado a câmera de vídeo, suporte para multitarefas e flash, os netbooks aproveitam para abocanhar o mercado.

Com uma tela maior (geralmente 11" ou 12"), capacidade de armazenamento superior à do iPad e um teclado de verdade, estes pequenos laptops ainda são os favoritos de muita gente. Mas o ponto crucial deste combate está no bolso. De acordo com especialistas, o consumidor que compra um netbook busca, acima de tudo, um preço acessível.

Enquanto o custo do iPad varia entre US$499 (16GB, Wi-FI) e US$899 (64GB, 3G), um netbook top de linha pode sair por menos de US$600. Das marcas mais conhecidas, foram selecionados alguns dos modelos mais portáteis disponíveis no mercado. Que comece a luta!

iPad x Netbooks

Confira os artigos de apresentação dos netbooks:

iPad x E-book Reader

Enquanto ninguém sabia ao certo o que seria o novo produto da Apple, uma das grandes apostas era em um leitor de e-books da maçã. O iPad acabou sendo muito mais que isso, mas sem deixar os livros digitais de lado.

Embora não seja um concorrente direto dos principais e-readers do mercado, nada impede de comparar a cria de Steve Jobs aos principais leitores digitais do mercado. Vale lembrar: apesar de mais caro e pesado, o iPad faz muito mais do que gerenciar e-books.

iPad x E-book Readers

Confira os artigos de apresentação dos e-readers:

Façam suas apostas

O iPad foi lançado há pouco tempo, a concorrência ainda não mostrou todo o seu potencial e os tablets PC estão voltando à cena apenas agora. Por estes e outros motivos, é muito cedo para saber quem será o arqui-inimigo do iPad, quais serão as alternativas para o produto e se realmente vale a pena comprá-lo.

Tablets como o da HP chegaram a ser mostrados ao público, mas nenhuma demonstração mais detalhada foi feita. Ainda não se sabe do que a concorência é capaz e até que ponto o Apple iPad sai ganhando.

iPad

Comparações como as feitas nas tabelas acima são interessantes para perceber o que muda em cada um dos produtos mostrados (Tabela 1) e em categorias diferentes (Tabelas 2 e 3), embora não representem uma real batalha de produtos ou classe.

Enquanto o iPad não é disponibilizado para venda, o que deve acontecer dentro de 60 dias para os modelos Wi-Fi, consumidores e analistas têm apenas a keynote para basear suas opiniões. Sendo assim, para uma briga mais justa e completa, será preciso aguardar mais alguns meses.

Por hora, tudo o que se pode fazer é analisar os possíveis concorrentes e imaginar o que poderá acontecer no mundo da tecnologia em 2010. Será que o iPad reinará como o iPhone e o iPod ou permanecerá em um caminho mau iluminado, como aconteceu com o antigo Apple Newton? Estas e outras respostas, só o tempo trará - mesmo porque, isso não depende apenas do guru Steve Jobs.

E você, leitor do Blog do Igor? O que achou do iPad? Quem será seu principal concorrente? Comente à vontade!

Top 10 - Jogos em Flash

O Blog do Igor selecionou os melhores jogos online para você passar o tempo e se divertir.


Você jogou...Votou...Escolheu...E agora o Blog do Igor traz de presente a seleção dos jogos prediletos do pessoal. Baseado nas notas atribuídas e número de usuários que têm os games como seus favoritos, elaboramos uma lista com 10 de seus jogos preferidos.

De categorias diversas e capazes de agradar a todos os tipos de gamers, estes passatempos online vão entreter e divertir durante horas a fio, sem enjoar, e ainda estimulando habilidades variadas dos jogadores.


10. The Stone of Anamara Assustador, assombroso e misterioso.

A posição dez é ideal para os fãs de point and clicks de mistério, terror e aventura. Além de quebrar a cabeça em um ambiente macabro, o gamer vai se envolver em um crime brutal que ocorreu antigamente em um hospital para crianças com distúrbios mentais.

Feche a porta, apague as luzes, aumente o som e deixe-se levar por uma história intrigante e envolvente.


Radicalize com as crianças na pré-escola.


9. Dad´n Me

Bater em crianças inocentes e desprotegidas pode parecer muito cruel. Entretanto, se você é um pimpolho mimado e forte, a tarefa fica muito mais divertida e animada.

Em Dad’n Me você é o terror do parquinho da pré-escola, e seguindo o ditado “tal pai, tal filho” deve liberar todo o ódio que existe internamente em quem estiver na sua frente.


8. Phosphor

Derrote os inimigos em um excelente FPS.

Esta é a hora dos fãs de jogos tiro em primeira pessoa se divertirem. Sem tempo, objetivos ou história para regulá-lo, você deve explorar um ambiente gigantesco, todo em terceira dimensão, atirando em tudo que se move na sua frente.


Este é o tipo de jogo em flash que surpreende os gamers pela sua qualidade visual, agradando inclusive os mais aficionados por jogos do gênero.


7. Formula Racing

Acelere sem medo e vença esta corrida eletrizante.


Carros incríveis, pistas alucinantes e competições de tirar o fôlego. Estes são apenas alguns dos elementos que fazem de Formula Racing um jogo incrível, que permite ao gamer definir todas os aspectos relacionados à sua própria diversão.

Pise no acelerador sem medo e sinta-se como um verdadeiro piloto de Fórmula 1, neste jogo com gráficos, animações e efeitos sonoros super realistas.


6. Grow ver.3

Várias possibilidades de se construir um mundo.


Grow ver. 3 é um dos jogos da série de games de lógica e raciocínio que além de viciar e prender o jogador, desafia todas as suas habilidades mentais. Sem muita lógica, você deve selecionar os objetos e colocá-los no círculo, lembrando que um tem efeito sobre o comportamento do outro.

Acompanhe a transformação do mundo e chegue ao máximo da evolução neste puzzle surreal.


5. Get The Glass

Gráficos incríveis neste jogo de tabuleiro.


A família Adachi é totalmente apaixonada por leite! Porém, a polícia que mandá-los para o pior lugar do mundo, Milkatraz, uma penitenciária onde não

se pode beber leite. Em Get the Glass, você deve se envolver nesta perseguição perigosíssima no estilo de um jogo de tabuleiro.

Esta quinta posição chama muita atenção pelos gráficos que foram desenvolvidos em stop motion, animações com massa de modelar.


4. Realize manobras radicais e torne-se o rei do long board. Sewer Run 2

Chegando mais perto do pódio dos melhores joguinhos online, surge um game alucinante no qual os gamers poderão se aventurar na neve em cima de um long board. Realize manobras radicais e vença corridas de velocidade neste jogo cheio de possibilidades de personalização, fases, campeonatos, personagens e manobras.

Quem gosta dos gráficos em terceira dimensão, vai se surpreender com a qualidade.


3. American Dad Vs. Family Guy

Morra de rir em uma batalha mortal.

Uma família da Pesada e American Daddy são desenhos super engraçados. Agora imagine estas duas famílias em uma arena de batalha até a morte. Hilário, não? Mas além das risadas, o jogo conta com gráficos idênticos aos do desenho na TV e ainda permite que você desafie adversários reais no ringue.

Para dar um clima ainda mais de luta para o jogo, o game traz entre os personagens, o mais tradicional personagem de todos os jogos de luta: Ryu, do Street Fighter.


2. Bloxorz

Quebre a cabeça com este super desafio.

Sabe aqueles jogos que fazem com que você passe horas ininterruptas na frente do computador sem os menos perceber que o tempo está passando. Este é Bloxorz! O jogo de raciocínio e lógica é completamente diferente de tudo que você já viu e com toda a sua simplicidade consegue desafiar todas as habilidades mentais de quem se propõe a resolver o desafio.

Tudo que você deve fazer é: mover um bloco de concreto e jogá-lo em um buraco. Achou fácil? Então prove que é capaz!


Torne-se um milionário vendendo deliciosas limonadas!

1. Sim Lemonade Millionaire

E a medalha de ouro fica com o simulador Sim Lemonade Millionaire! Neste jogo você vai poder não apenas realizar seu sonho de infância de ter uma barraquinha de limonada, mas como se tornar um magnata dominando todo este segmento.

Todas as suas habilidades administrativas vão ser postas à prova. Mostre que você sabe lidar com dinheiro, funcionários e clientes e ganhe milhões de dólares unindo limão, água e açúcar.


Direitos do Consumidor: eletrônicos e Internet

Saiba quais são os seus direitos na hora de adquirir um produto eletrônico, planos de telefonia e internet banda larga.

Quem nunca teve um problema com um produto eletrônico ou operadoras de telefonia e internet banda larga que atire a primeira pedra. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL -, em 2009 o número de aparelhos celulares habilitados no Brasil era de 153 milhões. Já o número de usuários com internet banda larga em suas residências gira em torno de 23 milhões.

Com um número tão expressivo de usuários, é natural que o volume de problemas e reclamações também se tornem cada vez mais comuns. Mas o que fazer quando a vítima do problema é você? O Blog do Igor foi pesquisar o que fazer em algumas das situações mais frequentes que podem acontecer no dia a dia.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, o Código de Defesa do Consumidor garante plenamente os seus direitos. Por isso, fique ligado neste guia e não deixe ninguém passar você para trás por falta de informações. Afinal, problemas podem até ocorrer, mas isso não significa que os seus direitos possam ser desrespeitados ou ignorados por completo.

Prazos e garantias

Imagine a seguinte situação: você acabou de comprar um monitor novinho na loja e, já no primeiro mês, ele começa a apresentar problemas. A quem recorrer, a loja ou ao fabricante? Tudo irá depender do prazo decorrido de sua compra.

Os produtos eletrônicos são considerados bens duráveis e têm pelo Código de Defesa do Consumidor um prazo de garantia legal de 90 dias, conforme o inciso II do artigo 26. A garantia legal independe da contratual, que é aquela ofertada pelo fornecedor, cujo prazo pode variar. A garantia legal é complementar à garantia contratual.

Fique atento aos itens cobertos pela manutenção durante o prazo de garantia.

Assim, se um produto é ofertado como tendo garantia de um ano (contratual), esta garantia deve ser complementar à garantia legal (90 dias), totalizando um período de um ano e três meses. Os itens cobertos pela garantia variam de produto para produto e você deve ficar atento ao que está disposto em seu certificado de garantia e no manual de instruções do produto.

Alguns estabelecimentos comerciais, por liberalidade, estipulam um prazo, por exemplo, de 5 dias, para troca do produto em caso de defeito. No entanto, a garantia contratual é estabelecida pelo fabricante, mas o vendedor responde solidariamente, conforme o Código de Defesa do Consumidor, se o problema não for resolvido pela assistência técnica.

Fiquei um dia ou mais sem internet. Devo pagar por ele?

A resposta para essa pergunta é simples: não! Talvez esta seja uma das reclamações mais comuns dos usuários. Muitas vezes, devido a algum problema externo ou mesmo uma janela de manutenção, a internet banda larga de uma determinada região da cidade fica fora do ar por alguns instantes.

No entanto, para quem trabalha online o tempo todo, alguns minutos podem parecer uma eternidade, o que dizer então de ficar um dia inteiro sem internet? Segundo o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 20, "o fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor".

Nos incisos I, II e III do mesmo artigo as opções também ficam claras, sendo seu direito exigir "a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; o abatimento proporcional do preço".

Anote as datas e horários das reclamações feitas junto à operadora.

Todavia, é preciso comprovar o tempo que o serviço ficou fora do ar. Para isso, segundo orientação do Procon-PR, o consumidor deve "contatar a empresa solicitando o desconto proporcional e/ou os órgãos de defesa do consumidor. Na reclamação é preciso que conste a data e hora da interrupção do serviço".

É importante ter em mãos também números de protocolos com datas e horários das ligações efetuadas para a operadora. A mesma regra vale para serviços de telefonia e serviços considerados essenciais, como água e luz.

Velocidade de conexão abaixo do contratado

Este é um ponto polêmico. Os serviços de transmissão de dados não são estáveis e muito menos disponibilizam uma velocidade contínua. Assim, é natural que ocorram variações na velocidade de download e upload para mais ou para menos do valor contratado.

Embora numa análise inicial a queda significativa na velocidade possa também se enquadrar no artigo 20 - já que há uma diminuição de valor - é importante neste caso atentar para o que está escrito no contrato que você assinou quando contratou o serviço. A maioria deles prevê uma variação na velocidade contratada.

Alguns contratos, inclusive, estipulam que a velocidade de conexão pode chegar até a 10% do valor. Num caso extremo como este, você deve entrar em contato com a operadora e, se nada for feito, procurar um órgão de defesa do consumidor como o Procon.

Legalmente não há muito para ser feito, mas cláusulas como essas podem ser questionadas, uma vez que podem ser interpretadas como abusivas. Se você não recebeu uma via do contrato, exija-a. É um direito seu. Assim como também é um dever seu ler o contrato antes de assiná-lo para que, caso discorde de alguma de suas cláusulas, possa questioná-las ou mesmo procurar outra empresa.

Fique atento a variação máxima permitida de acordo com o seu contrato.

A mesma regra vale para limites de banda. Caso você tenha contratado um plano de dados ilimitado, não faz sentido ter sua velocidade de conexão reduzida ao atingir determinado limite de download. Mais uma vez, procure saber o que foi estabelecido em contrato e, caso nada tenha sido mencionado, acione o Procon de sua cidade.

Alguns órgãos como o Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC - têm questionado cláusulas como a supracitada, buscando uma padronização na legislação. Porém, em princípio, o que existem são decisões judiciais isoladas, analisadas em casos individuais.

Multas rescisórias e prazo de fidelidade contratual

Para o Procon-PR a exigência relativa a prazo de fidelidade nos serviços de internet é abusiva, conforme os artigos 51 e 39 do Código de Defesa do Consumidor.

O artigo 51 dispõe que "são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: transfiram responsabilidades a terceiros (inciso III) e deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor (inciso IX)".

Na maioria dos casos, ao exigir o não pagamento de multas rescisórias ou taxas referentes a quebras de contrato, as operadoras depois de alguma negociação costumam abrir mão dos valores. No entanto, caso você não tenha sucesso, a melhor saída é procurar um órgão de defesa do consumidor.

Para o Procon-PR a exigência relativa a prazo de fidelidade nos serviços de internet é abusiva.

Mais uma vez, é importante ficar atento ao que está disposto no contrato que você assinou e tê-lo em mãos, assim como comprovantes de pagamento e números de protocolo de ligações à operadora, na hora de entrar em contato com os órgãos de defesa.

Compras no exterior

Com a popularização das lojas online e da implementação de sistemas mais seguros para transferência de dados, aumentou significativamente a compra de produtos pela internet. Dados divulgados no final de 2009 dão conta que as transações online cresceram 28% em relação aos dois últimos anos.

Embora o mercado interno online já seja hoje uma fonte confiável para boa parte dos consumidores, ainda são poucos que se aventuram em compras online em lojas do exterior. Fatores como a alta carga tributária, taxas de frete mais altas e prazo maior para entrega acabam ainda sendo motivo de desconfiança para muitos usuários.

Porém, mesmo que você esteja disposto a encarar todos esses fatores, precisa ficar atento também a um outro detalhe: caso o produto que você comprou apresente algum defeito ou venha com alguma avaria será preciso contar com a idoneidade e a boa vontade da loja de origem para resolver o problema.

Isso acontece porque as leis do Código de Defesa do Consumidor não se aplicam aos estabelecimentos comerciais internacionais. Por isso, antes de efetuar uma compra internacional, leve em consideração alguns fatores.

Dois principais deles são: informe-se em fóruns ou com outros usuários sobre experiências anteriores de compra e verifique no site quais as condições e prazos para possíveis devoluções ou trocas de mercadorias.

Preste muita atenção na idoneidade da loja antes de comprar no exterior.

Mas e caso você compre um produto fora do país de uma empresa ou marca que possua representante legal em terras brasileiras? Segundo orientação do Procon-PR, caso exista um representante oficial do fornecedor internacional no Brasil, o consumidor pode procurá-lo para resolução de eventual problema. Se não houver representante no país, o consumidor deve recorrer ao Judiciário, com abertura de processo.

Alguns cuidados básicos que você deve tomar antes de efetuar qualquer tipo de compra online, seja no Brasil ou no exterior:

Saiba efetivamente como funcionam todos os procedimentos a serem adotados durante a compra e após o recebimento da mercadoria. Em caso de dúvida não hesite em entrar em contato com a loja. Caso sua mensagem não seja nem respondida, desconfie sobre a qualidade do serviço prestado;

- Verifique as medidas que o site adota para garantir a segurança e a privacidade dos seus dados;

- Guarde todos os dados de compra, como itens adquiridos, valor pago, forma de pagamento, prazo de entrega e número do protocolo de compra. Emails trocados com a loja também são válidos em uma possível reclamação, por isso guarde-os também;

- Exija sempre nota fiscal do produto.

Quando posso me arrepender das compras que fiz via Internet?

Desde que você esteja agindo de boa-fé é possível, sim, arrepender-se da compra de um determinado produto. Este é mais um direito do consumidor e que pode ser exercido em duas situações. Quando o produto ou serviço recebido não corresponder às suas expectativas, é uma delas; ou quando o consumidor for induzido a contratar sem a necessária reflexão.

Neste caso, exige-se boa fé do consumidor por se tratarem de condições de análise subjetivas, e não técnicas, para desistência da compra do produto. Em situações como esta seu direito pode ser exercido até 7 dias após a data de assinatura do contrato ou recebimento da mercadoria.

Se você ficou desapontado com um produto pode devolvê-lo em até sete dias.

O produto recebido deverá ser devolvido e os valores pagos à loja devem ser restituidos, inclusive, com atualizações monetárias quando forem cabíveis. Vale lembrar que o produto deve ser entregue da mesma forma que você recebeu, ou seja, sem avarias e em perfeitas condições de uso.

Seja um consumidor consciente

Conhecer os seus direitos e deveres como consumidor é uma das melhores maneiras para evitar aborrecimentos quando eventuais problemas ocorrerem. Assim, além de evitar ser enganado, você saberá exatamente como proceder em determinadas situações.

Listamos aqui algumas dicas que você deve levar em consideração antes de adquirir qualquer produto e algumas ações importantes a serem feitas após a compra:

- Antes de adquirir qualquer produto ou serviço, solicite uma cópia do contrato para leitura. Muitas vezes o consumidor só de dá conta de determinadas condições de utilização após a assinatura do contrato. Com isso você evita comprar produtos que não irão suprir suas necessidades e também pode questionar, caso discorde de algumas condições impostas pelo fabricante ou prestador do serviço;

- Guarde todos os comprovantes de compra, notas fiscais, certificados de garantia e manuais de instrução juntos. É comum acontecer de um produto apresentar problemas depois de quase um ano da compra e o consumidor não poder usufruir da garantia por não ter mais os comprovantes de compra. Por isso, guarde-os de maneira organizada em algum lugar de fácil acesso em sua residência;

- Leia atentamente o manual de instruções do produto, bem como os contratos de utilização de serviços.Você descobre como utilizar todas as funções de um determinado bem durável sem o receio de estar fazendo algo errado que possa estragá-lo. Da mesma maneira, no caso dos serviços, você fica ciente dos seus direitos e deveres e pode utilizar essas informações em benefício próprio quando necessário.

- Conheça o Código de Defesa do Consumidor. Muitas vezes o proprietário de um produto com avarias acaba deixando de exercer os seus direitos por não ter conhecimento da legislação. O texto completo da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, pode ser acessado na página do Governo Federal;

- Ao entrar em contato com um Serviço de Atendimento ao Consumidor - SAC - ou assistência técnica, anote sempre a data e o horário da ligação, bem como os números de protocolo de atendimento e, se possível, o nome dos atendentes. Informações como essas são primordiais caso o problema não seja solucionado pela empresa e seja necessário procurar um órgão de defesa do consumidor;

- Se você se sentir lesado e o contato direto com a prestadora de serviços, a loja ou o fabricante não resolverem o seu problema, procure o Procon da sua cidade. O Governo Federal mantém o site Portal do Consumidor e nele é possível pesquisar o telefone e endereço de todas as unidades do Procon no país. Outra alternativa é consultar o IDEC. A página oficial da entidade também traz muitas orientações ao consumidor além dos telefones e endereços para contato.

Pense antes de comprar.

Alguns sites para você visitar

Lei nº 8.078 - No site do Governo Federal está disponível o texto integral da Lei Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que legisla sobre os direitos e deveres do consumidor;

Portal do Consumidor - Site também mantido pelo Governo Federal onde é possível localizar a unidade do Procon mais próxima de sua cidade;

ANATEL - A Agência Nacional de Telecomunicações é a responsável pela regulamentação dos setores de internet e telefonia no país. Além de toda a legislação sobre o assunto o site traz respostas às perguntas mais frequentes do consumidor sobre o assunto;

IDEC - Site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, uma associação de consumidores independente que tem por objetivo educar e conscientizar os cidadãos sobre os seus direitos.

Este artigo trouxe informações úteis para você? Que outras dicas ou conselhos importantes devem ser levados em consideração na aquisição de produtos ou serviços? Participe deixando a sua opinião nos comentários.

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